103 - A DESPEDIDA – FINAL

           

Por cima dos ombros de Raimunda, vi seu rebolado com a buceta atochada na cara de Ariovaldo. O macho estapeava sua bundona e ela esfregava mais sua racha e cu, gemendo surtada, como eu. Sentei sobre os joelhos e soltei minha amiga, e a cavalgada anal seguiu sem oscilar, meu corpo suava profusamente, a chuva enfraquecera, mas os trovões irrompiam...

—Agora sou eu que vou cavalgar! Disse Raimunda, e saí de cima do macho.

—Calma aí, primeiro vou chupar essa tora bem gostoso! Repliquei e me abaixei, com o rabo para cima, em seguida caí de boca na rolona vermelha de tanto nos foder, mas...

Quando reparei em Ariovaldo, com a cara e parte do pescoço vermelhos, melados e seu semblante ofegando pela vida, tive vontade de rir, pois Raimunda não alisou mesmo na tortura infligida ao nosso macho, mas ele não dava sinais de que iria arregar, porém... ao me lembrar que ele teve uma indisposição naquela suruba comemorativa do meu aniversário ano passado, fiquei sim preocupada, afinal, o homem vinha de uma jornada de trabalho estressante, e se ausentou várias vezes por conta da estafa que contraiu na arriscada profissão de guarda escolar.

—Tudo bem Valdo? Indaguei, porque ele ofegava muito.

—S-Sim... tá de boa... bora, bora que o negócio tá show! Replicou o macho, esbaforido.

—Você parece estar cansado meu véio... quer parar? Indagou Raimunda, preocupada.

—Parar o quê Raimunda... respeitas as caras, bora que eu quero foder! Rebateu o vigia.

—Ariovaldo... você não vai deixar de ser macho se não estiver se sentindo bem e precisar parar, não vamos ficar chateadas, né Mundoca? Repliquei, ainda temerosa. A coroa assentiu.

—Lulu, pelo amor de Deus... eu tô bem, o momento tá gostoso, se chegar uma hora e eu ver que não vai dar, eu falo... eu me conheço e sei até onde posso ir, e outra coisa: eu já tô calejado de surubas que participei... tô condicionado, e nem o Cássio, que tá no auge da juventude tem mais gás que eu, então relaxem vocês duas! Retrucou o vigia, bem seguro.

—Ah não Valdo... o Cássio aguenta buceta sim, e mais de uma, porque eu e a Mundoca já participamos de uma suruba com ele e o menino deu espetáculo, eu já participei de um grupal com ele e a Stefhany, e o cabra foi muito macho! Retruquei, defendendo meu tesudinho.

—O Cássio arregou pra uma das fixas do Rodrigo mês passado viu? Abriu, jogou a toalha! O moleque passou vergonha, é só isso que tenho pra dizer! Revelou Valdo. Estarreci.

—Arregou... para uma fixa do Rodrigo? Indaguei, bestificada. Era Ayla, com certeza.

—Rodrigo? Peraí... por acaso... é aquele seu amigo que é pastor? Indagou Raimunda.

—Sim, ele mesmo! Disse Valdo e a coroa me fitou, embasbacada. Quase dei risada...

—Você o conhece, Raimunda? Indaguei, curiosa e surpresa como ela.

—Já o vi na casa do Valdo umas duas vezes, é um homem muito simpático e reservado, viúvo e... porra... fiquei surpresa agora; “fixas?”. Uau... esse curte o luto hein? Disse Raimunda.

—Qual o problema? Ele tem que viver chorando pelo que não tem mais volta? Falei, sentida.

—Humm... é impressão minha... ou você se doeu safadona? Indagou Raimunda, e ri alto.

—Tá bom, chega de papo que viemos pra trepar! Alertou Valdo. Eu e Raimunda rimos...

Me acheguei, na mesma posição que Raimunda estava, paralela ao nosso macho e acarinhei as bolas, depois segurei na base da rolona e masturbei suavemente, ela tirou o picão da boca e me ofereceu, abocanhei e mamei enquanto ela masturbava na mesma suavidade que eu, inclinei a cabeça e fui só com os lábios, mamando e salivando, depois tirei e dei para ela.

Após um tempo de boquete compartilhado, Raimunda se acocorou de costas e sentou, gemendo alto e rebolando ao atolar o cacetão de nosso amante no cu e dar três quicadas, depois recuou seu tronco, Valdo elevou as pernas dela por debaixo das coxas e então recomeçou a meter, e metia com a alma, aquela posição arregaçava ainda mais o cu dela, que berrava tarada.

A prova de nossa sintonia e cumplicidade sexual, veio quando Valdo tirou Raimunda de cima dele, a deixando suspensa sob seus braços e seu caralhão ali, livre e entendi que o macho queria ser chupado. Não havia sujeira alguma no pênis e tampouco odor desagradável, então caí de boca sim, acredite se quiser, chupando ainda mais tarada, com a boca bem preenchida, deixando a baba escorrer e engasgando, depois tirei e o comedor recolocou a tora no cu dela.

Com as mãos sobre o tórax de Valdo e as pernas já abaixadas e abertas, apoiadas na mesa, Raimunda cavalgava com o cu na pirocona gorda do macho, grunhindo tarada e dando gritos curtos e gemidos escandalosos. Que delícia ver aquele ânus sendo cada vez mais destroçado por uma pica de verdade, grande, bem grossa e deliciosa. A chuva cessara...

Após um tempo, Raimunda cedeu a vez para mim, e me posicionei na mesma posição descrita no parágrafo acima, mas com as mãos apoiadas sobre a mesa. Minha gangorra anal era nervosa, sentindo dor e ardência sim, mas com essas sensações inevitáveis superadas pelo tesão, pela vontade de aproveitar aquela tora grande, espessa e vigorosa ao máximo, procurando não pensar, que na segunda-feira, ao chegarmos na escola para trabalhar, eu e Raimunda não veríamos mais nosso tão valoroso amigo e delicioso amante no portão...

AAAAIII... AAAHHH... esse pauzão me deixa doida, vai Valdo, soca com força! Pedi, surtada e parando de quicar. O vigia assumiu o comando e castigou meu cu sem dó.

—Vem Lulu... pro canto da mesa! Pediu o vigia, após um tempinho.

—Nossa... a mesa está bem molhada de suor e o piso também molhou um pouco! Comentou Raimunda. Fitamos e realmente, era como se tivesse chovido ali dentro...

—Sexo sem suar não é sexo, depois eu pego um pano e seco isso! Disse o vigia. Rimos.

O cansaço era visível em nós. Ofegávamos e sentíamos nossos cabelos encharcados de suor. Depois percebi que não era só o suor na mesa e no chão do Laboratório de Ciências o detalhe impressionante... era também o aroma do nosso sexo tão devasso que pairava naquele ambiente quase sem ventilação. Da primeira vez a janela estava aberta, agora, estava lacrada.

Deitei à beira da mesa, abri bem minhas pernas e as elevei, Valdo deu uma chupada deliciosa em minha xoxota ensopada e inchada de tesão, ficando com o rosto melado, Raimunda veio, e antes de se abaixar para chupar nosso comedor, fitou admirada meu cu e comentou:

—Lulu de Deus... o que você vai dizer para o seu marido se ele vir o estado do seu cu hein? O véio fez um estrago bonito nele viu? Ao ouvir isso, gargalhei, e o casal também.

—Minha querida... eu nem durmo mais na mesma cama que aquele traste, e sim no quarto de minha filha, então... estou bem sossegada, e outra, mesmo que ele quisesse trepar comigo... aquele palito dele nunca mais entra no meu cu! Retruquei, e rimos mais ainda.

—Pau pequeno e fino no cu machuca né? Troçou Ariovaldo, e gargalhamos de novo.

—Pior que é verdade... vai... me arromba mais ainda! Arrematei e pedi, e rimos mais.

Naquela altura dos acontecimentos, meu cu estava quase anestesiado, porque nosso sangue fervia, evaporava a 1000 graus, então o macho podia meter à vontade, e eu sabia que após uma ducha fria e deitar na cama, os efeitos colaterais viriam violentos, mas... sempre foi assim, a dor vinha, eu a tratava e depois ela ia embora, dando lugar a vontade de repetir tudo.

Dei aquele gemido choroso e aflito, olhando para o nada ao sentir o cacetão do vigia invadir meu cu mais uma vez, e pelo visto, a última, pois ele começou a alisar meu ventre e desceu para a xoxota, que não parava de melar e pulsar, e já era estimulada pelo seu polegar. Raimunda se achegou e tascou um beijo na boca de nosso macho, que bombava sem muita força, voltando ao estágio inicial de degustação do meu ânus, mas depois acelerou um pouco.

Três estocadas fortes, uma parada ao me fazer sentir o talo, um gemido alto e choroso de mim, duas bombadas suaves, recuo até quase tirar, avanço até emperrar, um leve tranco e arrepios sobre meu corpo, pernas trêmulas, dedos dos pés contraídos e esticados e falta de ar, seguida de uma carícia matadora e deliciosa em minha vagina. Esse era o ritmo do desfecho anal de mais uma memorável orgia de minha vida, ou talvez a mais...

—Tira e põe o pauzão no cu da safadona, vai! Pediu Raimunda, excitada.

—Nossa... você leu minha mente... era exatamente isso que eu ia pedir! Rebati, e rimos.

E assim Valdo fez, tirava e botava, e quando botava, ia até o talo e dava três trancos que ainda me faziam gritar, quase rouca e me tremer todinha, depois seguiu socando com força, repetindo o processo várias vezes sem deixar de torturar minha buceta, então arfei e me arrepiei, o ar faltou, calafrios vieram chicoteando e a buceta convulsionou...

—Vai Lulu... agora você vai gozar bem gostoso! Disse o comedor. Me arrepiei mais ainda.

O botão “ativar orgasmo”, foi pressionado quando Valdo tirou sua tora grossa do meu cu e socou na xoxota, depois caiu de boca no meu seio direito, aí engatou e não deu outra...

AAAAHHHH... AAAIIII... CARALHOOOO! ESTOU GOZANDO, SOCA, SOCA, s-soca, soca... soca pelo amor de DEEEUUSS, não para, não para Valdo, aaahhhh... AAAAHHHH! Puta que pariu... puta que pariu! Urrei e sussurrei, quase colapsando em um orgasmo antológico.

Não segurei as lágrimas de prazer... e também de saudade, puxei aquele homem que me deu tantos momentos inesquecíveis para junto de mim... e o abracei forte, e só não beijei a boca dele em respeito a Raimunda, ainda tive esse lapso de lucidez em meio ao orgasmo arrebatador que tomava meu corpo e ser, e me desatinava completamente.

Valdo saiu de cima de mim, esbaforido, assoprando o teto, me encarou e sorri, depois fitou Raimunda, abriu os braços, e a fêmea pulou sobre ele, sendo aparada em seguida, então se aprumou e o comedor a fez sentar com o cu em sua tora mais que vermelha de tanto sexo, com as veias saltadas e besuntada de nosso creme de tesão extremo. Que braços fortes os dele.

—Vai Raimunda... pula na rola do teu macho! Ordenou o vigia.

Abraçada ao seu amante número um e sendo sustentada por baixo das nádegas, Raimunda aninhou sua cabeça no ombro dele e o grand finale daquela orgia épica começou a ser apresentado. Gemidos, sussurros, gritos, fôlegos cada vez mais rarefeitos, suores pingando e saltando. O sexo feito com uma paixão avassaladora, Valdo socava apaixonado nela.

Raimunda recuou seu tronco, arrebitando a bunda, de olhos fechados e cabeça erguida, em transe, só gemendo e grunhindo manhosa e chorosa. Valdo seguia socando, sustentando aquela fêmea de libido assustadoramente voraz sob seus braços de macho trabalhador, e a quicava com uma luxúria e força inenarráveis, “plaft, plaft” nervoso e apaixonado.

Claro que o comedor daria o mesmo tratamento que deu a mim a sua amante, então ele tirou o cu de Raimunda de sua rolona e a encaixou na xoxota dela, e rapidamente a foda continuou, na mesma posição, ela suspensa por ele e sustentada pelas nádegas, e a mulher gemeu ainda mais aflita, gritou ainda mais tarada, quase chorando e toda trêmula.

Fiquei impressionada, realmente o preparo físico daquele vigia de quase 60 anos era notável, as veias de seus braços largos e viris saltavam, ele ofegava, mas o foco era tanto na jornada para o prazer de sua parceira, que o ritmo respiratório dele era quase linear.

—Ai Valdo, ai Valdo... mete, mete, mete que eu vou gozar, vou gozar, vou gozar meu amor... aaaa... aaahhh... AAAAHHHH, AAAAHHHH... CARALHOOO! Avisou e berrou Raimunda, que se prendeu ainda mais ao macho e gozou ensandecida. Uma cena emocionante...

A mulher surtou de tesão com o orgasmo, e deu socos nas costas de Ariovaldo enquanto ele não parava de meter, e conforme era “agredido”, metia com mais força, até que Raimunda cessou os socos, Valdo foi cessando a intensidade das estocadas, até ele descer sua amante do colo, e ela por pouco não cair no chão, toda descompassada, trêmula e ofegante. Desci da mesa e acudi minha amiga, e na mesma hora nos ajoelhamos diante do nosso comedor.

—Caralho hein vigia... seu pauzão está quase em carne viva! Comentei, admirada.

—Eu falei... que ele ia sair daqui... com o pau... desse jeito! Replicou Raimunda, esbaforida, com um semblante ainda transbordando tesão, e parte de seus cabelos encharcados cobrindo o rosto, respirando como uma leoa furiosa, fitando nosso comedor.

—Abram suas boquinhas... pra tomar leitinho! Pediu Valdo, se masturbando.

Eu e Raimunda juntamos nossas faces lateralmente, com nossas bocas abertas, esperando o manjar daquele pauzão bem grosso e que nos deixou deliciosamente esfoladas. Valdo punhetava, sentindo a dor e ardência daquele exagero cometido, mas estava feliz, satisfeito por chegar até aquele momento e nos deixar saciadas, então o macho explodiu seu gozo, farto, cálido e profuso em parte do nosso rosto e mais na boca, e engolimos tudo.

Fizemos outro boquete compartilhado, afim de deixar aquela tora limpinha. Chupamos com vontade, exaurindo o restinho de nossas forças, as quais reservamos para aquele instante tão especial em nossas vidas, depois tiramos as sobras de porra que ainda haviam em nossos rostos e a sorvemos, nos entreolhamos e sorrimos.

—Ainda não acabou... agora temos de limpar essa melequeira! Comentei...

—Vou ali... pegar um pano e... a gente... limpa rapidão! Disse Valdo, que pegou apenas sua calça do uniforme e vestiu, em seguida saiu rapidamente do recinto.

—Raimunda... tudo bem? Indaguei, vendo o semblante desolado de minha amiga.

—Vai ficar bem... a vida tem que seguir né? Replicou a coroa, freando as lágrimas.

—Raimunda... não é um adeus, são só as mudanças que todos temos de passar na vida! Não trate esse momento tão gostoso que tivemos... como o fim... porque eu tenho certeza de que veremos nosso vigia safado de novo um dia! Repliquei, desabafando. Ela sorriu...

Nossa conversa foi interrompida por Valdo ao adentrar o Laboratório de Ciências, trazendo um rodo, pano de chão e um desinfetante, mas aquele produto não anularia o fortíssimo odor de porra e sexo que ficou impregnado naquele ambiente praticamente fechado. Estávamos ensopados de suor...

Valdo começou a limpar o Laboratório de Ciências e o ajudamos, pois nós três fizemos aquela bagunça, mesmo estando moídas como estávamos. Após estar tudo mais ou menos como encontramos ao chegarmos, pois o cheiro de luxúria, mesmo com o desinfetante, ainda pairava, fizemos um rápido asseio, só para manter nossas bucetas razoavelmente limpas.

Já fora do Laboratório de Ciências, nós três olhávamos para a porta trancada dele.

—Fala a verdade Luciana, que diabos deu em você pra vir espiar a gente naquele dia? A Raimunda deu alguma bandeira pra você fazer aquilo? Questionou Ariovaldo, e gargalhei.

—Deu sim Valdo! Respondi. A coroa esbugalhou os olhos e retrucou imediatamente:

—Mentira, eu não dei bandeira nenhuma não, eu disse que ia na biblioteca, e realmente não sei que Satanás sussurrou no seu ouvido que eu estava mentindo e fez você vir aqui!

—Raimunda, Raimunda... eu observei TODO o seu gestual e o do Ariovaldo, vi seus sorrisinhos sapecas conversando com ele no WhatsApp, vi sua carinha de safada quando inventou de ir na biblioteca e se ajeitou toda, saindo da sala dos professores rebolando depois que ele passou e só fez um sinalzinho discreto! Eu sou professora de Matemática minha querida, nunca se esqueça disso... mas principalmente: sou mulher! Rebati, e o casal gargalhou.

—E quanto tempo você ficou nos brechando até o Claudionor te flagrar? Peraí... você tinha um lance com o Claudionor? Por isso entraram pelados aqui? Interrogou Valdo. Pasmei...

—C-Como é que é? Eu? Um lance com aquele crucifixo ambulante? Ah Valdo, assim você esticou a baladeira até arrebentar o elástico viu? Retruquei, e gargalhamos de novo.

—Meninas... é sério... eu fiquei com o cu na mão depois que fizemos aquilo! Disse Valdo.

—Por que? Como assim? Questionei, admirada como Raimunda.

—Eu nunca me envolvi com uma colega de trabalho, nem quando trabalhava no presídio; meu lance com a Mundica começou na confraternização de 2017, e a gente soube levar na discrição total, porque ela era e é casada, tem uma reputação sólida aqui, assim como você Lulu, então tudo tinha que ser na entoca e calculado... éramos conhecidos não só dos colegas de instituição... mas de TODA a comunidade! Explicou Valdo, sorrindo com ternura para ela.

—Onde você quer chegar meu véio? Indagou Raimunda, segurando a mão do vigia.

—Depois que rolou aquela suruba doida a primeira vez aqui, ano passado, o Claudionor não tava segurando a porra da língua, tava empolgado demais, toda vez que me via, ficava comentando, falando de vocês, e eu mandava ele se mancar e calar a boca, porque alguém podia ouvir e ia dar merda, mas não adiantava, o cara tava se descontrolando! Revelou Valdo.

—S-Sério Valdo? Ele... chegou a espalhar para alguém? Indagou Raimunda, tensa. E eu?

—Quando ele disse que ia chamar um amigo negão dele e convidar vocês duas pra fazer uma suruba... fiquei puto, achei aquilo um desrespeito, tive vontade de dar umas porradas nele, então tomei minhas providências... e o Claudionor saiu daqui porque mexi meus pauzinhos e tive uma conversa de pé de ouvido com a Sueli! Contou o vigia, e nos emocionamos.

—Oh Ariovaldo... você nunca contou isso para nós! Obrigada! Comentei, e o abraçamos.

—O que vocês fazem entre quatro paredes comigo, meus filhos ou seja lá quem for... fica dentro das quatro paredes, e não muda o caráter de vocês, porque eu sei que vocês duas são mulheres decentes, que merecem respeito e admiração, e eu não ia deixar um babaca imaturo manchar suas reputações e seus nomes com fuxico! Desabafou Valdo, nos acarinhando.

—Obrigada Ariovaldo, você faz jus à alcunha de vigia mesmo... porque vigiou nosso segredo e o protegeu de qualquer jeito, apesar de ter espalhado para algumas pessoas né? Seu gaiato! Comentei e trocei no final, e gargalhamos, depois abraçamos mais forte aquele homem.

—Foi só pras pessoas certas e de confiança! Rebateu o vigia, e rimos mais...

Combinamos de almoçar no Barbosa. Ariovaldo nos esperaria lá enquanto eu e Raimunda tomaríamos banho e trocaríamos de roupa em minha casa, e a coroa foi tão esperta, que tinha trazido outra vestimenta, já pensando no almoço especial entre nós três.

Como ela estava linda. A outra roupa era um vestido até metade das coxas, justo e sem mangas, com gola cobrindo o pescoço, na cor creme estampado com galhos e folhas na cor preta e babados na parte de baixo. Ela fez um lindo penteado em seu cabelo e se maquiou. Raimunda se encarava diante do enorme espelho e sorria apaixonada. Era mesmo um mulherão.

—Caramba hein coroa... você está um estouro de tão gata! Comentei. Raimunda riu e me mostrou o dedo do meio, ainda se retocando diante do espelho, e dei risada.

Não fiquei atrás na elegância também. Pus um vestido de tamanho médio e babados nas barras, com o ombro direito nu e manga média no lado esquerdo, godê, justinho, com estampas floridas e nas cores rosa e branco, e passei aquele perfume para ocasiões especiais.

—Quando acabar o almoço... venho lhe deixar em casa... e volto para passar o resto desse dia todinho com o Valdo, vou aproveitar cada segundo com ele! Revelou a mulher.

—N-Não chora, não chora que vai estragar a maquiagem! Pedi, mas não adiantou...

Por sorte a maquiagem não estragou muito, ela fez um rápido retoque após se controlar, e então partimos. Durante o trajeto, evitamos falar sobre Valdo e sobre tudo de tão intenso e prazeroso que tivemos com ele. Aquilo iria doer em mim, mas muito mais em Raimunda...

Quando chegamos ao Barbosa, vimos o vigia sentado à mesa do fundo à direita. Gatão também, tanto que Raimunda suspirou e pôs o indicador entre os dentes, sorrindo sapeca quando o viu. O macho trajava uma camisa azul-marinho de mangas dobradas até o cotovelo e uma calça jeans preta e mais ou menos frouxa, com seus poucos cabelos bem penteados.

—Nossa... vocês tão de arrasar mesmo hein? Que sorte a minha almoçar com duas deusas como vocês! Comentou Valdo, ao nos vir. Ele levantou e mostrou seu cavalheirismo puxando as cadeiras para eu e Raimunda nos sentarmos. Isso é ser sensível no real sentido...

Apesar de estarmos parecendo duas madames, pedimos o prato do povão mesmo. Baião de Dois com picanha assada, salada, farofa, macaxeira frita e claro, para beber, meu suco de abacaxi com hortelã, nada de cervejinha marota, mas claro que Valdo pediu a “breja” né...

Conversamos de forma descontraída, como amigos enquanto almoçávamos. Rimos, relembramos histórias engraçadas que vivemos e testemunhamos ao longo desses anos de amizade naquela escola, e por uns instantes esquecemos da vida sexual que tínhamos.

—Gente, com licença que eu vou ao banheiro! Avisou Raimunda, após almoçarmos. Assentimos e ela foi. Tadinha, ela andou depressa, com a mão na boca... chorando de novo.

Raimunda voltou rapidamente do toalete, e seu semblante com tesão renovado, dizia que a sobremesa seria só dela, e era hora de partirmos, aliás... era hora de eu sair de cena, então o macho pagou a conta dele e de nós duas, mesmo sob vários protestos nossos.

—Ariovaldo... seja muito feliz em sua nova empreitada... cuide-se meu amigo... e não esqueça de sua amiga aqui... te adoro muito seu vigia safado! Falei, em prantos e abraçada ao macho, já fora do restaurante, prestes a entrar no carro de Raimunda e voltar para casa.

—Obrigado Luciana... eu também te adoro muito, você é uma amiga de valor inestimável, e mesmo que... aquela doideira no Laboratório de Ciências nunca tivesse acontecido... meu carinho e respeito por você nunca mudariam! Desabafou o vigia, comovido.

Valdo partiria para o interior no dia seguinte, domingo bem cedo, escoltado por Cássio e seus grandes amigos: Rodrigo e Miguel. Após me despedir dele, Raimunda veio me deixar em casa, e antes de eu sair de seu carro, nos abraçamos, ainda sob forte emoção.

—Ah safadona... quando eu estiver com crise de saudade... você me empresta seu ouvido? Indagou a coroa, claro, chorando, e chorei de novo também.

—Empresto... agora vai... curte seu vigia e seja feliz, e não sofra amiga, porque... não vale a pena sofrer por homem! Retruquei, dando uma de forte, e Raimunda parou de chorar...

—Esse foi o conselho mais inútil que ouvi de você! Disse a coroa, e gargalhamos...

—Oxe, mas é verdade, a gente tem que aproveitar a vida sem se apegar! Retruquei, e mais risos. —Quer dizer... ah... eu entendo seu sentimento, amiga! Completei e ela sorriu.

—Sabe Luciana (Raimunda deu uma longa pausa), minha vida sexual com o Djair... era como uma poesia, a nossa sintonia sexual era algo sublime, a gente se olhava... e líamos a mente um do outro na hora de fazer amor, e nos acabávamos de prazer, nos completávamos, sequer pensávamos em trair, mas aí... quando ele contraiu a diabetes, os problemas cardíacos e de quebra a disfunção erétil... eu... não soube lidar com isso! Desabafou Raimunda, que chorou.

—Oh mana... eu nunca vou lhe julgar, mas... você se arrepende do que fez até agora? Se sente vazia? Repliquei e questionei, afagando os cabelos de Raimunda, que fungava.

—N-Não... não me arrependo de nada, e... não é que eu me sinta vazia, mas... ah... eu também não vou saber lidar com a ausência do Ariovaldo! Disse a coroa, e estarreci.

Ergui a cabeça de Raimunda com as duas mãos e olhei bem nos olhos úmidos dela.

—Você... se apaixonou pelo Ariovaldo? É isso? Indaguei, e Raimunda sorriu chorando.

—O Valdo... me deu exatamente tudo que eu vivi com o Djair no sexo, só ele... conseguiu sintetizar, alinhar... e... não é bem paixão, mas... é o costume, entendeu? Os filhos dele não conseguem emular o que o pai me causava na cama! Respondeu Raimunda, e segurei um riso...

—Mas Raimunda... você está fazendo um dilúvio em uma xícara... o Valdo não terminou nada com você mulher, quando bater a saudade... pega a estrada; por que você não aceita que existe essa possibilidade? Retruquei, perguntando, e minha amiga sorriu, depois deu risada.

—Luciana... acha mesmo que vou me tacar da capital para o interior por causa de piroca? O Djair aceitou meu envolvimento com Valdo e outros, mas não tolera que eu durma fora e tampouco traga homem para nossa casa, então... existem limites para certas aventuras, e eu tenho de respeitar o acordo com meu marido! Retrucou Raimunda, desolada, mas aticei indagando:  

—Oh amiga... não vou dizer que te entendo, porque como já disse: meu marido jamais seria passivo assim como o seu, então não posso opinar muita coisa! Falei. Ela sorriu e disse:

—Ah Luciana... só de você me ouvir e mostrar empatia... já conta muito!

—Somos amigas e parceiras... lembra? Estou aqui, pode contar comigo, e só acho que você devia reter apenas os momentos felizes que teve com o Valdo... e depois seguir em frente, porque... a relação de vocês jamais poderia evoluir para algo singular... é impossível! Opinei.

—Você tem razão safadona... mas... mudando de assunto... você e o tal Rodrigo... têm algum rolo? Arrematou e indagou Raimunda, e a fitei sorrindo sapeca.

—Sim, temos... ele é o meu comedor! Respondi, e Raimunda me fitou surpresa.

—Humm... “meu comedor”, quem fala assim não é gaga, e... ele é bonitão hein? Apesar de... transparecer uma aura de tristeza muito forte, mas enfim... depois você me conta sobre ele! Atiçou Raimunda, e dei risada, ela também riu e nos encaramos, então aticei mais:

—Se quiser eu o apresento a você, aliás... eu lhe devo isso, faço questão de pagar, uma vez que acabei me envolvendo com seu homem! Ao ouvir isso Raimunda riu alto e retrucou:

—Queridinha, só usamos pronome possessivo quando a outra pessoa quer usá-lo também, e não é o caso desses dois sujeitos! Retrucou a coroa, e gargalhamos. Certíssima...

            11 ANOS ATRÁS 

Recém-aprovada no concurso público para professora do Estado, fui lotada para a escola que ficava a menos de cinco minutos de minha casa, a qual era nova no bairro, e optei pelo período da manhã, para poder cuidar de minha pequena filha durante a tarde; tudo do jeito que pedi a Deus, vivendo incontáveis dias ajoelhada orando por essa graça, e fui ouvida. 

O momento era de gratidão total, pois meu esforço e fé geraram frutos, e o futuro de minha bambina estava garantido. Era gostoso ver como o local onde eu morava evoluía rapidamente, ia ficando bonito, decente, mesmo com muita pobreza. A comunidade se mobilizou e cobrou as melhorias, e os jovens que antes arriscavam suas vidas atravessando a perigosíssima BR para estudarem no outro bairro, agora não precisavam mais fazer isso. Eu vi essa escola sendo construída, e jurei lecionar nela...

Meus passos eram ansiosos e cheios de alegria. De longe, vi um homem organizando a entrada dos alunos; um guarda escolar, aparentando estar na casa dos 40 anos, mas que cuidava de sua saúde; era robusto, com cabelos pretos e lisos, curtos e bem penteados. Charmoso, mesmo com o semblante visivelmente sisudo devido a algazarra dos discentes. Ele tinha aquele ar rústico, de machão bruto.

—Bom dia, sou a nova professora de Matemática dessa escola, e gostaria de falar com a Nilda, por gentileza! Nilda era a Diretora na época, Sueli assumiu o cargo bem depois.

—Opa, bom dia moça, tudo bem? Professora nova? Seja bem-vinda! Disse o homem, que de carrancudo, transformou-se em um poço de simpatia sincera e contagiante. Algo raro de se ver, e seu olhar para mim não tinha malícia, era algo amistoso, sincero e aconchegante.

—Er... obrigada! Respondi, acanhada. Ele abriu passagem para mim e disse:

—Tá vendo aquela entradinha à esquerda? É só seguir direto e virar à direita no final do corredor, que você vai chegar na Diretoria! Bom trabalho! Orientou o homem, muito educado.

—Muito obrigada, o senhor é bem simpático! Comentei, mexida.

—Simpatia gera simpatia... e ser simpático deixa o dia menos chato! Replicou, e ri.

—Uma linda atitude! Qual o seu nome? Já que seremos colegas! Retruquei, e indaguei.

—Ariovaldo, muito prazer, mas pode me chamar de Valdo! Disse o guarda, e sorri...   

FIM

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Olá queridos alunos, dias complicados e de muito estresse e correria, mas o importante é que consegui concluir mais uma saga, e o Terceiro Ato segue esquentando cada vez mais. Ainda estamos no início, e mesmo esse "replay" de um dos momentos mais marcantes da minha sexualidade, foi sublime assim como o evento original. Aqui solidificamos nossa amizade e cumplicidade, e reler toda essa minissérie antes de postá-la me emocionou, porque foi a segunda e última vez que aconteceu.

Porém, eu, Raimunda e Valdo, não fomos os únicos a usar o Laboratório de Ciências como motel; relatos de alunos que também transaram ali, fazendo orgias no nível da nossa foram contadas. Se são verdadeiros não sei, mas... não duvido, especialmente após ter testemunhado e vivenciado loucuras sexuais como essa, das quais não me arrependo, mas não faria de novo, e outra: a juventude atual, em sua grande maioria, está fazendo coisas em termos sexuais, que fazem eu me sentir uma amadora...

Os eventos no Laboratório de Ciências, especialmente a primeira orgia, serão abordados futuramente, essa história ainda vai render momentos surpreendentes e tensos durante o Terceiro Ato, então afiem vossas memórias quando a hora chegar, porque nessa fase as coisas vão se afunilar.

Ainda no Terceiro Ato, perto do final, tive mais um encontro com Ariovaldo, em seu aniversário, depois, em 2022, no meu aniversário de 41 anos, encarei o vigia e mais três machos, e digo que foi uma das melhores surubas que participei desde o final da pandemia. Uma amiga também participou, e desde esse evento não vi mais meu querido amigo, apenas nos falamos por mensagens.

Bem, é isso, quarta ou quinta postarei o epílogo dessa história, relato S.S. interessante e que revela muitas coisas bacanas e surpreendentes, não percam. Agora fica a cargo de vocês o julgamento de qual orgia no Laboratório de Ciências foi a melhor, a primeira ou a segunda? Creio que todos, ou quase todos, vão eleger a primeira, então opinem, e mais sacanagem com Raimunda virá, aguardem.

Obrigada aos leitores que comentaram e me enviaram e-mails. Adoro vocês demais.

Beijos, tenham um dia maravilhoso, cheio de paz, vida e muito trabalho.

lucycontistasexy@gmail.com




Comentários

  1. bom dia querida professora....adorei a saga do laboratorio...voces são incriveis..muito obrigado por partilhar conosco...e mande um beijão para a Raimunda....eu e meu amigo kkkk

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  2. Que história sensasional professora mais que linda.

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  3. As duas orgias foram incríveis Luciana…realmente vc e a Raimunda são duas máquinas de fuder…perfeitas !!! BOTO

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