121 - O GOSTO AMARGO DA INFIDELIDADE – PARTE 4 (S.S.)

 


            —Humm... da putaria é? Mas é de confiança também? Questionou Suzy, eriçada.

—Que você está fazendo sua doida? Cochichou Raimunda, e pedi para ela esperar.

—É uma grande parceira de sacanagens, esteve comigo naquela “reunião” do carnaval, se é que você me entende! Respondi, e a coroa começou a me aperrear. Dei risada.

—Ah é? Mas olha só que interessante... isso só me faz manter a decisão de deixar nossa conversa para amanhã, pois gostaria que você a trouxesse, os meninos falaram muito bem dela depois daquele evento. Será que... é possível? Comentou e pediu Suzy, bem animada.

—Preciso ver com ela, você aguarda? Pedi e Suzy concordou, em seguida tapei meu celular. —Raimunda, a Suzy quer te conhecer amanhã, você topa? Completei, propondo.

—Não vou entrar em grupo de sexo, já disse que não posso! Falou a coroa, tensa.

—Mulher, ela não disse que vai te convidar, talvez queira só te conhecer por causa do feedback positivo dos meninos, e outra... você está aí toda carente, quem sabe ela não sugere um cara interessante hein? Bora amiga, sai desse baixo astral! Retruquei e incentivei.

Raimunda me fitou, pensativa. Pedi a Suzy que aguardasse mais um pouco e a loira aceitou, depois minha amiga deu um longo suspiro, olhou dos lados e disse:

—Tudo bem, mas não vou aceitar proposta alguma de ser membro desse grupo!

—Certo! Suzy, ela aceitou, mas com a condição de que não a convide para ser membro, pois minha amiga é casada e... não quer dar um passo tão grande assim! Respondi e expliquei.

—Ah, que pena, porém eu entendo, limites existem para serem respeitados, mas... caso queira trazê-la, sem problemas, já que ela tem um envolvimento indireto conosco e provou ser uma pessoa discreta e madura! Disse Suzy, acatando a decisão de Raimunda.

—Ela anda bem chateada, meio carente sabe? Comentei, atiçando e Raimunda arregalou os olhos, depois me deu pequenos tapas e dei risada. Suzy riu também.

—Ih, mas por que não apresentou o Rodrigo a ela? Indagou Suzy e ri mais.

—Estou considerando muito essa possibilidade! Respondi, eriçada.

—Pois traga sua amiga amanhã, assim que acabar seu expediente! Pediu Suzy.

—Pode deixar! Falei, toda sapeca e Raimunda sacudia a cabeça rindo acanhada. Nos despedimos e desligamos. —Que foi mulher? Estou querendo te ajudar! Completei, rindo.

—Mulher, você falando assim dá a impressão de que estou matando cachorro a grito; tudo bem... estou carente mesmo, mas enfim, bora né! Replicou Raimunda, sorrindo.

—Se não quiser ir, tudo bem, mas acho que você vai perder uma boa chance de... expandir seus horizontes sexuais e não ficar dependendo desses caras complicados! Aticei.

—Sabe Luciana... às vezes penso que sou uma desequilibrada que não sabe lidar com situações que me desfavorecem, mas... eu... sempre fui tarada, o Djair foi meu segundo homem... e quando namorávamos... nossa, era direto, depois que casamos então... a nossa sintonia era surreal, e hoje... ah Luciana! Desabafou Raimunda, que começou a chorar. Tadinha.

—Oh meu amor, calma, fico até sem jeito de opinar sobre isso porque meu caso é diferente do seu, mas... você sente remorso pelo que fez até hoje? Comentei e indaguei, após levantar da mesa e sentar mais perto de Raimunda, a abraçando com empatia.

—N-Não, não sinto, eu tive e tenho meus erros com meu marido, e fui muito mulher em chegar nele e confessar tudo, então fizemos nosso acordo, mas... eu continuo mentindo para ele, só que minha libido é igual a de um macho... eu sinto vontade direto, ainda mais depois da reviravolta fodida que minha vida íntima sofreu! Luciana... será que sou doente? É normal uma mulher pensar tanto em sexo, sentir tanta vontade assim? Desabafou Raimunda, chorosa.

—Olha Raimunda... não acho que você seja doente, de jeito nenhum, e não tem nada de errado pensar em sexo, porque sexo é bom, faz bem; claro, todo exagero é nocivo, mas não é o seu caso, tenho certeza; doente você seria se quisesse trepar com qualquer um, se falasse de sexo direto, e você não é assim, então pare com isso, você... só quer sentir prazer, e se há um acordo entre você e o Djair... por que sofrer? Retruquei, afagando os cabelos de minha amiga.

—O Djair... pensa que só “namoro” o Valdo. Tudo aquilo que aprontamos juntas e outras coisas... meu marido nem sonha que fiz, entende? Disse Raimunda e beijei sua testa.

—Acha que ele iria achar ruim se soubesse? Acha que ele... iria pedir o divórcio? E seus filhos? Questionei, enxugando as lágrimas de minha tão amada amiga com os polegares.

—Provavelmente sim, seria um desastre, e só uma de minhas filhas sabe dessa minha vida doida, e ela me apoia; quando... casei com o Djair, eu parecia aquelas mulheres do interior que têm um filho atrás do outro, graças a Deus tivemos nossos cinco meninos e condições de cria-los, com muito amor, carinho e decência, então é foda, eu pensei muitas vezes em parar com essa putaria toda e aceitar as coisas como elas são, mas não consigo, eu... sinto vontade, desejo, eu me lembro dos tempos áureos que tive com meu marido, Valdo e os outros, aí minha cabeça dá um nó e começa um conflito! Despejou Raimunda chorando mais.

—Raimunda... então por que você quer reprimir tudo isso? Indaguei, e ela me fitou.

—Acabei de te dizer Luciana, estou enganando meu marido, estou descumprindo nosso combinado, e isso está me consumindo! Respondeu Raimunda e retruquei:

—E quando seu desejo por sexo estiver lhe consumindo mais que o remorso da traição, você vai continuar traindo; ou você abre o jogo com o Djair de novo e aceita as consequências disso e vai ser livre depois... ou extravasa esse tesão, e eu... não vou incentivar você a fazer o que vai lhe dar peso na consciência, mas ouvindo o que ouvi agora, o resultado de quem se segura muito evitando fazer o que já fez antes... é estourar de vez e acabar fazendo de novo!

—Ah Luciana, eu gosto da sua sinceridade! Disse Raimunda, quase sem chorar.

—Olha Raimunda, eu sei como as coisas estão difíceis para você, mas... descobri que meu marido... tem um filho com outra mulher. Imagina como está minha cabeça com tudo isso? Fui sentar numa rola para desopilar meu amor, fui trair de novo! Confessei, e ela pasmou.

—S-Sério Luciana? Ah meu Deus! Seu problema é tão sério quanto o meu, e não venha me dizer que não está doendo só porque você sentou em outra pomba há pouco... porque foi divertido sim, mas isso é só um paliativo! Retrucou a coroa, e aí quem chorou fui eu...

—Eu só lamento pela minha filha, ela é louca pelo pai, e o desgraçado a está desprezando sutilmente, é isso que me faz sofrer. Não é tão paliativo assim Raimunda... porque me sinto viva, não vou ficar pelos cantos me maldizendo, eu vou ser feliz, gozar, aproveitar e depois ser livre... para continuar aproveitando! Desabafei, e ela me abraçou.

—Ah Luciana, que situação merda a que vivemos né? Eu nunca fui traída pelo Djair, sou eu que traio, e isso faz eu me sentir mal porque meu marido sempre foi um homem admirável, continua sendo; construímos uma vida linda juntos, temos estabilidade, mas um dos lados de vez em quando acha que falta alguma coisa... e acaba fazendo besteira! Disse a coroa.

—Não sinta autopiedade Raimunda, porque o que fizemos está feito, e você sabe o que toda mulher gosta de verdade, gosta mesmo na vida? Retruquei e indaguei. Ela me fitou.

—Pelo tom da sua pergunta, não tem a ver com tamanho de piroca! Respondeu, surpresa, e dei uma risada alta, mas logo parei porque havia muita gente e alguns nos fitaram.

—Fortes... emoções! Fortes emoções minha querida, não se lembra do que conversamos no Laboratório de Ciências? Respondi, e vi claramente Raimunda ter um estalo...

A certeza disso foi o abraço que recebi dela, um abraço forte, o qual rompia os grilhões dos dilemas morais. Eu sabia que era errado, que isso não justificava nossos atos, mas... qualquer coisa que eu dissesse para que Raimunda parasse de trair o esposo seria inútil, assim como continuaria sendo inútil divagar sobre a guerra de chifres que virou meu casamento...

—Você foi certeira safadona... fortes emoções... até mesmo as recatadas anseiam fortes emoções, e quer saber? Eu não vou conseguir suprimir meu tesão, minha necessidade de prazer depois de tudo que vivi desde que conheci Ariovaldo, é minha natureza, eu tenho meu incêndio na buceta e... fazer o que? Apagar né? Desabafou Raimunda, e nos abraçamos de novo, rindo...

Mais uma vez decidi não falar de Rodrigo, senti que não era a hora porque Raimunda precisava de um reajuste em suas ideias, mas certamente os dois se encontrariam um dia, eu queria que fosse especial, com ela de cabeça leve, propensa, disposta ao encontro pelo prazer sem culpa, então voltamos à Riachuelo... para sentir fortes emoções... comprando (risos)...

A mudança de atitude começou na escolha das roupas, que iam das casuais, até peças para se usar em casa, e isso incluiu shorts curtinhos, bermudas de cotton coladinhas, tops justinhos e decotados, só não compramos lingerie porque preferimos a Dilady, ou no Centro Fashion, que mesmo sendo lá na puta que pariu, tem coisa de ótima qualidade e barata...

Raimunda veio me deixar em casa, e percebi que o galhudo já havia chegado tinha um tempo. A convidei para entrar, mas ela recusou. Como foi difícil fingir que nada estava acontecendo; respondi algumas perguntas imbecis sobre as compras que fiz e procurei ao máximo me manter como “abestadinha” diante do cenário real de minha vida. Até quando?

Dormi no quarto de minha filha após muitos protestos do corno maldito, mas não retruquei e tampouco briguei. A alegação de saudade das coisas dela foi o argumento vencedor, e com o sangue já frio devido a frustração do meu intento, sabe-se lá quando eu aceitaria outro encontro, o que fiz antes de dormir foi chorar por inúmeras razões, exceto de arrependimento.

O dia seguinte.

A caminho da padaria, antes de atravessar a rua, avistei Raimunda na banquinha de Fabiana e mudei meu percurso indo até lá, até porque a merenda de Fabiana era deliciosa, o que estragava mesmo era a cambada de abutres que se amontoavam para secar o rabão dela...

—Bom dia meninas! Cumprimentei, e ambas abriram um sorrisão.

—Oi Luluzinha, bom dia meu amor! Há quanto tempo! Respondeu Fabiana, que mesmo com uma bata cobrindo TODO seu rabo enorme, atraía os olhares de um punhado de sem noção. Nos abraçamos de ladinho e dei outro abraço em Raimunda, que parecia mais animada.

 —Pense num bolo de macaxeira delicioso, prova um! Disse a coroa, e Fabiana sorriu.

—Gosta de uma macaxeira né bichinha? Trocei, e Raimunda deu risada.

—Eu prefiro uma berinjela ó! Atiçou Fabiana, e não seguramos um riso alto. Os sem noção, os quais percebi olhando para o meu rabo também, ficaram sem entender nada.

—Aff, tomem cuidado não viu suas gaiatas! Advertiu Raimunda e logo tivemos que parar com a descontração, afinal, os abutres nos rodeavam. Credo... nem que tivesse um pauzudo entre eles rolaria algo, porque se portavam como uns “galas-secas”.

—Ai, ai, é bom rir de umas besteiras de vez em quando, em meio a tantas coisas tristes. Fabizinha, me dá um bolo de macaxeira e um suco de graviola, por favor! Comentei e pedi. 

—Ah Lulu, concordo contigo, a vida da gente é cheia de pancada, luta, se “nós não falar” umas besteiras pra rir... acaba pirando viu? Ê, ê “nega véia”, tá osso! Pega meu amor! Comentou Fabiana, em um curto e desolado desabafo, me dando o bolo e o suco depois.

—Oh Fabi... e teu marido? Tomou jeito? Perguntei, penalizada. Três mulheres, casadas e com seus casamentos desmoronando. Qual situação era a pior? Empate...

—Tomou jeito? Ele toma é muita cachaça, aquele fuleragem! Respondeu Fabiana.

—Mulher... você é independente, se sustenta e sustenta seus filhos... para de arrastar essa âncora na sua vida, dá um pé na bunda desse safado, já que é você e seus filhos contra o mundo mesmo, está até mais fácil resolver isso! Retrucou Raimunda, acidamente sincera...

—Se fosse fácil ela já teria feito, cada um sabe onde seu sapato acocha! Retruquei.

—É complicado falar essas coisas aqui sabe? Disse Fabi, acanhada, e com razão...

Pagamos nossa merenda, sob muita relutância de Fabiana em aceitar e depois fomos para a labuta, penalizadas com nossa situação e a da ambulante, mas ao mesmo tempo ansiosas por saber o que o dia nos reservava após o expediente, na casa de Suzy. Raimunda transparecia essa ansiedade mais do que eu, mesmo evitando comentar muito.

Após um expediente bosta, onde acabei tendo um pequeno bate-boca com uma babona da coordenadora, a qual não sabe porra nenhuma do meu serviço e por isso tive de colocá-la em seu devido lugar, eu e Raimunda fomos rápido para a casa de Suzy. Orientei a coroa como chegar lá e conversamos bastante, despejamos nossa ansiedade e excitação com esse encontro.

—Uma casa toda preta! Uau, imagino como deve ser lá dentro! Comentou Raimunda.

—Não se engane, dentro é uma casa linda e colorida, a dona então... é que nem você, uma coroa que não parece coroa! Retruquei e dei uma brincada, e claro... ela pegou ar...

—Coroa é esse seu cu frouxo, sua quenga do quinze! Retrucou Raimunda, e gargalhei.

—Não é frouxo não viu? Meu roludo sabe cuidar dele bem direitinho! Aticei, rindo.

—Ah tá bom, vai me dizer que ele não ficou diferente após tanta pirocona entrando nele, se nem o meu é mais como era antes! Rebateu Raimunda, rindo e rimos mais.

—Ficou diferente sim, mas não frouxo viu minha querida? Retruquei, e gargalhamos.

Saímos do carro e toquei a campainha da casa de Suzy. Percebi Raimunda mais ansiosa...

O portão se abriu, e me surpreendi com a mulher que vi. Mais alta que eu pouca coisa, cabelos iguais, iguaizinhos aos meus, loiros só que naturais e brilhosos. Pele branca, olhos verdes, nariz médio e meio curvado para baixo, lábios médios e carnudos, boca grande, rosto arredondado, seios grandes e firmes, quadril um pouco menor que o meu, pernas grossas e, pelo ângulo de sua pose, percebi um rabo grande e empinado. Era linda, charmosa e gostosa.

—Bom dia senhoritas, posso ajudar vocês? Cumprimentou a mulher, educada. Ela trajava uma camiseta com caimento no ombro esquerdo, toda vermelha e um legging amarelo bem apertado. A voz dela era serena. Eu e Raimunda nos entreolhamos e respondi:

—É... bom dia, sou Luciana  esta é Raimunda. Temos hora marcada com Suzy!

—Ah sim, ela comentou de vocês! Podem entrar por favor! Disse a mulher, abrindo passagem. Raimunda a cumprimentou e em seguida fomos escoltadas por ela até a sala. —Vou avisar pra Suzy que vocês chegaram tá? Só um momento! Completou, avisando e assentimos.

—Mulherão hein? Que corpo bonito! Cochichou Raimunda, com razão.

—Será que é uma das meninas de Suzy? Indaguei, no mesmo cochicho.

—Meninas de Suzy? Como assim? Questionou Raimunda, confusa.

—Bom dia meus amores, ai que bom que vocês vieram! Chegou Suzy, simpática e claro, provocante, trajando um top preto que parecia uma tira apertando seus seios grandes e um short minúsculo na cor vermelha. Espiei Raimunda e ela estava estupefata. Sorri...

—Bom dia! Respondemos, quase em coro.

—Você deve ser Raimunda, amiga de Luciana correto? Indagou Suzy. A coroa assentiu e ambas trocaram beijos formais no rosto. —Muito prazer, me chamo Suzy, e você é linda, transborda jovialidade e charme! Completou a meretriz, elogiando Raimunda. E era verdade...

—Obrigada, você também é uma moça linda! Respondeu Raimunda, ruborizada.

—Adorei o moça, mas já estou vendo a casa dos 50 viu? Replicou Suzy, e rimos.

—Puxa, não parece, sério! Comentou Raimunda, pasma. Suzy sorriu.

—Assim fico encabulada! Disse a loiraça, ruborizada e depois abraçou Raimunda.

—É... Suzy... podemos tratar aquele nosso assunto? Indaguei, ansiosa.

—Ah sim, claro, esse foi o motivo pelo qual a chamei. Vamos Luluzinha, me acompanhe até meu escritório, Raimunda, você aguarda só um pouquinho por favor, vai ser rápido com a Luciana, e depois conversamos nós três, pode ser? Respondeu e propôs Suzy.

—Claro, sem problemas! Respondeu Raimunda.

—Obrigada meu amor, e... Katianee! Respondeu e chamou Suzy. Em segundos a novinha apareceu na sala. —Minha lindinha, faça companhia a Raimunda um pouco enquanto dou uma fofocada com a Luciana ali na minha sala, por favor! Completou a loira, pedindo, e rimos.

—Tá certo! Oi Raimunda, tudo bem? respondeu e cumprimentou Katiane, simpática.

—Tudo ótimo meu amor! Respondeu a coroa, então antes de irmos, Suzy disse a ela:

—Fique à vontade, se quiser alguma coisa é só pedir ok? Raimunda assentiu, sorrindo.

—É... bem, o que você quer conversar comigo? Indaguei, já no escritório de Suzy.

—Ok, então sem delongas, Janaína, que cobriu seu encontro com Eudes, me reportou que você solicitou um motorista que fosse do grupo, e gostaria de saber o porquê! Disse Suzy.

—É... eu... queria outro encontro, mas em seguida desisti da ideia porque... tem os procedimentos, as regras, então não ia rolar mesmo! Respondi, mais ou menos serena.

—Não a chamei aqui para repreendê-la, mas fico feliz que tenha tido essa consciência, até porque o próprio cara iria recusar, sabendo que você tinha acabado de sair de um encontro, então Luciana, vou te pedir encarecidamente: por favor não faça isso de novo, porque atitudes assim podem prejudicar sua reputação no grupo... e principalmente lhe queimar com o Rodrigo! Advertiu Suzy, com tom de voz sério, mas sereno, doce, segurando e alisando minha mão.

—Eu sei, desculpe, não vai acontecer de novo! Respondi, toda sem jeito.

—Não estou lhe dando uma bronca, é só um conselho, e eu entendo como você se sentiu, é normal acabarmos uma transa com aquele gostinho de quero mais, e isso é bom, gostoso, mas... tome cuidado, tem membros que adoram falar além do necessário na hora do feedback, e... sem querer ser enxerida, mas... o encontro foi bom mesmo? Disse e indagou Suzy.

—Foi sim, foi ótimo, eu é que estava taradona mesmo e queria mais sexo, mas... na hora não ponderei direito e quase fiz besteira! Respondi, sorrindo acanhada e Suzy sorriu, linda.

Se ela soubesse que violei essa regra com Juarez, meses atrás...

—Ok, e... continua querendo mais sexo? Ou... o sangue esfriou? Atiçou a loira.

—O sangue esfriou, mas não a vontade; por exemplo, hoje não rola nada porque preciso descansar meu corpo, porém... queria sim marcar algo, pois minha amiga Raimunda está se sentindo carente, ela vem tendo uns desencontros com seus amantes e... enfim! Expliquei.

—Entendo, mas... por que não apresentou Rodrigo a ela? Indagou Suzy.

—Prefiro em um momento em que ela esteja... mais leve, acredito que Raimunda queira... botar a vida sexual em dia, então acho melhor ela ter uma experiência aleatória, mas ao mesmo tempo gostosa, tipo um recomeço e... acho que vai ser bom! Respondi.

—Prudente de sua parte, e se ela participou de uma suruba, está perto de romper limites bem interessantes, por isso já entrei em contato com dois rapazes, os quais tenho certeza de que irão agradar tanto ela... quanto você, agora vou chama-la aqui! Disse Suzy, e assenti.

—Eles moram no bairro? Perguntei, e a loira sorriu sapeca e respondeu, mais sapeca:

—Não, na capital, mas é só eu mandar uma mensagem e eles vêm rapidinho!

Raimunda veio, e fiquei impressionada na astúcia de Suzy em conversar com ela; a loira teve malícia nas palavras, em nenhum momento constrangeu minha amiga, parecia uma conversa de conhecidas de longa data, sério. A meretriz fez Raimunda expor coisas sobre sua intimidade e casamento de forma natural, espontânea, sem parecer uma curiosa, aliás, sem mostrar curiosidade. Suzy não foi indiscreta, nos deixou totalmente descontraídas, à vontade...

—Sem dúvidas deve ser muito excitante toda essa vida sexual secreta que você administra e... Luciana e outras pessoas vivem, mas... não dá para mim! Comentou Raimunda.

—Eu entendo e respeito seus motivos, mas você tem todo o perfil para ser um membro, tanto que participou de um evento nosso e soube lidar de forma madura com isso, então... baseado no que conversamos, gostaria de conhecer pessoas novas? Comentou e indagou Suzy.

—Sim, como eu te falei... preciso disso no final das contas, e casamento é sobre renúncia, não sobre se anular, são conceitos bem diferentes! Respondeu Raimunda, sincera.

—Fortes emoções... é isso que mulheres buscam, e nada melhor que o sexo para sintetizar esse conceito, e garanto a você... que meu grupo é muito competente em dar isso, me referindo a parte masculina, claro, então estou sugerindo dois rapazes que julgo muito habilidosos nesse quesito, mas relaxe, minha intenção não é persuadi-la; o prazer não exige cadastro, tampouco contratos, só exige... disposição! Retrucou Suzy, e ficamos impactadas...

—Ok, então... chame-os! Autorizou Raimunda, e Suzy assentiu sorrindo, em seguida sacou seu celular e enviou a mensagem a ambos, mas não mostrou suas fotos a nós.

—São bonitos? Indaguei, curiosa e Suzy sorriu sapeca e respondeu, atiçando:

—Olha... são charmosos, educados, respeitadores e fodas na cama! Homens que sabem interagir com mulheres, e vocês querem prazer, e não namorados né? Opa, responderam. É, já estão a caminho, chegam daqui a 20 minutos! Retrucou e disse Suzy, animada e demos risada.

Em menos de 20 minutos os rapazes chegaram, e quando eu e Raimunda vimos a dupla, suspiramos excitadas. Não eram lindos, mas também não eram horrendos, tinham charme, segurança e atitude só no jeito de andar, e sorriram simpáticos ao nos virem. 

Era um branco e um moreno, e achei o branco mais bonito. Alto, cabelos lisos castanhos e curtos, olhos pretos, nariz médio, boca média e lábios finos; corpo robusto, trajando uma camisa xadrez azul-claro com mangas dobradas e uma calça jeans azul-marinho, fechando com um sapato preto.

O moreno era mais alto que o branco; cabelos crespos, olhos meio puxados, nariz um pouco largo, boca média e lábios carnudos; corpo atlético, trajava uma camiseta estampada de surfe e uma calça jeans um pouco frouxa, fechando com um tênis azul-marinho. Esse era charmoso, não tão bonito, mas... a parada era só sexo, não namoro. Ambos pareciam estar na casa dos 40, bem vividos.

O branco se chamava Benício e o moreno Odair, e o vozeirão dele nos deixou bem excitadas, parecia de locutor, e foram bem simpáticos e amáveis conosco. Suzy se retirou para que ficássemos à vontade e de fato ambos eram educados e respeitadores, nada de conversinhas banais ou gaiatices, tampouco promessas de uma trepada de outro mundo, nada disso, claro, falamos sobre o encontro, seus dotes e decidimos que seria um revezamento; combinamos DP, só não DP anal, e até nesse assunto a conversa foi instigante e gostosa. Aprovados.

Nem sei quanto tempo durou o papo, mas uma hora trocamos amassos (sem beijos), dando o tom de que eu e Raimunda tínhamos a mente aberta sobre quase tudo, e a pegada dos machos nos agradou muito; uma hora tocamos seus pauzões por cima de suas calças e sentimos sim uma alta expectativa, tanto que ficamos bem mais eriçadas, depois nos despedimos, trocando WhatsApp e em seguida corremos para a clínica, afim de fazer os exames...

QUARTA-FEIRA, 15 DE MAIO DE 2019 – O DIA DO ENCONTRO

Após uma noite de discussões com o corno, onde quase, por pouco não o agredi e não joguei na cara dele tudo o que sabia, eu já me arrumava para ir trabalhar, quando meu celular tocou, me dando um susto que me fez derrubar o frasco de perfume. Sorte não ter quebrado; respirei fundo e vi que era Raimunda, às 6h40, e fiquei cabreira. Ela NUNCA me ligou a essa hora.

—F-Fala Mundoca, tudo bem? indaguei, e notei minha amiga respirando forte.

—Oi Luciana! Mulher, infelizmente não vai rolar o encontro, tive que correr com o Djair para o hospital ontem; ele... contraiu uma infecção urinária e está internado, eu já avisei a Janice (coordenadora)! Disse Raimunda, com a voz embargada. Estarreci ao ouvir aquilo... 

CONTINUA

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Comentários

  1. Ansioso pela constinuação!!
    Pelo visto não vai rolar putaria boa com a Raimunda no próximo conto.... Infelizmente....

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  2. Professora, somente uma sugestão, em caso de contos S.S. vc poderia fazer mais de uma postagem dos contos S.S. no mesmo dia para adiantar a história e deixar o conto com Sexo pra próxima semana? Assim ficaria mais fácil e já adiantaria bastante o cronograma de postagens visto

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    1. (continuação)**Visto que passamos por um longo hiato no blog. Mas é somente uma sugestão que acredito que ajudaria bastante. Uma observação sobre as fotos que estão repetidas na postagem e em algumas anteriores.

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    2. Boa noite meu querido. Bem, gostei da sugestão, mas... essa parte é a última S.S. da minissérie, o restante tem sexo, só a parte final é quase um S.S. Eu vou postar a parte 5 amanhã, já adiantando mais, justamente por conta do post ser S.S. hoje, e achar injusto esperar uma semana para a continuação com sexo. Sobre as fotos, olhei todas as postagens, e não há nenhuma foto repetida, tanto na mesma postagem, quanto nas anteriores. Se aparecem repetidas para você, talvez seja algum erro de carregamento, pois eu sempre olho as fotos antes de postar, e nunca repeti nenhuma. qualquer coisa, mande um e-mail para mim. Beijos e obrigada pela participação.

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  3. E a postagem veio....já tava ficando triste, mas a gostosa da professora não desapontou...foi muito bom minha querida e safada professora....
    Seu aluno Beto.

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  4. Professora mais que linda.

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  5. E mais uma vez sem a continuação.

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