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UMA SEMANA DEPOIS.
Comparei a Luciana de outrora, de mentalidade sexual comum e cheia de pudores, recatada, com planos
padrão de toda mulher normal que almeja ser feliz com a Luciana de hoje, e
sim, mais uma vez me assustei, porque mesmo a mudança sendo apenas na minha
vida sexual, ela reverberou de forma drástica em minha personalidade. Raul
Seixas foi genial em se definir como uma “metamorfose ambulante”, pois todo ser
humano passa por várias metamorfoses durante sua vida, sejam elas espontâneas,
ou por influência das circunstâncias, e obviamente isso vai nos moldando, mas...
Se eu resolvesse parar tudo agora, passar uma borracha em todas as
loucuras eróticas que fiz e viver como vivia antes de me envolver com Ismael e
trair meu marido pela primeira vez... será que conseguiria seguir em frente,
apenas convicta de que deveria me divorciar e quem sabe, encontrar um homem
para amar novamente, sem me importar se ele era pauzudo ou não? Eu conseguiria
dormir em paz de novo, tratando tudo que vivi sexualmente apenas como
experiências bacanas, movidas pela curiosidade e que já me deram o suficiente?
Um simples NÃO já respondia a essas perguntas, porque tudo que ocorre
em nossa jornada aqui cria conexões, e eu jamais teria conhecido Rodrigo se
não tivesse imersa nessa luxúria tão maluca em que me joguei, e minha relação
com ele era muito transparente, o cara não estabelecia normas, não se importava
com quem eu me envolvesse porque... não tinha medo de perder seu espaço comigo,
mas eu... sim... tinha medo de perder o meu com ele...
Tirei de minha bolsa a réplica da Torre Eiffel que Guillaume me deu. Um
presente carregado de sentimentos puros e sinceros, e vi que não cabiam mais
arrependimentos ou divagações, porque durante essa jornada sexual... constatei
que o ser humano ainda é capaz de mostrar sua beleza interior, e não é só ao
francês que me refiro, Cássio, Valdo e Rodrigo, por exemplo, eram pessoas com
empatia igual à do gringo, especialmente o pastor, sendo assim, simplesmente
era impossível tentar me dissociar de tudo isso e tratar como lembranças boas.
Saí da padaria e segui para a escola. Durante esses sete dias, Rodrigo evaporou,
não apareceu para filar meu café, não mandou mensagens e tampouco ligou. Senti
saudades dele, mas tem um detalhe: hoje, assim como nos dias anteriores, saí antes
da hora, porque também temi encontra-lo ter e de responder a ele... se tive meu
primeiro encontro. Sei lá, eu não sabia o motivo, mas contar a um amante que
transei com outro cara era meio que... constrangedor...
Eu trajava uma blusa preta de mangas médias e babados nas mesmas,
seguida de uma saia indiana bem comprida e frouxa, pois o calor estava
infernal, isso 6h55 e mesmo estando na época chuvosa, a qual os incautos chamam
de “inverno”. Eu estava feliz, radiante e cada vez mais curiosa para desbravar
minha sexualidade, era um momento único.
De longe, vi Ariovaldo organizando a entrada dos alunos, então notei
que o clima de enterro entre o vigia e Raimunda seguia, pois antes de entrar na
escola, vi o casal se cumprimentando formalmente até demais, ela sequer o olhou,
e aquilo me deixou curiosa.
Na sala dos professores, vi minha amiga; cabisbaixa, anotando coisas em
seu diário. Os demais docentes estavam fazendo o mesmo e conversando, então vi
que não tinha clima para abordar Raimunda sobre Valdo, pois não queria expô-la
e dar margem para fofocas...
No intervalo, esperando meu suco de abacaxi com hortelã, sem sentir a
presença de Raimunda, segui minhas divagações sobre esse grupo sexual. Quis
pegar meu celular e entrar no WhatsApp para saber quantos convites para putaria
me esperavam, mas tive receio, pois agora o sigilo absoluto de minha intimidade
precisava estar mais incólume do que antes.
Observei ao redor algumas alunas e mulheres da limpeza, as poucas que
tinham corpos atraentes, e imaginei na hora se elas também tinham uma vida
sexual secretíssima como a minha e a dos demais membros; depois, alguns alunos,
e me questionei se tinha algum dotado entre eles. Bem, talvez houvesse, mas eu
não cometeria mais a sandice que cometi ao me envolver com Levi ano passado, e
até aconselharia Raimunda a fazer o mesmo.
Após o término do expediente e a saída dos alunos, me preparei para
sair também, e em casa, passaria boa parte da tarde vendo as propostas de
encontro que certamente pipocavam no meu “zap”. É... apesar de ainda estar
impressionada com minha nova vida sexual, o momento era gostoso e as surpresas
também, eu me sentia compelida a desbravar mais e mais minha sexualidade com
novas experiências, então, arrumei minhas coisas, radiante.
Já saindo da sala e indo em direção à sala dos professores, dei de cara
com ela... Fabiana, a ambulante devassa. A morena trajava uma baby look branca
com desenho de gato e uma bermuda cáqui frouxa, mas que mesmo assim delineava seu
rabão devorador de caralhões. Ah... será que um dia eu veria Rodrigo arregaçando aquele rabo sem piedade com seu colosso de carne?
—Te peguei a tempo hein Lulu? Disse a mulher, sorrindo maliciosamente.
—Oi Fabi, que surpresa te ver aqui! Comentei, realmente admirada.
—Entra de volta na sala de aula, preciso falar com você! Replicou a
safada. Assenti e entramos em outra sala, já que todos os alunos já tinham ido
embora.
—Fabiana... aqui na escola? Cuidado mulher, não é melhor você ir na
minha casa? Questionei advertindo, pois eu sabia que o assunto era sexual, a
carinha sapeca dela dizia isso.
—Quem vai suspeitar de duas mulheres conversando reservadamente em uma
sala de aula? Eu e você ainda por cima? Além do mais, meu tempo é espremido,
deixei o Kauã cuidando da banca enquanto vinha aqui, então... não vou dar
viagem! Retrucou Fabiana, obstinada.
—Quer arrumar macho para mim é sua safada? Indaguei, já dentro da sala
de aula com ela. Fabiana deu uma risada discreta, mas com toda devassidão que
lhe era inerente e disse:
—Imagino quantos caras devem tá interessados em tu e mandam mensagens,
e sei que é difícil escolher, é impossível ficar com todos, então... queria sim
sugerir um amigo meu, gente boa, homem discreto e que gostou muito de você!
Desabafou Fabiana.
—Confesso que isso me assusta bastante sabe? São tantas mensagens, que
deixo o celular no mudo, porque não aguento o som da notificação apitando
direto! Relatei.
—Teu marido... não se toca de nada né? Perguntou Fabiana, preocupada.
—Não... eu já deixei um aviso dos horários em que posso interagir com
os membros, mas mesmo assim... às vezes entro à noite para falar com a minha
filha, e agora tenho que fazer isso longe do meu marido, porque chega mensagem
direto! Falei, meio apreensiva.
—Mulher, compra outro celular, um “pebinha” de 500 conto, mas que rode o
WhatsApp, aí a Suzy te coloca no grupo de novo com o número desse outro
aparelho e exclui teu número principal, então vai dá pra conciliar de boa, sem se
arriscar. Eu fiz isso! Sugeriu Fabiana, serena.
—Nossa, que ideia massa a sua... não pensei nisso! Comentei, admirada.
—Todos os infiéis do grupo fazem isso Lulu! É bem mais seguro, você
sabe que tá no controle da situação, então não vai ficar tensa e cabreira!
Replicou Fabiana.
—Puxa... você manja mesmo dos esquemas de chifrar hein! Comentei, e ela
riu alto.
—Tenho que manjar né meu amor... ser feliz às vezes sai bem caro! Retrucou
Fabiana.
—Não tenho o direito de lhe julgar... porque faço o mesmo! Argumentei,
serena.
—E então... você quer conhecer ele? Indagou Fabiana, com sua carinha
devassa.
—Ah... se você me procurou para indica-lo... é porque deve ser bom de
foda sim! Repliquei, já eriçada, mas sem saber se iria aceitar de fato.
—Não é bonitão que nem o Fábio, Amadeu ou o Rodrigo, pra ser sincera
ele é feiosinho, mas sabe trepar gostoso, têm uma pombona grossa gostosa!
Atiçou a safada, e demos risada.
—Nossa, é feio é? Não se aproveita nada? Retruquei, indagando e rimos
mais.
—A pomba meu amor, é linda e grossona! Disse a devassa, instigando.
—Sim, mas gosto de beijar um pauzudo bonito né? Repliquei, e ela conteve
um riso alto.
—Ué... mas no grupo não tem muito príncipe não viu? Você deu sorte de
ter trombado com uns no carnaval! O Rubens, o cara do teste, é feio de doer! Rebateu
Fabiana, sincera.
—Ah, é verdade, ali é feio, mas a pica compensa...! Comentei. O papo
estava delicioso.
—Você tá é por fora Lulu, a feiura do Moésio não atrapalha dele comer
muita mulher não, pelo contrário, elas piram no pombão grosso dele! Eu não
ligo, até porque, mais sorte sua do que ter o Rodrigo como amante fixo né meu
bem! Replicou Fabiana, e assenti, concordando.
—E... é grossa que nem a do Rodrigo? Indaguei. Ela seguiu:
—Grossa que nem a do Rodrigo... é difícil hein Luciana, mas é grossa igual
à do Valdo, e foi justamente por você gostar de pomba bem grossa como eu... que
pensei no Moésio!
—Humm... depois de uma propaganda dessa hein? Retruquei, e ela deu mais
risadas.
—O Moésio é gente fina Lulu, muito simpático e educado, e faz gostoso,
eu não ia indicar um zé mané sabendo que eu e você temos o Rodrigo! Revelou
Fabiana, me convencendo.
—Tem trepado muito com o Rodrigo? Indaguei, meio... enciumada sim.
—Muito não... depois daquele dia, só mais uma vez! Respondeu Fabiana, sorrindo sapeca.
—Fez anal? Perguntei, tesa só de imaginar, ouvindo em minha mente os gemidos dela...
—Fiz né! Ele quis... e eu tive que dar! Respondeu a safada, sorrindo sapeca, e rimos muito.
—Ok, e... esse Moésio mora aqui no bairro? Indaguei, curiosa.
—No bairro vizinho, mas... ele tá na minha banca agora! revelou
Fabiana. Pasmei...
—Sério Fabiana? E o seu filho? Não desconfia? Questionei, bestificada.
Ela retrucou:
—Que nada Lulu, eu já combinei o esquema com o Moésio, o Kauã nem
sonha!
—Ah... e você... quer que eu vá lá conhece-lo? Questionei, meio
apreensiva.
—É... a ideia é essa né? Por que acha que vim? Replicou a devassa,
sorrindo sapeca.
—Ah Fabiana... mas pode dar bandeira, o seu filho vai estar lá! Rebati,
meio tensa.
—Lucianaa... relaxa meu amor... eu manjo do esquema! Rebateu, e então
assenti.
Saímos da sala de aula, e quando estávamos prestes a sair da escola,
Valdo deu uma rápida relada no meu ombro e comentou sussurrando, mas pude
ouvir:
—O Moésio é gente fina, tu vai gostar! Parei de andar e fitei o vigia,
estupefata, e ele deu aquela risada maliciosa, Fabiana riu também, então
indaguei, sorrindo admirada:
—Ah... então é armação de vocês? A dupla deu risada.
—Ah, a Fabiana comentou...e o Moésio é gente boa! Replicou Valdo, sereno
e me convencendo de vez. Bem, do jeito que eu estava ansiosa, talvez topasse a
trepada hoje...
Fomos até a banca de Fabiana, e de longe vi o macho conversando com
Kauã. De fato era feio sim, mas não horrível, horrendo, alguém que me fizesse
virar a cara com nojo. Moreno um pouco mais escuro que eu, da minha altura,
cabelos crespos baixos e grisalhos, olhos médios, nariz largo, boca média e
lábios finos em um rosto cheio e sem barba. De longe vi uma barriga de chopp,
porém, nada exagerada, o corpo era meio desproporcional, com braços largos, mas
pernas não tão grossas, e segundo Fabiana, a qual me revelou no caminho, ele
tinha 52 anos.
Moésio trajava uma camisa gola polo branca com detalhes azuis e uma
bermuda cáqui meio frouxa, mas que embrulhava algo chamativo sim, algo que
talvez fizesse valer a pena deixar com que meu corpo se unisse ao dele em uma
trepada, pois sendo bem sincera, eu estava indo na confiança, induzida pela
propaganda que a ambulante e o vigia fizeram dele, mas principalmente por Fabiana,
que enalteceu enfática o dote do macho e sua competência sexual.
Fabiana também revelou que Moésio trabalhava como mestre de obras em
uma construtora, e sobre isso não dei bola, eu não tinha preconceito com grau
de instrução ou profissão, pois já trepei com encanador (Fonseca), o próprio
Valdo (guarda escolar, mas o chamamos de vigia), e alguns fedelhos que sequer
tinham vontade de vender bala no sinal, então esse detalhe era irrelevante, o
que importava, além do dote, é claro, era educação...
Assim que chegamos, Moésio me devorou com seu olhar, mas soube empregar
charme na investida, mostrou postura, e mesmo sendo feio, deu um sorriso
aconchegante e sincero.
—Mãe, esse senhor veio encomendar um bolo e salgados! Disse Kauã, e
fitei Fabiana. Ali vi a dissimulação perfeita no olhar, tanto dela, quanto de
Moésio.
—Tá certo meu amor, obrigada, agora vá pra casa que daqui a pouco você
tem escola e não pode se atrasar! Vai, vai meu filho! Retrucou Fabiana,
enxotando o rebento, que assentiu e se foi em passos apressados, sem sequer
olhar para trás. Tive de virar o rosto para rir discreta.
—Bom dia, tudo bem com você? Cumprimentou Moésio. A discrição foi
tanta, que sequer demos as mãos para o cumprimento. Apenas assenti com a cabeça
e retribuí:
—Tudo ótimo comigo, e com você?
—Melhorou 100% agora! Replicou o macho, e demos risada.
Incrível. As pessoas passavam por nós e sequer nos olhavam, a conversa
totalmente formal e em certos momentos, codificada, fluiu de forma maravilhosa,
realmente aquele comedor feio sabia conversar, e propôs com extrema sutileza o
encontro comigo. Claro que durante o papo, trocávamos olhares lascivos, e notei
nitidamente o pacotão se formando, e ele conseguia disfarçar sua excitação,
pois não só eu era gostosona, mas Fabiana também...
Após uns 30 minutos de conversa descontraída, Fabiana deu o bote:
—E aí Lulu? Aprovado?
—Er... sim, gostei, mas... gostaria de conversar mais um pouco... no
WhatsApp, pode ser? Respondi, quase sacramentando a trepada, mas dando uma de
difícil, é claro.
—Opa, na hora, sem problemas, é tudo no seu tempo! Disse Moésio, muito
sereno.
Os dias se seguiram, e conforme sugestão de Fabiana, comprei outro
celular, um pereba de 600 reais mesmo, parcelado em três vezes, só para usar o
“zap” mais tranquila e de fato, manter as rédeas dessa minha nova, surreal e
inacreditável vida sexual, esse admirável mundo novo do sexo para o qual fui
tragada e me compelia cada vez mais a não sair dele...
Suzy excluiu meu número principal e adicionou o do celular novo no
grupo do clube no WhatsApp, e após me reapresentar a todos, os quais sempre me
tratavam com muita cordialidade, troquei ideia com Moésio, e no privado eu
soube mais sobre ele. Era divorciado, pai de três filhas, das quais uma morava
com ele. Foi um papo muito bacana e sincero, então...
SÁBADO, 13 DE ABRIL DE 2019.
O corno viajava à trabalho, e claro que veria sua puta, só que nem me
importei, apenas aguardei o motorista vir me pegar em casa. Eu trajava um
vestido com um discreto decote em V, estampado de flores e com fundo branco, de
mangas médias, comprimento até metade da coxa e um pouco frouxo, com uma
sandália de salto médio, bem perfumada e com sede de trair, não mais de me
vingar, apenas... trair... enganá-lo como ele achava que me enganava...
Marcamos em um motel da capital às 14h, motel esse que tinha parceria
com Suzy e dava descontos aos membros do grupo, e claro que Moésio arcaria com
a despesa, pois o interessado é que tinha de cuidar de tudo que o encontro
onerava. Por volta de 13h25, o WhatsApp do novo celular que comprei apitou uma
mensagem, a qual era do motorista:
“Chego aí em cinco minutos minha linda”. Respondi com um “ok, meu
amorzinho”.
Pontualmente às 13h30, ouvi duas buzinadas curtas lá fora, e saltei do
sofá, com aquele tradicional frio na barriga, e fui depressa, o carro que me
aguardava era um belo Ônix prateado, de quatro portas. Olhei ao redor e não
havia praticamente ninguém na rua naquele horário, porque até mesmo as
fofoqueiras evitavam o sol escaldante e o calor absurdo do horário em que eu
estava saindo de casa, então entrei pela porta traseira do veículo rapidamente.
—Boa tarde, tudo bem? Cumprimentei, eriçada ao ver o motorista, pois
era um gato.
—Boa tarde, melhorou agora! Respondeu o homem, dando aquela indireta
sapeca e ri.
Ele era branco, alto, cabelos castanho-escuros lisos, mas com um
penteado meio arrepiado. Olhos amendoados e meio puxados, nariz médio, lábios
finos e boca média em um rosto com uma barba ralinha, mas bem-feita. O corpo
era esbelto, revestido com uma camisa gola polo cinza com detalhes pretos e uma
calça jeans azul-escuro. Esportivo e bem charmoso.
—Você é do grupo né? indaguei, enquanto ele manobrava o retorno para
partirmos.
—Como sabe? Replicou o homem, me fitando pelo retrovisor e sorrindo,
surpreso.
—Tive a intuição de que você é membro, pois tem aquele ar de amante!
Muito prazer, sou Luciana! Repliquei e me apresentei, estendendo a mão para o
belo macho, que sorriu.
—É... sou membro sim, me chamo Robério, o prazer é todo meu, e... seja
bem-vinda ao grupo! Cumprimentou o comedor, que deu aquela olhada marota bem
dentro dos meus olhos.
—Obrigada, mas... um membro do grupo trabalhando como motorista?
Comentei.
—Sou taxista e Uber, aí quando não tô trabalhando na função ou em algum
encontro, faço umas corridas pra Suzy, eu moro aqui no centro do município,
então dá pra fazer! Explicou.
—O importante é faturar, meu querido! Comentei. Robério assentiu e
rimos.
—Você é nova no grupo né? Já teve seu primeiro encontro? Perguntou
Robério.
—Sim, foi semana passada! Respondi, meio acanhada.
—Puxa... que cara sortudo esse hein? Digo isso porque chove de convite
quando entra uma mulher novata, e principalmente linda como você! Disse e
galanteou o macho.
—Obrigada, mas... e você? Tem muitas propostas? Deve ter! Indaguei e
comentei. Já estávamos fora do meu bairro e entramos na rodovia que seguia para
a capital. Robério explicou:
—Tenho uma média razoável, já tive muito no começo, mas depois que a
gente arruma as fixas e soma com a rotina sufocante do trabalho, aí pisamos no
freio! Ultimamente eu tô participando mais de eventos, porque em evento não tem
essa burocracia e logística toda!
—Burocracia? Você fala... de conversar e ver se rola afinidade?
Questionei, surpresa.
—Isso... em evento o tesão tá
nas alturas, todo mundo se entrega, porque sabe que ali todos querem sentir
prazer, então a burocracia fica pra depois da transa! Disse Robério. Ri alto.
—Então você não gosta de ter trabalho para conquistar uma mulher?
Aticei.
—Não é isso, entenda, eu tenho encontros, converso de boa com a
parceira e nunca decepcionei no papo, porém, dou prioridade a eventos porque é
mais dinâmico, você tá no gás ali, todo mundo se joga e a afinidade acontece na
hora do sexo! É o caminho mais fácil? É, mas estamos num grupo onde as
pessoas... só querem prazer! Retrucou o macho, bem sereno.
—E... que eventos são esses onde as mulheres se entregam assim?
Indaguei, curiosa.
—Ah, é em surubas, a gente é convidado e vai, lá a putaria rola solta;
tem bebida, só não drogas, é claro, e isso não rola porque SEMPRE tem um reservado
no meio da galera, e também porque os participantes são bem selecionados, gente
decente, que gosta de curtir de boa, e como a mulherada sabe que não tem zé
mané, aí confia e se entrega! Completou Robério.
—Humm... tenho vontade de participar de um evento desse! Falei,
eriçada. Metade do percurso ficou para trás, pois era praticamente uma reta só
e quase sem trânsito.
—Se não me engano, mês que vem tem um passeio de escuna, 20 pessoas, aí
é só falar com a Suzy e se inscrever, e se tiver vaga, é só curtir! Respondeu
Robério, e estarreci.
—20... pessoas? Transando em uma escuna? Questionei, impressionada.
—Sim... é suruba minha linda, bacanal pesado! Ratificou Robério, que
riu. Assenti.
Robério tinha 29 anos, morava sozinho no centro comercial do município
onde resido, sem esposa ou namorada, apenas mantinha um caso com suas três
fixas, duas delas casadas, e esse detalhe me deixou sim muito interessada nele.
Alternamos o assunto entre sexo e outros temas, e realmente o cara não
decepcionou no papo, era muito centrado, culto e agradável...
Chegamos ao motel em quase 20 minutos, e ao descermos um pequeno
declive, de longe vi Moésio em frente à suíte, e seu carro estacionado na
mesma. Era um Palio cor vinho. Tirei o envelope com meu exame de HIV da bolsa,
o qual fiz no dia em que comprei o celular, e claro que deu negativo, então me
preparei, mas sentindo o tradicional frio na barriga.
—Quero voltar com você! Pode ser? Pedi e propus, já querendo abrir
portas, as pernas, a xoxota, o cu, enfim... totalmente desejosa de trepar com
aquele motorista roludo. Robério me fitou com tesão, em seguida escreveu seu
número no verso de um cartão, me deu e disse:
—Hoje as corridas de Uber bombam, mas relaxe... eu venho te buscar sim,
prometo! Ao ouvir isso, dei o bote, tasquei um beijo rápido na boca do macho,
depois sorri e saí.
Fui ao encontro de Moésio. Ele trajava uma camisa azul com listras
douradas e finas, seguida de uma calça jeans meio justa, e de longe dava para
ver o cacetão dele avolumado.
—Boa tarde Luciana, você tá linda, muito elegante! Cumprimentou e
galanteou Moésio.
—Boa tarde! Obrigada! Respondi, apertando sua mão, depois trocamos
beijos no rosto.
Suzy liberou Katiane da tarefa de cobrir o encontro, conforme
solicitado por Moésio e corroborado por mim, então, após mostrarmos nossos
exames um ao outro e nossa plena saúde se confirmar, adentramos a suíte, e a
mesma era enorme e linda. Espelhos no teto, cadeira erótica, uma cascata
artificial em uma das paredes, cama redonda e muito bem arrumada, banheira de
hidromassagem, sauna e uma piscina nos fundos. Decoração lasciva e bem
sugestiva, com um quadro grande de um casal se entregando ao prazer. Bacana.
Havia uma música sertaneja universitária tocando no ambiente, e tratei
logo de desligar, pois nunca gostei de fazer sexo ouvindo música,
principalmente esse “sertanojo” imbecil interpretado por esses cretinos
afrescalhados de voz enjoada. Isso que eles chamam de “sertanejo”, deturpou
totalmente o conceito real de música sertaneja, porém, essa deturpação não é de hoje, começou lá atrás, mas enfim.
Fiz um rápido asseio afim de aplacar o calor, o qual estava grande,
mesmo com um gostoso ar condicionado na suíte. Moésio combinou de me esperar na
cama, então, após me enxugar com a deliciosa toalha, vesti um roupão e fui até
ele, toda sensual, com a xoxota tremendo de tesão só de imaginar a tão falada
grossura de sua pica, elogiada por Fabiana.
Ao vê-lo deitado à vontade na cama, vi como seu corpo era realmente
feio, assim como o rosto. O peitoral cheio, mas meio flácido e a barriga um pouco
grande, somada aos pelos por todo o tronco de fato não eram nada aprazíveis,
mas quando pousei meus olhos no volume sob a cueca box branca, o detalhe de sua
pouca beleza começou a se esvair, então tirei o roupão.
—Minha nossa, você é um mulherão! Linda demais! Elogiou Moésio,
encantado. Apenas sorri e me sentei à beira da cama, fitando aquele caralhão
bem empacotado.
—Anda... levante-se e venha para que eu lhe veja melhor! Repliquei,
atiçando.
No final das contas era tesão aliado ao fetiche. Meu fetiche por
dotados, e realmente Fabiana estava certa, a beleza pouco importava, e sim o
dote e a sabedoria de seu dono em usar esse dote, imprescindivelmente aliada a
uma conversa madura, sensível e respeitosa.
Moésio sabia que não era atraente como um Rodrigo da vida, e por isso
se esforçou em dobro para me conquistar e chegar ao seu objetivo, e me admirei
ao ver o quão evoluída estava minha vida sexual, o quão apenas o cara ter um
pauzão não era o suficiente a essa altura dos acontecimentos. Quando o macho se
levantou e vi o tamanho do que me esperava, bem delineado, sendo apalpado por
ele, que sorria e vinha até mim, sua feiura foi... abonada.
—Humm... o negócio aí quase não coube na cueca! Aticei, e Moésio sorriu
sapeca.
Apalpei bem, senti o calibre, o comprimento, e Moésio alisou meu seio esquerdo, me fazendo gemer gostoso com seu toque, deixando o bico já duro, petrificado; aproximei meu rosto do volume grande e cheirei, beijei e mordisquei, em seguida abaixei a cueca, e minha xoxota melou na hora, pulsou de tesão. 20 centímetros depilados, retos, quase negros e quase sem veias, prepúcio cobrindo parcialmente uma glande rosada e menor que o resto, com bolas médias e claro, bem grosso, e engrossava mais do meio para a base... pirei de tesão...
CONTINUA
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Olá queridos alunos, espero que esteja tudo bem com vocês. Farei meus comentários na parte final dessa microssérie, a qual vai surpreender deliciosamente a todos.
Bem, a grande maioria dos relatos dessa terceira fase são microsséries, minisséries e até séries. Histórias fechadas são raras, pois aconteceu muita coisa mesmo, sendo assim, peço paciência e agradeço aos leitores que comentaram e me enviaram e-mails. A putaria está escalando e logo vai ferver.
Beijos, tenham um dia maravilhoso, cheio de paz, vida e trabalho.
lucycontistasexy@gmail.com
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Comentários

Oi Luciana,bom dia…mais um conto prá deixar a semana mais leve e gostosa…vou ler a continuação…bjs…BOTO
ResponderExcluirOi Luciana,bom dia…mais um conto prá deixar a semana mais leve e gostosa…vou ler a continuação…bjs…BOTO
ResponderExcluirSeus contos sao puro tesão
ResponderExcluir