105 - SEGUNDAS INTENÇÕES – PARTE 1 (S.S)

 

Cinco dias se passaram, era quinta-feira e o corno viajava a trabalho. Fiquei em casa, sozinha, e já que estava com o cu pronto para mais rolas grandes e grossas, cogitei sim marcar uma foda com Cássio, uma vez que meu último encontro com ele, devolveu-lhe o ânimo, mas...

Acabei mudando de ideia, eu queria novidade, conhecer gente nova, aprender coisas novas, descobrir novas possibilidades, enfim, Cássio me rendeu momentos extraordinários no sexo e fora dele, era um jovem maduro sim, mas verde para certas coisas inexoráveis na vida de qualquer ser humano.

Minha parte eu havia feito, acolhi e apoiei, aconselhei e demonstrei todo o carinho sincero e cristalino que tinha pelo filho do vigia, mas agora só dependia dele. Cássio precisava seguir em frente e tirar a lição que toda queda ensina, e como era jovem e vigoroso, acreditei piamente que ele iria sim se renovar e ser um homem mais prudente no tocante ao sexo.

SEGUNDA FEIRA

Fim de semana sem fodas. Rodrigo sumiu e procurei descansar mais meu corpo. Poderia sim ter aceitado algum encontro e aumentado os chifres do corno, mas preferi ficar reclusa. Falei com minha filha, li livros e assisti bons filmes. Percebi que essa nova vida sexual excêntrica, surpreendentemente me trouxe um certo sossego, ou era o fato de não estar sozinha por conta de ter meu pastorzinho pauzudo supremo? Mais provável que fosse isso (risos)...

Um pouco antes de cruzar a avenida e ir para a padaria, fitei a banca de Fabiana, e fixei o olhar ali... pois vi alguém familiar. Mais atenção e reconheci... o Pastor Rodrigo, e arregalei os olhos, contudo, ele estava com mais dois caras, conversando meio afastado dela, e não me aguentei, tive de ir até lá... mesmo sabendo que tudo deveria ser absolutamente discreto...

—Bom dia! Cumprimentei, com um tom de voz meio alto. Rodrigo me notou ali, e me deixou bem impactada com seu olhar totalmente indiferente, mas respondeu simpático:

—Bom dia, tudo bem? Os demais também responderam o cumprimento, mas fitando o pastor, apenas assenti sorrindo. O safado virou a cara em seguida e continuou seu papo com os dois homens, que pareciam ser evangélicos. Continuei olhando para ele... e ele nem me olhou.

—Bom dia Luluzinha, ai que legal você aqui! Cumprimentou Fabiana, sempre amável.

—É... dois bolos de macaxeira e uma tapioca sem queijo, por favor! Pedi.

—E pra beber? Tem café e suco de acerola, manga e graviola! Ofereceu a mulher, então pedi licença aos abutres que não paravam de tentar secar o rabão dela e contornei a banca.

—Humm... acho que quero de acerola! Vitamina C é essencial! Respondi. Fabiana me deu um abraço de ladinho e a abracei, aproveitando para fitar Rodrigo, que mesmo vestido de forma simples, me causava espasmos na xoxota. Camisa gola polo branca e calça social cinza.

—Prontinho meu amor, tudo bem embaladinho pra não derramar! Disse Fabiana, ágil.

—Que o Rodrigo veio fazer aqui? Cochichei, indagando e Fabiana riu sapeca.

—Tá com ciúme? Ih... pode não hein? Troçou a ambulante, e contive uma gargalhada.

—Não sua boba, só curiosidade mesmo! Respondi, e rimos abraçadas. Ciúme SIM, porque o rabo dela era BEM MAIOR que o meu, e certamente Rodrigo se ESBALDAVA nele...

—Hoje só fico até meio-dia, de tarde tenho “compromisso”! Disse a safada, rindo e saquei logo.

—Ah é? E... quer companhia nesse compromisso? Indaguei, e quase gargalhamos. Rodrigo permanecia ali, atento ao papo que tinha com os dois homens, nem “tchun” para mim.

—Quem sabe um dia? Hoje não dá, tá tudo esquematizado, mas ó... já conversamos SIM sobre viu? Vai rolar em breve! Replicou Fabiana, quase sussurrando e pasmei.

—Sério? Ai que massa, agora fiquei ansiosa! Comentei, radiante, com a xoxota chorando só de imaginar o pastor castigando aquele rabo colossal dela sem dó... e o meu também...

—Mulher, teu suco tá bem geladinho, mas vai acabar esquentando, avia! Disse a safada, desconversando e assenti. É... discrição era o lema daquela mulher, e o de Rodrigo também...

—A graça e a paz, pastor! Bom dia! Cumprimentaram duas moças... bonitas e gostosinhas por sinal, mas claro... BEM atiradinhas, se meteram na conversa ali, na cara de pau.

—Bom dia, a graça e a paz, minhas consagradas! Respondeu Rodrigo, amável.

Eu e Fabiana vimos nitidamente as jovens DEVORANDO Rodrigo com os olhos, mordendo seus lábios inferiores, ajeitando os cabelos, enfim... com suas xoxotas certamente também convulsionando com o charme daquele macho. Ambas se despediram e partiram... rebolando seus rabos redondos e volumosos, mas Rodrigo... nem deu bola, nem olhou.

Todavia, os dois caras que estavam conversando com ele... se viraram para olhar as moças. Eu e Fabiana vimos Rodrigo sacudir levemente a cabeça, e nos fitar BEM RÁPIDO e sério.

—Vagabundas! Sussurrou Fabiana. Dei uma discreta risada e me despedi dela.

Antes de ir para a escola, dei uma última olhada em Rodrigo, e o safado SEQUER me olhou, continuou sua conversa, e apesar de ter ficado chateada sim, compreendi e segui. Poxa, eu saberia ouvir um tchau seu... mesmo que dado com os olhos, seu ingrato...

Na sala dos professores, tomando meu desjejum, eu e meus colegas não podemos deixar de comentar a ausência de Raimunda, que continuava, mas felizmente e aparentemente, não estava acontecendo nada de grave, ela alegou estar com febre e dores no corpo, porém, só eu sabia o real motivo: a saudade de Ariovaldo estava adoecendo minha amiga. Tadinha...

No intervalo, saquei o celular secundário e dei uma olhada nas mensagens do grupo. Muitas propostas para variar; umas só li, outras respondi e deixei em aberto. Faltavam duas para finalmente ler todas, foi quando chegou uma nova... e pela foto de perfil, eu talvez conhecesse...

“Olá Professorinha Fogosa, ou melhor, Luciana. Seja bem-vinda ao grupo, e gostaria muito de ter o prazer em curtir um momento só nosso e quem sabe, ser bons amigos. Adorei te conhecer no carnaval na casa de praia, não te esqueci e senti muitas saudades”.

O remetente era... Fábio, um dos melhores machos com quem transei naquela suruba do carnaval, e claro que eu daria atenção a ele... mas que eu me lembre... ele era CASADO...

“Oi Fábio, tudo bem com você? Que surpresa agradável”. Comentei, bem surpresa.

“Tudo ótimo, fico feliz que tenha se lembrado de mim, já se passou um bom tempo, espero que esteja tudo bem”. Respondeu o macho. Senti um arrepio e fiquei logo eriçada.

“Estou ótima, bem surpresa e empolgada com esse grupo sexual”. Comentei, sincera.

“Que legal, então... gostaria de propor um encontro afim de nos conhecermos mais e, quem sabe termos uma relação de amizade saudável e madura”. Propôs Fábio, polido.

“Hum... interessante, mas... que eu saiba... você é casado né?”. Repliquei, indagando.

“Sim, e minha esposa sabe, ela também é um membro do grupo, e... infelizmente não vai tá em casa pra te conhecer, mas tem total ciência de tudo”. Respondeu Fábio. Me arrepiei.

“E ela confia de deixar o marido com outra, mesmo sabendo?”. Fábio enviou um áudio:

—Confia, sem problemas, nossa relação é liberal, não precisamos enganar um ao outro, relaxa que tá tudo esquematizado! O replay da transa com Fábio serviria para uma coisa: saber de uma vez quem era o comedor da Foda Cega, e eu tinha certeza de que ele ia me contar... ah se ia...

“Ok, eu topo, mas... quando seria esse encontro?”. Perguntei. Fábio enviou outro áudio:

—Então, você decide a data, eu posso qualquer dia, e pra agilizar as coisas, eu e minha esposa abrimos mão do seu exame de saúde, mas caso você queira eu faço sem problemas!

—Olha... tudo bem, eu... vou dar um voto de confiança e abrir mão do seu exame também, só tenho medo de isso dar problema com a equipe no dia! Respondi, enviando um áudio, porque minhas mãos tremiam... mas logo a tremedeira passou, só não a ansiedade...

—É de boa, às vezes nós podemos realizar os encontros sem a participação da equipe, isso acontece muito com parceiros que já têm uma confiança estabelecida, e como nos damos bem no carnaval e somos higiênicos e cuidadosos, então acho tranquilo! Disse Fábio, em áudio.

“Ok, e... você quer marcar um jantar ou um papo para ver se rola uma... afinidade ou não é necessário?”. Indaguei, só para cumprir o protocolo e Fábio respondeu:

“Não precisa, eu acho que isso é perda de tempo, até porque afinidade maior do que a que rolou no carnaval né?”. Respondeu Fábio, e dei uma risada alta, então respondi marcando o dia e o horário do encontro, e o comedor acatou sem questionar. Fiquei MUITO excitada...

TERÇA-FEIRA, 22 DE ABRIL DE 2019.

O encontro em si foi marcado para o dia seguinte às 14h, mas, 24h antes, confirmamos tudo e acertamos a locomoção. Eu iria de ônibus até o shopping onde esperei Celso e após meu aviso, Fábio mandaria um Uber me buscar para enfim me levar até sua residência.

O comedor sugeriu que o motorista viesse me apanhar em minha casa ou em algum lugar próximo, mas tive medo de levantar suspeitas e preferi assim, e Fábio aceitou numa boa.

Não vi Rodrigo nem na padaria e tampouco na banquinha de Fabiana até o dia do encontro, mas tudo bem, não me senti... muito insegura; um pouco sim, porém... nem no WhatsApp o pastor esteve online desde a última vez que o vi. O que teria acontecido? Enfim...

QUARTA-FEIRA, 23 DE ABRIL DE 2019, O DIA DO ENCONTRO.

No banco traseiro do lindo e confortável Chevrolet Ônix, já indo para a casa de Fábio, fiz mais uma rápida reflexão sobre minha vida. Maio prestes a chegar e já aconteceu esse monte de coisas em minha vida sexual. O que 2019 ainda tinha para mim em termos de putaria? Com o que eu ainda iria me deparar? Eu conseguiria ser livre ou... o corno descobriria antes? Confesso que fiquei sim um pouco assustada, era como se... tudo estivesse se afunilando...

Hamilton, o jovem, discreto e simpático motorista que me levava, reparou que eu estava um pouco retraída e não puxou muita conversa. Talvez ele soubesse qual a finalidade daquela corrida, porque se identificou como motorista do grupo ao invés de Uber, e seu celular NÃO ESTAVA NO APLICATIVO durante a viagem, mas enfim... foi só uma observação.

—Chegamos Dona Luciana! Anunciou Hamilton, cortando meu devaneio.

—A-Ah sim... obrigada, foi rápido né? Respondi, meio aturdida e Hamilton sorriu, e aí sim, em seguida... vi ele abrindo o aplicativo Uber em seu celular e o deixando de prontidão.

—É... do shopping até aqui é de boa, não tem muito trânsito! Disse o rapaz, simpático.

—Er... então... obrigada e... bom trabalho! Falei. Hamilton sorriu de novo e saí do carro.

Eu trajava um vestido preto florido, de mangas curtas, comprimento quase até o joelho e frouxo. Roupa discreta, então vi a residência do casal diante de mim. Linda por sinal, com muro alto e revestido de plantas, um portão de madeira maciça e envernizada e uma calçada revestida de cerâmica, além do portão da garagem à esquerda, o qual tinha uma rampa de acesso.

Avistei uma campainha e toquei. O som dela devia ser interno. Eu suava frio e me desconheci ante a essas reações de meu corpo e organismo. Fiz uns rápidos exercícios de respiração e depois percebi que estava procurando pelo em ovo, mas não tinha jeito, a ansiedade era um grave defeito meu, então de repente o portão se abriu, e vi uma mulher...

Morena escura, corpo um pouco voluptuoso e linda, cabelos longos ondulados e pretos, olhos médios e um pouco puxados, nariz curvado, lábios carnudos e boca grande, seios médios e firmes, quadril largo, bunda grande, mas menor que a minha e pernas grossas. Trajava uma blusa florida discreta e uma calça jeans preta, finalizando com uma sandália de salto na cor branca. Mais nova que eu ela era, claro, e ao notar a graúda aliança de casada em sua mão...

—É... acho que é a casa errada! Comentei, meio atarantada. Fábio disse que estaria só.

—Tu é a Luciana? Indagou a mulher e gelei. Era a esposa de Fábio, só podia ser.

—S-Sim sou eu, e você é? Confirmei e indaguei, já ficando bem nervosa.

—Me chamo Gabriela, e tô aqui pra cobrir seu encontro! Apresentou-se a jovem.

—A-Ah... Gabriela? Cobrir o encontro? Ah sim, sim... prazer! Falei, após dar um suspiro de um alívio indizível e estabilizar meu corpo. Ela deu um sorriso simpático e me cumprimentou.

—Seja bem-vinda, e... entre por favor! Disse Gabriela, que me fitava admirada.

—Obrigada! Repliquei. Ela sorriu amável e então entramos.

Procurei não reparar muito na casa alheia, mas era sim um belo e aconchegante lar por dentro. Tudo bem organizado e sóbrio, um jogo de sofás brancos com detalhes em cinza, mesa de centro, quadros com belas paisagens pintadas, lustres chiques, uma mesa com tampo de vidro e cadeiras bem acolchoadas ao fundo, enfim... foi o que consegui captar visualmente.

—Olá Luciana, que satisfação rever você minha querida! Disse Fábio, vindo da varanda.

Estava charmoso. O cara já era lindo por natureza, e trajando uma gola polo branca com detalhes azuis e uma calça jeans azul-marinho, finalizando com um sapatênis marrom com listras pretas, ficou mais gato ainda. De fato, naquela suruba ele era um dos mais belos e gostosos...

—Oi Fábio, igualmente! Respondi, já sendo abraçada calorosamente por ele. Retribuí o abraço, mas não passou do abraço, pois... fiquei meio cabreira com Gabriela, que via tudo e sorria, foi quando fiquei meio cabreira. Um gato pauzudo sozinho com uma mulher CASADA?

Porém, Fábio acabou trocando beijos formais no rosto comigo, até aí normal, sem crise.

—Vamos conversar na varanda, você aceita alguma bebida? Sugeriu e ofereceu Fábio.

—É... eu não bebo nada alcoólico, mas... aceito um suco se tiver, obrigada! Respondi.

—Você... tá um pouco tensa... ou é impressão minha? Indagou Fábio, bem atento. Putz... os efeitos do choque ao pensar que Gabriela era a esposa dele ainda se faziam notáveis, aí...

—É que... pensei que a Gabriela fosse sua esposa quando me atendeu e... acabei me assustando porque... você disse que ela estava viajando! Relatei, e o casal se entreolhou e riu...

—Ah sim, me desculpe não ter avisado, mas... Suzy não permitiu que esse encontro rolasse sem pelo menos uma pessoa da equipe. Foi em cima da hora, por isso não te avisei, mas fique tranquila, a Gabi é muito discreta! Explicou Fábio, que fitou a mulher.

—Aham... sei! Tudo bem, sem problemas! Repliquei e fitei Gabriela, que sorriu. O sorrisinho típico de mulher safada, que estava SIM aprontando das boas com o macho...

—Cajá ou graviola? Indagou Fábio.

—Hã? Como assim? Questionei, e o comedor deu risada. Só depois me toquei. Aff...

—O suco! Qual sabor prefere? Respondeu Fábio, e dei uma risada acanhada.

—Ah sim, cajá por favor! Obrigada! Respondi, rindo. O macho riu e me abraçou.

—Então pode me esperar na varanda, eu levo o suco até lá! Disse Fábio, gentil.

—Imagina, eu levo! Podem ir! Ofereceu-se Gabriela. Assentimos e então fomos.

O recinto era bem ornado com plantas lindas, umas suspensas, outras em vasos e caixas, um sofá aconchegante em forma de L no canto, com uma bela mesinha de centro feita de vime e com tampo de vidro, muros altos e piso de pedra. Aquele ambiente soou tão erótico e afrodisíaco para mim, que a tensão passou e me despertou o fetiche... de trepar com Fábio ali...

Após nos acomodarmos no confortável sofá, Gabriela chegou com uma bandeja e dois copos de suco de cajá. Agradeci e bebericamos quase ao mesmo tempo, e estava delicioso. Agradeci e a mulata se retirou em seguida, então fitei Fábio, que sorria todo serelepe...

—Estava rolando um... aquecimento antes de eu chegar? Indaguei, cochichando. Fábio assentiu calado e fez aquele gesto que pede silêncio. Apenas sacudi a cabeça, rindo e ele riu.

—É... o que tá achando do grupo? Muitos encontros? Perguntou Fábio, desconversando.

—Olha... só dois até agora, e... não tenho muita pressa, foram bons encontros, inclusive o primeiro foi... com Guillaume, e adorei! Respondi, sincera e Fábio assentiu. Ele já devia saber.

—Quer tomar um banho? Ofereceu Fábio, já alisando minha coxa. Que toque gostoso.

—Só um rápido asseio, e... onde vai ser? Respondi e indaguei, tocando a mão dele.

—Tem um quarto que já tá preparado! Respondeu o comedor, beijando minha mão.

—Eu... gostaria que fosse aqui, nesse jardim! Pode ser? Repliquei e sugeri, excitada.

—Sem problemas, onde você quiser! Acatou o macho, e então... nos beijamos.

O ósculo foi rápido, mas Fábio mostrou que era bom de beijo. Delicioso aliás...

No belo e compacto banheiro do quarto onde seria nossa transa, o qual era lindo por sinal, não acreditei no que estava vivenciando. Eu, Luciana, prestes a transar com um homem casado, cuja esposa SABIA de tudo e aceitava de boa. Que loucura...

Será que aquele casal realmente vivia bem assim? A esposa deixando o marido com outra? Mas tinha outro detalhe: Gabriela, que também era casada e estava traindo o esposo.

Será que a mulher de Fábio também sabia? Só o traído merece o título de corno, ou... basta ficar com outra pessoa, que mesmo consentido também é chifre? No caso deles eu não sabia, mas no meu sim, e meu marido continuaria sendo CORNOOO. Toca o berrante...

Confesso que aceitei esse encontro também pela curiosidade em saber como esse tipo de relação... “moderna” funciona, mas por outro lado, foi porque na suruba do carnaval, do início ao fim, Fábio deixou uma ótima impressão, me tratou muito bem e entregou um sexo DELICIOSO, e quando o convite veio, as lembranças também vieram... então topei sim.

                Já bem asseada, deixando a xoxota um pouco molhadinha, vasculhei o guarda-roupa atrás de alguma indumentária, e achei uma camisetinha de mangas curtas na cor cinza, de tamanho até metade do abdome. Provei e senti que o tecido era gostoso, depois vi uma calcinha fio dental branca e vesti. Ficou perfeita, então ajeitei os cabelos no espelho da porta, mandei um beijinho voador para meu reflexo e fui para o jardim, já sentindo aquele tesão bem safado...

                Entretanto... um suave “toc-toc” foi ouvido, seguido da voz de Gabriela pedindo:

                —Luciana... posso entrar rapidinho?

—Claro, entre, já estou pronta! Respondi. A porta se abriu e a mulata entrou, fechou a porta e me encarou, dando um longo suspiro e ajeitando seus lindos cabelos. —Pois não! Completei, e ela parecia nitidamente envergonhada, ou sem coragem de dizer o que ia dizer.

—No... final do seu encontro... eu falo, não quero atrapalhar vocês! Desculpa! Disse a mulata, que ia saindo, mas... a curiosidade é meu maior pecado, e tive de pecar:

—Oxe, por que não fala logo? É sobre o chamego seu com o Fábio? Fica tranquila que eu não ligo para isso! Questionei e falei, pois talvez ela estivesse apreensiva porque saquei sim.

—C-Como tu sabe? Ele contou? Questionou Gabriela, me fitando meio angustiada.

—Uma infiel SABE reconhecer outra infiel minha querida, simples assim! Respondi.

—P-Por favor... não comenta nada... com a Suzy, senão... o Fábio vai se prejudicar! Pediu Gabriela, visivelmente tensa, então me aproximei dela e dei-lhe um abraço, o qual ela aceitou.

—Joguei verde... e colhi maduro! Fica tranquila! Respondi.

—Como assim? Indagou Gabriela, me encarando meio confusa, então revelei:

—Você ia tratar de OUTRO assunto comigo, porém, por um motivo que AINDA não sei, acabou desistindo, mas tudo bem, no final do encontro você vai me contar o que é!

—Acabei dando bandeira né? Indagou Gabriela, e ri, ela riu e depois fui para o jardim.

                Quando cheguei, senti o perfume másculo de Fábio pairando no ambiente. Fragrância viril e inebriante, e ao vê-lo trajando apenas uma cueca box branca e seus olhos me registrarem ali, vi nitidamente seu pauzão despertar a ponto de estufar o tecido. Uau... que delícia, mordi o lábio inferior e me aproximei, flertando com ele, e o cabra era bom de flerte, sabia seduzir. Que gato tesudo...

                Já quase encostada nele, dei uma voltinha, ficando de costas e rebolando suavemente meu rabo grande e guloso por pauzões, ele alisou e deu um tapa suave, depois apertou, aí sentei em seu colo, rebolando e sentindo a dureza daquela picona grossa roçando minhas nádegas.

O bom dessa vida sexual era que... na falta de um pauzudo como Rodrigo, eu tinha VÁRIAS opções, assim como o pastor também tinha as opções dele. Tudo bem democrático...

                —Rabo gostoso, ah... como eu queria um momento assim, só eu e você! Disse Fábio.

—É... no carnaval foi corrido, mas você soube deixar seu cartão de visitas, e hoje estou aqui! Repliquei, e demos risada, em seguida ele me abraçou por trás, envolvendo meus seios, virou meu rosto na direção do dele... e aí deu um beijo delicioso, carregado de desejo por mim.

Fábio beijava bem demais, e me virei de frente, montei nele e continuamos nosso embate oral; sentindo sua tora bem dura roçar, comecei a rebolar suavemente, e nossa respiração já era ruidosa, as mãos dele percorriam minhas costas e bunda, numa pegada deliciosa, de baixo para cima finalizando em meu cangote, e gemi ao sentir um beijo no pescoço.

—Não se preocupe que não vou deixar marca! Disse Fábio, e sorri, aí atochei a cabeça dele entre meus seios e ergui a blusa, e o macho começou a mamar... e mamou gostoso.

Era outro Fábio. Percebi o empenho dele em me impressionar com sua pegada e assim... provavelmente garantir mais um encontro, porque seu esmero nas preliminares era notável. Gemi aflita sentindo uma leve mordiscada em meu mamilo e seus lábios sugando o mesmo.

—Humm... fala... por que a Gabriela está aqui? Indaguei, sussurrando.

—Porque eu e ela temos um “esquema”! Respondeu Fábio, no mesmo sussurro, e o amasso seguia delicioso, minha mão apertava com força seu pauzão bem duro, a dele apertava com força meu rabo bem guloso, nossas bocas brigavam deliciosamente e eu arfava de tesão.

—Esquema? Então seu casamento... não é tão liberal assim né? Questionei. Fábio riu.

—Ah sim... no meu casamento não tem mentira, minha mulher sabe sim e sabia que Gabriela vinha e sabe do nosso lance, mas Suzy NÃO SABE, porque no grupo, NÃO é permitido que qualquer pessoa do “staff” se envolva com os membros, é regra! Explicou Fábio.

—E por que arrisca seu pescoço e o da pobrezinha assim? Ficou doido? Retruquei.

—Adrenalina, fortes emoções! Tudo isso deixa a coisa mais gostosa, e você sabe disso... sabe melhor do que eu, porque você e a Gabi escolheram viver com adrenalina alta, com mais coragem do que medo, querendo aproveitar a vida ao máximo, e tá certo, a vida é um sopro! Rebateu Fábio.

—Concordo em partes, eu confesso que é excitante sim viver nessa corda bamba, mas meu marido e o de Gabriela... são diferentes de uma cafetina calejada e astuta como Suzy; ela é loira... mas de burra não tem nada, então... cuidado, da minha parte tudo bem, não vou falar nada, mas... quem estabelece regras... já sabe que alguém vai querer quebrá-las! Repliquei e adverti, e Fábio deu risada.

—O céu é o sonho de quem vive errando, o inferno é a realidade de quem acha que tá certo. Eu nunca mais me esqueci dessa frase, ela traduz o que é a vida nesse mundo cheio de regras frágeis! Retrucou Fábio... e olhei para ele impactada, já desconfiando de quem havia dito aquilo, então...

—N-Nossa... que doideira, foi... você que criou essa frase? Indaguei, rindo e ele riu alto.

—Não... quem disse isso... foi o Abençoado, ou... Pastor Rodrigo pros íntimos; e é um sonho realizado pra mim, estar com uma fixa dele... de novo! Disse Fábio. Pasmei... 

CONTINUA

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SEXTOU! 

Detesto postar no final de semana, mas enfim...

Olá queridos alunos, infelizmente não pude postar na quarta e ontem, mais por uma questão estratégica de retenção, porque daqui a duas semanas virá o primeiro ápice do Terceiro Ato, e como sou metódica com números e tudo na vida, decidi assim, pois a próxima parte dessa história será a última.

Esse texto nem era considerado S.S., mas como não teve sexo propriamente dito nessa parte, e sim uns "quebrinhas", acabei alterando a categoria na hora de revisar. São muitas coisas na cabeça, e já avisando que os "revivais" estão acabando, logo teremos "carne nova", tanto do lado feminino, quanto do masculino, então RELEIAM atentamente a parte final e o epílogo de "A DESPEDIDA".

Obrigada aos que comentaram e me enviaram e-mails, adoro vocês.

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Deixo aqui minha solidariedade e empatia ao povo gaúcho, que enfrenta esse terrível momento e luta bravamente pela sobrevivência e pela reconstrução. Se houver algum leitor ou seguidor do RS aqui no blog, sinta-se especialmente abraçado e receba minhas vibrações positivas e carinho, vocês do sul, são os principais fornecedores de alimentos para o resto do país, e merecem respeito absoluto.

Eu como nordestina, JAMAIS vou endossar e apoiar as atitudes de alguns conterrâneos imbecis e desumanos, que estão zombando e aplaudindo essa tragédia que acometeu os gaúchos; eu aprendi duas valiosas lições com meus pais para viver nesse mundo. A primeira: tenha empatia com as pessoas, e a segunda: o dia de amanhã ninguém sabe como será, então deixo bem claro que esses filhos da puta que estão tripudiando em cima dessa tragédia tão lamentável, não falam por todos os nordestinos.

Pessoas perderam suas vidas, pessoas perderam entes queridos, pessoas perderam tudo, estamos falando de SERES HUMANOS, e o descaso desse desgoverno imundo e dessa Rede Esgoto, que faz palanque político e "lacra" em cima dessa tragédia tão terrível, provam a podridão moral e doença mental dessa súcia nefasta que posa de "virtuosos". Vocês, do governo do "amor" e Rede Globo, são demagogos e abjetos, são o que há de pior na humanidade, são a escória desse mundo.

Enfim queridos alunos, esse foi meu desabafo, eu não poderia deixar de me manifestar sobre esse momento tão delicado e triste que os gaúchos estão vivendo, mas que vão vencer, porque gente do bem está ajudando, gente com temor a Deus, que sabe o significado de empatia com o próximo e luta bravamente contra toda essa sujeira midiática e governamental, que quer abafar esse incidente. 

Eu tenho fé no ser humano, eu sei que existem pessoas boas e de bom coração.

                                                        ********

Beijos, tenham um final de semana maravilhoso, cheio de paz, vida e muito prazer.


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