119 - O GOSTO AMARGO DA INFIDELIDADE – PARTE 2

 


Levamos minha filha para ficar um tempo com seus avós paternos. Do município onde meus pais moravam até o de meus sogros, deu 40 minutos de carro. O corno estava diferente de quando saímos de casa, seu semblante parecia preocupado; minha princesa conversava bastante, e ele, respondia com frieza, às vezes desatento e aquilo começou a me irritar.

Mas, afim de poupar minha filhota de presenciar uma contenda, tive de fingir que nada acontecia. O dia estava corrido, afinal, segunda-feira a rotina profissional nos aguardava, então a visita aos pais do corno seria rápida, e de novo... notei o safado aproveitando a recepção calorosa que tivemos de seus parentes... para dar outra escapulida. Eu estava atenta a tudo.

Algo havia acontecido, e não parecia algo banal, ele estava realmente tenso.

Não deu tempo de analisar as reações de minha filha em relação ao tratamento frio que o pai dava até então, pois rodeada de primos e tios como ela estava, além dos avós, aquilo tudo a manteve entretida, e quando vi o galhudo voltando e pondo o celular no bolso, fui até ele.

—Algum problema meu querido? Indaguei, e ele teve aquele impacto.

—É... não, nenhum! Respondeu o safado, mentindo, mas encalquei perguntando:

—Lá em casa* e agora aqui... percebi você dando uns sumiços. O que está havendo?

—Ah Luciana, tu não vai começar com desconfiança aqui né? Tava falando com a Amália, pra saber o itinerário de amanhã e se tem viagem essa semana, e como eu ia conversar normalmente com essa zoada toda? Respondeu o corno, ríspido, e depois saiu de perto de mim.

Esperto... ele pensava rápido, sabia mentir, mas por mais que suas palavras gritassem para que eu acreditasse no que ouvi, seu semblante o desmentia. Vi claramente suas têmporas suadas, e logo deduzi... ou melhor, concluí, que havia alguma crise entre ele e sua piranha... piranha essa, que levava parte do sustento que era da minha filha. Bufei de ódio... de fato havia barulho, mas aquilo eram as boas-vindas da família DELE por nossa visita. Ingrato do caralho...

Minha filha quis passar o resto do dia com os avós paternos, mas o corno objetou alegando que ela não podia faltar na escola segunda, e tive de concordar, pois já eram quase 16h, e além de termos de leva-la de volta à casa dos meus pais, tinha a minha volta para casa, e minha barriga já rebuliçava só de imaginar esse retorno à sós, fingindo demência com o galhudo cínico.

Na despedida, um abraço apertado em minha princesa, apertado e angustiado, pois quase chorei só de imaginar o dia em que teria de dizer a ela... que havia um meio irmão seu no mundo. Com os olhos marejados, encarei aquela que era meu tudo na vida, ouvi as buzinadas apressadas do maldito corno adúltero, beijei a testa dela, a abençoei, tomei a bênção aos meus pais, abracei minhas duas irmãs, meu irmão mais novo e fui até o carro, lutando para não chorar.

17h25. Esse foi o horário em que começamos o regresso para casa. 90 minutos torturantes, e mais uma vez eu teria de deixar minha ojeriza e raiva do galhudo de lado e manter a mente serena. Ok, eu seria uma vítima genuína nessa história se não tivesse resolvido chifrar também, entretanto... eu não engravidei de outro, não desejava ser mãe de novo e estava tomando meus cuidados para evitar imprevistos... diferente do safado, que derrapou feio...

—Querido... você parece preocupado, meio estressado, o que foi? Comentei e indaguei, tocando sua coxa enquanto via 100km/h no velocímetro, já ficando preocupada.

O corno me fitou, com olhos angustiados, deu outro suspiro e relatou:

—Esse mês tá osso ultrapassar a meta, preciso fazer umas extras, mas até isso tá ruim!

—Você... vai perder seu emprego se não bater a meta de vendas? Perguntei, com vontade de dar-lhe um murro, porque imaginei como a puta estava devorando o dinheiro dele.

—Não é questão de perder o emprego, mas eu sempre ultrapassei a meta mensal, e... com isso conseguia guardar um a mais pra qualquer bucho de última hora! Disse o corno.

                —E tem algum bucho de última hora que... seu dinheiro não vai dar para resolver? Indaguei. Ele me olhou com sua cara cínica, mas seus olhos estavam visivelmente... acuados...

                —Oxe, claro que não, só que... dinheiro a mais é bom, eu me acostumei com isso, desde que comecei a trabalhar nessa empresa, fechava o mês entre os melhores! Replicou, e deu outro longo suspiro em seguida. 110 km no velocímetro, aí tive de alertá-lo:

                —Meu amor... vá a 80... não precisa desse desespero para chegar em casa!

                —Não se preocupe, tô bem atento e quero chegar logo mesmo! Retrucou.

—Por favor... eu não gosto de velocidade alta demais, essa pista é perigosa e imprevisível; eu tenho medo! Retruquei, tocando sua coxa, ele me fitou, assentiu e reduziu.

Nunca vi meu marido daquele jeito, alguma coisa bem grave estava lhe tirando a paz. Tentei conversar para descontrair um pouco, mas principalmente, para que ele não se distraísse no volante por conta da visível tensão em todo seu corpo, e claro que tinha a ver com a amante, e para piorar, comigo do lado, o malabarismo que ele fazia o deixava mais angustiado ainda.

O divórcio era para pôr um fim nessa infidelidade mútua, porque eu me sentia mal mentindo; por mais que estivesse sendo deliciosa essa vida sexual louca, quando o efeito do gozo passa, a realidade te puxa pelos cabelos e diz: “você não é mais vítima nessa história e não é melhor e nem pior que seu marido... é IGUAL. A verdade é que por um tempo foi divertido pagar chifre com chifre, mas eu nunca tive sangue de barata, então... diante dessas evidências tão chocantes... eu simplesmente havia me tornado uma bomba relógio...

Aportamos no município onde moramos após quase 2h de viagem a 80km, e antes de acessarmos o bairro, no centro comercial, o corno parou em uma farmácia.

—Me espera aqui, vou comprar uns remédios e venho já! Disse o galhudo.

—Vai me deixar sozinha? Não tem praticamente ninguém transitando, e se vier um assaltante? Retruquei, preocupada, porque o Centro Comercial no domingo era quase deserto.

—Ai Luciana, tá bom! Replicou, o miserável, após um longo suspiro irritado.

—Pensei que se preocupasse com sua esposa; eu hein! Falei, e ele sacudiu a cabeça lentamente, então fui na frente e entrei na farmácia, o corno veio em seguida.

Para não fazer uma pressão e deixar o galhudo mais perturbado do que ele já transparecia estar, fiquei na seção dos cosméticos enquanto o mesmo falava com o balconista, e pelo visto pareciam conhecidos, mas eu percebi o nervosismo do boizão quando o rapaz foi, segundo deduzi, buscar o remédio. Ele coçava a cabeça e olhava para os lados.

Peguei um creme para deixar meus cachos mais lindos, um condicionador, um creme e um esfoliante para os pés, pois meu amante tesudo e supremo tinha tesão nos meus pezinhos, e isso me obrigava a dedicar mais atenção ainda com essa parte do meu corpo. Rodrigo... eu só não surtei de vez e chutei o balde com essa descoberta... porque tenho ele, me refugio nele... e ouvi seu conselho...

Antes de entrar no carro, o corno tomou um comprimido de Dorflex, com uma água que tinha trazido. Os demais remédios, bem embalados, foram postos naquele compartimento perto do câmbio, onde alguns guardam balas e outros objetos pequenos. Seria mais prático ter posto no porta-luvas, e fiquei cabreira. Tive o ímpeto de pegar a sacolinha e abrir, mas... fiquei na minha, e achei aquele pacote bem volumoso para quem ia comprar só analgésicos, mas enfim.

—Puta merda, dor de barriga a essa hora? Comentou o corno, ao chegarmos em casa.

—Pelo menos deu quando chegamos né? Repliquei, e ele riu meio sem graça.

O corno deixou as coisas no quarto, depois correu para o banheiro... COM O CELULAR NA MÃO. Caganeira né? Desconfiei sim, e ok, acredito sim na existência de pessoas que não largam o celular nem para cagar, mas não era o meu caso; o acúmulo de bactérias em um smartphone já é crítico FORA do banheiro, imagine então dentro, onde tem vaso sanitário, ralo, enfim... por mais que tenhamos consciência de manter nosso lavabo limpo, é inevitável, e sim, RIDÍCULO uma pessoa sentar na privada e ao mesmo tempo usar o celular seja lá para o que for.

Dei uma fuçada na sacolinha dos remédios... e encontrei um medicamento para uso PEDIÁTRICO entre os que ele comprou para si. Aí lembrei, que aquele remédio infantil era um antibiótico, pois minha filha já o tomou, portanto, só poderia ser vendido com a retenção da receita. Tudo fazia sentido, a aflição do galhudo... era por causa... do filho que estava doente.

Aquele farmacêutico era “chapa” dele, por isso vendeu o antibiótico sem receita, pois em nenhum momento vi o galhudo entregando a mesma ao homem, quiçá portando uma quando saiu do carro e adentrou a farmácia. Guardei tudo como estava e respirei fundo.

Por mais que me vingar fosse errado... no dia seguinte ele ia tomar outro chifre... porque eu já estava recuperada, e queria sim equilibrar aquela balança, queria mantê-la equilibrada, entretanto... o escolhido não seria Rodrigo, pois com ele o sexo tinha que ser para o prazer, e não... para despejar minhas angústias, eu não podia envolve-lo tanto assim em minha vida.

Ouvi o barulho da descarga e fui para o quarto escolher uma roupa e trabalhar no outro dia e... juro por Deus que o fator de maior abalo em meu psicológico nessa descoberta escabrosa... foi ele ter um filho com a amante, nem era pela amante em si. Ok, um pouquinho por ela também, porque a piranha era sim bonita, charmosa e de um corpo atraente.

—Vou na casa de um colega ajudar ele com umas planilhas, mas volto logo! Avisou o chifrudo, adentrando o quarto e me assustando. Olhei para ele, suspirei fundo e indaguei:

—Em pleno domingo? Uma hora dessa?

—É porque ele é novato, tá inseguro sobre os relatórios das vendas e... pediu a ajuda de uma pessoa mais experiente, e não custa nada dar uma força, ele tá ali perto da Bezerra, então é “jogo bala”, não vou demorar! Replicou o safado. Apenas assenti e respondi:

—Tudo bem, provavelmente já estarei dormindo quando você chegar! Dito isso, saí de perto dele e fui para a cozinha. Mesmo com esse rebuliço psicológico, senti fome, muita fome.

Tirei legumes e um peito de frango da geladeira, depois refleti sobre a resposta pronta, pensada e claro, mentirosa do corno. Ele parecia menos nervoso que antes, e fiquei razoavelmente tranquila, pois se voltaria mais tarde, significava que sua amante morava na capital. Dei um sorriso meio vitorioso, e botei na cabeça que ia FLAGRAR os dois em breve...

O corno se foi, e reiterou que não demoraria para voltar, e claro que acreditei, afinal... se ele dormisse fora de casa, não teria como me engabelar depois. Confesso que me assustei...

Após me certificar que ele de fato partiu, corri para pegar o celular secundário e o liguei, imaginando a enxurrada de mensagens que receberia após tê-lo deixado hibernando por tantos dias, só não imaginei... que a bateria tinha caído tanto. 30%, e segundo me lembro bem, o desliguei com quase 70%. Como um celular descarrega tanto sem ser usado? Seria defeito?

Ok, foda-se, com 30% eu tinha bateria suficiente para promover uma suruba com 30 homens se quisesse, mas como não sou nenhuma suicida, um só bastava, e por uns segundos cogitei até dois sim, porém, demovi, e conforme mencionei, o novo chifre do corno não seria com o Pastor; eu queria algo... puramente... animal mesmo, instintivo, sem firula, sem frescura, sem bajulação; eu só queria... dar uma boa trepada, gozar gostoso e... tchau, e eu sabia que o grupo oferecia isso.

 Sexta-feira, 10 de Maio de 2019. Essa era a mensagem mais recente, a que encabeçava a lista enorme de outras mensagens. Na foto de perfil, um coroa, charmoso até, com um sorriso bonito. Cabelos bem baixos e grisalhos, de óculos escuros, nariz médio, lábios finos e boca média em um rosto quadrado e sem barba. Parecia ter a idade de Valdo e era branco como ele.

“Boa noite Professorinha Fogosa. Me chamo Eudes, e como você, também sou professor, mas leciono Geografia. Tenho 56 anos, casado, mas minha esposa não sabe que faço parte do grupo, e sobre isso não se preocupe; discrição e prudência são minhas leis, além de total segurança em qualquer encontro ou trâmite para o mesmo.

Sou higiênico, tenho lugar próprio, ou se preferir motel, sem problemas; converso qualquer assunto, procuro primordialmente estreitar um laço de amizade saudável e sincera, estando aberto a qualquer possibilidade de evolução. Possuo um dote de 22 centímetros, grosso e que, modéstia à parte, me rendeu boas referências em 12 anos de grupo.  Aguardo sua resposta, seja ela assertiva ou não, e finalizo deixando um carinhoso beijo e um abraço”.

Que baita apresentação hein? O cara estava BEM empenhado em seu intento. Imaginei na hora a paciência que esse senhor teve para digitar tudo isso em uma única mensagem, porém, logo deduzi que ele “espelhou” seu WhatsApp no PC ou notebook, e assim escreveu esse textão em um teclado físico, mas tudo bem, isso não é nada do outro mundo, já li textos maiores que esse e também já digitei textos com quase o mesmo tamanho, na tela do celular mesmo.

Eudes não estava online, seu último acesso havia sido há quatro horas, então decidi corresponder, não perderia tempo analisando convite por convite, era ele e pronto. Respondi:

“Boa noite Eudes, obrigada pela mensagem carinhosa, e aceito o encontro, pode ser em seu “cantinho secreto”, desde que haja alguém da equipe presente. Entre em contato comigo por mensagem amanhã, a partir de 11h30 e acertaremos outros detalhes. Beijos”.

Perdi as contas de quantas vezes tive de corrigir esse pequeno texto. Meus dedos estavam meio trêmulos, a mão suada e por isso as palavras não se formavam direito. Pensei em mandar um áudio, mas lembrei que ele era casado e podia dar merda. Juro que levei quase 15 minutos para formular essa resposta, foi quando constatei e admiti... que estava transtornada...

Desabei, chorei muito, ainda sem acreditar no que estava acontecendo. Isso era a coisa mais surreal e inacreditável da minha vida, mais que todas as maluquices feitas por mim no sexo; a primeira traição que descobri dele doeu sim, e refletindo... compreendi que parte da culpa foi minha... porque eu devia ter me separado na época, mas escolhi perdoar... porque o amava.

De repente o celular bipou, me assustando. Abri a tela e vi a resposta de Eudes:

“Fico muito feliz e lisonjeado por ter aceitado, entrarei em contato amanhã, na hora marcada, e garanto um encontro agradável. Beijos e uma excelente noite”. Sacudi a cabeça...

Eu disse ao corno que provavelmente estaria dormindo quando ele chegasse, porém, não consegui. Não é que eu o tenha esperado, mas na hora em que ele chegou, quase 22h, eu estava deitada, só com o abajur ligado, após ter combinado tudo com Eudes, sendo desnecessário ratificar alguma coisa no dia seguinte, como planejei. Marcamos para terça, 15h. O motorista viria me buscar perto da padaria e me levara até o “matadouro” do coroa pauzudo.

Apaguei a luz do abajur quando notei o galhudo entrando no quarto após tomar banho, aí fingi que estava dormindo, simulei até um ronco baixo, então antes de deitar, o safado teve a cara de pau de me dar um beijo na testa e depois virar para o lado. Senti levemente o perfume da outra, e segui... esperando ele finalmente roncar, e quando ouvi seu ronco... levantei.

Meu sono era leve e o do galhudo, razoavelmente pesado. O quarto não estava tão escuro, mas tive de acender a luz do celular para verificar se o dele estava acessível, e estava, sobre o criado mudo, então, cuidadosamente estiquei o braço e peguei o aparelho, depois, sorrateira, saí da cama, me sentei no chão e desbloqueei a tela com a senha memorizada.

Pus o aparelho dele no silencioso total e abaixei a intensidade da luz. Fiz o mesmo no meu, mas para tirar uma boa foto, teria de ser com flash, foi quando percebi que minha ideia de ficar ali não foi boa, então, sorrateira de novo, saí do quarto e fui para o de minha filha, e ao ver novamente as conversas, tive um misto de sensações, que iam da raiva ao alívio, e alívio porque ela morava na capital, então eu teria de armar um plano para flagrar os dois... mas como?

De fato o filho dele estava doente, com uma gripe forte, muita secreção e falta de ar. A compra do Clenil “por baixo dos panos” feita pelo corno, foi um pedido da amante para evitar ter de levar o menino ao hospital, e com isso, criar uma situação complicada com... meu Deus... a vagabunda se referiu a mim como “bruxa”. E o corno maldito nem para repreendê-la.

“O menino não pode ir pro hospital, senão tu vai ficar aperreado, vai querer “vim” pra ficar com a gente e aí a bruxa vai desconfiar”. Essa foi a mensagem da rameira. Apertei o celular com fúria e bati fotos de toda a conversa desse dia. Foi quando lembrei de como estava sendo burra. Claro... eu poderia “printar” as conversas e enviar a mim mesma por bluetooth, e foi o que fiz...

Deu um trabalhinho, mas ficou tudo perfeito, depois, claro, apaguei todas as capturas feitas no celular do corno, mas quando voltei para o quarto... gelei, pois ele estava se mexendo na cama, indo até onde era para eu estar, e rapidamente me deitei, botando os dois celulares debaixo do travesseiro. Óbvio que ele acordou, mas tratei logo de lhe dar um abraço, beijos e uns dengos rápidos, aí ele me abraçou... até adormecer de novo, depois me soltei...

Pus o celular dele exatamente na posição em que encontrei e ele se mexeu de novo. O abracei e o safado se aquietou. Minha vontade era a de dar-lhe um murro seco... mata-lo...

No dia seguinte, não fui à padaria, tomei meu desjejum em casa e acabei me atrasando um pouco para trabalhar; estava nervosa demais com tudo isso, e o pior era ter de manter o sangue de barata e não estourar com todas essas evidências em mãos. Eu me lembrava dos conselhos de Rodrigo e do meu desejo de ser livre, e isso me acalentava razoavelmente, mas nesse dia em especial... eu queria me vingar, trair, de fato... equilibrar essa balança do chifre...

Nem dei muita trela para Raimunda, eu queria ter desabafado com ela, mas senti medo de ter um desequilíbrio total e acabar chamando atenção, pois onde trabalho o fuxico é constante, falam até da cor do seu batom, a maioria ali é metida a psicólogo e juiz, então me resguardei. Cheguei em casa e comi apenas uma salada bem reforçada, olhei o celular principal e vi várias ligações e mensagens de Stefhany, e optei por não retornar e visualizar nenhuma...

Eu não estava com cabeça para “ajeitar” encontro de ninguém... lamento baixinha...

Trajando um conjunto composto por um top de mangas curtas e ombros nus, seguido de uma saia comprida e justa, ambos com estampas azuis e finalizando com uma sandália de salto médio e uma bolsa pequena, eu aguardava o motorista em uma rua paralela à padaria. Segundo mensagem dele, em menos de cinco minutos ele chegaria. Eu estava lá há 10, mas tudo bem, a adiantada era eu. No relógio eram 14h25, e minha barriga rebuliçava...

—Boa tarde Dona Luciana! Cumprimentou o motorista, cumprindo sua promessa de chegar em cinco minutos. Seu carro era um Fiat Siena prateado. Lindo por sinal.

—Boa tarde meu querido! É... vou voltar com você? Respondi e indaguei, adentrando o veículo pela porta traseira. Era um simpático homem, aparentava ter uns 45 ou 50 anos.

—É muito pouco provável, mas não se preocupe, o rapaz do encontro lá já deve ter acertado com outro motorista, eu tenho umas corridas pra fazer depois dessa! Respondeu.

O motorista se chamava Everardo, não era membro do grupo como Robério, mas me deixou chocada ao revelar que um dia teve de buscar em um motel, sua sobrinha, que era casada e membro do grupo. Apesar do tom de voz penoso, ele não a julgou ou falou mal dela; claro, lamentou, pois o corno, que era muito amigo dele, sequer imaginava que estava sendo traído, quiçá Everardo. Imaginei o constrangimento mútuo da cena, e confesso que me assustei...

Já pensou se um parente ou amigo meu ou do corno... fosse motorista do grupo e viesse me buscar em um motel? Puta que pariu, só de cogitar uma coisa dessa me tremi toda, porque não era nada impossível de isso acontecer, o mundo sabe ficar pequeno... e como sabe.

Indaguei a Everardo se ele contou ao marido traído, e ele disse que deu uns conselhos a sobrinha, a qual implorou chorando para que o tio não contasse, e, segundo o mesmo, não contou e nem iria contar, pois problemas de casal, apenas o casal pode resolver. Concordei...

Apesar do relato assustador de Everardo, mantive minha convicção do que ia fazer, e eu sei que estava brincando com a sorte sim, mas... já era tarde, a vida da gente é sempre arriscar, pagar para ver; no caminho que percorri até aqui, não haviam pássaros para comer as migalhas porque eu não quis deixar nenhuma, no final das contas... eu não podia... e não queria voltar...

Em 20 minutos chegamos ao local. Um prédio estreito de quatro andares. Everardo sacou o celular e em seguida disse que ia comunicar nossa chegada a Eudes. Assenti e aguardei, olhando a rua, e como era bonita, bem arborizada, limpa. Bairro de classe média, com casas arrumadinhas ao redor e alguns pequenos pontos comerciais. De repente avistei Eudes.

Me despedi de Everardo e fui ao encontro do homem. Olhando assim, até que era conservado, contudo, Valdo aos 60 estava bem melhor no aspecto estético se for comparar, mas enfim... era sexo, não um lance fixo. Eudes era alto e tinha um corpo legal, estava com uma camisa gola polo vinho e uma bermuda cáqui comprida e frouxa. Esportivo e simples. Gostei.

—Boa tarde Luciana, seja bem-vinda, você é muito linda! Disse Eudes, galante.

—Boa tarde meu querido, obrigada! Respondi e trocamos beijos formais no rosto.

Fomos até o segundo andar do prédio, e o coroa teve um início de interação comigo bem interessante, falava bem e seu tom de voz era sereno, assim como o gestual. Homem seguro, mas se resolvesse me comer ali mesmo na escadaria... não teria problema nenhum.

—Bem... é aqui, entre e fique à vontade! Disse Eudes, abrindo a porta do apartamento. Assenti, sorri e entrei, já dando de cara com uma moça, a qual eu nunca tinha visto, e logo saquei que era da equipe. Cheinha, mas toda proporcional e até bonita de rosto. Ela sorriu simpática.

A moça se chamava Janaína, e após todo aquele lenga-lenga de praxe, de mostrar exames e constatar que estava tudo ok, a jovem pediu licença e avisou que ia ficar na escada, mas Eudes sugeriu que ela poderia ficar à vontade na sala enquanto o encontro rolava no quarto, contudo, ela permaneceu irredutível, preferiu sair mesmo do recinto.

—Bem, fique à vontade, quer uma beb...! Começou a dizer Eudes, mas o interrompi:

—Tire sua roupa! Ao ouvir isso, ele me fitou bem surpreso e sorriu acanhado.

—É... ok, você é bem direta né? Gosto de mulheres assim! Comentou Eudes, que começou a se despir. Tirei minha saia junto com a calcinha e ele olhou admirado para meu corpo.

—A finalidade desse encontro... é apenas SEXO, nada mais! Retruquei, já apalpando seu pacotão sob uma cueca tradicional na cor branca com detalhes azuis. Humm... que volumão.

Eudes sorriu maroto e me agarrou, puxando meu corpo contra o dele, tentou beijar minha boca, mas sutilmente virei o rosto e ofereci meu pescoço a ele, e o mesmo foi deliciosamente chupado, e gemi gostoso, já me entregando a pegada do coroa, que era sim deliciosa e segura. As mãos do macho apalparam meu rabo faminto com tara, depois senti a pressão tanto das mãos em minhas nádegas, quanto de seu pauzão em minha barriga, e pirei.

O homem soube criar o clima e deixa-lo agradável rapidamente, com toques seguros e certeiros em pontos que impulsionavam minha libido. Gemi bem devassa quando senti a boca de Eudes mamando meus seios, me causando deliciosos arrepios ao passo que eu já delirava com a mão direita dentro de sua cueca e sentia o calibre do meu alimento e remédio para angústia, e sem firulas, abaixei a peça íntima, dando aquele suspiro de tesão ao ver a rolona.

Reto, mas curvado para baixo, veias finas e um pouco salientes, prepúcio cobrindo parcialmente uma glande rosada, meio comprida e um pouco menor que o resto, o qual tinha sim uma grossura atraente e que encheu minha boca d’água imediatamente, finalizando com bolas médias e um pouco flácidas. Dei aquele sorriso feliz e comecei uma suave punheta, sentindo minha mão falhar em fechar no diâmetro. Ele bolinou minha racha melada e gemi alto.

—Isso... que mão deliciosa você tem Luciana... assim! Sussurrou Eudes, delirando, e eu, gemendo mais tarada com seus dedos em minha xoxota chorosa. Apertei o pauzão e segui.

Quase gozei com os estímulos deliciosos de Eudes em minha xoxota com os dedos, e nos seios com sua boca, então sentei o macho no sofá e em seguida me ajoelhei entre suas pernas abertas, agarrei sua rolona, a qual, diferente do dono, era sim uma picona bonita e continuei a punheta, com as duas mãos, sorrindo ao ver sobrar pica, e sobrar mais chifres na cabeça daquele corno maldito, que só conseguia enfiar aquele palito em sua quenga mediante pagamento, pagamento esse que se tornava cada vez mais impagável por conta da burrada que fez...

Todo castigo para corno é pouco. Esse ditado não é nada engraçado, pois por mais que estivesse sendo divertido devolver os chifres que levei... esse ditado também servia para mim.

Mas... isso não me abalava, enquanto o corno certamente se arrependia a cada segundo por ter um filho com sua puta bonitona, eu, me divertia já caindo de boca naquela rola e grunhindo tarada ao sentir o calibre enchendo gostoso a mesma, massageando suavemente aquele pau delicioso em movimentos circulares e suaves, deixando o esputo escorrer e pirando.

Em uma bocada só, passei um pouco da metade, tive um leve engulho, tirei e deixei a saliva banhar o cacetão, em seguida lambi das bolas até a glande, dei chupadas rápidas na mesma e abocanhei, mamando um pouco mais rápido e ouvindo os gemidos de prazer do macho. Eudes segurou minha cabeça e bombou gostoso, atolei quase tudo e gemi... 

CONTINUA

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* Lá em casa é uma expressão muito usada quando nos referimos à casa de nossos pais, onde nascemos, crescemos e depois a deixamos para seguirmos nossa própria vida.



Comentários

  1. Uma das melhores fotos... Que rabão gostoso

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  2. Já caiu de boca numa jeba pra se vingar.....uhull.....vem muta sacanagem por aí! Pau que bate em Chico bate em Francisco e a rola de Eudes arromba a professorinha fogosa!

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  3. A segunda parte deve pegar fogo...um beijo professora...seu aluno Beto.

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  4. ahhhhh..depois daquele shortinho maravilhoso...nossa maior alegria...esse rabão delicioso...beijo..se cuide viu.

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  5. Bom dia.
    Cadê o novo conto? Esperando desde ontem.

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  6. E a continuação?? Cadê? 😔

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  7. Nada de continuar os relatos!

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  8. De volta a rotina da falta de postagem. Cadê a continuação?

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