- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
—Dezembro... mas... é perto do Natal e Réveillon? Indagou Rodrigo,
cabreiro.
—Não, não, o aniversário de Leila é no dia 12, mas, caso você aceite, a
festa seria no dia 14, que cai num sábado! Explicou Osório, fitando Rodrigo
como se implorasse pelo “sim”.
Rodrigo ficou mudo por uns instantes, deu um longo suspiro, contraiu os
lábios e nos fitou, como se... não sei, talvez tenha sido um devaneio meu,
mas... deu a impressão de que ele queria a opinião de uma de nós, ou... até
mesmo de nós quatro, porém... seguimos caladas.
—Fora o Miguel, quem é o outro cara? Indagou Rodrigo, e bestifiquei, em
seguida fitei Stella e ela deu um sorriso, Ayla e Vitória também notaram minha
cara abobada e sorriram.
—Relaxe... leva tempo até pegar o macete, mas você pega! Cochichou
Vitória, que riu.
—Disseram alguma coisa minhas queridas? Indagou Rodrigo, e pasmamos.
—É... nada, só... comentei com a Lulu que meu celular está
descarregando e... esqueci de trazer o carregador, desculpe se atrapalhei a
conversa! Respondeu Vitória, dissimulando.
—É iPhone? Se for eu empresto o meu carregador! Interveio Osório,
prestativo.
—Obrigada, mas... não precisa, daqui a pouco vou para casa e... ele
aguenta até eu chegar! Obrigada! Respondeu a loba. Osório assentiu sorrindo e
ela nos fitou, aliviada.
—Voltando ao assunto... quem seria o outro cara? Perguntou Rodrigo.
—É... ele é alemão, mas deu branco, não lembro o nome dele, ai meu Deus,
desculpe! Respondeu Leila, e tanto Stella, quanto Vitória, não seguraram o
riso, mas Rodrigo nem tanto.
—Pô Leila, não dá “rata” (mancada), aprende o nome das pessoas!
Advertiu o corno.
—Calma, tudo bem, acho que até sei quem é, ele se chama Hans Schuster, de fato é
complicado lembrar nomes estrangeiros, e é normal, não se irrite com sua
senhora por favor! Disse Rodrigo, que após a fala, nos fitou com um olhar que
reprovou nossa atitude de rir da moça.
Hans... esse nome era familiar, não lembro onde ouvi e de quem ouvi,
mas ouvi.
—É, é esse mesmo, Hans... Schuster, ele é alemão, mas fala um português perfeito! Disse Leila, que não se privou de tocar o ombro de Rodrigo e depois se apoiar nele, rindo, já eu... fiquei assustada, pois Rodrigo parecia saber ler a mente das pessoas, primeiro acertou sobre Miguel, agora o tal Hans...
—Eu... só não gostei muito do visual dele, mas se minha rainha
gostou... está aprovado, e tanto ele, quanto o Miguel... só aceitam se você
aceitar, então... peço que pense com calma, sei que a hora é inadequada pra dar
qualquer resposta porque você precisa descansar, mas... por favor, pense
direitinho! Opinou Osório, que quase suplicou depois, e fiquei encucada.
O que havia de errado com o “visual” do tal Hans? Alguém iria me
responder depois...
—Olha... entendo que para vocês essa data significa muito, e os
felicito por terem essa relação tão cristalina e honesta, dá para ver sua
alegria em... querer fazer sua esposa feliz, mas... por enquanto, a resposta
que dou é: preciso pensar, e prometo diante de todos aqui... que darei uma
resposta, seja ela sim... ou não! Replicou Rodrigo, bem realista, e o casal
ficou meio murcho.
—Se o Rodrigo prometeu... ele cumpre, fique sossegado, vocês terão uma
resposta! Interveio Stella, que foi endossada por Ayla e Vitória. Aproveitei e
arrematei, claro. Ele sorriu.
—Mas... você... gostou de Leila? Que achou dela? Questionou Osório, e
pasmei.
A mulher deu uma voltinha, e a bunda que eu pensava ser grande, era enorme, quase como a de Ayla. Depois posicionou-se fitando o comedor, com os lábios contraídos, esperando algo como retribuição, e Rodrigo apenas assentiu com a cabeça, depois analisou o restante daquele corpo voluptuoso e claro... parou por uns instantes em seus pezinhos, os quais tinham unhas pintadas de branco e estavam calçados em uma sandália Anabela. Será que ela realmente teria atraído o comedor?
—Sua esposa é uma mulher exuberante, muito atraente e sedutora! Disse o
pastor, que não se moveu um milímetro sequer, mesmo com a safada e o corno
dando toda brecha e anuência para uma atitude mais ousada, e que não seria
vista com maus olhos por ninguém.
Tanto que a reação indiferente do pastor... deixou Leila totalmente desestabilizada.
—Eu e meu marido não nos ofendemos com elogios... mais ousados, mais
safadinhos... pode dizer, ou... pode ousar mais... eu gosto... adoro! Atiçou Leila,
sensualizando discreta, mas cabreira.
—Leila... não estamos lidando com aqueles manés que estendem
o tapete vermelho e nos bajulam em troca de um encontro, e quando te veem, seguram
e apertam sua bunda até quase não soltar mais; o Rodrigo é diferente, é um homem
de respeito e que respeita! Retrucou o corno, meio constrangido com a
impulsividade e... sim, insegurança da esposa...
—Não tem cabimento eu... ser mais ousado... na frente das minhas fixas
e em um lugar público como esse, onde circulam crianças e famílias, mas sua
esposa não fez nada de errado, ela só está tentando criar um clima até a
realização de seu desejo, e isso é válido, é instigante, gostoso e necessário!
Retrucou o pastor, e Osório deu um sorriso todo sem graça.
—É... você é tão educado, assim como o Miguel e o... Hans, e... eu
gosto disso, dá pra ver mesmo que você trata as pessoas com respeito, e... isso
me deixa mais afim ainda, e... ansiosa pra que dê certo, então... pensa com
carinho, por favor! Disse e pediu Leila, com aquela carinha sapeca.
—Claro, e... nós vamos marcar um encontro FORMAL; eu, Hans e Miguel,
com vocês, para conversarmos melhor, e desse encontro... que pode ser um jantar
ou só uma conversa pura mesmo... lhes darei minha resposta! Tudo bem assim?
Contrapropôs Rodrigo, e o casal sorriu.
—É... Hans e Miguel... já tiveram um encontro com minha esposa de forma
individual, então... caso queira um à sós com ela antes... é só marcar, seria
ótimo! Revelou Osório, e... o semblante e o gestual de Rodrigo mudaram
consideravelmente, e isso nos chamou atenção.
—Sério? Muito interessante! Indagou e comentou o pastor. Leila assentiu
sorrindo.
—Já sim, mais de uma vez até, e eles falaram muitíssimo bem de você,
principalmente o Miguel, e é por isso... que queria vocês três! Confessou a
morena, empolgada de novo.
—Bem... agora vamos deixar você descansar, e... muito obrigado por nos
receber e nos tratar com tanta gentileza e paciência, mesmo cansado como você
está de fato, e parabéns pelas mulheres tão bonitas e especiais que você tem!
Disse Osório se despedindo e estendendo a mão para cumprimentar Rodrigo, que
retribuiu o cumprimento e abraçou cordialmente o corno.
Bem, se foi média que o manso tentou fazer para ganhar pontos e
facilitar o “sim” de Rodrigo eu não sei, mas ele fez questão de cumprimentar
cada uma de nós, mostrando muita simpatia e sinceridade. Leila fez o mesmo,
tudo de maneira polida, educada e muito amigável.
—Faço minhas as palavras do meu marido... adorei te conhecer, e...
valeu sim a pena cada minuto, obrigada! Disse Leila, que abraçou o comedor e
trocou beijos formais com ele.
—Eu que agradeço pela visita, vocês são um casal adorável, sua esposa é
uma mulher, de novo, exuberante, sedutora e muito simpática, adorei
conhece-los! Disse o pastor, amável.
—Ó: eu vou esperar viu? Recuso todos os encontros e te dou prioridade,
fique sabendo, com você... a transa só presta se eu estiver mais doida de tesão
ainda, e eu faço tudo que você quiser! Desabafou a mulher, com uma segurança
absurda no olhar e nas palavras.
—Obrigado, mas... fará porque quer... ou para me agradar? Atiçou o
macho. Leila riu.
—Pra te agradar sim, mas principalmente porque eu AMO fazer! Rebateu a
devassa, que, percebendo a tora do comedor razoavelmente dura e estufando a calça, teve de se
conter, mas vimos seu olhar transbordante de tesão, ela abriu um pouco a boca,
depois passou os dedos nos lábios.
—Não tenho dúvidas disso! Disse Rodrigo. Ambos sorriram.
Finalmente o casal se foi, mas foi impossível não se impressionar com o
calibre da bunda de Leila quando a mesma ficou de costas e caminhou. Que lapa
de rabo a mulher tinha. A brisa noturna ficou mais intensa, assim como as
fisgadas no meu cu. Rodrigo respirava forte, e não era só de tesão pela fêmea
que se foi, mas também cansaço; talvez mais mental do que físico.
—Caramba, que rabão da porra ela tem! Comentou Ayla.
—Eu acho que é siliconado hein? Opinou Stella.
—Também achei bem suspeito! Comentei, mas Rodrigo opinou enfático:
—Acho praticamente impossível, Miguel tem preferências específicas em
relação a atributos físicos femininos; ele sempre preferiu mulheres naturais e
até mesmo com certos detalhes como... celulites moderadas, um pneuzinho
discreto, enfim, ele nunca curtiu essas bonecas fabricadas em clínicas ou
academias, então creio que esse bundão dela é natural sim!
—E você concorda com ele? Indaguei, atiçando. O macho deu risada e
respondeu:
—Em gênero, número e grau!
—Por um instante achei que você ia dar um fora no casal! Comentou
Stella, e rimos.
—Leila se mostrou uma mulher surpreendente e instigante! Disse o
pastor.
—Seu entusiasmo e mudança de atitude, foi por saber que seu amiguinho
advogado calhorda trepou com ela, essa é a verdade ok? Retrucou Vitória, com
mágoa no tom de voz.
Curiosidade serve como anestésico? No meu caso, sim, porque a dor
lancinante no meu cu até passou só de me questionar o que de fato aconteceu de
tão grave entre Vitória e Miguel. Rodrigo se aproximou da loba com um semblante
consternado, tocou o rosto dela e disse:
—Me dói ver você magoada, mas dói mais ainda sentir você magoada! Ao
ouvir aquilo, a loba abraçou seu amante, com força, e ele a acolheu, empático e
amável. Me arrepiei toda.
—Vai passar, eu prometo! Disse Vitória, com um sorriso embotado e olhos
marejados.
—Eu sei que vai, agora... vou fazer uma ligação ali e... volto já!
Anunciou o macho.
—Humm... segredinhos com suas mulheres é? Troçou Stella, e demos
risada.
—Relaxem que eu não vou falar mal de vocês! Retrucou Rodrigo e rimos
mais. Ele sacou o celular do bolso, pediu licença e desceu a escadaria.
—Vou te dar um conselho, lobinha, mas você aceita se quiser! Ensejou
Ayla.
—E qual é? Reatar com o Miguel? Questionou Vitória, sorrindo irônica. Eita, ela entregou.
—Não, isso é escolha sua, e o conselho é: NUNCA tente manchar a VERDADEIRA
amizade entre dois homens, porque se o Rodrigo tiver de escolher entre sua
xoxota e uma cervejinha com o Miguel, ele te come muito mais gostoso estando
bêbado! Disse a negona, e segurei o riso.
—Que absurdo, eu... não estou tentando manchar amizade nenhuma, sua
analogia foi chula e grosseira, e você sabe o que o Miguel fez, porque esteve
lá! Retrucou Vitória, irritada.
—Ah, e como sei, e você sabe MELHOR AINDA do que eu... que o Miguel não é culpado sozinho, aliás... na minha opinião, o Miguel não tem culpa alguma nisso aí, então seu “mimimi” já está cafona demais, démodé demais! Rebateu Ayla, e quase ri. Vitória arregalou os olhos... de cólera...
—Mimimi? Olha Ayla... melhor parar por aqui viu? Rebateu Vitória, bem
sentida. As duas se encararam e em seguida deram rabissaca entre si, e foi
difícil não rir, mas consegui segurar.
—Calma meninas, não se comportem como duas adolescentes, e se esse tom
de voz se elevar mais, daqui a pouco o Rodrigo vem e passa um “carão” nas duas!
Advertiu Stella.
—Com licença, vou ao banheiro! Disse Vitória, que saiu bufando. Achei
que Ayla ia alfinetar, mas a negona só deu seu clássico sorrisinho pedante e
nos fitou com cara de desdém.
—Recalque é um saco né? Cochichou a negra, e demos risada.
—É... você está certa, Ayla, a Vitória está de mimimi mesmo! Disse
Stella, e pasmei.
—Só digo uma coisa: se o Rodrigo se irritar... a lobinha roda, e achei
que ela, como amante mais veterana, entendesse como funciona a relação dele com
o Miguel; poxa, eu que só tenho quatro anos entendi; os dois são parceiros de
VIDA, não só de putaria, e eu VI como Miguel segurou a bucha ao lado do Rodrigo
quando ele ficou viúvo! Desabafou Ayla, emocionada...
—Nem me fale... também testemunhei, e isso fez com que eu o admirasse
ainda mais como pessoa; a gente fez o possível e um pouco do impossível também,
só que o Miguel... se doou de uma forma extraordinária para não deixar o
Rodrigo cair, mas enfim... vamos mudar de assunto... porque relembrar disso é
doloroso demais! Disse Stella, que quase chorou.
—T-Tem razão... o dia foi tão especial, e... tudo bem que isso não dá
para esquecer, mas... por que ficar relembrando né? Por mais que doa, a vida tem que seguir! Repliquei
e opinei, comovida, então Ayla e Stella sorriram e nos abraçamos. Aquilo foi
surpreendente e muito gostoso.
De repente ouvimos passos, subindo as escadas, e logo nos
desvencilhamos, pois não queríamos que Rodrigo percebesse o que conversamos, e
finalmente ele surgiu.
—Cadê a Vitória? Indagou o pastor, no último degrau da escada.
—Foi retocar a maquiagem! Respondeu Ayla, e ele terminou de subir,
vindo até nós.
—Falou com o Miguel? Indagou Stella, curiosa como eu.
—Sim, mas também liguei para saber notícias do meu filho! Disse
Rodrigo.
—E como ele está? Indagou Ayla, e Rodrigo sorriu empolgado.
—Graças a Deus está bem, foi passear no shopping com os avós, passou a
tarde toda se divertindo e... amanhã vem para minha casa! Respondeu o pastor, e
Ayla assentiu...
—Queria conhecer seu filhinho um dia, deve ser um menino adorável!
Comentei.
—Ah, com certeza você vai conhece-lo, é um sapequinha! Disse o macho, e
sorri.
—E aí? Teve boas referências da moça? Questionou Vitória, ao voltar.
—É... sim, Miguel e Hans a elogiaram bastante, principalmente Miguel,
e... ele... mostrou uma empolgação muito incomum ao falar dela! Respondeu
Rodrigo, que, misteriosamente, me fitou por alguns segundos, mas tempo
suficiente para me deixar cabreira.
—Algo errado em mostrar empolgação ao falar de uma mulher? Indaguei e
eles riram.
—Calma minha consagrada, não foi isso que eu quis dizer; claro que
mostramos empolgação, mas de uma forma objetiva, comedida, e estou falando
desse caso em específico, onde Miguel se excedeu nos elogios, me incentivou a
aceitar e até sugeriu um encontro individual, além de dizer que a bunda dela é
natural mesmo! Explicou o pastor, e dei risada.
—Você está desbravando esse lado do sexo que poucas pessoas conhecem e têm acesso, então é normal... se perder um pouco em determinados assuntos. O grupo tem um sistema de feedback, onde os parceiros se avaliam, como uma... forma de abrir novas oportunidades sexuais a todos, então... homens e mulheres TÊM que espalhar com quem transaram, caso contrário o grupo perde o propósito, afinal, quem vai se submeter a toda essa logística preliminar a uma transa... e arriscar se decepcionar? Interveio Stella, complementando.
—E-Entendi... e... perdão... eu... vou me acostumar a isso! Falei,
acanhada.
—Relaxe... isso é normal, todo membro novo estranha essa “exposição”,
que na verdade não a expõe, pois o grupo é fechado e todos conhecem as regras!
Disse o pastor, me abraçando.
—É... mas entre teoria e prática, a coisa tem um grande abismo ali, feedback
negativo para mulher não pesa tanto, mas para homem... a coisa é cruel,
desleal! Disse Ayla. Pasmei.
—C-Como assim? Indaguei, surpresa.
—Ayla tem razão... por exemplo: se um homem do grupo não curtiu um
encontro, ele não elenca os defeitos da parceira ou... da transa em si, se ele
disser “foi legal” ou “foi bom”, isso já liga o sinal amarelo nos caras,
mas essa moça ainda assim terá interessados, agora... se uma mulher disser “foi
legalzinho ou até que foi legal”, aí fodeu... é sinal vermelho total, o coitado
dificilmente vai progredir ali, e tem umas que esculacham mesmo, acho antiético mas...! Explanou o comedor, e me arrepiei.
—Não nos olhe com essa cara, Luciana... nesse mundo sexual
descompromissado e casual... perfeição é o mínimo que se espera em um encontro,
e os homens sempre serão destinados a suprir as altas e altíssimas expectativas
das mulheres; no final das contas é o jogo da vida, cruel e desleal, como Ayla
disse! Complementou Vitória, bem crua, e assenti, impactada.
—Você tem razão, mas... acho que eu não... faria isso, talvez eu desse
um feedback dizendo: “foi bom”, aí não me envolveria mais com o cara, e...
agora eu entendo porque você... não quer mais encontros, realmente... as
mulheres o procuram esperando serem levadas para uma... outra dimensão... ou o
nirvana, e isso... te deixa tenso né? Desabafei, e Rodrigo riu.
—Quando eu era mais jovem... isso era um combustível extra, eu achava
bacana a mulher entrar no encontro esperando... ir ao nirvana, transcender, enfim,
esse clima era sim divertido, porque era recíproco e me incentivava a dar o meu
melhor; não que atualmente vocês não me incentivem, é óbvio que todas vocês me
inspiram SEMPRE a ser melhor, entendam, mas hoje... me preocupar em suprir
expectativas de novos encontros... se tornou enfadonho! Desabafou Rodrigo.
—Eu sei meu amor... você tem outras prioridades! Comentei, abraçando
meu amante e entendendo o que ele quis dizer. Dei um abraço forte, aninhando
minha cabeça em seu peito.
—É... tenho outras prioridades... e não posso negligenciá-las; meu
filho é tudo que restou de minha família, ele precisa mais do que nunca de um
pai atento e presente, e essa é a vida que importa viver de agora em diante, é
hora de reconstruir! Replicou Rodrigo, que beijou minha cabeça com uma ternura comovente.
Aquele beijo afetuoso que dura longos segundos...
—Só espero que sua reconstrução... não seja com aquela vagabunda que
quer te tomar de mim... quer dizer... de nós; e você não pode deixar isso
acontecer... por favor, aquela puta escrota não vale nada, ela quer se
aproveitar de você meu amor, ela é uma cilada! Retrucou Ayla, com ódio no olhar e uma voz chorosa.
Estarreci, fitei Stella e Vitória e elas também estavam pasmas.
Rodrigo se desvencilhou de mim cuidadosamente, foi até a negra e
repetiu o gesto feito com Vitória, mas depois segurou ternamente o rosto já
banhado em lágrimas de Ayla e disse:
—Ayla... sou eu quem pede por favor! O que seria de mim... se não
tivesse a ajuda de Juliette? Ela acolheu meu filho como uma mãe, mesmo sem
intenção de ser mãe, porque eu mal conseguia olhar para mim após enterrar minha
esposa; você sabe, você viu e ainda vê o meu estado; eu ainda não consigo
sozinho, eu ainda... preciso da ajuda de quem quer ajudar!
—Ayla, entenda o Rodrigo... sabe, às vezes precisamos fazer certas
concessões contra nossa vontade, para preservar aquilo que amamos e evitar um
sofrimento maior; gostando ou não, é a realidade dele... o fato é que Rodrigo
precisa satisfazer essa jovem de vez em quando... para que seu filho cresça com
uma referência materna, e essa referência... é justamente a tia, porque não tem
mais mãe! Isso é doloroso demais! Disse Vitória, alisando os ombros de Ayla. Arrepiei.
A negona fitou a loba, e juro por Deus, achei que o tempo ia fechar,
mas não... surpreendentemente, Ayla sorriu e abraçou Vitória, mostrando que a
troca de farpas (pelo menos ali) estava superada, que a empatia por Rodrigo anulava qualquer
desavença ou divergência de opiniões, e foi inevitável, chorei discreta e vi a dimensão, a profundidade da história delas com Rodrigo.
—Você tem razão Vitória... e quantas vezes não marquei encontros com
você ou Stella... só para desabafar essas coisas... então Ayla... sossegue,
porque a mãe dos meus filhos... a minha esposa... é insubstituível! Replicou
Rodrigo, com a face vermelha. Eu tentava frear as lágrimas, muda.
A loba soltou Ayla, com um sorriso empático, logo também banhado de
lágrimas, foi até seu amante e retribuiu o gesto de empatia que recebera
anteriormente, e disse:
—Parceira... lembra meu amor? Resumir nossos 12 anos... só a sexo e
orgasmos avassaladores, é desonesto demais, é leviano e desumano, então...
enquanto nossa história durar... pode contar com meu ombro e minha empatia...
meu consagrado. Durante esse tempo, por mais que tenha sido errado ser infiel, você nunca falou mal de sua mulher, e essa
é a atitude de um homem respeitável!
—O meu também... você sabe que não soltei sua mão! Eu quero que você crie
seu filho com dignidade! Endossou Stella, chorando e a loira abraçou Rodrigo,
Vitória também.
—Eu também meu branquelinho, eu vou te apoiar sempre! Disse Ayla,
chorando.
—Também... estou aqui e... vou fazer qualquer coisa... para somar em
sua vida... te adoro Rodrigo... pode contar comigo! Falei, e nós quatro
abraçamos nosso amante supremo.
—Obrigado minhas consagradas, minhas parceiras... Deus é muito bom... e
em meio aos erros que cometi... me deixou vocês como consolo, e eu vou sim
lutar para fazer do Lucas um homem de bem, probo e... com uma história
diferente da minha, melhor que a minha! Disse Rodrigo, emocionado.
Será? Será que o filho de Rodrigo teria uma história diferente? Deus me perdoe por esse pensamento, mas... se o rebento do pastor tiver herdado a bênção que o pai tem entre as pernas, e provavelmente herdou, a preocupação no rosto dele era mais do que justificada.
—Você encaminhou muito bem sua filha na vida, então seja o pai que sempre foi, e por mais que a luta seja só sua agora... eu sei que vai dar certo! Disse Vitória, e Rodrigo sorriu, mais confiante.
—Ok, ok, vamos parar de chorar, o dia foi maravilhoso, a gente teve um
prazer indescritível, foi tudo perfeito... e é com essa lembrança que eu quero
ir para casa; é como a Luciana disse: não dá para esquecer, mas não precisamos
nos lembrar o tempo todo, a vida segue, e temos de estar bem e com fé para fazê-la
seguir! Desabafou Stella, e a aplaudimos.
—Isso mesmo Stella, o dia de hoje foi memorável, e provou que nosso
consagrado QUER seguir em frente, então vamos levar só essa lembrança deliciosa
para casa! Endossou Vitória.
Pedi licença a todos e fui ao banheiro; precisava renovar a dose de
lidocaína porque meu pobre e guloso cuzinho latejava e doía, contudo, nenhum
arrependimento ou sensação de ter passado da conta me invadiu. Foi delicioso,
gozei feito louca e já sentia vontade de repetir, mesmo exausta...
Saí do lavabo e vi Rodrigo sentado no sofá, mexendo em seu celular.
Lindo, gostoso, um mestre do sexo, mas jamais seria meu em sua totalidade, de
mulher nenhuma talvez. Ele me notou ali e abriu seu sorriso, que mesmo com o
olhar cansado, me seduzia, e sorri de volta.
—Já estão te perturbando por encontros? Indaguei. Rodrigo sorriu e
assentiu.
—Sim, e foi um erro permitir que Katiane desse meu WhatsApp às meninas,
pois elas repassaram para outras e agora virou um inferno! Pior que muitas
delas valem sim a pena, só que não tenho mais saco e tampouco pique para isso!
Respondeu e desabafou o pastor.
—Então recuse, você não é obrigado a aceitar! Retruquei, me sentando ao
seu lado e ele sorriu.
—Se eu te mostrar o teor das mensagens, dos áudios e das fotos... você
vai ficar estarrecida, e se eu abordasse uma mulher da forma como fui abordado
por essas mulheres agora, me daria muito mal! Comentou Rodrigo, e rimos, e
quando eu ia pedir para ver...
—Ei, o que os dois estão cochichando aí hein? Indagou Ayla, brincando e
demos risada. –Bora, venham aqui para a gente decidir o que jantar! Completou a
negona. Rimos e fomos...
Será que a noite nos reservava mais alguma surpresa fora essa de Leila e seu corno manso? O repentino vibrar de meu celular era a resposta afirmativa para minha questão. Eu tinha desligado justamente para não ser interrompida durante o delicioso bacanal, depois o liguei e esqueci de reativar o som. O ruído da vibração foi alto e chamou atenção de todos, e claro, fiquei meio tensa.
—O celular de alguém está vibrando! Comentou Ayla.
—É o meu! Respondi, e saquei o aparelho da bolsa. Número desconhecido, não oculto.
—Não sei quem é, então não vou atender! Completei, recusei a chamada e guardei
o celular de volta.
—E se for seu marido ou... sua filha? Replicou Rodrigo, preocupado.
—A probabilidade de ser um dos dois é de uma em um milhão, eu já...
conheço os horários em que eles ligam; minha filha só fala comigo por chamada
de vídeo, a ligação de agora foi direto pela operadora, não por WhatsApp, e meu
marido... raramente me liga! Expliquei.
Mas meu celular fez questão de tocar novamente, dessa vez com som.
Nunca gostei de personalizar o toque da chamada, então era uma música genérica,
nativa do aparelho.
—De novo? É bom atender, pode ser uma emergência! Aconselhou Stella.
—É o mesmo número, mas... tem razão, vou atender! Respondi e
atendi. —Alô?
—Alô! Oi, é a Luciana que tá falando? Indagou uma voz feminina, quase pueril, e gelei, tremi, pois não era uma voz conhecida ou de algum parente. Seria... a amante do corno?
CONTINUA
===========================================================
Olá queridos alunos, tudo bem com vocês? Espero que sim.
Sugiro a todos uma releitura dessas duas partes S.S. de vez em quando, pois o que aconteceu nesse relato vai reverberar lá na frente, próximo do final do Terceiro Ato. A personagem Leila não vai passar despercebida, e esse é o máximo de "spoiler" que posso dar.
Gostaria de agradecer aos leitores que comentaram e enviaram e-mails. Como eu disse antes, um comentário aqui, tem o poder de muitas vezes aliviar um dia tão corrido e estressante como o meu, eu me sinto alegre e muito grata em receber um depoimento, isso sinaliza que devo seguir em frente.
Respondendo aos comentários de dois leitores em específico, especialmente nas duas últimas postagens, quero dizer que estou fazendo o possível para acelerar a reestruturação do blog, e sobre anexar mais de uma foto na postagem, adorei a sugestão, mas por enquanto está complicado, pois estou selecionando as imagens que substituirão as das postagens anteriores, e meu tempo para isso é muito curto, porém, prometo que quando a poeira abaixar, prometo que vou sim colocar mais de uma imagem nos posts; só que isso será gradativo e claro, anunciado a todos.
As mudanças aqui estão sendo carinhosamente trabalhadas para que vocês, meus queridos e fiéis seguidores curtam ainda mais, então peço paciência, e nesse processo, preciso dar continuidade às publicações para que hiatos tão longos quanto este último não ocorram mais, sendo assim, tentarei manter uma postagem por semana enquanto reorganizo e redecoro nossa sala de aula, pois este blog é importante para mim, é algo orgânico e eu quero que ele prospere, assim como vocês também querem.
Como anunciado no post anterior, a capa da postagem de hoje é uma foto de Vitória, a segunda amante com mais tempo na vida de Rodrigo, com uma história bem tocante e que vai ser destrinchada nos relatos posteriores; a complexidade da relação do pastor com a loba é algo que mexeu demais comigo e um outro personagem, que quando surgir, vai intensificar a putaria de uma forma deliciosa...
Faltam duas partes para terminar essa série, e o sexo volta com tudo a partir da próxima parte.
Beijos, tenham um dia maravilhoso, cheio de paz, vida e muito trabalho, que o feriado de vocês seja lindo e muito bem aproveitado. Boa viagem aos que vão pegar a estrada e bom descanso aos que ficarão, pois muitas vezes só queremos mesmo é descansar, como é o meu caso, rsrsrs.
Corno
Dotado
Drama
Heterossexual
Leitura Importante
Professorinha Fogosa
Relatos Reais
Terceiro Ato
Traição
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Comentários

Maravilha de conto! Já estou doido pra ver sexo, vc está nós "m4tand0" de tesão kkkkk.
ResponderExcluirSobre as postagens. Poderia aumentar para duas postagens por semana ao invés de somente uma? Por favorzinho kkkkk
Conto delicioso como sempre. Tenha uma ótimo dia!
Muito bom! Na espera do próximo conto. Tem uma coisa que eu percebi. É uma regra todas a mulheres do grupo ter uma bunda Extra G? Percebi que todas as mulheres de todos os seus contos, até aqui, são bundudas. Ou é uma coincidência enorme? Kkk
ResponderExcluirNo grupo existem muitas regras, mas nenhuma fala que só mulher da bunda grande pode ser membro, agora homem sim, só entra se tiver o pau grande, e meu querido, aqui é Brasil, lugar conhecido mundialmente por ter mulheres com bundas grandes ou enormes, e se você leu atentamente, eu descrevi as bundas de Stella e Vitória como menores que a minha, as próprias fotos comprovam isso, agora se algumas mulheres do grupo são bundudas, o que posso fazer? Mas relaxe, algumas fêmeas de bundas pequenas também surgirão nos próximos contos.
ExcluirBeijos.
Relato instigante, nos preparando para o que está por vir! Muita putaria com essas rabudas!!Quem será que era ao telefone? Enfim, sua primeira trepada com uma mulher?
ResponderExcluirConto muito bem elaborado e, como sempre, maravilhoso. E que a mulher que igou pra vc foi a PEQUENA NOTÁVEL. Faz tempo que ela não aparece. Se eu acertar eu quero ponto extra kkkk
ResponderExcluirSeus contos são maravilhosos, quentíssimos, um terão absurdo, com uma certa dose de loucura também, porque não. Adoro todos
ResponderExcluirSempre relendo os teus contos com a mesma sensação de outrora, vc é simplesmente maravilhosa..nossa Deusa do sexo…bjs Luciana.
ResponderExcluirSempre relendo os teus contos com a mesma sensação de outrora, vc é simplesmente maravilhosa..nossa Deusa do sexo…bjs Luciana…BOTO
ResponderExcluirProfessora mais que linda.
ResponderExcluir