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Eu ainda custava a acreditar no que aconteceu há cerca de duas horas.
Do plugue anal em mim, à minha escova de cabelo no cu de um homem. A coisa foi
de 0 a 100 mais rápido do que imaginei. Inácio mandou outra mensagem
agradecendo pelo encontro e elogiando meu jeito direto de ser. Não esperei
aquela atitude, então respondi amável. Poderíamos ser amigos talvez. O choque
ante ao fetiche tão inusitado dele, não o torna uma pessoa inaceitável, claro. Será que existem mulheres que curtem isso?
Por mais que eu quisesse esquecer, seria impossível. Mais uma
desventura sexual, só que essa foi braba. A cena de eu enfiando uma escova de
cabelo no cu de um homem... o qual se excitou com isso, não sairia da minha
mente por um bom tempo. Acho que nem se eu fizesse um “sabão” com Raimunda,
Stefhany ou Ayla, o impacto seria tão forte quanto foi com Inácio...
De qualquer forma, a vida tinha que seguir, e a próxima parada dessa
jornada sexual surreal, inacreditável e cada vez mais imprevisível, era o meu
evento de apresentação, o qual precisava de uma decisão urgente, consciente e
irrevogável, então peguei meu celular principal e liguei para Suzy, já certa de
qual evento escolhi, após pensar muito. Três toques, ela atendeu:
—Oi Lulu, tudo bem meu amor?
—Oi loirinha, é... labutando enquanto dura! Respondi, e ela entendeu,
depois riu alto.
—Seu tom de voz... não parece muito animado não! Aconteceu algo no seu
encontro? Janaína esteve aqui e disse que foi um dos encontros mais rápidos que
ela cobriu! Disse Suzy.
—Ai Suzy... não sei se é ético eu comentar o que aconteceu, digamos que
foi... tragicômico. Na verdade, te liguei para tratar de outro assunto!
Retruquei, com a voz murcha.
—Se é assim, então o encontro... apenas não supriu suas expectativas! Disse
Suzy, séria.
—Exato, foi aquém do esperado, mas não vou “queimar” o rapaz! Respondi,
sincera.
—Efeito Rodrigo né? Entendo, mas enfim, qual seria o assunto?
Questionou Suzy, e ri.
—É sobre meu evento de apresentação, eu... já decidi qual farei!
Anunciei.
—Muito bem meu amor, então diga! Respondeu Suzy, radiante.
—Festa do Leite, vou seguir sua recomendação e fazer esse! Respondi, e
Suzy vibrou.
—Muito bem, ótima escolha, então já vou tratar de agendar seu evento,
só preciso ver o melhor dia, e infelizmente, essa decisão só cabe a mim, ou
seja, o dia em que eu marcar... você precisa ir impreterivelmente! Vou
convoca-la para vir aqui em casa, a fim de acertarmos todos os pormenores e
detalhes logísticos! Entendeu meu amor? Explicou Suzy, com voz bem doce.
—S-Sim, entendi, estarei aguardando seu chamado! Respondi, serena.
—Uma vez decidido seu evento, você não poderá ter encontros, até
mesmo com o Rodrigo, e o motivo disso eu lhe conto quando você vier aqui!
Advertiu Suzy.
—Tudo bem, acho que posso presumir o porquê, mas enfim... aguardo
ansiosa por esse evento! Retruquei, e dei um longo suspiro depois. Nem um
boquete no meu pastorzinho? Aff...
—Você vai se surpreender, Luciana e positivamente! Atiçou a loira.
—Sou curiosa viu? Não fique instigando! Rebati, e ela riu. Nos
despedimos e desligamos.
Ainda no celular principal, procurei Rodrigo no WhatsApp. Seu último
acesso tinha sido há cerca de 20 minutos. Eram quase 18h, então mandei uma
mensagem curta, objetiva, mas transbordando paixão e sinceridade: “Estou com
saudade, queria tanto ver você”.
Eu tenho a mania de olhar os status dos meus contatos, acho legal.
Rodrigo havia atualizado o dele e abri, visualizando a divulgação de um evento
de sua igreja, chamado “O rumo dos relacionamentos e os perigos das más
escolhas”. O preletor? O próprio Pastor Rodrigo.
Palestra exclusiva para os homens, conforme discriminado abaixo do
título, direcionada a solteiros, casados ou homens que estejam namorando.
Sorri, surpresa, não debochando, mas consumida de curiosidade para saber o que
ele diria aos seus congregados.
Certamente não seriam conselhos vazios, mas como transmitir sua absurda
experiência com as mulheres... se aos olhos de seus fiéis, ele só viveu com uma?
Isso me deixou instigada. Dia 10 de junho, a partir das 19h, no culto dos
homens, aberto a membros e visitantes.
A foto de divulgação foi que fez minha buceta tremer chorosa... Rodrigo
vestido como pastor, terno e gravata pretos, um absurdo de lindo, em uma pose tipo...
de pregação, com uma expressão de seriedade, mas também de simpatia. Lindo,
lindo e gostoso, ai que saudade desse macho me tomando, me comendo e me matando
de prazer com toda sua virilidade.
De repente Rodrigo respondeu, direto e objetivo: “Olá minha adorada,
sexta-feira (31) nos encontraremos no local de sempre, se puder chegar um pouco
mais cedo, será melhor”.
“Por mim, iria agora te ver, mas... combinado, que tal 6h40, meu amor?
”. Respondi propondo o horário, com um emoji de coraçãozinho e outro de beijo
anexados.
“Perfeito, na padaria, às 6h40. Tenha uma noite de muita paz, minha
consagrada, que Deus a abençoe”. Respondeu Rodrigo, e pela formalidade na
resposta, ele não devia estar sozinho, se bem que por WhatsApp ele sempre foi
formal. Puxa, mas... precisava ser tão formal?
Esperava uma resposta mais... empolgada, sei lá. Não nos vemos há muito
tempo, mas logo entendi... que Rodrigo ainda sente os efeitos do luto, da
drástica mudança que sua vida sofreu. Sua cabeça tenta lidar com a solidão, a
família a qual ele quer e precisa manter de pé, sendo seu filho a única forma
de fazê-lo. Em contrapartida... a vida sexual fora da curva que ele viveu por
tantos anos... também o chama, e ele quer manter esse equilíbrio, eu sei que
quer.
Todos são parecidos quando sentem dor. Não me lembro se ouvi isso numa
música, ou li em algum livro, mas essa frase fazia um sentido brutal, com uma
verdade ácida. De repente, meu devaneio foi cortado por uma mensagem do corno,
avisando que chegaria em 40 minutos. Uma hora ele teria de voltar, mas em
breve... essa não seria mais a casa para ele onde voltaria...
Procurei manter as aparências. Ele parecia tranquilo, embora o trato
comigo fosse de um tom mais opaco, falando o necessário, mas sem rispidez ou
impaciência. Fizemos juntos a contabilidade das despesas mensais, quando
percebi que essa viagem dele... não foi para me trair, e ele agiu como agia
sempre, toda vez que se aproximava a virada do mês, mostrava seus ganhos,
organizava as prioridades, e as sobras iam para o “porquinho” de nossa filha.
Uma hora, ao sair do quarto, após separar minha roupa de trabalhar, o
flagrei sentado à mesa. Pensativo, com um semblante confuso, talvez... de remorso,
talvez a busca por uma saída, talvez a certeza de que não poderia sustentar sua
mentira por mais tempo. Ele pegou o celular, e me armei, ele não seria tão cara
de pau a ponto de ligar ou trocar mensagens com a quenga, comigo por perto, sabendo que eu ouviria e perceberia, mas
o “oi minha princesa, papai tá com saudades”, me desarmou...
Enquanto ele falava com minha filha, atestei: seu semblante era de
remorso...
Na sexta, saí de casa às 6h30. Chegaria em cinco minutos ou menos à
padaria, mas daria tempo comer um pouco antes da chegada de Rodrigo. Será que
ele falaria sobre a suruba que pretende promover em junho? Se pediu que eu
chegasse mais cedo, certamente que sim. Torci para que, ou ele, ou Suzy não
marcassem os eventos com tanta proximidade...
Sentada à mesa de frente para a porta, já comendo meu pão carioquinha
(francês em outros estados) quentinho, com manteiga da terra e um café com
leite na temperatura perfeita, pontualmente às 6h40, quase 41, Rodrigo chegou.
Me viu e acenou discretamente, acenei também, sorrindo, feliz, o sorriso que
ele gosta. Ele trajava uma polo cinza com detalhes azuis e uma calça social
cinza-escuro, finalizando com um chinelo esportivo.
—Bom dia, minha consagrada! Há quanto tempo. Meu dia já melhorou ao
vê-la assim, tão charmosa e com esse sorriso encantador! Disse o tesudo, e
sorri mais. Malandro.
Afim de comprovar uma coisinha, instiguei, discreta:
—Obrigada meu amor, vê-lo também melhorou meu dia em 100%. Gostou da
minha roupa hoje? Após essa fala, me levantei, mostrando minha blusa florida,
de mangas médias e babados nas mesmas, seguida de uma calça cáqui boca de sino,
meio justa.
—Maravilhosa e de muito bom gosto como sempre. Sua elegância é algo
ímpar, que sempre enche os meus olhos! Respondeu, e sorri mais, toquei a mão
dele e o encarei com um tesão fodido. Isso sim é um elogio de HOMEM. Suspirei
aliviada.
—Obrigada, sabia que você iria gostar! E a sandália? Respondi e
instiguei, mostrando meu pé direito, com unhas pintadas de branco em uma
sandália de salto baixo.
—Você está inspirada hoje hein? Encheu mais que meus olhos agora!
Respondeu, e dei risada. Ah, que orgulho e satisfação ter esse HOMEM como
comedor. Apertei sua mão, sorrindo.
—Tudo bem com você, meu querido? Como ficou a situação do seu filho?
Indaguei.
—Graças a Deus melhorou muito. Nesses dias fiquei na casa dos meus
sogros, levando e trazendo ele da escola, passeando no parque à tarde, tomando
sorvete, enfim... e ele é uma usina de energia, quando quer brincar, eu
padeço, aí percebo que estou ficando velho! Respondeu, rindo e rimos.
—Ai que gostoso, acho tão lindo, pena que essa fase passa bem rápido, a
minha também era um foguete, eu que me virasse para acompanhar o ritmo dela,
mas... estou notando mesmo sua carinha de cansado, e... meio desanimado. Ou é
impressão minha? Comentei, atenta.
—O cansaço de dar atenção aos filhos é passageiro, mas o cansaço mental
de lidar com algumas pessoas... bem, estou chateado com certas coisas, certas
atitudes! Replicou, desolado.
—N-Não... está chateado... comigo não né? Indaguei, aflita, e ele
sorriu, lindo.
—Óbvio que não, Luciana. Vê-la, é como eu disse antes: é um alento,
melhora meu dia consideravelmente. Me refiro a Vitória, pela primeira vez em 12
anos... temos uma séria turbulência em nossa relação, eu... vejo uma ruptura a
curto prazo! Disse o pastor, e estarreci.
—M-Meu Deus... é sério? M-Mas... por que? Naquele dia vocês pareciam
tão... tão mais unidos, com um sentimento ainda mais forte, eu vi isso nos
olhos dela! Retruquei, balançada.
—De fato, mas ela não está conseguindo lidar com a separação do Miguel,
e isso está afetando o psicológico dela a ponto, de ela pedir que eu corte
relações com ele, e eu jamais farei isso. Miguel é mais que meu melhor amigo...
é meu irmão! Desabafou Rodrigo, e pasmei mais.
—N-Não, ela não pode ir por esse caminho, você não tem culpa do que
aconteceu, não é justo ela querer interferir numa amizade tão sólida quanto a
de vocês. O erro foi dele! Rebati.
—Sabe Luciana... eu sei que prometi lhe contar como tudo isso chegou a
esse ponto, mas... hoje não posso, na verdade pedi que você chegasse mais cedo,
porque tenho outro assunto a tratar, na verdade dois, e são mais importantes,
mas reitero minha promessa de te contar um dia, como esse entrevero começou, e
parece longe de acabar! Explicou-se Rodrigo, e vi uma decepção no olhar dele.
—Ok, meu amor, não se preocupe, fale... quando estiver à vontade para
isso, pois sei que esse assunto está lhe afetando! Vamos deixar isso de lado e... tratar do que
realmente nos interessa! Falei, segurando sua mão e o encarando com um sorriso
sincero. Ele assentiu, sorrindo também.
—Bem... o primeiro assunto é... no último sábado de junho, teremos
outro evento como aquele, em que reuni vocês quatro no apartamento de Ayla, mas
essa... “edição”, não contará com a presença de minhas três fixas. Fabiana vai
participar, você, provavelmente também, contudo... não gosto de tomar decisões
unilaterais, então, estou a convidando! Disse o pastor.
Meu sorriso de orelha a orelha, foi o “sim”, a confirmação que ele
queria. Só restava saber se ele já tinha conseguido as outras duas mulheres, e
essa pergunta veio sem demora:
—Serão quatro? Ele assentiu. —E... já conseguiu as outras duas? Segui,
indagando.
—Uma está no radar, é Leila, cujo esposo autorizou um encontro à sós
com ela, falta só... maturamos mais a proposta, mas já a dou como certa, e a
quarta participante... ainda estou analisando. Eu não quero uma mulher só
para... fechar o quadro, gostaria que todas estivessem alinhadas, mas o leque
de opções está limitado! Explicou o pastor, e achei a deixa perfeita.
E agora? Uma vaga, um nome, duas opções. Kézia e Stefhany. Respirei
fundo...
—Tenho... duas sugestões. Gostaria de ouvi-las? Ensejei. Ele me fitou
com olhos ávidos.
—Por favor, diga! Respondeu Rodrigo, com olhar sedutor. Sorri e lancei
a sorte:
—Pequena Notável ou Pimentinha! O que acha? Rodrigo me olhou pensativo.
—Stefhany, é... talvez, mas a outra... me soa bem familiar, porém, minha
memória está meio turva agora, tenho a impressão de ter ouvido falar dessa...
Pimentinha, ou conversado com ela antes, não estou certo, mas enfim... como a
conheceu? Respondeu Rodrigo, meio aturdido.
Ele não mencionou a desavença da Pequena Notável com Miguel, sendo esse o motivo pelo qual sequer considerou a baixinha. Ah... Stefhany... toma juízo menina, se o Rodrigo te rejeitar, já era...
—Um minutinho! Falei, e saquei meu celular secundário da bolsa, abri a
galeria e em seguida mostrei a foto de Kézia a Rodrigo. Pela maneira como ele
falou de Stefhany, percebi que a pobrezinha já estava fora. Incrível, ao ver a
foto de Kézia... ele ergueu as sobrancelhas.
Foi engraçado. Rodrigo olhou dos lados rapidamente, temendo que alguém
tivesse percebido ele olhando a foto erótica de Kézia, depois notei ele, mais
discreto, olhando atento as outras fotos, chegando a suspirar. Pronto... a
quarta dama já estava definida...
—É... essa é a Kézia, estou correto? Indagou o pastor, ainda em dúvida,
mas instigado.
—A própria! E aí? O que achou? Confirmei e indaguei. Ele me devolveu o
celular.
—Nossa... ela está diferente, mais... bonita, mais encorpada! (Pausa para um longo
suspiro) Nosso encontro quase aconteceu, foi em 2015 e só não se consumou
porque... minha esposa adoeceu... cancelei todos os encontros e saí do grupo!
Bem... faltam 10 para as sete, não vou me alongar em pormenores sobre como
vocês se conheceram, dê meu WhatsApp a ela, vamos... refazer todos os trâmites.
Vamos... resolver essa pendência! Disse Rodrigo, e sorri, radiante, eriçada.
—Vou mandar as fotos dela para você... analisar melhor, mas... antes de
entrar no outro assunto... Stefhany não teria chance alguma? Avisei e perguntei.
Fiquei com dó dela...
—Se a Pimentinha não fosse uma das opções... provavelmente eu teria
escolhido Stefhany, mas não se preocupe... a vez dela vai chegar, eu estou analisando carinhosamente o perfil da Pequena Notável e... acredito que será bem interessante! Agora, vamos
ao nosso próximo assunto, pois não quero lhe atrasar, e esse é ainda mais
importante! Retrucou e avisou o pastor, escorregadio. Gelei.
—S-Sim, pode falar, espero que seja coisa boa! Comentei, meio
apreensiva.
—Eu não jogaria um balde de água fria na sua empolgação, então... claro
que é coisa boa, é sobre... seu evento de estreia, a... “Festa do Leite”! Disse
Rodrigo, e pasmei. Ele riu.
—E é contigo que vou tratar sobre isso? Achei que seria com Suzy!
Indaguei e comentei.
—É com ela, quero apenas confirmar se está certa de sua escolha!
Retrucou o pastor.
—S-Sim, não quero nada... mais extravagante que isso! Respondi,
acanhada.
—Ótimo! É... Suzy não vai lhe dar explicações muito esmiuçadas,
apenas... vai te dizer as regras do evento, e creio que ela até já comentou
superficialmente em sua admissão, porém... como seu fixo e um veterano da Festa
do Leite, que participou de 2003 a 2010... me vejo no dever de... situá-la, não
sobre o teor do evento, mas sim sobre onde ele ocorre! Ensejou Rodrigo.
—Uau... você era um dos participantes? Que bacana, com certeza roubou a
cena durante esse tempo, mas... por que parou? Questionei e comentei, surpresa,
e ele sorriu.
—A Festa do Leite me fez conhecer mulheres fantásticas, ajudou demais a
otimizar a parte... “burocrática” dos encontros, pelo fato desse evento ter uma
dinâmica mais direta, é ótimo para membros masculinos iniciantes, e eu parei
porque... extraí o máximo de proveito que esse evento podia me dar. Foi... um
ciclo que começou, teve sua importância e terminou! Explicou o pastor.
—Entendo... e... o que você tem para me dizer sobre o local? Perguntei.
Rodrigo olhou dos lados, assim como eu observei bem, e notamos que a padaria
estava começando a encher.
—Melhor falarmos sobre isso lá fora! Sugeriu Rodrigo e assenti, em
seguida levantamos.
Ficamos em um local nem muito afastado, nem muito à mostra dos
transeuntes. Distância segura entre nós, para não levantar suspeitas, e comentei,
discreta:
—Aqui está bom, pode continuar! Falei. Rodrigo assentiu, após olhar dos
lados de novo.
—A Festa do Leite ocorre em um lugar chamado... Casa de Swing! Já...
ouviu falar ou... tem alguma ideia do que é esse ambiente? Revelou e indagou
Rodrigo, e arregalei os olhos.
—Sinceramente... não tenho nem a mais vaga ideia sobre isso! Respondi,
e ele riu.
—Imaginei. Bom, sendo bem objetivo: Casa de Swing é... uma balada liberal, mas não
libertina, é um espaço onde adultos que desejam explorar a sexualidade de forma
consensual, aberta e, muitas vezes, em grupo, o fazem. Casais e solteiros,
todos buscam prazer e amizades! Explicou Rodrigo.
—B-Balada... liberal? Indaguei, pescando esse termo. Rodrigo explicou:
—Sim, porque o ambiente lembra o de uma boate, danceteria, e tem vários
espaços para as pessoas curtirem, só que... ali existem regras sérias e
severas, não é putaria desenfreada!
—Sei, não é chegar e ver... uma orgia doida e ser arrastada para ela, ou um cara aleatório querer me beijar e levar para um quartinho!
Falei, e o pastor riu assentindo.
—Exato, NADA, ali, é coercitivo, TUDO é consensual! Disse o macho, e assenti,
atenta.
—Mas... por que será em uma casa de swing? Indaguei, curiosa.
—Como eu disse, existem vários espaços para prática de fetiches eróticos,
e a Festa do Leite é um evento que aborda o fetiche do bukkake, em uma cabine
chamada gloryhole, a qual garante anonimato seu e dos homens envolvidos, mas...
essa parte Suzy vai explicar melhor quando a convocar, eu apenas... queria
deixa-la a par de como é o ambiente onde será realizado seu evento, para que
você não seja pega de surpresa com algumas coisas! Disse o pastor.
—Obrigada, foi uma informação valiosíssima! Comentei, e ele sorriu,
acanhado.
—Para encerrar esse assunto... meio sensível para ser abordado aqui,
vou te dar um conselho importante, e sugiro que não o ignore quando estiver lá
dentro! Advertiu Rodrigo.
—Qual? Indaguei, meio eufórica, pois o semblante dele estava sério.
—Casa de Swing não é ambiente para curiosos. Algumas coisas vão chamar sua
atenção, então use a visão periférica, mas caso não dê, evite focar seu olhar!
Mesmo algumas pessoas que estão mais... animadinhas em um corredor ou...
salinha com a porta aberta, pois acontece às vezes, não querem ser notadas!
Aconselhou Rodrigo, sereno, e assenti, um pouco... ansiosa.
—Tudo bem, obrigada meu amor! Falei, troncha de vontade de beijá-lo.
—Agora tenho que ir, hoje vou almoçar com um grande amigo e... preciso
adiantar meu serviço em tempo hábil para não haver atraso! Comunicou Rodrigo,
bem empolgado.
—Vai almoçar com o Miguel? Perguntei. Ele sorriu maroto e respondeu:
—Não... é outro amigo, o qual estimo muito, e faz um bom tempo que não
o vejo. O convidei para almoçarmos juntos hoje e botar as conversas em dia!
—E... quando o Miguel vai me procurar para... conversarmos sobre meu divórcio? Indaguei, mas na verdade meu interesse era... conhecer esse cara tão presepeiro e que despertou meu tesão.
—Não posso lhe dizer quando ao certo, mas ele está atento ao seu caso. O Miguel também está... sentido com tudo o que aconteceu com Vitória, mas enfim, ele vai procurá-la! Disse o pastor.
—Só uma dúvida para finalizar: é... retomando rapidinho o assunto daquele nosso...
encontro coletivo. Vai ser no... apartamento de Ayla de novo? Comentei e
indaguei, curiosa e eriçada.
—Infelizmente, não. Na data, o apartamento dela estará alugado para uns
turistas estrangeiros, mas relaxe, o novo local já está praticamente definido!
Respondeu Rodrigo.
Nos despedimos, e cada um foi para o seu destino. Faltavam cinco para
as sete. Na sala dos professores, avistei Raimunda, e ela estava deslumbrante,
mais linda, deu um trato nos cabelos, deixando-os mais brilhosos, com um loiro
sedutor, uma maquiagem bem-feita. Como pude esquecê-la ao sugerir Stefahny e
Kézia a Rodrigo? Mas a vez dela... também chegaria...
No intervalo, peguei meu celular secundário e liguei para Kézia. Ia dar
a boa nova a ela. Queria que Stefhany também participasse, mas enfim... e é incrível a ética de Rodrigo, o cara não entrou no assunto da treta entre a baixinha e seu amigo, saiu pela tangente. Quatro
toques e ela atendeu:
—Alô? Oi Luciana, tudo bem, linda?
—Tudo ótimo, Kézia, está ocupada? Se estiver, ligo mais tarde! Falei.
—Tô limpando uma galinha aqui pra fazer o almoço, mas pode falar! Disse
a Pimentinha.
—Ah, sim, prometo que vai ser rápido! Se estiver em pé, senta! Aticei, e ela riu.
—Mulher... tomei um caldo agorinha, faz suspense não! Retrucou a
baixinha, e ri alto.
—Falei de ti para o Rodrigo, e ele ficou muito interessado! Contei, e
Kézia vibrou.
—É... é sério Luciana? Ele... aceitou? Conta, conta, como foi! Indagou
Kézia, eufórica.
—Calma, respira, eu não disse que ele aceitou, e sim que demonstrou
muito interesse. Ele viu as fotos e ficou animado, então vou te passar o
WhatsApp dele e aí é contigo, desenrola com o homem porque a minha parte eu já fiz!
Retruquei, e Kézia gritava “iuhuuu”. Meu ouvido doeu...
—Deixa comigo, minha filha, tu botou a Pimentinha aqui na cara do gol e
eu vou fazer um golaço, vai, me dá o “zap” dele, vou falar com ele agora!
Desabafou Kézia, e dei risada.
Passei o número de Rodrigo à Kezia, e ela mandou vários beijos,
coraçõezinhos e um áudio de gratidão gostoso. Mais uma amiga, e claro que isso
disparou minha ansiedade. Pensei em perguntar a Kézia qual evento ela fez, mas eu tinha de controlar minha ansiedade. Olhei no calendário, o último sábado de junho caía no
dia 29. O dia de mais uma suruba memorável...
À noite, após o jantar, no quarto de minha filha e longe do corno,
recebi uma mensagem de Suzy, me convocando para ia à sua casa no dia cinco de
junho, às 15h. Respondi com um “ok”.
QUARTA-FEIRA, 5 DE JUNHO DE 2019.
Trajando um vestido azul florido, de mangas curtas
e comprimento até o joelho, toquei a campainha de Suzy às 14h58, e a própria me
atendeu, trajando um vestido preto, bem justo, sem mangas e que valorizava seus
seios grandes. Linda como sempre.
—Boa tarde meu amor, entre! Cumprimentou Suzy, e trocamos beijos no
rosto.
—Tudo ok com meu evento? Perguntei, de mãos dadas com ela, que sorriu,
linda e assentiu. Fomos até o escritório dela e nos acomodamos, e ela respondeu
direta:
—Seu evento será numa sexta, dia 14, com início às 19h, mas você deve estar às
18h no local, para conhecer um pouco o ambiente, a dona do lugar, sentir o
clima e seguir com os trâmites. Katiane vai acompanha-la, e dar todo o suporte,
quanto a isso não se preocupe!
—Entendi, e... onde fica a casa de swing em que vai acontecer o evento?
Indaguei.
—Como sabe que é numa Casa de Swing? Não lembro de ter dito isso!
Indagou Suzy.
—É... Rodrigo deu uma palhinha sobre esse evento e comentou! Respondi,
rindo.
—Ai, ai, o pastor, metiiidooo! Brincadeira, eu... comentei com ele
sobre sua escolha e, ele disse que ia lhe dar umas orientações! Rodrigo
participou da Festa do Leite por sete anos, e sua saída é sentida até hoje, mas vamos voltar ao assunto! Comentou a loira, nostálgica e assenti, impactada.
—Certo, então pode me dar mais detalhes sobre... como é o evento?
Indaguei, eriçada.
—É claro, meu amor. Bem... a Festa do Leite é um evento onde você
estará em uma cabine fechada, decorada de acordo com o lugar, e que chamamos de
“gloryhole”. Uma das paredes tem uma portinhola, no caso dessa Casa de Swing,
outras pode ser um buraco. Quando estiver pronta, você vai abrir a portinhola e
chamar o cara, aí é com você. Chupe, masturbe, caso queira, pode chamar o cara para entrar e transar,
protegida, claro, mas a regra primordial é: deixar que ele goze em qualquer parte
do seu corpo, seja no rosto, boca ou seios, se quiser engolir, engula! Explicou Suzy.
—Uau... que doideira... achei que tivesse de engolir a porra dos 10!
Comentei, admirada.
—Isso é para mulheres BEM experientes, você trabalha com a voz, é
professora! E vou te dar um bizu: vá suave, dos 10 caras, uns dois ou três vão
dar aquele “tchan” especial na sua libido, mas normalmente... o último é o
melhor, então poupe energia! Retrucou e opinou Suzy.
—C-Como é? O último cara... é o melhor? Será que é o Rodrigo? Indaguei, excitada para saber se realmente Rodrigo estaria no evento. Suzy deu uma risada alta e me fitou...
CONTINUA
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Olá queridos alunos. Tudo bem com vocês? Espero que sim.
Bem, é com muita satisfação e orgulho que dou início a um dos momentos mais impactantes, surreais e inacreditáveis de minha sexualidade. A Festa do Leite. E como mencionei antes, é o divisor de águas em minha vida sexual, só perde mesmo para o final do Terceiro Ato, esse, insuperável e apoteótico até hoje, mas os efeitos desse evento, reverberam até os dias atuais em minha vida.
Leiam com extrema atenção e carinho. Esta minissérie tem quatro partes, sendo essa a única S.S., o resto é uma putaria sem precedentes e imprevisível, mas com tudo muito bem descrito, sem nenhum detalhe deixado de fora, então preparem-se para textos longos, mais do que o normal. Não menosprezem nenhuma linha do que leram nesse prólogo, e estejam com vossas memórias afiadas.
A Festa do Leite é o primeiro ápice do Terceiro Ato. Não adianta conjecturar e achar que essa aventura é "só mais safada e devassa que as demais", não meus queridos alunos. O final dessa minissérie vai causar arrepios em todos vocês, vai deixá-los de queixo caído como eu fiquei, e não vai sair de vossas mentes tão cedo, isso eu posso garantir, seja de forma positiva ou negativa.
Sobre as fotos que ilustrarão essa minissérie. Elas sintetizam a escalada do que será lido nas próximas semanas, e como falei, se o final vai surpreender, (positivamente, espero), a foto terá igual impacto. Minha decisão foi: uma foto "soft" para essa parte, uma erótica na segunda e duas explícitas nas partes finais, contudo, quero interação e participação de todos, só tenham em mente que, em relatos S.S., não haverão fotos explícitas e tampouco muito eróticas, apenas sensuais.
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Bem, respondendo a alguns comentários: Minisséries seguem uma sequência de fatos, textos S.S., por mais que alguns não gostem, não posso adiantar ou suprimir, eles são parte da história, importante e fundamental para o entendimento, principalmente nessa minissérie. O último relato da série "AMBIVALÊNCIA", é S.S. e será postado mais adiante, quem não quiser ler, não leia.
Outro ponto é sobre as fotos. Um leitor pediu legenda nas mesmas. Não consigo fazer isso, eu não mexo no famoso Photoshop, só uso um editor meia boca para tapar meu rosto, dar uma clareada, escurecida se necessário e postar. Legendar imagens é algo que toma muito do meu escasso tempo, e, a maioria das fotos que ilustram os textos, não tem a ver com o dia em que a aventura aconteceu, isso só vai ser possível mais à frente, e aí sim dará um peso maior ao relato.
E outra: se eu legendar a foto descrevendo o local e dando outros detalhes, estarei me comprometendo. Eu tenho meus limites de até onde posso me expor. Jamais vou dizer de onde sou, onde tal transa rolou e muito menos dar uma pista dessa numa foto. Eu posso comentar superficialmente, como costumo fazer às vezes, mas revelar, nunca.
De novo: as fotos explícitas não são muitas, não vou postá-las todas de uma vez, senão elas vão acabar e vocês vão reclamar, então é preciso balancear a distribuição dessas imagens, peço compreensão e por gentileza, que não critiquem caso a foto não seja a que vocês esperavam.
Vai ter foto explícita bem sacana sim, porém, não esperem closes dos pauzões em minha buceta ou cu, as capturas são espontâneas, decididas na hora, sem ensaio ou pessoas orientando como a pose deve ser. Peço encarecidamente paciência e confiança, eu estou bem atenta às sugestões de vocês.
Alguns pedidos, se possíveis, serão atendidos com o maior prazer, mas outros, infelizmente, não. Meu intuito não é ficar famosa e nem atrair holofotes, estou satisfeitíssima com meus poucos mais de 50 seguidores, gostaria muito que chegasse a pelo menos 100, mas se não der, sou grata mesmo assim.
Postagens aos finais de semana. É bem complicado, normalmente eu me programo para outras coisas. Como eu disse anteriormente, uma simples postagem aqui tem toda uma preparação, um cuidado, o texto é reformatado, revisado, a escolha da foto se dá por dias e nem sempre acerto o tom, pois o tempo é curto e o cansaço é brutal, então, por uma questão de comodidade, prefiro manter as postagens durante a semana, pois o fluxo de visitas e retenção já está estabelecido.
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Para finalizar, não posso deixar de agradecer às manifestações de vocês na postagem anterior. Foi muito interessante ler as reações, mas uma passou do ponto e teve de ser apagada, sendo assim, muito cuidado ao se expressar. Não gostou? Paciência, e lamento, mas aqui NENHUM texto será salteado, a vida também é feita de desventuras, frustrações e expectativas quebradas.
Aqui eu mostro, nada mais, nada menos do que A VIDA COMO ELA É, justamente para que vocês tenham ciência de que não sou uma atriz pornô e meus relatos não são transcrições de filmes pornôs. Obviamente que a situação ocorrida com Inácio não se repetiu mais, porém, serve para mostrar que nem tudo são flores. Na época fiquei chocada, confusa sobre certas práticas sexuais das pessoas.
Escrever também foi difícil, tive vários bloqueios durante o processo, mas hoje superei e dou risada, alguns leitores que não comentaram, me enviaram e-mails relatando terem rido muito e adorado a história, e minha vida sexual não é uma esquete de filmes pornôs do XVIDEOS, e nunca será.
Encarem as coisas com leveza, nosso ciclo nesse mundo é uma constante metamorfose. Ismael, Breno, Ariovaldo, Raimunda, Rodrigo e tantos outros, são partes importantes de minha vida íntima, mas não ficou apenas neles, eu expandi meus horizontes, conheci muita gente maravilhosa, tive sim experiências únicas e surpreendentes, e é isso que vou revelar aqui, é o que a Festa do Leite vai revelar, e estou muito ansiosa para ver, de novo, a reação de vocês, especialmente no desfecho.
Comentário que faltar com o respeito será apagado sumariamente. Eu nem perco tempo respondendo, e se continuar, eu retiro a opção de comentários anônimos ou coloco moderação nos comentários. Censura? Negativo, apenas odeio baderna e falta de educação. Comente, opine à vontade, critique, mas crítica é uma coisa, desmerecimento e menosprezo é outra bem diferente.
Este será meu ÚLTIMO AVISO sobre teor de comentários dos leitores.
Atualizada a foto do conto "PURO SANGUE JOVEM". Conforme prometido, a imagem explícita com Cleiton foi adicionada, e a outra está no meio do texto. Espero que gostem, e meu segundo encontro com ele será ainda no Terceiro Ato, já na segunda metade.
É isso, me alonguei demais, mas foi preciso. Farei o possível para que a próxima parte não seja postada na quinta, e caso haja algum imprevisto e por ventura eu falte, farei um comunicado em forma de comentário nessa postagem, explicando (ou não) o motivo, então visitem sempre os comentários.
No mais, boa leitura e estejam prontos para o que os aguarda na próxima semana. Beijos, tenham uma semana vitoriosa, cheia de paz, vida e muito trabalho. Obrigada a todos que comentaram.
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Professorinha Fogosa
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Comentários

Confesso que será extremamente cruel ter apenas um conto por semana nessa minisérie da festa do leite, professora kkkkkkkk.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirConfesso que estou ansiso pelos contos mas principalmente pelas fotos que irão acompanhar cada um. Como esse evento um dos melhores de todos então as fotos devem ser a altura do evento... e já até imagino como será a última.
ExcluirProfessora uma dúvida. Vejo que vc tem varios figurinos de roupas sensuais nas fotos que vc tira. Esses looks são comprados por vc ou a produção do envento
ResponderExcluir**continuação: Ou a produção do evento que providencia todas as fantasias que vcs usam na hora do sexo?
ExcluirDelícia de conto!
ResponderExcluirLuciana temos sido bons alunos e tirando nota 10 nas suas provas(postagem dos contos). Poderia nos dar um "ponto extra"(mais um conto até Domingo)? Estamos comportados e fazendo por merecer hahahaha.
ola minha Deusa....que belo conto, sei..tautologia kkkk...como sempre....se cuide viu..kkkk
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