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Ao chegarmos em minha casa, Katiane entrou comigo. Eu sabia que o corno
não estava lá, então ficaríamos à vontade, sem a tensão de ter que fazer
teatrinhos.
—Achei que seu marido ia tá em casa! Comentou Katiane, admirada.
—Durante o evento... ele ligou e disse que ia viajar a trabalho, uma
viagem de última hora! Sente-se. Quer uma água? Suco? Está com fome? Respondi e
ofereci, já desconversando.
—Mulher, com fome eu tô, mas tá muito tarde, preciso voltar! Seu evento
demorou mais do que o normal, mas tudo bem, às vezes acontece! Respondeu
Katiane, e ri acanhada.
—Confesso que não vi o tempo passar, mas... se estiver com medo de
andar sozinha a essa hora, pode dormir aqui, sem problemas! Retruquei,
preocupada com ela.
—Obrigada Lulu, mas não posso... minha filha tá me esperando e ela só
dorme quando eu chego em casa! Respondeu Katiane, que deu um sorriso lindo de
afeto, e sorri.
—Ai que lindinha, a minha era quase assim também. Quando eu chegava da
faculdade, às vezes ela estava na porta, sentadinha me esperando, ou, dormindo
no sofá porque não aguentava esperar. Olha... não tem coisa mais maravilhosa na
vida, do que chegar em casa... e ter alguém que amamos e nos ama... nos
esperando! Comentei, e minha face tremeu um pouco.
—Mulher, o cansaço some na hora, por isso não quero perder nenhum
segundo com ela, porque passa rápido! Amanhã vamos pro SESC, vou aproveitar que
tô com o carro, e curtir bem muito o dia com minha filhota! Respondeu Katiane, empolgada
e assenti sorrindo.
—Katiane... sua mãe sabe que você... trabalha cobrindo... transas e
eventos sexuais? Perguntei, curiosa e meio preocupada. Katiane deu um sorriso
acanhado e respondeu:
—Sabe nada... minha mãe nunca ia entender o meu trabalho. Ela ia achar
que sou uma prostituta, sendo que nunca dei cabimento pra ninguém, sempre me
dei ao respeito. Eu falo que trabalho em shows de forró, os eventos da empresa
da Suzy, que não tem nada a ver com o grupo, casamentos, enfim, infelizmente
tenho que mentir! Explicou Katiane, que suspirou forte.
—E... sem ser indiscreta, mas compensa? Indaguei, fazendo o gesto de
contar dinheiro.
—Oxe... compensa sim, ganho bem, mas é muita responsa. No seu evento eu
tava representando a Suzy, com todos os poderes que ela tem como dona do grupo,
inclusive, eu vou te tirar da Quarentena Social amanhã, nem precisa esperar ela
fazer isso! Disse Katiane.
—Uau... que bacana, e... a Suzy disse que eu vou poder participar dos
eventos dos veteranos. Como são esses eventos? Comentei e indaguei, curiosa.
Ela respondeu e explicou:
—É... tu vai poder participar, e assim: a Suzy te explica melhor sobre
isso, porque eu não tô muito bem informada e posso falar alguma besteira, só
acho... pouco provável, ainda esse ano, porque a maioria já tá tudo fechado! Tu demorou muito pra decidir
seu evento, Lulu!
—Sério? Puxa, que pena, mas... aconteceram algumas coisas meio
chatinhas e... nem lembrei, porém... quem sabe eu dou sorte e consigo uma vaga
ainda esse ano! Respondi.
—Tomara que dê certo! Bom, preciso ir, tá tarde demais já! Disse e
avisou Katiane. Assenti e a acompanhei até a calçada. Nos despedimos com beijos
no rosto e ela partiu. Sozinha em casa no final de semana. Descanso, mas também
reflexões, divagações e a certeza de que esse 14 de junho será inesquecível, e
as consequências disso eram imprevisíveis e assustadoras.
SEGUNDA-FEIRA, 17 DE JUNHO DE 2019.
Trajando uma camiseta personalizada da escola e uma calça jeans,
finalizando com uma sandália rasteira, eu tomava meu desjejum matinal na
padaria, absorta. Falei rapidamente com Rodrigo por mensagens no sábado. Ele
estava com o filho em um passeio e no domingo estaria assoberbado com as
tarefas da igreja. Além disso, disse que hoje, iniciaria uma reforma em sua
casa, e com isso, não poderia vir à padaria me ver até que a mesma estivesse
concluída.
Achei melhor assim, por mais que a saudade dele e a vontade de me
esfolar toda naquele pauzão delicioso me torturasse, eu não queria comentar com
ele sobre meu evento; sei lá, com Rodrigo eu não me sentia à vontade de
comentar sobre minhas transas, por mais discreto e respeitoso que ele fosse, ainda
mais depois de transar com um... travesti.
Travesti... tão macho quanto qualquer outro (exceto Inácio) que me
possuiu até agora. Eu não conseguia deixar de me impressionar comigo mesma e
claro, com a pegada de Adriano, ou Thainá, sem falar de sua aparência e gestual
totalmente femininos. E a idade? Só 23 anos, uma menina ainda, mas com uma
experiência absurda no sexo. Como lidar com isso?
De repente tive um estalo. Rodrigo sabia de tudo. A forma como Thainá
falou dele, e a fala de Katiane, afirmando tão categórica que ele não se
importaria com o fato de eu ter transado com um travesti, finalizando com uma
troca de mensagens, onde o pastor sequer indagou sobre meu evento, atestavam a
maturidade absurda dele, e, a certeza de que... éramos apenas amantes, livres
para fazer o que quiser e transar com quem quiser.
Rodrigo tem duas fixas bissexuais e as aceita, as respeita e transa com
elas com um tesão absurdo, é visível a harmonia na relação deles, então
desencanei. Eu não iria comentar nada, claro, mas caso ele perguntasse um dia,
eu responderia sem problemas, de forma sincera.
Após dar minha aula na última turma do dia, o sinal soou e os discentes saíram em disparada, com a algazarra irritante de sempre. Arrumei minhas coisas para finalmente ir para casa, almoçar e relaxar em minha cama. Decidi que não aceitaria mais encontros até o dia 29, mesmo estando fora da Quarentena Social após o evento, eu até a manteria.
Em casa, tomei um banho revigorante para aliviar o calor, fiz o almoço
e almocei, depois, trajando uma camiseta vermelha e média, seguida de um short
curtinho e estampado, me preparei para deitar em minha cama e fuçar no WhatsApp,
contudo, meu intento foi interrompido por uma ligação dela, a poderosa meretriz
Suzy, e claro que me arrepiei toda. O que ela queria? Saber sobre meu evento,
claro... e para ela eu contaria sem filtro...
—Oi Suzy! Tudo bem amore mio? Cumprimentei, simpática ao atender.
—Oi moreninha linda, estou ótima, mas... e você? Como está após seu
evento? Respondeu e indagou a loiraça. Que voz linda ela tinha. Bingo. Dei
risada, depois respondi:
—Ah, Suzy, ainda estou digerindo tudo isso. Que loucura, mas foi bem
interessante!
—E o que achou de Thainá? Que surpresa hein? Indagou a loira, e rimos
juntas.
—E-Então você sabia? Ou a chamou só para o meu evento? Questionei, e a
loira riu alto.
—Não meu amor, Thainá é titular da Festa do Leite, e é sempre o último
participante. Ela está lá para surpreender e causar mesmo, impactar, mas
relutou ao saber que você, fixa do Rodrigo, faria o evento, temeu algum
preconceito e eu a tranquilizei, disse que você é muito segura e isso não iria
acontecer, e... segundo o que ouvi dela... ela amou, adorou lhe conhecer e
adorou o momento que tiveram, e disse que quer um à sós viu? Respondeu e explicou a loira, com voz empolgada.
Dei risada.
—Realmente, Suzy, não sei o que me surpreendeu mais: um travesti em um
evento assim, ou ela ficar excitada com uma mulher e transar com uma mulher,
sem problema algum. Suzy... ela virou ele na hora do sexo, transou como macho,
e confesso que adorei! Desabafei.
—Ai que delícia, mas... mudando de assunto. E Liduína? Katiane me disse que
ela perguntou pelo Rodrigo e pediu a você que desse um recado a ele! Comentou e
questionou Suzy.
Toda arrepiada com a sagacidade da loira, não perdi a oportunidade:
—Mal vi Rodrigo após meu evento, então não pude transmitir o recado,
mas... Suzy, ela pareceu bem... triste, tipo sentida ou arrependida. O que
houve? Ao ouvir isso, ela suspirou.
—Vou resumir a história: Liduína e Rodrigo tiveram um lance no passado,
enquanto ele participava da Festa do Leite. Ela, além de dona da Casa de Swing
onde aconteceu seu evento, é sócia de um grupo sexual como o nosso, bem mais
estruturado que o meu, diga-se de passagem, contudo, sem muitos critérios para adesão, especialmente por parte dos homens, mas enfim, Liduína propôs a Rodrigo que deixasse nosso
grupo e fosse para o dela! Revelou Suzy, e estarreci.
—M-Meu Deus... sério? Por isso ele... rompeu com ela? Questionei,
arrepiada.
—Sim. Lulu, o Rodrigo preza por uma coisa chamada LEALDADE, que é
diferente de fidelidade. Ele poderia ser membro do grupo de Liduína, mas na
leitura dele, o que ela propôs foi um desrespeito a minha pessoa e ficou
sentido. Rodrigo é leal a mim, é grato pelas oportunidades que lhe apresentei,
não só sexuais, mas também profissionais, e isso não quer dizer que ele me deva
sua vida, e sim... que ele honra a história que tem comigo! É mais que sexo, Luciana! Explicou Suzy.
—Nossa... e por que você ainda mantém contato com ela? Perguntei, mais arrepiada.
Ela riu.
—Negócios. O que Liduína fez, foi mais passional e pessoal, do que uma tentativa
de me sacanear. Coisa de mulher deslumbrada, que gamou no macho que lhe deu uma
pirocada de jeito, aí ficou com o juízo virado e fez besteira! É complicado de
entender! Respondeu Suzy.
—Então foi por isso que ele... saiu da Festa do Leite né? Perguntei,
ligando os pontos.
—Sim, o motivo foi esse, e aconselho que você não transmita o recado
dela. Se o Rodrigo não contou a verdadeira razão de ter saído do evento quando
vocês conversaram, é porque isso é algo só dele, é página virada e vida que
segue! Advertiu Suzy.
—É... só ela que não virou a página pelo visto. Tadinha! Comentei. Suzy
riu e replicou:
—O Rodrigo tem um bom coração, sempre vê mais as virtudes que os
defeitos das pessoas, mas... ele não admite que tentem excluir de sua vida, as
pessoas que lhe são caras, e uma de suas fixas está prestes a rodar por estar
fazendo exatamente o que Liduína fez!
—V-Vitória né? Indaguei, e ouvi o “hun, run” surpreso de Suzy do outro
lado.
—Pois é, Lulu... e me admira muito uma mulher astuta como Vitória, que
conhece a história de Liduína, agir de forma tão semelhante! A lobinha que
fique esperta, tentar queimar o Miguel com o Rodrigo... é pedir para levar um pé na bunda, além de ser algo muito baixo e desleal! Disse a loira.
—Tomara que se acertem, mas... era só isso ou... tem outra coisa?
Concordei e indaguei.
—Não, liguei também para lhe propor um encontro! Revelou Suzy, e
confesso que tremi.
—Hã? V-Você... quer... transar comigo? Indaguei, meio tensa. Suzy riu
alto e provocou:
—Ah, Luluzinha... por que não? Eu te acho muito linda e gostosa, mas
sei que você não curte mulher, contudo... se um dia resolver abrir sua mente...
estarei à disposição!
—Minha mente já está bem aberta viu? Transei com um travesti, tem ideia
do que é isso? Nem nos meus sonhos mais promíscuos imaginei algo assim! Repliquei.
Ela riu alto e atiçou:
—Ah, mas não está mesmo... Thainá, ou melhor... Adriano, foi só um
aperitivo do que ainda está por vir, e eu vou provar com o convite que vou lhe
fazer!
—Sabão não, Suzy... por favor! Rebati, achando que ela estava
insistindo.
—Que sabão o que mulher, é outra coisa! Retrucou a loira. E suspirei
aliviada.
—E... o que seria? Perguntei, curiosa. Suzy então ensejou o assunto:
—Sabe, Luciana, confesso que adorei seu jeito, sua simplicidade e certa
“inocência” sobre esse mundo sexual novo que você está desbravando, sendo
assim, queria convidá-la para uma sessão privé de sexo que farei em minha casa!
—Obrigada pelo carinho Suzy, mas... sessão... privé? Como é isso?
Indaguei, curiosa.
—A cada 15 dias, promovo um evento em minha casa, chamado “MISTRESS
SUZY”, que é uma performance onde assumo o papel de uma dominadora, e junto com
um cliente, faço um sexo... diferenciado, digamos assim, então... queria
convidá-la para assistir! Explicou Suzy.
—Dominadora? É tipo... sadomasoquismo? Questionei, tendo uma noção do
termo.
—Nesse caso, não é bem sadomasoquismo, não vai ter aquela coisa de
chicote, algemas, coleira e afins, embora eu tenha sim clientes que gostam de
apanhar e fazer inversão de papéis, mas nesse evento em específico, eu apenas
faço o que quero com o parceiro e ele fica imóvel, sendo provocado e seduzido
por mim, e é um fetiche muito bacana! Explanou a cafetina.
—Uau... fiquei curiosa para ver, aceito sim! Respondi, sinceramente empolgada.
—Então posso confirmar sua presença? Tem certeza? Questionou Suzy,
duvidosa.
—Sim, que dia e horas vai ser? Confirmei e perguntei.
—Sábado, às 20h, e antes de você me perguntar o que vai fazer para
engabelar seu marido, adianto que Katiane vai repetir a historinha da aluna de
reforço! Disse Suzy, e dei risada.
—Ok, pode ter certeza que irei, e agradeço por se preocupar com esse
detalhe! Falei.
Suzy agradeceu, se despediu, e desligamos...
De terça até o dia marcado do evento, não vi mais Rodrigo na padaria,
apenas falei com ele por WhatsApp e aquilo me deixou triste. Não dei bola para
as propostas de encontros, pois minha ansiedade para o vindouro e cada vez mais
próximo dia 29 era gigante.
SÁBADO, 22 DE JUNHO DE 2019, 19H.
O corno engoliu sem água mais uma história de aula de reforço, e após
Katiane vir me buscar, lá estávamos nós, na casa de Suzy, com 20 minutos de
antecedência do evento, conforme recomendado pela meretriz. A novinha abriu o
portão e em seguida adentramos com o carro, e vi o veículo do homem que seria
dominado pela loiraça, um Civic prata lindíssimo.
Eu trajava um discreto vestido comprido quase até os pés, florido e na
cor lilás bem clarinha, acompanhado de um bolero branco, pois eu sentia um
pouco de frio, causado pela surpresa desses acontecimentos cada vez mais
surreais e inacreditáveis em minha vida sexual.
—Você... vai assistir a esse evento? Indaguei, curiosa.
—Eu não, vou descansar em um dos quartos! Respondeu a novinha, e dei
risada.
—Nossa, e a cama é tão confortável assim? Comentei, ao sairmos do
carro.
—É sim, eu me sinto renovada quando deito nela! Disse Katiane ao
chegarmos à sala.
Quando eu estava prestes a atiçar a novinha falando de Rodrigo e
Miguel, ouvimos a porta de um dos quartos se abrir, e dele saiu Suzy. Gente do
céu... aquela mulher estava ainda mais deslumbrante e divina do que era. Seus
cabelos dourados naturais como o sol, estavam impecavelmente arrumados e bem-dispostos,
a maquiagem, arrasadora, com uma sombra e um delineador que valorizavam seu
formato de rosto, um discreto blush róseo e um batom vermelho sangue, com um
gloss que dava a impressão de a boca dela ser um rubi, e finalizando a
destruição que a fêmea causou, unhas pintadas de um vinho reluzente. Uma deusa de traços nórdicos gritantes.
A indumentária então... uma lingerie branca com detalhes dourados, bem
sensual e que apertava o corpo voluptuoso da loiraça. Meu Deus do céu, 44 anos,
celulites moderadas, claro, e na hora imaginei quanto o cara que seria dominado
por ela pagou para tê-la, e me arrepiei.
—Boa noite, meus amores! Disse a poderosa meretriz, dando seu lindo
sorriso.
—Boa noite, e... nossa... você está belíssima, mesmo sendo um
programa... o cara é um sortudo! Comentei, bestificada com o charme brutal que
da prostituta exalava.
—Sortudo é o seu pastorzinho... que tem a rola deliciosa que tem e me
fode de graça, a hora que quiser e do jeito que quiser, e ele vem daqui a
pouco... passar a noite me fodendo, fazendo de mim a verdadeira puta que eu
sempre fui, mas a puta dele, só dele! Retrucou Suzy, me provocando, e me
arrepiei inteira, ela deu outro lindo sorriso, e me mandou um beijinho.
—O... Rodrigo... vem passar a noite com você hoje? Indaguei, ofegante e meio enciumada.
—Vem sim, porque eu o chamei; o meu verdadeiro dono... não é o
Thales... é o Rodrigo, é ele quem purifica meu corpo e alma quando termino de
trepar com aquele velho seboso e fico duas horas escovando os dentes para tirar
o gosto daquela porra nojenta! Disse Suzy, raivosa e bufando.
Ela se referiu a Rodrigo como... seu dono. Isso era muito forte. Vindo de uma prostituta...
—Por que aceita isso? Você não precisa disso... transar sem tesão, sem
afeto, sem estar afim... só por dinheiro; não estou te julgando, longe disso, mas... se você
não curte esse coroa... pode sim excluir ele de sua vida, já que é dona do seu
nariz! Retruquei, penalizada e a aconselhando.
—Eu sei, mas tudo tem sua hora... a hora de você se libertar de seu
casamento está chegando, assim como a hora de eu me libertar desse velho
decrépito e fedido também, agora vamos, por favor me acompanhe, vamos nos divertir! Replicou Suzy,
sorrindo lindamente. Assenti e fui com ela.
Adentramos o quarto, eu, apenas de calcinha, a pedido de Suzy, me arrepiei
ao ver como estava diferente do dia em que brinquei de “Foda Cega” de novo. A
decoração misturava tons de vermelho e preto, harmônicos, com iluminação sóbria
e quase penumbra. Cortinas, colcha, travesseiros e lençóis vermelhos, um puff
retangular, poltrona à esquerda revestida de veludo na cor preta e claro, um
cara branco deitado na cama, e parecia charmoso...
Olhos vendados, cabelos curtos e grisalhos, nariz afilado e boca
carnuda, o corpo denotava a idade de quase 50 anos, e era um corpo bem cuidado,
com poucos pelos, braços fortes e pernas grossas. O macho dominado estava só de
cueca box preta, e sob ela... um volume que mesmo adormecido, chamava a
atenção, mas mais atenta fiquei ao ver sua respiração claramente ansiosa. Foda
Cega versão masculina? Será que Suzy se inspirou na brincadeira?
—Por que ele está vendado? Indaguei. Que maldade ele não poder vê-la...
—É o fetiche do cliente, agora... sente-se naquela poltrona, e veja o
poder que as mulheres exercem sobre os homens! Retrucou a loira, sorrindo
sapeca. Assenti e me sentei.
Suzy abriu a gaveta da cômoda, tirou um pênis de borracha grande e
grosso e um lubrificante, em seguida subiu na cama e ficou paralela ao homem,
que sorriu maroto, ela alisou sua coxa esquerda, subiu a mão desviando de seu
pau e alisou a barriga, depois o tórax, desceu para a barriga de novo e mais
uma vez desviou do cacete, retornando as coxas e as apertou.
A loira montou de costas no homem, ficando de frente para mim e começou
a chupar o pênis de borracha, com uma sensualidade e devassidão
impressionantes, fez o vai e vem rebolando suavemente, roçando sua buceta na
cara do macho, que não a tocou, permanecia imóvel, mas ofegava como se
estivesse com uma falta de ar angustiante, e vi seu pau dar sinais de
despertar, porém, a mulher percebeu e deu um tapa na pica do homem. Arregalei
os olhos.
—Não pode ficar duro é? Indaguei, quase rindo, porque ele gemeu aflito
com o tapa.
—Não... ainda não! Disse Suzy, que voltou a mamar a rola artificial,
cuja cor era rosada, e ela quase engoliu o brinquedo, engasgou e deixou o
esputo escorrer, depois abriu o lado esquerdo do sutiã e passou o cacetão
borrachudo e babado no mamilo de seu seio grandão.
A loira continuou rebolando em cima do homem, deixou o vibrador de lado
e começou a estimular seus seios, gemendo, depois alisou as coxas dele e
finalmente tocou seu pau, apertou, meteu a mão por dentro da cueca e acarinhou,
depois tirou e deu dois tapinhas.
—É grande? Sussurrei, indagando a Suzy, ela fez um “mais ou menos” com
a mão, e li perfeitamente seus lábios respondendo: “mas é grosso”, em seguida
ela piscou para mim.
Suzy continuou instigando, massageando o corpo do homem e evitando
tocar sua rola, e ela não endurecia. Uma hora ela se virou de frente, ainda
montada, debruçou-se sobre ele e beijou sua boca, roçando sua xoxota no pau
dele, e o cara não a tocava de jeito nenhum. Ela se empertigou, recuou uma das
mãos e começou a apalpar o cacete enquanto rebolava.
Após um tempo só provocando o pobre homem, que ofegava ainda mais, Suzy
ficou paralela a ele de novo, quase deitada e finalmente abaixou sua cueca,
liberando um pau depilado, circuncidado, de glande rosada e proporcional ao
resto, e que de cara eu já deduzi ser grande... porque mesmo mole... era maior
que o do meu corno duro, e grosso também; ela segurou e começou a acarinhar
suavemente, sorrindo sapeca e disse:
—Mais cinco centímetros e você me comeria de graça! Que pena! Ri ao
ouvir aquilo.
15 centímetros é pequeno? Bem... a essa altura da minha vida... é
pequeno, porque eu estava na meca dos dotados, o grupo sexual de Suzy, e de
fato a vida era injusta com alguns homens, porém... aqueles 15 centímetros até valeriam
mais um chifre na cabeça do galhudo sim, porque ele engrossou consideravelmente
sob as carícias da loira ao endurecer, era mais grosso do meio para a base, a
meretriz não conseguiu fechar sua mão, e aquilo me excitou.
Suzy tirou sua calcinha, virou de costas, empinou seu rabo enorme e
caçou a rola grossa dele, e então começou uma suave masturbação, e que xoxota
lindinha ela tinha, quase sem grandes lábios expostos, gordinha, capô de fusca
mesmo, e me admirei ao ver o cuzinho da prostituta; achei que estaria com uma
estética... diferente, de tanto dar para Rodrigo e outros dotados. Talvez ela
recusasse anal em seus programas ou cobrasse bem mais caro pelo mesmo.
—Vai me dar seu cuzinho, minha dona? Indagou o homem, louco de tesão.
—Nunca, no meu cu só entra pau grande, o seu é pequeno! Disse Suzy. Estarreci
e quase retruquei a loira, mas depois vi, pelo sorriso do cara, que era
encenação, teatrinho erótico, tanto que ela me fitou e sorriu, depois sentou e
só ameaçou meter em seu cu, e o macho pirou.
—Vai, vai, senta, senta bem gostoso! Pediu o cara, desesperado, e Suzy
foi maldosa, só esfregou um pouco a glande na entradinha do cu e saiu, o macho
quase chorou e ela gargalhou.
Suzy seguiu a suave punheta, rindo e me fitando. Se ela estava excitada
com aquilo eu não sei, porque era uma prostituta muito calejada, mas eu...
sentia a buceta tremer só de ver aquela mão padecendo em fechar a grossura da
pica, e me consumi de vontade de chupar e até fazer a caridade de dar o cu
àquele pobrezinho, mas segui só assistindo, e estava delicioso.
—Fique à vontade, Luciana, se quiser se masturbar, pode fazê-lo sem
problemas, eu vejo claramente o tesão em seus olhos, olha só a grossura desse
pau... gostosa né? Pequeno, mas bem grosso né? Provocou Suzy, masturbando só a
glande da tora, e pirei de um calor indizível.
Ergui a perna direita, afastei a calcinha para o lado e alisei minha
buceta melada, e Suzy fitou minha xoxota com uma tara absurda no olhar, o que
me deixou acanhada, ela então seguiu a punheta, me encarando profundamente e
sorrindo, oferecendo o pau para mim.
Pirei, imaginei aquele pau... é... pequeno, mas deliciosamente grosso
me fodendo, era tipo o do Professor Marcos, então Suzy, vendo meu êxtase diante do show que me proporcionava,
notou meus dedos melados da minha seiva e abriu sua boca, expôs a língua e me
arrepiei inteira, em seguida ela deu dois toques com o indicador, pedindo para
que eu pusesse meu mel em seu órgão do paladar.
Titubeei, mas aquela atitude dela não oscilou meu tesão, porque a loira
não parava de punhetar o cara, ora rápido, ora devagar, arregaçando bem a pele
do cacete e o balançando. Ela seguiu de boca aberta e língua para fora,
esperando ser atendida, e então levantei, passei dois dedos na xoxota e pus na
língua dela, em seguida passei os dedos suavemente e ela remexeu a língua, em
seguida os chupou, com um erotismo brutal e despudorado que me arrepiou, em seguida pediu mais e dei.
—V-Você... é muito devassa! Sussurrei, e Suzy inclinou a cabeça,
sorrindo lindamente, depois sussurrou “mais melzinho, quero mais”, e não parou
de masturbar o cara.
Surreal e inacreditável. Esses adjetivos passaram a ser um mantra em
minha vida sexual, porque jamais imaginei vivenciar tal coisa, jamais supus que
a mente humana fosse capaz de destrinchar o sexo dessa forma, e me assustei
comigo mesma de novo, mas por mais que eu me impressionasse... tudo aquilo que
acontecia... não me dava vontade de pôr um freio e fazer uma autoanálise,
porque era gostoso demais; a tara, o tesão, o carinho, o afeto que eu recebia
das pessoas... o desejo sincero de ser feliz, tudo aquilo... me proibia de sair
desse mundo erótico.
Passei mais uma vez meus dedos melados na língua de Suzy, e ela os
lambeu devota, depois os chupou, punhetando o cara, que se contorcia e gemia
aflito. A loiraça ficou em posição de 69, segurou a pica grossona pelas bolas
com a mão esquerda e com a direita seguiu a masturbação, literalmente estrangulando
o pênis, que vertia seiva sem parar e já formava o creminho branco, de tanto
que era sacudido. O macho tinha um bom autocontrole.
A mulher parou a punheta e apenas encostou os lábios na glande, ameaçou abocanhar e o macho implorou pelo boquete, a pica grossa pulsava, Suzy me fitou e riu, encostou a ponta da língua na pontinha da cabeça, fez que ia abocanhar de novo e recuou, rindo vitoriosa, e o cara só faltou enfartar de desespero, mas pensam que a meretriz parou?
Nada, ela empertigou-se, alocou a rola na
entrada de sua buceta, pincelou e o cara expressou sua felicidade, disse
palavras de ordem sexual, então ela sentou, foi penetrada, gemeu, porém... se tiver
durado 30 segundos foi muito, pois ela saiu de cima em seguida e o cara disse
um “NÃÃÃO” aflito.
Dei risada, mas foi de pena do homem, porque ele já estava suado de
tanta aflição e quase chorava, e de olhos vendados ainda, privado de ver e
tocar a mulher a qual ele PAGOU para ter esse momento, isso era o que me
deixava mais abismada. Não era possível. De repente a loira começou a dar tapas
na piroca dele, leves, depois mais fortes, e a rola não amolecia ou perdia
rigidez, cada mãozada balançava pouco o pau. Incrível, mas devia doer um
bocado...
Suzy dobrou-se, arrebitando sua bunda e sentando de joelhos na cara do
homem, em seguida ela começou a rebolar, masturbando ele suavemente e ouvimos
seus gemidos e respiração forte e ofegante. Ela gemeu, alisou os seios e
apertou os bicos, visivelmente arrepiada e provavelmente sendo chupada pelo
coroa. Ela tirou sua buceta de cima da cara dele, e a vi bem vermelha e melada,
o sujeito ofegando, peito subindo e descendo forte.
—S-Suzy... não vai rolar sexo de verdade? Indaguei, sussurrando
bestificada.
—O que é sexo de verdade? Pau entrando e saindo dos seus buracos?
Aquela coisa tradicional? Meu amor... abra sua mente, o sexo é um universo de
possibilidades a serem experimentadas, com o único fim... de alcançar o prazer.
Ele não está jogando seu dinheiro fora, isso eu garanto, ele está tendo sexo de
verdade, e eu também! Retrucou Suzy, e me arrepiei.
A loira retomou o 69, agarrou a rola grossa com a mão direita e seguiu
punhetando tarada, fitando o pau e a mim, que ainda de pé, dedilhava minha
xoxota cada vez mais melada, porque a forma com que ela masturbava aquele
pênis, mostrava além de um absurdo profissionalismo, um tesão brutal; Suzy
gostava de ser prostituta, mas amava fazer sexo, e aquela energia erótica tão
avassaladora que dela emanava, me contagiava inexplicavelmente.
—Chupa, Suzy, chupa um pouco! Pediu o homem, quase em tom de súplica.
Dei risada.
Suzy riu, aprumou-se e aproximou sua boca da glande, encostou os lábios
suavemente e os roçou, fazendo o coroa gemer aflito, em seguida deu uma lambida
curta, um beijo molhado, masturbou sem pressa, arregaçando bem o prepúcio e em
seguida abocanhou, ele gemeu alto, gutural e ela foi fundo, quase engoliu,
recuou e caiu de boca de novo, chupou mais e tirou.
—Está bom, já chupei demais esse pau sem graça! Disse Suzy, rindo e ri,
comedida.
Realmente foi um boquete rápido, e pelo sacudir de cabeça do pobre
homem, certamente foi gostoso. Suzy continuou masturbando e me encarando. O
jeito que ela segurava o pau dele me excitava mais e mais, com lascívia, um
carinho torturante, e me toquei mais incisiva, melando bem minha xoxota.
Mostrei os dedos melados a ela, que sorriu sapeca.
—Isso... vai Suzy, vou gozar, vou gozar! Anunciou o cliente, ofegando e
se contorcendo.
—Vem Luciana... engole a porra dele, VEM! Ordenou a Mistress Suzy, me
fitando tarada.
Subi rapidamente na cama e aproximei minha boca da rola grossa, Suzy
segurou a base do pênis com uma mão e punhetou com a outra, mais forte, roçando
a glande nos meus lábios e abri a boca, em seguida senti os jatos quentes de
esperma a adentrando, vi o pau pulsar como se fosse explodir, expelindo porra
sem parar, uma porra gostosa, razoavelmente densa, a qual pegou um pouco em meu
rosto, mas foi sim engolida quase toda, e o macho gemia aflito, desesperado,
respirando ruidosamente choroso, mas plenamente satisfeito e sorridente.
—Maravilhosa... valeu a pena cada centavo, como sempre! Depôs o cara,
extasiado.
—Viu só, Luciana? Isso é sexo de verdade! Toda vez que ele vem para esse evento, é surpreendido, ás vezes me come, às vezes não, às vezes come uma amiga, às vezes só é chupado, masturbado, enfim... o fetiche dele é deixar o INESPERADO acontecer, mas acontecer, somente com a MINHA PERMISSÃO! Esse é o jogo do sexo! Disse Suzy, sorrindo, e assenti, impactada...
FIM
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Olá queridos alunos. Tudo bem com vocês? Espero que sim. Postagem na sexta. Foi o jeito, peço desculpas pelo atraso, e eu expliquei que poderia acontecer dessa forma ao responder um comentário feito na postagem anterior. Particularmente não gosto de postar próximo ao final de semana, pois os acessos caem, e como a foto não era minha, acabou gerando isso. Achei que a foto chegaria durante a madrugada ou cedinho, mas chegou há pouco e o importante é que postei.
Bem, esse relato seria postado no retorno do curto hiato que terei de fazer a partir dessa semana, porém, devido ao engajamento maravilhoso que tive na minissérie da "FESTA DO LEITE", decidi deixar esse presentinho antes de zarpar, como uma forma de agradecer a participação de vocês.
Não vou me alongar muito, apenas espero que curtam a história, confesso que na época fiquei bem impactada, e se vocês querem saber se brinquei de "MISTRESS", digo que sim, brinquei.
Mas isso é assunto para outro momento, e como já falei anteriormente, não vou mais fazer textão nas notas finais das postagens, é cansativo. Vou apenas me reservar a breves comentários pontuais e dar avisos rápidos, ou ratificá-los se preciso. Vocês já entenderam a dinâmica e não preciso me repetir.
Caso tenham curtido, comentem, participem. A foto que ilustra essa aventura é dela, Suzy, a loiraça que ainda vai render muitas histórias deliciosas e bem depravadas, mas aqui reitero um pedido: não se chateiem pela foto não ser explícita, valorizem a história, o conteúdo e confiem em mim, as imagens explícitas virão, já estão sendo cuidadosamente selecionadas, mas não serão inseridas à toa.
A postagem sobre meu hiato vai ocorrer antes do meio-dia. Ela é importantíssima e vai tratar de um assunto sério, que vai muito além de mais uma pausa nas publicações. Conto com a participação e a compreensão de vocês, é uma leitura muito importante e esclarecedora.
Beijos, tenham um dia maravilhoso, cheio de paz, vida e muitas vitórias.
Boquete
Corno
Dominatrix
Fetiches
Heterossexual
Leitura Importante
Oral
Professorinha Fogosa
Relatos Reais
Terceiro Ato
Traição
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Comentários

Conto bom mas não tão empolgante quanto os outros, mas foi legal.
ResponderExcluirA última minisérie realmente aumentou o nivel do blog, esse conto com relação ao que nos acostumamos a ler foi "mais ou menos". Mas gostei dos detalhes.
ResponderExcluirEssa Suzy é uma rabuda gostosa em. Ela faz programa até hoje, Luciana?
ResponderExcluirOlá, meu querido, boa noite. Suzy se aposentou formalmente em 2023. Ela não lida mais com a prostituição, mas continua atendendo somente os clientes mais fiéis, como esse homem do relato. Essa foto é de 2022, em um programa que teve a minha participação. Beijos.
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