127 - FODA CEGA – PARTE 1

 


—C-Como é? Menstruou? Você não toma comprimido? Perguntou Suzy, sussurrando.

—T-Tomo, mas não sei o que houve, eu uso esse comprimido há anos e foram raríssimas as vezes em que ela desceu! Respondi, no mesmo tom baixo.

Ela me levou até a varanda, bem longe de seu escritório e indagou, séria:

—Luciana... o Denis fez algo grave que te chateou e você não quer me falar?

—Não, mulher, ele não fez nada grave, só gozou antes da hora quando estávamos começando a transar, então me irritei e não quis mais, aí eu fui para o outro quarto me vestir, e de repente... o bode desceu e estou sem absorvente, por isso quero ir embora! Expliquei, tensa.

Para provar o que falei, abaixei a bermuda, Suzy protestou, mas insisti, fiz questão de tomar essa atitude, para que ela não cometesse uma injustiça com Denis, e ela viu o monte de papel higiênico que improvisei já meio sujo de sangue. Queria chegar em casa logo e pôr um absorvente, o qual sempre tenho, para evitar surpresinhas desagradáveis como essa, e que há muito, muito tempo não aconteciam. Minha vergonha só me deixava ainda mais nervosa.

—Ai meu Deus, que situação, mas espere, você já ia embora... sem esperar o motorista te levar? Sua casa é bem longe, como iria assim? Comentou Suzy, ao ver a gambiarra que fiz.

—Mulher, estou perturbada, nem pensei! Comentei, me vestindo de novo, tensa.

—Espera, vou ver se uma das meninas tem algum absorvente aqui. Vem comigo, se não tiverem eu mando comprar, você não pode ir para casa assim! Retrucou Suzy.

—Não, mulher, deixa, não precisa se incomodar, eu tenho em casa! Rebati, aflita.

—Luciana, você vai sujar sua bermuda, pois essa gambiarra aí não vai absorver nada, sua casa é longe da minha. Mulher, se acalme, eu sei que é nojento mesmo, mas tem um jeito, relaxe, ou acha que vou comentar isso com o Denis? Pelo amor né? Retrucou a loira, séria.

—Tudo bem! Concordei. Ela sorriu, pegou minha mão e fomos, mas antes, ela foi até a porta do escritório, e fiquei meio escondida, então ela avisou a Denis, discreta e educada:

—Meu amor, aguarde só mais um pouquinho, que já continuamos nossa conversa, tive um pequeno contratempo, mas já vou resolver, aliás, já foi praticamente resolvido, tudo bem?

—Algo errado com meu teste? Perguntou Denis, e lembrei de mim no dia do meu...

—Não meu amorzinho, você foi aprovado e ninguém vai tomar sua conquista, é outro assunto, não tem nada a ver com você, então... por favor, aguarde mais um pouco! Respondeu.

—Ufa, ainda bem, então... beleza, aguardo sim! Respondeu Denis, e ri discretamente. Suzy sorriu e então fomos para o quarto onde me vesti, e lá ela me deixou aguardando.

Por mais que a solução estivesse traçada e a vantagem fosse minha, era inevitável o desgaste emocional que isso causava. Suzy adentrou o quarto, e por sorte havia um absorvente, de uma de suas meninas. Me higienizei novamente e o coloquei, depois ela chamou o motorista.

Para que não ficasse a impressão de que queimei o filme de Denis para Suzy, pois ele nos viu juntas e bem reservadas, me despedi dele antes de partir, e o pobre foi muito educado e amável. Não fez cara feia por conta da transa ter dado errado e me deu seu WhatsApp...

Denis queria conversar e tentar uma nova chance, e aceitei seu contato, embora não tenha dado o meu... pois sequer pensava em sexo naquele momento, e sim, em ir para casa.

O motorista chegou, e Suzy me escoltou até o portão, em seguida revelou:

—Puxa, eu tinha uma coisa interessante para debater com você após o teste, mas... esse imprevisto quebrou qualquer clima para isso! Claro que fiquei eriçada ao ouvir aquilo e...

—Ué, se é interessante, é importante, então diga! Respondi, e ela deu risada.

—Agora já era, prefiro falar sobre isso quando seu... sinal vermelho ficar verde, sé é que você me entende! Mande mensagem para mim e marcaremos um encontro para discutir esse assunto, e... cuide, Luciana, decida logo sobre seu evento, ele tem que acontecer impreterivelmente... até o final de junho! Retrucou Suzy, e sorri, depois assenti.

—Por que até o final de junho? Indaguei, ressabiada. Suzy respondeu, enigmática:

—Porque em agosto, começam os eventos dos veteranos; claro, novatos podem participar, só que não é recomendado, mas enfim, não adianta explicar isso agora!

—Ah sim, entendi. Não se preocupe, darei a resposta em breve! Respondi, e ela sorriu.

—Luciana... você está passando por alguma coisa séria... e usando o sexo como válvula de escape? Como fuga? Comentou e questionou a loira, e me arrepiei.

Diante de mim estava uma mulher com uma experiência absurda, uma bagagem de vida que só as prostitutas carregam. Os olhos de Suzy invadiam minha alma, assim como os olhos de Rodrigo causavam a mesma sensação. Claro... o que ele aprendeu sobre a vida, não foi na faculdade de Teologia e lendo a bíblia, e sim na cama daquela mulher e muitas outras mulheres...

—Olha, Suzy... digamos que... é isso mesmo, estou passando sim por algo sério, muito sério, e a válvula de escape é o sexo, e tem que ser, tem que haver um contraponto para que eu não me sinta um lixo, mas tudo vai se resolver! Respondi, segurando firme as mãos dela.

—Ok, e... você sente que está no controle de tudo? Tem essa certeza? Indagou a loira.

—Sim, tenho certeza! Agora preciso ir, senão esse absorvente não vai aguentar até eu chegar em casa! Respondi, desconversando e trocando beijos no rosto com ela, que me abraçou.

—Se cuida Lulu! Se cuida! Disse Suzy, dócil e alisando meu rosto. Assenti e parti...

Eu sabia onde Suzy queria chegar, mas não queria sua guia até o cerne desse assunto. Pensar já me desgastava demais, o final de semana inteiro, sozinha, sem poder trepar por conta do descanso, remoendo tudo, foi terrível, as ciladas que nossa mente arma são cruéis, mas eu precisava desse tempo sozinha, precisava me encarar e aprender a buscar um equilíbrio.

Em casa, troquei o absorvente, o qual já estava bem sujo. Que merda, desejei que esse fluxo não durasse tanto (normalmente são três dias). Após a troca, olhei a cartela do anticoncepcional, desconfiando de que esqueci de tomar algum comprimido, ou alguns, e me aliviei ao saber que estava tudo certo. Liguei os celulares, o principal não tinha muitas notificações, mas o secundário só faltou não parar de me notificar, chegou a dar abuso.

No principal, mensagens de Suzy, preocupada e solícita para qualquer auxílio. Rodrigo, amável, me desejando melhoras para a indisposição que eu sentia. Minha filha, contando seu cotidiano e para ela eu liguei e conversei até adormecer as mãos, ficar rouca e doer os ouvidos. No secundário... as fotos que tirei no encontro passado, e as de Kézia, enviadas pela mesma...

As fotos até ficaram legais, mesmo eu estando tímida. A Pimentinha me cobrou sobre “os toques” que fiquei de dar sobre ela para Rodrigo, mas de maneira sutil, pois ela se mostrou mais empática com meu momento, do que com a transa que nem sabíamos se ia rolar em si.

Fora as fotos de Kézia, haviam várias mensagens de interessados em encontros, mas sequer as li, ainda não estava com cabeça para isso, os efeitos do “sinal vermelho” perduravam e se tinha uma coisa que me causava quase uma repulsa nesse período, era sexo. O resto da tarde, foi analisando os diários e começando a esboçar as provas do final do semestre...

Três dias depois.

O bode acabou, como previsto. A libido começou a aflorar de novo. Nada, nada, do corno voltar para casa. Talvez a primeira viagem fosse mentira e agora ele estava em uma verdadeira. O sinal de vida eram mensagens formais e com romantismo piegas, que me irritavam; uma hora quase, quase esfreguei na cara dele tudo o que descobri, mas me segurei...

Essa mãozinha do destino pra eu continuar aprontando chegou a me assustar, causar calafrios e senti um certo medo, sei lá, uma rápida paranoia, tipo... se encontrasse por ventura alguém de minha família, ou da família dele nesse grupo? Se ele foi descoberto e ainda não oficializei, o que me impedia de passar pelo mesmo? Ah... desencanei, era um caminho sem volta no final das contas...

Raimunda havia voltado, e ela conseguiu terminar de me equilibrar como eu precisava, com seu abraço poderoso e palavras igualmente poderosas, me devolveu o rumo. Marcamos uma putaria especial, pois ela estava com fogo na buceta, mas isso carecia de um planejamento minucioso, pois merecíamos uma sacanagem memorável, como todas as que fizemos...

Naquela semana, eu não veria Rodrigo, pois ele resolveu ficar mais próximo do filho, passando mais tempo com ele, mas para tal, mudou-se temporariamente para a casa dos sogros, e apoiei sua atitude. Segundo ele, Sandra e o esposo ficaram cuidando de seu lar, mas no final de semana o comedor voltaria para cumprir suas obrigações de pastor, e compreendi.

Após o almoço, sentada no sofá, trajando uma camisetinha azul com estampas abstratas e um shortinho bem curto que mostrava metade do meu rabo faminto, mandei mensagem para Suzy, dizendo que estava pronta para debater o que não deu certo naquele dia. Ela não visualizou logo, então me deitei, relaxando e pensando no próximo pauzudo que iria me foder gostoso, e fazer os chifres do corno maldito e vacilão pesarem ainda mais...

Já prestes a ser abraçada pelo sono, meu celular tocou. Me assustei, o coração disparou, peguei o telefone e era Suzy, retornando meu contato cerca de 15 minutos após ler a mensagem.

—O-Oi loirinha... pode falar! Atendi, meio aturdida, mas logo aterrissei.

—Oi Lulu, estava na sesta? Desculpe, se quiser ligo outra hora! Indagou e comentou a loira, que percebeu minha voz lesada e meio sonolenta. Respondi, já desperta:

—Não, pode falar, quero saber sobre aquele assunto lá! Quando podemos nos ver?

—Hoje mesmo. Arrume-se de maneira discreta e me avise, que mando o motorista lhe buscar, e aqui, conversaremos com mais calma! Respondeu a loira. Assenti e nos despedimos.

Trajando um vestido sem mangas e florido longo, o qual quase cobria meus pés calçados em uma sandália rasteira, suavemente maquiada e ansiosa, toquei a campainha da casa de Suzy, isso precisamente às 14h47. Alguns segundos e Suzy me atendeu, simpática e claro, linda...

—Oi Luluzinha, boa tarde! Cumprimentou e indagou a meretriz, que trajava uma camiseta curta, de mangas curtas e um... parecia mais um biquíni jeans, ao invés de um short, de tão curto que estava. Uau, que pernas lindas e bem grossas, que curvas perfeitas.

—Boa tarde, amorzinho! Respondi, olhando aquela vestimenta ousada. Ela abriu passagem, e entrei rapidamente. Em seguida fomos para seu escritório, e lá nos acomodamos.

—Que bom que você veio, Lulu, eu estava ansiosa! Comentou Suzy, radiante.

—Duvido que esteja mais do que eu! Retruquei, e demos risada.

—Pelos seus olhos brilhantes... talvez você esteja certa, mas... vamos direto ao assunto, sem muitos rodeios! Eu... andei pensando no que você me contou sobre... uma determinada brincadeira que rolou no carnaval, brincadeira essa onde você suspeitou que Miguel teria sido o homem com quem transou... vendada! Respondeu e contou Suzy, e me arrepiei.

—E-Era ele mesmo? A brincadeira era “Foda Cega”! Indaguei e respondi, eriçada.

—Não, não sei se era o Miguel, e nem investiguei isso, até porque é praticamente impossível ter sido ele! Miguel não tansa com mulher casada às escondidas, nem mesmo em uma circunstância tão inusitada e específica como essa! Respondeu Suzy, e murchei um pouco.

—Ok, mas... o que isso tem a ver com... o assunto que você quer debater? Indaguei.

—A brincadeira, “Foda Cega”. Estou pensando em fazer dela um... evento do grupo; como eu disse, em surubas, a mente do pessoal voa, cria jogos e brincadeiras eróticas, e eu não tenho ciência dessas... fantasias, mas essa mencionada por você chamou minha atenção, eu convoquei três membros femininos de confiança e propus o fetiche! Contou Suzy, e me arrepiei.

—S-Sério? E aí? Me conta! Questionei, sentindo um calor gostoso de curiosidade.

—Elas... adoraram, segundo uma delas, é uma sensação diferente, que... conforme o parceiro a prepara, com toques, beijos e provocações verbais sutis, cria uma tensão que dispara a libido, por conta da sensação de vulnerabilidade. O estranhamento de ser tocada por alguém que nunca viu e nem vai ver, e até o final do ato só vai sentir, claro, sem nenhuma coerção ou violação de limites, a deixou muito mais excitada! Sucesso! Relatou Suzy, satisfeita.

—Uau... e... os caras com quem elas transaram... eram desconhecidos? Ou seja, era o primeiro encontro delas com eles? Perguntei, curiosa e Suzy se ajeitou na cadeira, quase expondo um de seus seios, e nem ligou, e que seio grande bonito o dela. Ela respondeu:

—Desconhecidos, assim... membros do grupo, mas com quem nunca transaram antes!

—E... você quer que eu participe também? É isso? Perguntei, e Suzy riu sapeca, linda.

—Sendo bem direta? Sim, quero! Você é o ponto chave desse projeto! Propôs Suzy.

—Olha... é diferente né? No carnaval estamos com o sangue quente, imersos no clima, agora assim... com esse trâmite todo... não sei! Parece interessante! Respondi, sincera.

—Você participou duas vezes, por que não uma terceira? Eu implanto esse evento como oficial, se o seu feedback for positivo. Seu parceiro será um homem bonito, educado, charmoso, com um corpo bem cuidado e um pauzão delicioso, isso eu prometo! Retrucou e explicou Suzy.

—E... elas fizeram só com um cara? Perguntei, já me excitando com a possibilidade.

—Humm, gulosa, quer com dois é? Sem problemas! Atiçou Suzy, e rimos alto.

—Não, não, só um está bom, aí... se eu curtir, quem sabe? Respondi, e ela sorriu.

—Acho que você vai curtir, o cara lá do carnaval... fez gostoso, não fez? Indagou Suzy.

—Fez sim, e muito, mas... no final eu vou conhecer o comedor? Perguntei, eriçada.

—Não, esse evento é igual a brincadeira que você participou, vendada do início ao fim, e quando acabar ele vai embora, e depois você tira a venda! Respondeu Suzy, e protestei:

—Ah, mas é injusto, e se eu gostar e quiser de novo, tipo um encontro normal?

—Se gostar... refaz o evento, sob as mesmas condições, e não adianta propor encontro por baixo dos panos... porque ele será orientado a recusar, e esse rapaz que tenho em mente... eu quero que ele seja exclusivo desse evento. Dos três que participaram, esse se saiu melhor, ele soube magistralmente deixar a mulher à vontade!  Respondeu e explicou Suzy.

—Então... eu quero com esse aí! Respondi, e Suzy riu alto, depois segurou minhas mãos.

—Ai que tudo, então posso marcar para quando? Indagou Suzy, empolgada.

—Ah, marque para sábado! Eu faço o exame amanhã! Falei. Suzy arrematou:

—Perfeito! Sábado, às 14h, aqui em minha casa. Katiane vai cobrir esse evento!

—Katiane? Achei se seria você, já que está observando o rapaz! Retruquei, e ela sorriu.

—Pois é, mas no sábado e domingo estarei acompanhando um deputado, e eu confio em Katiane, ela esteve comigo nos encontros experimentais, e deu opiniões certeiras e lúcidas sobre os rapazes, e com esse que se destacou, a opinião dela bateu exatamente com a minha. Das pessoas com quem eu trabalho... ela é quase o meu braço direito! Explicou Suzy, serena.

—Tudo bem, eu adoro Katiane, fico mais à vontade com ela! Respondi, e Suzy sorriu.

SÁBADO, 25 DE MAIO DE 2019, 13h52

Um vestido casual, de mangas curtas, cintura justa, tamanho médio (até metade das coxas) e estampas floridas, seguida de uma sandália de salto médio, maquiagem sóbria e unhas pintadas de café e cabelos presos em um coque. Lá estava eu, tocando a campainha da casa de Suzy, com o coração batendo meio acelerado, mas não de medo, afinal, o galhudo ainda viajava, ou assistia sua puta e seu filho bastardo. Eu não perderia mais tempo pensando nisso.

—Oi Luluzinha, boa tarde! Cumprimentou Katiane, ao me atender. Linda, ela trajava uma blusinha tomara que caia estampada, com babados no busto e uma calça jeans justa, mas estilo boca de sino. Nossa, que menina cheia de luz. Dei um abraço bem apertado nela.

Entrei rapidamente e ficamos ali na varanda, tricotando um pouquinho.

—Há quanto tempo, minha querida! Comentei, e ela sorriu, exalando simpatia.

—Pronta pra essa doideira? Indagou Katiane, e dei risada, ela riu também.

—Mulher, o homem é bonito? Suzy disse que é! Indaguei, e Katiane riu alto.

—Ah, eu acho gato sim, corpo bem cuidado, mas não posso dar mais detalhes, só posso dizer que ele é bom, manja do babado! Bora pro escritório, depois tu vai se trocar, ou ficar pelada mesmo! Respondeu e orientou a jovem, meio saidinha demais sobre o comedor.

Assenti e fomos para o escritório de Suzy, e lá ela me mostrou o exame do comedor. Positivo, porém... o nome dele estava coberto com corretivo. Olhei aquilo, ri e comentei:

—Nossa, mas nem o nome do cabra eu posso saber? Nããã! Katiane deu risada.

—Ordens da patroa, eu só obedeço! Disse a novinha, e ri alto. Depois nos abraçamos.

—E... ele já está aqui? Perguntei. Ela assentiu com a cabeça e convocou:

—Vem, vamos pro quarto da Suzy, lá tu se troca, ou fica nua mesmo, mas... vendada! Assenti e fomos. Uau, seria no quarto da patroa. Adorei o privilégio, e a segui, mais ansiosa.

A alcova da meretriz era linda e maior que os outros quartos. Uma cama grande, com colcha e lençóis de cetim na cor vermelha, assim como os travesseiros. Ar condicionado, cortinas cor vinho, de um tecido que não pude identificar, mas era lindo. Poltrona de camurça na cor verde-musgo. Confortável só de olhar. Banheiro, guarda-roupa embutido, e um aroma de luxúria pesado, inebriante e convidativo, o qual mexeu com meus sentidos de forma inenarrável.

Havia uma cômoda de madeira, móvel rústico, acabamento impecável, de mogno envernizado e que refletia meu semblante surpreso e descrente, mesmo com a pouca, mas suficiente iluminação. Sobre ela, três tipos de roupas eróticas à minha escolha: um macacão preto estilo rede de pesca, com um buraco que expunha a genitália, uma lingerie vermelha e um conjunto composto por um top de mangas curtas e uma minissaia rendada, na cor xadrez.

Escolhi o conjunto. Me despi, já sentindo o calor da ansiedade me invadir, Katiane observava quieta e após dobrar cuidadosamente meu vestido, coloquei a calcinha sobre ele e em seguida em cima da cômoda, junto as outras roupas, em seguida vesti o conjunto, e ficou ótimo, o top quase mostrava meus seios e a minissaia igualmente minha xoxota. Bem sensual.

—Estou pronta! Onde está a venda? Avisei e indaguei. Katiane sorriu e pediu:

—Senta ali na cama, e observa tudo antes, pra não se atrapalhar na hora da transa!

Sentei-me no lado direito, bem no meio da cama. Eu já havia observado bem o cenário, e onde fiquei, era estratégico para mobilidade sem grandes sustos. Katiane veio com a venda, e quando a colocou, ceguei. Ela ajustava mediante perguntas e respostas. Uma hora ficou perfeito. Segura e claro, sem qualquer frestinha de luz que servisse de guia. A ansiedade disparou...

—Cadê ele? Já entrou? Indaguei, respirando forte e bem ansiosa, mas também excitada.

—Calma, eu vou chamar ele, e o sinal que vai confirmar a presença dele é a porta fechando, eu vou ficar ali na poltrona vendo tudo e pronta pra qualquer coisa! Disse Katiane.

Fiz um joinha e aguardei, bem atenta. A Ouvi chamando o rapaz, ouvi seus passos, mesmo suaves e um perfume amadeirado invadiu o recinto. Perfume másculo, presença máscula que me arrepiou. Adoro perfume amadeirado. Ouvi os dois se falando, mas não captei o diálogo, ouvi um som de papel; talvez fosse meu exame e ainda não ouvi a porta fechando.

Estranhei a demora, quando finalmente, ela fechou. Um som seco, sem eco, mas na minha mente ecoou forte. Ouvi Katiane se acomodando, ele se achegando, suave deixando o calor de seu corpo se fazer notado aos poucos e então me cumprimentou:

—Boa tarde, Luciana! Tudo bem? A voz era familiar, mas não dava para cravar um suspeito, porém... a entonação vocal, essa eu percebi, não parecia ou não era tão formal.

—B-Boa... tarde! Tudo ótimo! Respondi, me levantando, e me desequilibrei um pouco.

—Opa, cuidado! Avisou, me segurando, e me trouxe para junto dele. Humm...

O sexo começa com o toque. E ele já largou bem ao me abraçar, alisando minhas costas.

—Deixe-me sentir você! Sussurrei, e ele me soltou, então comecei a alisar seu corpo, e de fato era bem cuidado, forte, braços fortes, peito cheio, sem pêlos e abdome definido.

Agradável, nada exagerado, não era um “bombadão”, e caso fosse, eu já iria brochar. Tateei até tocar sua cabeça. Mais alto que eu, com cabelos molhados, provavelmente lisos, pois iam até quase os ombros. Desci a mão sentindo o formato de seu rosto, e não consegui saber como era o formato, mas senti uma barba que só de tocar soube estar bem feita, em seguida fui logo para onde interessava, e ao apalpar, humm... do apalpe ao aperto, do aperto ao estrangulamento, senti bem grande.

Endureceu rápido, percorri e notei repousado para o lado esquerdo, apertei mais, segui apertando e ouvi seu gemido, e sem demora, ele me agarrou, deu aquele engate que só comedor tarimbado dá, encostando o pauzão na minha barriga e começou a alisar minha bunda, enquanto sua boca com hálito gostoso e refrescante fungava e beijava meu pescoço, me fazendo grunhir.

As mãos dele se encheram do meu rabo. Ele apertou, massageou e deu uns tapas, me fazendo rebolar enquanto me beijava o pescoço e dava mordiscadas em minha orelha. Minha mão direita segurava firme e alisava o pauzão embrulhado, e só no tato eu percebia o calibre.

—Isso, remexe gostoso, delícia! Adoro morena assim, cabelinho cacheado, meu tipo preferido de mulher! Sussurrou o macho, que em seguida começou a mamar meus seios, e pirei.

—É? Gosta de uma morena? Pena eu não saber como você é! Retruquei, atiçando.

—Eu sei que beleza é subjetiva, e nunca fui de me gabar, mas... sempre fui muito elogiado, me cuido ao máximo pra passar uma boa imagem, e deu certo até hoje! Disse o rapaz.

Uma fala humilde e ao mesmo tempo segura. Gostei, mesmo que eu o visse e não o achasse um galã, o que era bem difícil, ganhou pontos comigo, e isso fez eu me soltar mais.

—Gosta dessa brincadeira? Indaguei, e gemi já sendo bolinada na xoxota, e muito bem bolinada, o cara tinha habilidade com o dedo. —Humm... isso, assim, aaahhh! Completei, tarada.

—Estou adorando a experiência, muito legal! Respondeu, então deitei, abri e elevei as pernas, alisei minha buceta melada e nem precisei pedir, senti ele se abaixando, abrindo minha florzinha com os dedos e dando uma fungada matadora, que me fez gemer alto, e arrepiar.

O homem deu um beijo de língua em minha buceta, mas um beijo delicioso, me fazendo arfar de tesão, trêmula. A língua quente percorrendo o interior da xoxota, depois os lábios sugando e em seguida chupando e lambendo, o clitóris sendo alvejado por lambidas certeiras e chupadinhas rápidas, uau... o cara manjava, realmente tinha um “paranauê” diferenciado, e o quase clímax veio quando ele socou a língua dentro e com um dos polegares brincou com meu “pinguelo”. Puta que pariu, mordi os dedos e gemi guturalmente. Delícia.

Para não gozar, afastei a cabeça dele, que debruçou-se sobre meus seios e mamou mais, roubando gemidos e sussurros, me deixando mais propensa e adorando esse fetiche, e era inevitável não lembrar e comparar com o comedor do carnaval. Até o momento... o do carnaval seguia melhor, não sei explicar, esse estava indo muito bem, porém, desencanei, realinhei meus pensamentos e foquei nesse momento, delicioso e que teria uma resposta bem caprichada...

—Vou ficar de quatro... me chupa mais! Pedi, quase cochichando. Eu sabia que estava segura na cama, então fui me virando devagar, ele logo se afastou e me orientou, ajudou e logo fiquei no jeitinho, o macho me trouxe mais para a beirada e não perdeu tempo.

—Nossa, que rabo grande e lindo! Aí sim! Comentou o macho, que alisou, deu dois tapas e sacolejou as nádegas, em seguida enfiou a cara entre ambas e deu uma chupada braba.

Eu sentia o empenho dele em me deixar mais propensa, a forma como ele me tocava, chupava e beijava, dava o tom do que seria essa transa; inusitada e deliciosa, como estava sendo até aqui... 

CONTINUA

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Comentários

  1. oi minha delicia...
    ahh..que maravilha seus contos são inebriantes...
    como sempre...se cuida viu

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  2. Texto seco e sem emoção. E mais uma vez demora em postar e hoje já é quinta e nada do novo texto que coisa chata. Deixando de seguir e vou avisar ao meu amigo que também segue pra que ele deixe de seguir. Ficando muito monótono e sem emoção e sem novidades também.

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  3. Tesão de conto…a continuação vai ser maravilhosa…vc sabe fazer gostoso Luciana…BOTO

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  4. cara,,,se não gosta, não leie...simples assim....ou melhor, tente fazer voce...valeu delicia..continue viu...voce tem uma legião de fãs que adoram seus contos...se cuide viu..kkkkk

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