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—M-Meu Deus Raimunda, mas... como ele está? É grave? Questionei,
aflita.
—Mais ou menos, por conta da diabetes, o quadro é delicado, mas o
médico disse que ele não corre risco de morte ou de agravamento. Passei a noite
com ele e depois minha filha vem para ficar no meu lugar; ah Lulu, sinto muito!
Respondeu Raimunda, quase chorando.
—Calma amiga, vai dar certo, relaxe; a família sempre em primeiro
lugar, deixe que eu aviso aos rapazes, e talvez... eu não vá também, fiquei
preocupada contigo! Falei, sincera.
—Não Lulu, não há com o que se preocupar... não é a primeira vez que
acontece isso com meu marido, vá... não fure com os rapazes, prometo que depois
marcaremos outro encontro e vai dar certo, eu adorei conhece-los,
principalmente o Benício! Retrucou Raimunda.
Putz, um “plot twist” desse logo cedo foi foda de digerir, e confesso
que falei o que falei meio que no automático, na verdade... senti um pouco de medo,
fazia tempo que eu não era ensanduichada por dois caralhudos, e Raimunda iria
balancear a coisa; mas beleza, o momento pedia muita sacanagem, e eu tinha
condições de ter, eu tinha necessidade de ter e eu iria ter...
—Ok amiga, eu comunico a eles que você não vai poder ir, creio que irão
compreender, e... desejo melhoras ao Djair e que você se acalme, vai dar tudo
certo! Falei, penalizada.
Nos despedimos e desligamos, em seguida terminei de me arrumar e saí,
um pouco confusa pela mudança de rota, mas ao mesmo tempo eriçada. Decidi que
comunicaria aos rapazes o furo de Raimunda na hora do intervalo. O encontro
estava marcado para as 15h, em um motel perto do Norte Shopping, o qual era bem
falado e tinha até outdoors espalhados pela cidade, com as despesas pagas pela
dupla. Eita... quanto de pau tinha o moreno hein? Pensei...
Resolvi passar na banquinha de Fabiana de novo ao invés de ir à
padaria. Queria evitar Rodrigo, não seria bom ele me ver tensa como eu estava e
confusa sobre esse acontecimento, que me compelia a ficar quieta, e elaborar
uma estratégia para sair por cima e me libertar; o pastor, como homem vivido e
sagaz, iria notar meu estado na hora, e com Rodrigo eu só queria momentos para
descarregar alegrias, prazer e júbilo. Ele já havia me visto desestruturada...
Mas tive uma grande surpresa ao não ver Fabiana, e sim outra mulher
tomando conta da banquinha; talvez fosse uma amiga ou parente. Era muito raro
de acontecer, talvez algum problema sério a tenha impedido de ir trabalhar, mas
não de ganhar o dia de trabalho.
Que maravilha, os abutres que viviam secando o rabo enorme de Fabiana evaporaram,
é claro. Tinha pouca gente, umas três pessoas merendando antes pegar o ônibus
para trabalhar, e apesar da quase senhorinha ser bem simpática ao me atender, o
carisma de Fabiana era ímpar, então lanchei para ajudar aquela mulher tão
batalhadora. A merenda custou oito reais, e a pobre tinha acabado seu troco com
um cliente. Dei uma nota de 20 reais, aí joguei um “migué”, dizendo que
conhecia Fabiana e depois viria pegar o troco... só que na verdade eu não
viria...
Já indo para a escola, após merendar, vi Juliette saindo da padaria e tive um arrepio. Lembrei da relação, da história dela com Rodrigo, da paixão, do... sei lá, amor no olhar cruzado com ele naquele dia, e claro, da assustadora semelhança com a falecida irmã e esposa do pastor.
Juliette não tinha um corpo tão voluptuoso, um rabo como o meu, mas nem por isso era feio. As pernas dela eram lindas e bem grossas, fora o quadril, também largo. Ela trajava uma camiseta amarela com os dizeres “ELE VIVE, POSSO CRER NO AMANHÔ, seguida de uma saia com comprimento até o joelho, preta com estampas floridas e um pouco justa. Que menina linda, o vento suave esvoaçava seus cabelos negros, compridos e lisos, destacando bem os contornos de seu rosto jovem...
Tive vontade de ir até ela e cumprimenta-la, afinal, não estávamos tão
distantes uma da outra, mas... me detive, apenas a observei; ela caminhava sem
olhar para os lados, resignada...
Durante a aula, mandei mensagem para Raimunda, afim de saber como ela
estava e se seu marido teve melhoras; provavelmente deveria estar dormindo,
pois não visualizou. Uma hora pensei, e se fosse o corno? Eu teria coragem de
cuidar dele, na situação em que nosso casamento se encontrava? Eu sabendo de
tudo? Pedi a Deus, mesmo estando errada como ele, que nunca me pusesse diante
de uma situação assim, pois eu não sei se teria tanta empatia...
No intervalo, via WhatsApp, contatei Benício e Odair, comunicando o
furo de Raimunda. Ambos foram muito compreensivos e perguntaram se eu iria
mesmo assim, o que foi categoricamente ratificado, deixei bem claro que faria
DP e nessa hora os dois acharam o máximo. Odair, o moreno... fazia tempo que eu
não fazia uma doideira de novo, que não encarava dois de novo. Será que eu
aguentaria? Ah... aquele corno merecia mais humilhação...
No segundo tempo das aulas, fiquei aérea, mal conseguia dar o conteúdo,
o qual em dias normais, dificilmente era absorvido pelos discentes, e com a
cabeça virada do jeito que eu estava então, piorou, e o jeito foi passar um
trabalho pesquisado e em equipe, depois saí, e toda essa confusão no juízo era
em virtude da bomba que eu tinha em mãos, foi quando me questionei se o sexo o
qual eu me entregaria para aliviar esses efeitos... faria algum efeito...
Em casa, durante o banho, me flagrei um pouco trêmula, depois tive uma
dor de barriga e evacuei duas vezes em um curto intervalo de tempo, antes de
findar a ducha. Estava nervosa, sem saber o que fazer quando a bomba estourasse
e os estilhaços atingissem... minha filha...
Ok, uma das razões para ter mantido o sangue frio ante a essa
descoberta, era o fato de que não havia um equilíbrio nesse jogo sujo da
infidelidade. Por uma fração de segundo pensei em desistir do encontro com os
pauzudos, mas o que eu ganharia com isso? Passar a tarde me perguntando por que
fui traída de novo e me consumir de autopiedade como antes? NÃO!!!
Me arrumei com um vestido de alças, longo e com uma fenda discreta em
ambos os lados, vermelho, depois um cordão de ouro com um pingente de coração, uma
maquiagem sóbria, uma sandália de salto médio na cor salmão, ajeitei meus
cabelos, os quais já careciam das mãos de fada de Priscila (mas não estavam
feios) e pedi a Benício que mandasse o motorista vir me buscar no horário e
local combinado. Não comi nada, estava sem fome...
14h10.
Na rua da padaria, escorada na parede lateral da mesma, avistei um
carro lá longe, e tive um pouco de medo, afinal nesse horário quase não tem um
cristão nas ruas e alguns vagabundos do naipe dos irmãos de Lidiane costumam
aprontar. Vi a banquinha de Fabiana sob a árvore grande que havia ao lado do
muro da escola, então notei o carro, que era um táxi, se alinhando ao meio fio,
vindo em minha direção. Desacreditei que fosse o veículo que veio me buscar,
mas surpreendentemente... era; ele parou alinhado a mim, baixou o vidro e
indagou:
—Boa tarde, a senhora é a Luciana? Confirmei e indaguei:
—S-Sim, sou eu! Você é o motorista do grupo?
—Sim, me chamo Jairo, pode entrar! Confirmou o rapaz, que... era
moreno, e um baita moreno gato, tipo Amadeu. Cabelo estilo militar, olhos
amendoados, nariz médio e curvado para baixo, lábios médios e boca média em um
rosto quadrado. O corpo era atlético, dava para ver seus braços um pouco
robustos. Trajava uma camiseta preta e uma calça jeans clássica.
—Obrigada Jairo! Respondi, antes de me acomodar no carro, foi quando
reparei em um detalhe: o carro estava com os vidros erguidos, e isso no bairro
onde moro...
Após entrar e sentar, fechei a porta e pedi que Jairo abaixasse os
vidros, e ele o fez.
—Norte Shopping né? Indagou Jairo, afim de confirmar o local onde me
deixaria.
—Isso, e... Jairo, você é do grupo? Indaguei, meio assanhada para o
lado dele.
—Não, só presto serviço de motorista mesmo! Respondeu Jairo, rindo
sapeca.
—Achei que fosse, tive essa impressão! Repliquei, e ele deu risada. Ri
também.
Percebi que Jairo não queria conversar sobre o grupo ou a sacanagem que
o definia. Para ser sincera eu é que conversava de maneira capciosa e ele se
saía, mostrando muita discrição ou desinteresse mesmo, mas em papos aleatórios
o rapaz sabia conversar e se mostrou muito agradável. Se era pauzudo? Quem
sabe, o cara sequer deu brecha para eu perguntar...
O percurso foi rápido. Naquele horário o trânsito era quase zero e
demos sorte de pegar a maioria dos sinais verdes, o que nos deu um ganho de
tempo considerável, levando em conta meu estado de ansiedade e sim, nervosismo.
Falei além da conta, afim de não pensar no que estava acontecendo em minha
vida, e até quando eu conseguiria manter o autocontrole...
Estacionamos em frente ao shopping, me despedi de Jairo e ele partiu.
Fiquei ali, olhando ao redor e tratei logo de não ficar muito exposta, pois o
corno poderia passar de carro e me flagrar. Atarantada como eu estava, era
capaz de, ou dar-lhe uma surra e acabar com essa farsa de uma vez, ou me
embolar toda para explicar, ou melhor, mentir. Bem, nunca fui de violência, eu
sou meio braba, porém... em situações delicadas assim... eu só sabia chorar...
Como chorei muito da primeira vez que descobri a traição dele. Berrei,
xinguei, mas não tive coragem de algo mais extremo. Pensei na minha filha e
amoleci, perdoei, acreditei no arrependimento dele e dei mais uma chance, só
que a mágoa não curou com o passar do tempo, e agora, diante dessa aterradora
descoberta, eu precisava de celeridade para colocar tudo nos eixos. De repente
meus devaneios foram cortados pelos comedores, que me abordaram...
—Boa tarde Luciana, você está linda! —Comentou Benício, e sorri
acanhada.
—Realmente, linda e elegante! —Endossou Odair. Ambos estavam charmosos.
Trajavam roupas semelhantes às do primeiro contato que tivemos. Estilo sóbrio e
seguro de se vestir. Discrição era tudo, então nada de trocas de beijos no
rosto, apenas cumprimentos formais.
—B-Boa tarde, e... obrigada! É... Chegaram agora? Respondi e indaguei.
—Faz uns 10 minutos, a gente estava sentado ali e te vimos; esperamos
um pouco pra ter certeza, pois você não mandou mensagem avisando que chegou, aí
ficamos na dúvida de cara se era mesmo você, observamos e tivemos certeza,
então viemos! Explicou Benício.
—Ai rapazes, que mancada eu dei, esqueci de avisá-los! Desculpe! Falei,
envergonhada.
—Sem problemas, tá tranquilo, mas... tá tudo bem? replicou e indagou
Odair.
—É... s-sim, sim, vamos indo então? Respondi e me adiantei. O Moreno deve
ter percebido meu estado, tanto que me fitou meio cabreiro. Benício deu um
sorriso e propôs:
—Luciana, desculpe, mas... podemos ir pra casa de um amigo nosso? Não
se preocupe, o combinado continua sendo só nós três, e... na minha opinião acho
melhor que motel, mas fica a seu critério, se não quiser, nós e a equipe iremos
pro motel ou pra casa do mesmo jeito!
—É... é muito longe daqui? Não quero perder tempo! Perguntei, e avisei.
—Nada, dá uns cinco minutos de carro, é melhor que motel mesmo! Disse o
moreno.
—Ah... tudo bem! então ok, vamos! Concordei, confiando e ansiosa.
Aguardei do lado de fora do estacionamento do shopping e rapidamente os
dois carros aportaram. Entrei no de Benício, que era um Ônix prata lindo e logo
zarpamos dali. Odair nos seguia e ficou a cargo dele comunicar à pessoa da
equipe que ia cobrir o encontro, a mudança de local. De fato, cerca de seis
minutos (por causa de um semáforo fechado) chegamos à residência, que ficava
numa parte nobre das redondezas. Casa linda, enorme e térrea.
Benício abriu o portão via controle remoto e adentramos. Porra, que
garagem enorme, ainda havia outro carro e uma moto estacionados, e com os
carros dos comedores dentro, sobrava espaço. O imóvel lembrava um buffet, bem
decorado. Aliás, com certeza era um buffet, pois vi mesas e cadeiras empilhadas
bem longe, e uma piscina média à direita.
Quem seria o dono ou dona? Saímos do carro e Benício deixou o portão
aberto por conta da pessoa da equipe que estava vindo. Eu estava com um frio na
barriga, ansiosa, queria trepar logo e gozar bem gostoso. Odair veio até mim,
puxou assunto e conversamos um pouco, ele soube amenizar razoavelmente a
tensão, deve ter percebido algo, então me asserenei.
De repente o carro chegou, parou em frente à entrada da casa. A porta traseira se abriu, e saiu uma mulher que sinceramente... era linda. Baixinha, mas mais alta que Stefhany, isso eu tenho certeza. Parda, mais clara que Gleiciane, cabelos pretos e lisos até os ombros.
De rosto era bonita, ou mediana, mas não feia; olhos
amendoados, nariz grande e curvado para fora, lábios médios e boca um pouco
carnuda. O corpo, lindo, seios menores que os meus, quase zero barriga, quadril
largo, pernas bem grossas, a bunda, menor que a minha, mas redondinha e
empinada.
Ela trajava uma camiseta florida e um legging vermelho colado, e assim
que nos viu ali, deu um sorriso simpático e depois os olhos dela me fitaram,
ávidos. Ela portava uma sacola.
—Boa tarde gente! Cumprimentou a moça, com voz doce, e a respondemos.
—Pimentinha? Ué? Vai participar? Questionou Benício, e ela sorriu
sapeca.
—Não, só vim cobrir o encontro mesmo! Respondeu a moça, que me fitou.
Ih...
—Diabo é isso? Largou o grupo? Perguntou Odair, cabreiro. Eu então...
—Não, macho, só vim ganhar um extra! Respondeu. Os caras se
entreolharam e riram.
—Nunca vi um membro do grupo cobrir encontro, mas, beleza! Comentou
Odair.
—Acho que sei porque ela está aqui! Falei, e os três me fitaram,
surpresos.
—Prefiro falar isso em off com você! Disse a mulher, me fitando e sorrindo
simpática.
—Ah sim, claro, então... bora agilizar! Falei, e o trio deu risada, ela
piscou para mim.
Tudo certo com os exames, porém... pedi que usassem camisinha, e não
houve objeção ou questionamentos. Os machos vieram prevenidos, contaram que tinham trazido uma boa quantidade e relataram que quando há um grupal assim, a camisinha é exigida na maioria dos casos. Apesar de eu detestar usar esse troço chato, preferi assim, e se eu
me sentisse desconfortável, era só tirar. Me acostumei a transar pele com pele,
mas com essa vida sexual doida que levo...
—Eu trouxe umas roupas eróticas aqui, caso queira usar! Ofereceu
Pimentinha, me mostrando o interior da grande sacola. Uau, tinham roupas bem
excêntricas, e escolhi uma.
Era uma espécie de “body” vermelho, cujo tecido parecia uma rede de pesca,
todo furado, com mangas compridas e estilo “boca de sino”, com rendas nas
barras e no decote. Lindo e provocante, então fui me trocar com a Pimentinha em
um dos quartos da casa, e a vi ansiosa...
Lá, tirei minha roupa e ela observou cada detalhe do meu corpo, então
fui direta:
—O assunto que você quer falar em off comigo é... um encontro com o
Abençoado né? Ela riu sapeca, e seu sorriso era lindo, um “sim” com os olhos
que mexeu comigo.
—Nosso encontro era pra ter rolado em 2015! Revelou a Pimentinha, e
estarreci.
—Como é que é? 2015? Como assim? Questionei, estupefata.
—Em 2015, a gente conversou e tava quase tudo certo, mas aí... a mulher
dele adoeceu e ele saiu do grupo pra cuidar dela, um tempo depois ela morreu,
em 2016 eu acho. Aí ele voltou agora num encontro com o Casal Tesão à Mil,
depois, uma suruba com as fixas dele no começo desse mês, e... eu soube que tu
é a nova fixa dele! Contou a Pimentinha, consternada.
—É... sou sim, mas faz pouco tempo! Comentei, e ela sorriu e contraiu
os lábios.
—Pode... me ajudar a ter um encontro com ele? As outras fixas dele nem
me respondem, e agora que ele tá de volta, posso conseguir, por favor! Pediu a
mulher, eriçada.
—Tire a roupa, deixe-me ver você! Pedi, e ela sorriu marota, e sem
questionar ou mostrar acanhamento, se despiu, e puta merda, que inveja eu senti
daquela fêmea, juro.
Quase zero barriga, um lindo quadril, coxas toradas e sem qualquer
mancha, pouquíssimas celulites, seios pequenos e firmes, uma xoxotinha com uma
tira de pelos e toda fechadinha, e pezinhos que certamente fariam Rodrigo
suspirar e aceitar. Perguntei a idade dela e choquei, 35 anos, porém, parecia
ter 25, realmente uma peça esculpida carinhosamente pelo criador, e que sim, merecia
a rolona do meu macho, e... eu faria ele aceitar... ah se faria...
—Gostou? Tô melhor que na época em que conversei com ele! Indagou e
comentou.
—Você é linda, parabéns pelo corpo, e... qual o seu nome? Elogiei e
indaguei.
—Kézia! Respondeu. Deus, eu estava encantada. Que coxas. Preciso voltar
a malhar...
—Luciana, prazer! Respondi, e trocamos beijos formais no rosto. —Farei
o possível para ajeitar o encontro, mas... eu quero participar, essa é a
condição! Completei, e ela riu marota.
—Tudo bem, te achei muito simpática e desculpa te abordar assim! Falou,
acanhada.
—É... você sabe com quem quer transar não é? Indaguei, e ela sacou na
hora e riu.
—Sei sim, e aguento, já transei com caras de paus bem grossos aqui,
inclusive o amigo dele, Miguel; o melhor comedor que tive até agora! Revelou
Kézia, e meus olhos acenderam.
—M-Miguel? O advogado? Questionei, e Kézia assentiu mordendo o lábio
inferior.
—Esse mesmo, e foi ele que ajeitou pra eu conhecer o Abençoado em 2015,
mas agora ficou mais difícil, eu me juntei em 2017 e... perdi o Miguel, e mesmo
eu dizendo que meu marido deixa eu transar com outros, ele não me quis mais!
Confessou Kézia. Estarreci e indaguei:
—Mas... o Miguel ouviu da boca de seu marido que você pode transar com
outros?
—N-Não, eu dei minha palavra apenas, garanti! Respondeu Kézia, e
retruquei:
—Está explicado minha querida, o Miguel não confia só na sua palavra!
Ela rebateu:
—Mas meu marido não vai chegar pra outro e dizer: “ó, pode comer minha
mulher”!
—Entendo. É, cada um com sua ética, mas enfim, prometo conversar com o
Abençoado, acredito que ele vai sim aceitar o encontro! Arrematei, e Kézia
sorriu, com ânimo renovado.
—Se der certo, vou fazer ele ser meu fixo! Disse Kézia, com uma
convicção que me deixou eriçada. —É... quer tirar umas fotos? Completou a
morena, indagando.
—Ah... acho melhor não, tenho medo, sei lá! Respondi, cabreira.
—É seguro, mulher, se tu quiser, pode ficar com as fotos só pra ti,
normalmente os caras nem fazem questão, mas... eu entendo, tudo bem se não
tiver afim!
—É... está bem, pode tirar algumas! Falei, sem saber porque confiei
nela.
Kézia fez algumas fotos com uma câmera profissional. Qualidade absurda,
e nem era uma câmera daquelas que parecem um canhão, de tão grandes. Tamanho
razoável até, coube discreta na sacola em que as roupas estavam. Ela criticou
minha timidez nas poses, mas logo me soltei, até me senti bem, como se rompesse
outra barreira, das muitas que talvez faltavam.
—Agora tira umas minhas e... mostra pro Rodrigo! Pediu Kézia. Ergui as
sobrancelhas.
—Então sabe o nome dele? Repliquei, enquanto ela fazia uma pose
provocante, valorizando suas lindas curvas. Aquela ali merecia ser abençoada
com a tora do Abençoado, mesmo com uma bunda que não era como a minha, era sim
uma bunda de respeito...
—Claro, mulher. Tô dizendo, conversamos um tempão e rolou a química, a
única coisa que faltou foi marcar foi o dia, aí depois aconteceu o que tu já
sabe! Vai, tira as fotos! Respondeu e atiçou Kézia, que sensualizou nas poses.
Tirei algumas dos pezinhos dela.
—Tem muita rotatividade no grupo? Indaguei, após Kézia se vestir. Ela
sorriu, sapeca.
—Razoável, entrei em 2011, de lá pra cá eu sigo uma linha sem muito
exagero, sabe? Eu... transo mais com os mesmos caras ao invés de ficar variando!
Respondeu Kézia.
—Já... transou com o Benício e o Odair? Indaguei, curiosa e Kézia riu
sapeca.
—Sim, eles se garantem, mas acho o Benício melhor. A pomba dele é mais
grossa, e eu “prefiro mais” pau grosso do que compridão; claro, tem que ser
comprido, mas se for comprido demais igual uma tripa, aí não dá né? Respondeu e
brincou a morena, e dei risada. Rimos.
—Vai... assistir nossa transa? Perguntei, e a safada riu mais.
—Não, não gosto de ver os outros trepando, eu gosto de trepar, mas...
se tu quiser que eu tire fotos da transa, aí vou ter que assistir, mas beleza,
de boa, quem cobre os encontros tem que tirar fotos ou filmar se os parceiros
quiserem, a Suzy avisou isso pra mim! Respondeu Kézia.
—Eu... vou querer algumas, depois te libero! Falei, e ela assentiu, serena...
—Beleza, então vamos, já demoramos demais! Disse Kézia. Assenti e
fomos...
Fiz um rápido asseio, pois estava com um calor anormal para o que meu
corpo costuma suportar, depois fui para a sala, e me surpreendi ao ver os dois
machos apenas trajando cuecas box, Benício, uma na cor branca e Odair uma azul.
As portas estavam fechadas e as pequenas luzes acesas com intensidade baixa, me
deixaram meio que sem noção do tempo.
—Linda, você é um espetáculo! Elogiou Benício, se levantando e vindo
até mim. Sorri, ele tentou me beijar, mas discretamente virei o rosto e ofereci
meu pescoço, e ele o beijou.
—Realmente, é uma mulher sensacional! Endossou Odair, que se achegou e
também me causou arrepios gostosos ao chupar e beijar meu pescoço. Fitei os
pacotões já bem estufados, sorri e comecei a acariciar e sentir o calibre
daquelas piconas de verdade.
—Cuidado para não deixar marcas, por favor! Pedi, sussurrando.
—Relaxa, a gente sabe dar um trato gostoso em casadinha! Atiçou Odair.
—Espero que saibam mesmo! Retruquei, olhando Odair BEM nos olhos dele.
Ambos riram. Apertei mais os pauzões duros e me virei de costas, cercada,
olhando um e outro, já sacando que Benício ganharia meu apreço, pois senti que
realmente era mais grosso...
Os dois alisavam, davam tapas e apertavam meu rabo guloso e com minhas
mãos, eu apertava os caralhões embrulhados. Benício abaixou o decote do body e
expôs meus seios, arqueou-se e começou a mamar, Odair fez o mesmo, e puta
merda, delirei, me virei de frente de novo e esse aperitivo seguiu gostoso, eu
apertando mais forte os pauzões, sendo mamada por dois machos tesudos e bons de
pegada, me virei para Odair e abaixei sua cueca.
Uau... 23 centímetros retos, com tom de pele um pouco mais escuro,
veias finas e saltadas, prepúcio cobrindo parcialmente uma glande marrom-clara,
proporcional ao resto, o qual era grosso, respeitosamente grosso, duríssimo e
com bolas médias. Punhetei gostoso, olhando fixamente nos olhos do comedor, que
sorria e eu, mordia o lábio inferior.
Me virei para Benício e me abaixei, já pirando naquele que
provavelmente venceria na grossura, pois o pacote era bem destacado. O corpo
forte dele foi um fator que aumentou meu tesão ainda mais. Alisei e apertei o
volume, passei o rosto e dei beijos curtos, depois baixei a cueca dele, e dei
aquele sorriso devasso ao ver o caralhão saltar imponente.
20 centímetros quase rosadinhos, meio tortos para a esquerda, com veias
grossas, finas e salientes, circuncidado, glande rosada e um pouco menor que o
resto, o qual, Kézia disse assertivamente, eram mais grossos. Uma grossura
deliciosa, um formato quase cônico, que me fez encarar seu dono com mais carinho
e dar uma piscada balbuciando “adorei”, e ele sorriu.
—E aí Luciana? Gostou? Indagou Odair, se achegando e eu segurei seu
pauzão.
—Adorei... vou me divertir muito, como há muito não me divertia!
Aticei, e eles riram.
—Aproveita amiga, que dessa safra aí são praticamente os últimos! Disse
Kézia.
—Como assim? Indaguei, e os três riram. A morena respondeu, bem ácida:
—Tá sobrando desesperado e faltando preparado, é isso que esse grupo se
tornou!
—Bem, falo só por mim, não tive nenhuma decepção até agora, e espero
não ter! Retruquei, fitando Kézia e em seguida cada um dos machos, que riram e
dei risada.
—Prometemos muito prazer e lembranças bem gostosas! Disse Odair,
seguro.
—Da minha parte, digo o mesmo, Kézia pode comprovar! Endossou Benício.
—É Benício, a gente bem que podia botar as conversas em dia de novo!
Atiçou a safada.
—Trouxe exame? Se não tiver trazido, o encontro é com proteção, então é
só entrar! Chamou Benício, e vi os olhos dela brilharem, ela morder o lábio
inferior olhando o pauzão dele.
—Bora Pimentinha, apimente esse momento! Aticei, ela riu, e se aproximou.
CONTINUA
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Olá queridos alunos, leiam com atenção este recado.
Meus planos eram o de postar essa parte na quinta-feira, mas por conta de um problema com a foto, a qual não abriu, tive de pedir a minha amiga para enviar novamente, e ela não enviou dentro do prazo que pedi, mas... vida que segue. Ela me enviou e deu certo.
Então, excepcionalmente, estou postando hoje, apesar de saber que próximo ao final de semana, os acessos ao blog caem drasticamente comparado aos outros dias, mas, compromisso é compromisso, e tomei essa decisão para que a espera pela continuação da minissérie não cause desinteresse, afinal, uma postagem por semana é cruel, eu sei, e se essa única postagem semanal ainda for S.S., certamente vai frustrar alguns, ou a maioria, eu entendo.
Contudo, os textos S.S. estão ligados diretamente à narrativa principal, a qual envolve sexo, e eles não podem ser retirados (a grande maioria), senão a história perde o sentido e ninguém vai entender nada, eu já suprimi um texto S.S. do Segundo Ato e um do Terceiro, e ambos não prejudicaram o entendimento, porém, os demais, não poderei suprimir.
Se querem entender completamente minha trajetória sexual e as razões de certas atitudes e rumos tomados, é preciso saber o que acontece nos bastidores, até porque, quando escrevi, não me passava pela cabeça postar na Internet, então esses textos estão integrais.
Claro que de 2022 para cá, os textos S.S. praticamente acabaram, pois aprimorei minha escrita, sendo mais objetiva, mas sem perder a essência de narrar tudo detalhadamente, pois meu defeito como escritora é ser prolífica demais, mas tem leitor que gosta de saber os pormenores.
Na semana que vem já se inicia o mês de julho, tradicional período em que me ausento das postagens, PORÉM... eu vou finalizar essa minissérie durante o mês onde eu deveria estar em pausa, em virtude do hiato gigante que ocorreu nesse primeiro semestre, e que não foi proposital, e mesmo sacrificando parte do meu hiato, ainda não será possível finalizar o Terceiro Ato esse ano.
Sendo assim, a postagem que seria na quarta, será na SEGUNDA. Minha filha chegará para passar uns dias comigo na terça, mas não vai ficar o mês inteiro, então, estou postando hoje, e a postagem da quarta, foi antecipada para segunda, mas na PRÓXIMA QUARTA, tudo volta ao normal.
Finalizada essa minissérie, aí sim, entro em pausa oficialmente, e já adianto: será um hiato longo sim, mas não de cinco meses. Mais detalhes e o motivo, no desfecho.
Outro aviso importante: sobre o horário das postagens. Elas estão ocorrendo à noite, por conta do meu dia de trabalho, que está muito puxado e estressante. Por enquanto, eu só posso publicar à noite, um pouco antes de dormir, e entendo a ansiedade de todos, mas por enquanto é o que dá para fazer.
Espero que me entendam e perdoem meu desabafo. Se uma postagem atrasa, ou eventualmente não ocorre, é porque imprevistos (às vezes alguns bem sérios) acontecem, não é intencional. Não é para causar suspense e segurar o engajamento, mas uma única postagem aqui, tem todo um processo que vai da escolha da foto, aguardar o envio, que muitas vezes demora, pois a pessoa a quem confiei minhas fotos também tem suas ocupações, além de revisar o texto, formatar na plataforma e por fim, postar.
Então, antes de me julgar, pare e pense: se atrasou é porque alguma coisa aconteceu, ao invés de dizer que não tenho palavra, pois esse blog não paga minhas contas, ele sequer é monetizado, pois o Google, proprietário da plataforma Blogger, não monetiza conteúdo adulto, e mesmo que houvesse patrocínio aqui, os imprevistos iriam ocorrer e atrasos seriam inevitáveis do mesmo jeito, mas o importante, é que a palavra que dei, de NUNCA PARAR se tiver APOIO, essa, eu estou cumprindo.
Esse projeto é feito com carinho e dedicação, vocês sugerem, pedem e na medida do possível eu atendo. Pediram outra foto explícita e postei. Cadê os comentários? Pouquíssimos. Vou até trocar a imagem para ver se melhora, ou seja, eu faço o que posso para manter esse blog de pé, e leitores mais íntimos, com quem converso por email, sabem como é difícil e às vezes desanimador, mas enfim...
Agradeço aos comentários e sugestões. A participação de vocês é importante.
Beijos, tenham uma semana maravilhosa e vitoriosa.
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Comentários

Conto excitante e com gostinho de quero mais!
ResponderExcluirSempre o melhor conto professora mais que linda
ResponderExcluirola professora deliciosa.....como sempre....continuamos firmes nas suas aventuras....mas, como sempre..por favor...se cuide ta...
ResponderExcluirAh quando tava esquentando vc parou.....valeu a pena esperar...
ResponderExcluirUm beijo na sua linda e enorme raba professora....
Seu aluno Beto.
Mais uma vez vc nos deixou feliz e excitado com mais um conto Luciana…ansioso pro próximo episódio…BOTO
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