044 - VIDAS IMPERFEITAS – MOTIVAÇÕES – PARTE 3 (S.S.)

  

—Tem certeza Ricardo? Você é mesmo Engenheiro Civil... ou é um reservado? Questionei, olhando profundamente nos olhos do macho, trêmula por dentro e por fora.

                Ricardo fez um sinal com a mão, virou meio de lado e tirou sua carteira do bolso traseiro da calça, virou-se de frente, a abriu e tirou uma carteirinha do CREA, a qual constava seu nome completo e número de registro, em seguida me deu. Não quis pegar, mas ele insistiu.

                —Veja, sou Engenheiro Civil registrado, mas ando protegido, porque vivemos em um país violento, com 70 mil assassinatos por ano, e este estado está mais violento que o Rio de Janeiro! Tenho curso de tiro e documentação legal para portar uma arma, isso aqui é minha defesa, porque eu sofri muito na vida para chegar onde cheguei e ter de entregar tudo de mão beijada a um vagabundo desgraçado! Desabafou Ricardo, com os olhos marejados.

                —Você sabia que... a Lidiane tem dois irmãos bandidos? Indaguei, nervosa.

                —Sim, eu sei, mas sempre a visito desarmado, ou melhor, escondo a arma no carro, porém, ela não sabe que possuo uma, e não precisa saber! Disse Ricardo, sereno.

                —Você... só pode gostar muito dela para se arriscar assim! Comentei, meio ressabiada.

                —Sim Luciana... a Lidiane... é uma mulher a quem tenho profundo respeito e admiração, é uma jovem que quer vencer, e me vi nela, com a idade dela, na época carregando sacos de cimento nas costas, descarregando carretas, mas sempre estudando, desejando ser algo e alguém melhor, entretanto... não tive quem me estendesse a mão, tudo que conquistei... foi à custa de fome e muito sofrimento, então... quando venci... prometi ajudar alguém... a ser alguém, e esse alguém... é a Lidiane! Retrucou Ricardo, que quase chorou de emoção.

                —Se o mundo tivesse mais pessoas como você... com essa empatia, seria muito melhor! Falei, devolvendo a carteirinha do CREA a Ricardo, que sorriu e a pôs de volta na carteira.

                —Nem todos conseguem cavar suas oportunidades, às vezes... precisam de alguém que as dê, porém, a oportunidade só surge quando a pessoa QUER, o querer é a mola motriz da transformação de nossas vidas, e aquela menina vai longe, porque ela QUER, ela quer vencer, quer mudar, e eu farei o que for possível para que ela vença, mesmo que... a gente não dure como namorados, não me importo, porque somos mais felizes quando fazemos alguém feliz, quando realizamos os sonhos de alguém! Disse Ricardo, e o abracei, emocionada.

                —Você é um homem de caráter, mesmo sendo infiel! Falei, e ele riu alto.

                —É muito raso medir o caráter de alguém usando só a infidelidade como parâmetro! Não temos o direito de julgar e condenar alguém porque é infiel, porque nossa vida não se resume apenas ao matrimônio, ela é um conjunto, é um cenário! Replicou Ricardo, sábio.

                —É... temos um cenário ao redor! Falei, me lembrando de Rodrigo. Rodrigo... aquele sim era um homem sábio, culto e com uma visão madura de mundo, mesmo sendo safado...

                —Bem... preciso ir! Me desculpe pela confusão com a arma, mas realmente não esperava que você a veria, e... se quiser, mostro os documentos dela! Disse Ricardo, cuidadoso.

                —Não precisa, apenas... tenha cuidado e prudência, caso... Deus o livre, alguém o abordar, e se vir que não vai poder se defender... por favor não reaja! Aconselhei.

                —Pode deixar, obrigado pela preocupação! Disse Ricardo, e nos beijamos rapidamente.

                O comedor se foi, eram quase 18h, e apesar do prazer avassalador que tive, fiquei sim ressabiada, mesmo ele provando por A+B que era Engenheiro Civil. 

                    Ok, não se vê um cidadão comum portando uma arma todos os dias, não de forma legal, só mesmo... pessoas como Ricardo, que possuem grana, instrução e um notável equilíbrio emocional, porém... um pressentimento ruim tomou meu ser, e mais uma vez encasquetei com ele, porque aquele macho não tinha jeito e nem porte de Engenheiro Civil, mas no final das contas era né...

                Desencanei, o mal entendido havia sido resolvido, mas Lidiane me preocupava, olhei no WhatsApp e nada de acesso recente. Será que não havia internet no interior onde ela estava? Bem, após uma trepada deliciosa como a que tive com Ricardo, bateu aquela fome marota, e como havia sobrado comida do almoço, requentar não seria problema algum, e foi o que fiz.

                Após o jantar, deitei no sofá e liguei a TV para ver alguma coisa, e só passava merda. Odeio novelas, nunca gostei dessa sátira de mau gosto da vida real, que só fomenta a inversão de valores e corrói as mentes das pessoas, mas enfim, desliguei a televisão e fiquei mexendo no celular, depois deu sono, e como eu estava bem molinha devido aos dois orgasmos, fui dormir...

                SÁBADO, 08 DE SETEMBRO DE 2018.

                O dia estava tranquilo, Lidiane me enviou uma mensagem por volta das 11h, ratificando nossa aula de segunda-feira. Novamente ela não perguntou se Ricardo havia me visitado, talvez preferisse falar sobre isso pessoalmente. Tudo bem, não encuquei com isso, se ela sabia e não achou ruim, eu é que não acharia, e treparia com ele quantas vezes me desse vontade, porque além de gato e tesudo, o macho soube me dar prazer sim, mesmo abaixo dos 20 centímetros, assim como Marcos e Nonato me deram, porém, não sei se continuaria abrindo exceções assim, mas tudo bem, não se encontram machos dotadões como Bruno e Cássio todos os dias né...

                SEGUNDA-FEIRA, 10 DE SETEMBRO DE 2018.

                Após um final de semana pacato e de descanso para meu corpo, mais uma semana de aulas começava. Evitei ir à padaria tomar meu desjejum, porque tive medo de trombar com Mardônio e Marlon mais uma vez, e ao chegar na escola, felizmente vi Ariovaldo, já de volta à labuta, tentando organizar a entrada dos alunos. Ele me viu e abriu um sorriso bem receptivo.

                —Bom dia cabra! Teve um “passamento” foi? Cumprimentei e indaguei. Ele riu.

                —Se tivesse tido um passamento não estaria aqui né! Rebateu Valdo, e gargalhei.

              —O que foi Ariovaldo? A novinha te deu uma surra e o coraçãozinho ia pifando é? Questionei, troçando do vigia, que gargalhou, sacudiu a cabeça e respondeu, do cômico ao sério:

                —Antes fosse, morrer em cima de uma mulher é meu sonho; foi estresse, cansaço mesmo Luciana, trabalhar como vigia e guarda tá cada dia mais tenso! Essa bandidagem, esses traficantes de merda que todos os dias vêm aqui, isso deixa a gente nervoso e com medo!

                —Nem me fale Ariovaldo, deixei de tomar meu café da manhã na padaria, porque na semana passada o Marlon e o Mardônio apareceram lá, depois a polícia veio, enfim, estou com muito medo, a gente vive na insegurança, e entendo muito bem o seu lado! Desabafei.

                —Ah, eles são perigosos, mas não mexem com moradores né! Replicou o vigia.

                —Mesmo assim, tenho medo, e a polícia está só de olho neles, né! Falei, desolada.

                —Se tá de olho... é porque vão morrer, e agora que você mencionou... já me toquei de alguns reservados por aqui, então... os safados vão “papocar” logo logo! Disse Valdo. Assenti...

                —Bom dia Valdinho! Disse Raimunda, chegando e abraçando o comedor. —Bom dia Lulu! Completou a coroa, me abraçando, ainda abraçada ao vigia. Sim... éramos amigos...

                —Bom dia Mundica! Falei, dando beijos no rosto dela, que beijou minha testa.

                —E aí Luciana, como vão as aulas da Lidiane? Indagou Raimunda, abraçada com Valdo.

                —Bem, ela está aprendendo sim, hoje vamos continuar! Respondi.

                —E o velho babão? Viu ele? Perguntou a coroa, se desvencilhando do vigia.

                —Velho babão nada, pense num macho lindo! Respondi e a coroa arregalou os olhos.

              —Ih, vão fofocar de macho lá na sala dos professores, aqui não! Disse Valdo, nos “enxotando”, e gargalhamos. Demos tapinhas no ombros dele e depois saímos, rindo.

                Ainda tínhamos tempo antes de iniciarmos nossas aulas do dia, então, na cantina, tomando nosso desjejum, contei tudo para minha amiga, e ela arregalava os olhos e ria sapeca conforme eu ia relatando minha transa com ele, porém, Raimunda também desconfiou dele quando relatei que o flagrei armado em minha casa, e afirmou categoricamente que o namorado de Lidiane era um reservado, e que os irmãos de minha aluna morreriam em breve...

                Após o expediente, fui para casa é claro, tinha hora marcada com Lidiane e não podia perder tempo com conversinhas, e já na rua onde moro, a cerca de seis metros de meu lar, um carro passou por mim em velocidade média. Lindo por sinal, acho que era um Honda Civic, e arregalei os olhos ao vê-lo parar... em frente à minha casa. A porta do passageiro se abriu, e vi Lidiane sair do veículo. 

                Parei e observei, ela trajava o uniforme da escola onde estudava e portava sua mochila. O carro manobrou o retorno e arrancou em disparada. Era um Uber.

                Andei em passos apressados, e de longe vi o semblante de minha aluna, que estava com um lindo sorriso radiante, então, ao chegar, fitei a jovem e indaguei, achando estranho:

—Oi Lidiane, veio cedo assim por que? A jovem abriu sua mochila e tirou um simulado da escola onde estudava, e o estendeu me mostrando a nota: 9,5, em seguida me abraçou.

—Obrigada professora, obrigada! A senhora é a melhor professora do mundo! Disse Lidiane, emocionada e me apertando. Nem preciso dizer que também me emocionei...

—Oh meu amor... eu é que fico agradecida por ver seu esforço dando frutos, você é uma vencedora, é a minha melhor aluna e uma mulher admirável! Respondi, beijando a cabeça dela.

—Queria mostrar pro Ricardo, ele vai ficar muito feliz, mas não consigo falar com ele! Disse a jovem, me fitando e enxugando as lágrimas. Me arqueei e beijei a testa dela.

—Talvez ele esteja ocupado, mas logo vai retornar suas ligações e ficar orgulhoso de você quando souber! Respondi, segurando as mãos de Lidiane. A jovem assentiu sorrindo.

Como Lidiane havia chegado praticamente com duas horas de antecedência do nosso horário combinado (eram quase meio-dia e as aulas dela são às 14h), seria grosseiro não convidá-la para almoçar e se acomodar em minha casa, então entramos e ofereci um banho a ela, já que a mesma trazia algumas roupas em sua enorme mochila escolar.

Enquanto eu preparava o almoço, Lidiane tomava sua ducha, e foi rápida. A jovem saiu do banheiro, trajando um top com estampas abstratas e um short curtinho e justo, delineando seu lindo e perfeito corpo de 18 anos, e entendi mais ainda porque Ricardo estava disposto a fazer de tudo por aquela jovem, porque ela realmente era um espetáculo de fêmea...

Como eu disse lá no prólogo ao descrever a personalidade de Lidiane, ela sempre foi uma pessoa discreta e na dela, e mesmo tendo sido ousada e oferecido seu namorado para que transássemos, durante o almoço, ela sequer tocou no assunto de nossa transa, mas eu sabia que ela sabia, contudo, a jovem conduziu tudo como se nada tivesse acontecido, como se nunca tivesse feito a proposta que fez, e aquilo me deixou meio incomodada, tanto que após terminarmos de almoçar e ficarmos deitadas em minha cama descansando e ainda conversando sobre seu brilhante progresso nos estudos, não me contive e entrei no assunto:

—Lidiane... depois da última aula que tivemos, na quarta passada... o Ricardo veio aqui!

—Gostou de transar com ele? Indagou minha aluna, e arregalei os olhos. Eu nem ia arregalar, mas o tom de voz e todo o gestual frio de Lidiane me fizeram arregala-los.

—Er... eu... é... ah! Tentei falar, mas sequer consegui, tamanho meu espanto, porque desacreditei que ela se comportaria daquela forma tão calma, tão... “é? Foda-se!”.

—Gostou da “pomba” grossona dele professora? Sussurrou Lidiane, sorrindo sapeca, mordendo o lábio inferior e me fitando profundamente. —Fala professora, não sei porque a senhora tá se fazendo de sonsa, eu sei que vocês treparam, e eu disse que não tô nem aí, porque também sou a outra na vida do Ricardo, mas é como eu falei, não vou ficar “botando queixo” com quem tá me dando uma oportunidade de crescer na vida! Completou Lidiane.

—Er... Lidiane... você... não sente nada pelo Ricardo? Não... se apaixonou, ou... não quer se apaixonar, sei lá... tem ao menos tesão por ele, ou... só está focada na ajuda que ele está lhe dando? Questionei, sincera e muito impactada com as palavras de minha aluna, ok, ela deu sinal verde para transarmos, mas... a atitude dela soou tão... maniqueísta, tão... ah... sei lá...

—Professora, eu sei o meu lugar, nossa relação... nunca vai passar de um caso, o Ricardo nunca vai me assumir, e eu sofro com isso, porque gosto sim dele e muito, mas... não acho que tô perdendo meu tempo, porque ele também gosta de mim, se importa comigo e com meu futuro, e porque... dou pra ele... o que a mulher dele não dá mais, e não é só de sexo que tô falando, o Ricardo... é uma pessoa carente de carinho! Revelou Lidiane, e fiquei consternada.

—E se... o Ricardo quisesse te assumir? Vamos supor que ele largasse tudo para recomeçar com você! Você... mergulharia de cabeça nessa relação com uma diferença de idade tão gritante? São 25 anos Lidiane! Indaguei e formulei a situação, afim de testar minha aluna.

—Pode ter certeza que sim professora, eu juro... mesmo sendo muito mais nova, eu nunca iria sacanear com o Ricardo, e... acho que ele também não ia me sacanear, porque ele gosta de mim, se sente bem quando tá comigo, mesmo quando... não rola nada! Disse Lidiane, com os olhos marejados, e vi sinceridade naquele olhar, sinceridade e gratidão.

—Puxa... você falando assim, faz eu me sentir meio que arrependida de ter... transado com o Ricardo! Desabafei, sincera e realmente sentindo um pouco de remorso.

—Tem nada a ver professora... a gente tá no mundo real, e no mundo real... eu sou a “rapariga” novinha e gostosinha que é bancada por um homem casado, e que não tem a obrigação de ser fiel comigo! Retrucou Lidiane, com uma crueza penosa nas palavras.

—Não Lidiane... não se considere rapariga de homem casado não, pelo amor de Deus, não se deprecie dessa maneira. Você é uma menina de caráter, que está lutando para vencer na vida e sabendo aproveitar a oportunidade que a vida lhe deu! Rebati, e Lidiane já chorava.

—Eu sei professora... eu... só quero... dar uma vida digna pra minha mãe, e sair desse bairro infestado de bandidos! Desabafou Lidiane, chorando e a abracei, então chorei baixinho...

—Olha meu amor... vamos estudar, tudo bem? Pare de chorar, levante sua cabecinha e mantenha o foco naquilo que você quer, que é passar no ENEM e se formar! Lute... mude, seu futuro não está nas mãos do Ricardo, e sim nas suas! Bora, enxugue essas lágrimas e vamos para a mesa estudar e estudar. Eu, como sua professora, EXIJO que você vença! Retruquei, sacudindo Lidiane pelos ombros e fitando profundamente seus olhos. Lidiane parou de chorar e assentiu.

O melhor aluno que eu e tinha na escola se chamava Levi. Um rapaz inteligentíssimo, que participou das Olimpíadas de Matemática de 2017 e ficou entre os cinco melhores, porém, mesmo ele sendo o mais disciplinado e aplicado dos meus alunos (um dos poucos e únicos), sequer chegava aos pés de Lidiane, porque aquela discente tinha uma determinação brutal em aprender, e aprendeu. 

A jovem maratonou 20 questões de concursos públicos da banca CESPE contidas na minha apostila, e após conferir no gabarito, tinha acertado 19, em seguida treinou mais 15 do ENEM de 2017, e pôs todas no bolso. Fiquei embasbacada... ela era uma guerreira, uma fera indomada e indomável.

—Ai... tô com a mão cansada de escrever! Disse Lidiane, abanando a mão direita. Ri alto.

—Parabéns meu amor... você está se saindo muito além do que eu esperava, tanto que vou elaborar uma prova para você fazer na nossa próxima aula! Se garante? Comentei e propus.

—Uma prova? Indagou Lidiane, com seus lindos olhinhos amendoados meio assustados.

—Sim, e eu tenho certeza de que você vai tirar 10, porque é a minha melhor aluna, é a aluna que me faz sentir cada dia mais orgulhosa de ser professora! Respondi, Lidiane se levantou de um salto e me abraçou, aninhando sua cabeça entre meus seios, exalando sua felicidade.

—Pode deixar professora, vou tirar 10 sim! Disse minha aluna, me fitando determinada.

—Ok, sente-se e volte a estudar, quero você bem afiada, não pare! Falei. Ela assentiu.

30 minutos excedentes já haviam transcorrido de nosso horário, e nem sinal de Ricardo para vir buscar Lidiane, mas tudo bem, o ritmo dela estava muito bom, então resolvi preparar um lanche para nós e a jovem realmente não parava de estudar, fazia os exercícios e a cada acerto, vibrava com um “yes’, e aquilo me deixava contagiada de alegria. Preparei nosso lanche e servi, mas quase que Lidiane não comeu, de tão concentrada que estava nos estudos.

17h45. Esse foi o horário em que ouvimos as buzinadas do carro de Ricardo lá fora.

—O Ricardo chegou! Disse Lidiane, com os olhos brilhantes de empolgação. Assenti e fomos recepciona-lo, mas Lidiane pegou seu simulado com a nota 9,5 e escondeu com as mãos para trás, afim de fazer uma surpresa ao seu namorado, o qual ela amava, amava sim...

—Boa tarde Ricardo! Cumprimentei, e vi um olhar meio desolado do macho, que deu um sorriso embotado, mas mesmo assim, bem charmoso. Ele trajava uma camisa azul-escuro e uma calça jeans preta, seguida de um sapato social preto. Estava um gato, porém, meio triste, Lidiane sorria lindamente, e quando ele viu sua ninfeta, deu aquele sorriso realmente alegre.

—Desculpem o atraso, tive uns problemas lá na construtora! Justificou-se Ricardo.

—Tenho uma surpresa pra você amor! Disse Lidiane, radiante. Vi os olhos do macho marejarem de carinho por aquela jovem, que sorria lindamente para ele.

—É? E qual é? Indagou Ricardo, sorrindo. Lidiane então mostrou o simulado, e o macho arregalou os olhos, o pegou e depois sorriu. —Parabéns meu amor, você me deu mais um momento feliz, e você Luciana... não tenho palavras para expressar a gratidão pelo seu trabalho! Completou Ricardo, que me deu um abraço fraterno, o qual foi retribuído por mim... 

CONTINUA

Comentários

  1. Essa história tão comovente e especial. Da para perceber na sua escrita.

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  2. Desde o primeiro instante que ele apareceu sabia que era um reservado!

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  3. A vida nos prega peças, complicado a vida da lidiane mas com estudos ela surpera e alcança seus objetivos.
    (Mike)

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