097 - ADMIRÁVEL MUNDO (SEXUAL) NOVO – PARTE 1

 


UMA SEMANA DEPOIS.

Comparei a Luciana de outrora, de mentalidade sexual comum e cheia de pudores, recatada, com planos padrão de toda mulher normal que almeja ser feliz com a Luciana de hoje, e sim, mais uma vez me assustei, porque mesmo a mudança sendo apenas na minha vida sexual, ela reverberou de forma drástica em minha personalidade. Raul Seixas foi genial em se definir como uma “metamorfose ambulante”, pois todo ser humano passa por várias metamorfoses durante sua vida, sejam elas espontâneas, ou por influência das circunstâncias, e obviamente isso vai nos moldando, mas...

Se eu resolvesse parar tudo agora, passar uma borracha em todas as loucuras eróticas que fiz e viver como vivia antes de me envolver com Ismael e trair meu marido pela primeira vez... será que conseguiria seguir em frente, apenas convicta de que deveria me divorciar e quem sabe, encontrar um homem para amar novamente, sem me importar se ele era pauzudo ou não? Eu conseguiria dormir em paz de novo, tratando tudo que vivi sexualmente apenas como experiências bacanas, movidas pela curiosidade e que já me deram o suficiente?

Um simples NÃO já respondia a essas perguntas, porque tudo que ocorre em nossa jornada aqui cria conexões, e eu jamais teria conhecido Rodrigo se não tivesse imersa nessa luxúria tão maluca em que me joguei, e minha relação com ele era muito transparente, o cara não estabelecia normas, não se importava com quem eu me envolvesse porque... não tinha medo de perder seu espaço comigo, mas eu... sim... tinha medo de perder o meu com ele...

Tirei de minha bolsa a réplica da Torre Eiffel que Guillaume me deu. Um presente carregado de sentimentos puros e sinceros, e vi que não cabiam mais arrependimentos ou divagações, porque durante essa jornada sexual... constatei que o ser humano ainda é capaz de mostrar sua beleza interior, e não é só ao francês que me refiro, Cássio, Valdo e Rodrigo, por exemplo, eram pessoas com empatia igual à do gringo, especialmente o pastor, sendo assim, simplesmente era impossível tentar me dissociar de tudo isso e tratar como lembranças boas. 

Saí da padaria e segui para a escola. Durante esses sete dias, Rodrigo evaporou, não apareceu para filar meu café, não mandou mensagens e tampouco ligou. Senti saudades dele, mas tem um detalhe: hoje, assim como nos dias anteriores, saí antes da hora, porque também temi encontra-lo ter e de responder a ele... se tive meu primeiro encontro. Sei lá, eu não sabia o motivo, mas contar a um amante que transei com outro cara era meio que... constrangedor...

Eu trajava uma blusa preta de mangas médias e babados nas mesmas, seguida de uma saia indiana bem comprida e frouxa, pois o calor estava infernal, isso 6h55 e mesmo estando na época chuvosa, a qual os incautos chamam de “inverno”. Eu estava feliz, radiante e cada vez mais curiosa para desbravar minha sexualidade, era um momento único.

De longe, vi Ariovaldo organizando a entrada dos alunos, então notei que o clima de enterro entre o vigia e Raimunda seguia, pois antes de entrar na escola, vi o casal se cumprimentando formalmente até demais, ela sequer o olhou, e aquilo me deixou curiosa.

Na sala dos professores, vi minha amiga; cabisbaixa, anotando coisas em seu diário. Os demais docentes estavam fazendo o mesmo e conversando, então vi que não tinha clima para abordar Raimunda sobre Valdo, pois não queria expô-la e dar margem para fofocas...

No intervalo, esperando meu suco de abacaxi com hortelã, sem sentir a presença de Raimunda, segui minhas divagações sobre esse grupo sexual. Quis pegar meu celular e entrar no WhatsApp para saber quantos convites para putaria me esperavam, mas tive receio, pois agora o sigilo absoluto de minha intimidade precisava estar mais incólume do que antes.

Observei ao redor algumas alunas e mulheres da limpeza, as poucas que tinham corpos atraentes, e imaginei na hora se elas também tinham uma vida sexual secretíssima como a minha e a dos demais membros; depois, alguns alunos, e me questionei se tinha algum dotado entre eles. Bem, talvez houvesse, mas eu não cometeria mais a sandice que cometi ao me envolver com Levi ano passado, e até aconselharia Raimunda a fazer o mesmo.

Após o término do expediente e a saída dos alunos, me preparei para sair também, e em casa, passaria boa parte da tarde vendo as propostas de encontro que certamente pipocavam no meu “zap”. É... apesar de ainda estar impressionada com minha nova vida sexual, o momento era gostoso e as surpresas também, eu me sentia compelida a desbravar mais e mais minha sexualidade com novas experiências, então, arrumei minhas coisas, radiante.

Já saindo da sala e indo em direção à sala dos professores, dei de cara com ela... Fabiana, a ambulante devassa. A morena trajava uma baby look branca com desenho de gato e uma bermuda cáqui frouxa, mas que mesmo assim delineava seu rabão devorador de caralhões. Ah... será que um dia eu veria Rodrigo arregaçando aquele rabo sem piedade com seu colosso de carne?

—Te peguei a tempo hein Lulu? Disse a mulher, sorrindo maliciosamente.

—Oi Fabi, que surpresa te ver aqui! Comentei, realmente admirada.

—Entra de volta na sala de aula, preciso falar com você! Replicou a safada. Assenti e entramos em outra sala, já que todos os alunos já tinham ido embora.

—Fabiana... aqui na escola? Cuidado mulher, não é melhor você ir na minha casa? Questionei advertindo, pois eu sabia que o assunto era sexual, a carinha sapeca dela dizia isso.

—Quem vai suspeitar de duas mulheres conversando reservadamente em uma sala de aula? Eu e você ainda por cima? Além do mais, meu tempo é espremido, deixei o Kauã cuidando da banca enquanto vinha aqui, então... não vou dar viagem! Retrucou Fabiana, obstinada.

—Quer arrumar macho para mim é sua safada? Indaguei, já dentro da sala de aula com ela. Fabiana deu uma risada discreta, mas com toda devassidão que lhe era inerente e disse:

—Imagino quantos caras devem tá interessados em tu e mandam mensagens, e sei que é difícil escolher, é impossível ficar com todos, então... queria sim sugerir um amigo meu, gente boa, homem discreto e que gostou muito de você! Desabafou Fabiana.

—Confesso que isso me assusta bastante sabe? São tantas mensagens, que deixo o celular no mudo, porque não aguento o som da notificação apitando direto! Relatei.

—Teu marido... não se toca de nada né? Perguntou Fabiana, preocupada.

—Não... eu já deixei um aviso dos horários em que posso interagir com os membros, mas mesmo assim... às vezes entro à noite para falar com a minha filha, e agora tenho que fazer isso longe do meu marido, porque chega mensagem direto! Falei, meio apreensiva.

—Mulher, compra outro celular, um “pebinha” de 500 conto, mas que rode o WhatsApp, aí a Suzy te coloca no grupo de novo com o número desse outro aparelho e exclui teu número principal, então vai dá pra conciliar de boa, sem se arriscar. Eu fiz isso! Sugeriu Fabiana, serena.

—Nossa, que ideia massa a sua... não pensei nisso! Comentei, admirada.

—Todos os infiéis do grupo fazem isso Lulu! É bem mais seguro, você sabe que tá no controle da situação, então não vai ficar tensa e cabreira! Replicou Fabiana.   

—Puxa... você manja mesmo dos esquemas de chifrar hein! Comentei, e ela riu alto.

—Tenho que manjar né meu amor... ser feliz às vezes sai bem caro! Retrucou Fabiana.

—Não tenho o direito de lhe julgar... porque faço o mesmo! Argumentei, serena.

—E então... você quer conhecer ele? Indagou Fabiana, com sua carinha devassa.

—Ah... se você me procurou para indica-lo... é porque deve ser bom de foda sim! Repliquei, já eriçada, mas sem saber se iria aceitar de fato.

—Não é bonitão que nem o Fábio, Amadeu ou o Rodrigo, pra ser sincera ele é feiosinho, mas sabe trepar gostoso, têm uma pombona grossa gostosa! Atiçou a safada, e demos risada.

—Nossa, é feio é? Não se aproveita nada? Retruquei, indagando e rimos mais.

—A pomba meu amor, é linda e grossona! Disse a devassa, instigando.

—Sim, mas gosto de beijar um pauzudo bonito né? Repliquei, e ela conteve um riso alto.

—Ué... mas no grupo não tem muito príncipe não viu? Você deu sorte de ter trombado com uns no carnaval! O Rubens, o cara do teste, é feio de doer! Rebateu Fabiana, sincera.

—Ah, é verdade, ali é feio, mas a pica compensa...! Comentei. O papo estava delicioso.

—Você tá é por fora Lulu, a feiura do Moésio não atrapalha dele comer muita mulher não, pelo contrário, elas piram no pombão grosso dele! Eu não ligo, até porque, mais sorte sua do que ter o Rodrigo como amante fixo né meu bem! Replicou Fabiana, e assenti, concordando.

—E... é grossa que nem a do Rodrigo? Indaguei. Ela seguiu:

—Grossa que nem a do Rodrigo... é difícil hein Luciana, mas é grossa igual à do Valdo, e foi justamente por você gostar de pomba bem grossa como eu... que pensei no Moésio!

—Humm... depois de uma propaganda dessa hein? Retruquei, e ela deu mais risadas.

—O Moésio é gente fina Lulu, muito simpático e educado, e faz gostoso, eu não ia indicar um zé mané sabendo que eu e você temos o Rodrigo! Revelou Fabiana, me convencendo.

—Tem trepado muito com o Rodrigo? Indaguei, meio... enciumada sim.

—Muito não... depois daquele dia, só mais uma vez! Respondeu Fabiana, sorrindo sapeca.

—Fez anal? Perguntei, tesa só de imaginar, ouvindo em minha mente os gemidos dela...

—Fiz né! Ele quis... e eu tive que dar! Respondeu a safada, sorrindo sapeca, e rimos muito.

—Ok, e... esse Moésio mora aqui no bairro? Indaguei, curiosa.

—No bairro vizinho, mas... ele tá na minha banca agora! revelou Fabiana. Pasmei...

—Sério Fabiana? E o seu filho? Não desconfia? Questionei, bestificada. Ela retrucou:

—Que nada Lulu, eu já combinei o esquema com o Moésio, o Kauã nem sonha!

—Ah... e você... quer que eu vá lá conhece-lo? Questionei, meio apreensiva.

—É... a ideia é essa né? Por que acha que vim? Replicou a devassa, sorrindo sapeca.

—Ah Fabiana... mas pode dar bandeira, o seu filho vai estar lá! Rebati, meio tensa.

—Lucianaa... relaxa meu amor... eu manjo do esquema! Rebateu, e então assenti.

Saímos da sala de aula, e quando estávamos prestes a sair da escola, Valdo deu uma rápida relada no meu ombro e comentou sussurrando, mas pude ouvir:

—O Moésio é gente fina, tu vai gostar! Parei de andar e fitei o vigia, estupefata, e ele deu aquela risada maliciosa, Fabiana riu também, então indaguei, sorrindo admirada:

—Ah... então é armação de vocês? A dupla deu risada.

—Ah, a Fabiana comentou...e o Moésio é gente boa! Replicou Valdo, sereno e me convencendo de vez. Bem, do jeito que eu estava ansiosa, talvez topasse a trepada hoje...

Fomos até a banca de Fabiana, e de longe vi o macho conversando com Kauã. De fato era feio sim, mas não horrível, horrendo, alguém que me fizesse virar a cara com nojo. Moreno um pouco mais escuro que eu, da minha altura, cabelos crespos baixos e grisalhos, olhos médios, nariz largo, boca média e lábios finos em um rosto cheio e sem barba. De longe vi uma barriga de chopp, porém, nada exagerada, o corpo era meio desproporcional, com braços largos, mas pernas não tão grossas, e segundo Fabiana, a qual me revelou no caminho, ele tinha 52 anos.

Moésio trajava uma camisa gola polo branca com detalhes azuis e uma bermuda cáqui meio frouxa, mas que embrulhava algo chamativo sim, algo que talvez fizesse valer a pena deixar com que meu corpo se unisse ao dele em uma trepada, pois sendo bem sincera, eu estava indo na confiança, induzida pela propaganda que a ambulante e o vigia fizeram dele, mas principalmente por Fabiana, que enalteceu enfática o dote do macho e sua competência sexual.

Fabiana também revelou que Moésio trabalhava como mestre de obras em uma construtora, e sobre isso não dei bola, eu não tinha preconceito com grau de instrução ou profissão, pois já trepei com encanador (Fonseca), o próprio Valdo (guarda escolar, mas o chamamos de vigia), e alguns fedelhos que sequer tinham vontade de vender bala no sinal, então esse detalhe era irrelevante, o que importava, além do dote, é claro, era educação...

Assim que chegamos, Moésio me devorou com seu olhar, mas soube empregar charme na investida, mostrou postura, e mesmo sendo feio, deu um sorriso aconchegante e sincero.

—Mãe, esse senhor veio encomendar um bolo e salgados! Disse Kauã, e fitei Fabiana. Ali vi a dissimulação perfeita no olhar, tanto dela, quanto de Moésio.

—Tá certo meu amor, obrigada, agora vá pra casa que daqui a pouco você tem escola e não pode se atrasar! Vai, vai meu filho! Retrucou Fabiana, enxotando o rebento, que assentiu e se foi em passos apressados, sem sequer olhar para trás. Tive de virar o rosto para rir discreta.

—Bom dia, tudo bem com você? Cumprimentou Moésio. A discrição foi tanta, que sequer demos as mãos para o cumprimento. Apenas assenti com a cabeça e retribuí:

—Tudo ótimo comigo, e com você?

—Melhorou 100% agora! Replicou o macho, e demos risada.

Incrível. As pessoas passavam por nós e sequer nos olhavam, a conversa totalmente formal e em certos momentos, codificada, fluiu de forma maravilhosa, realmente aquele comedor feio sabia conversar, e propôs com extrema sutileza o encontro comigo. Claro que durante o papo, trocávamos olhares lascivos, e notei nitidamente o pacotão se formando, e ele conseguia disfarçar sua excitação, pois não só eu era gostosona, mas Fabiana também...

Após uns 30 minutos de conversa descontraída, Fabiana deu o bote:

—E aí Lulu? Aprovado?

—Er... sim, gostei, mas... gostaria de conversar mais um pouco... no WhatsApp, pode ser? Respondi, quase sacramentando a trepada, mas dando uma de difícil, é claro.

—Opa, na hora, sem problemas, é tudo no seu tempo! Disse Moésio, muito sereno.

Os dias se seguiram, e conforme sugestão de Fabiana, comprei outro celular, um pereba de 600 reais mesmo, parcelado em três vezes, só para usar o “zap” mais tranquila e de fato, manter as rédeas dessa minha nova, surreal e inacreditável vida sexual, esse admirável mundo novo do sexo para o qual fui tragada e me compelia cada vez mais a não sair dele...

Suzy excluiu meu número principal e adicionou o do celular novo no grupo do clube no WhatsApp, e após me reapresentar a todos, os quais sempre me tratavam com muita cordialidade, troquei ideia com Moésio, e no privado eu soube mais sobre ele. Era divorciado, pai de três filhas, das quais uma morava com ele. Foi um papo muito bacana e sincero, então...

SÁBADO, 13 DE ABRIL DE 2019.

O corno viajava à trabalho, e claro que veria sua puta, só que nem me importei, apenas aguardei o motorista vir me pegar em casa. Eu trajava um vestido com um discreto decote em V, estampado de flores e com fundo branco, de mangas médias, comprimento até metade da coxa e um pouco frouxo, com uma sandália de salto médio, bem perfumada e com sede de trair, não mais de me vingar, apenas... trair... enganá-lo como ele achava que me enganava...

Marcamos em um motel da capital às 14h, motel esse que tinha parceria com Suzy e dava descontos aos membros do grupo, e claro que Moésio arcaria com a despesa, pois o interessado é que tinha de cuidar de tudo que o encontro onerava. Por volta de 13h25, o WhatsApp do novo celular que comprei apitou uma mensagem, a qual era do motorista:

“Chego aí em cinco minutos minha linda”. Respondi com um “ok, meu amorzinho”.

Pontualmente às 13h30, ouvi duas buzinadas curtas lá fora, e saltei do sofá, com aquele tradicional frio na barriga, e fui depressa, o carro que me aguardava era um belo Ônix prateado, de quatro portas. Olhei ao redor e não havia praticamente ninguém na rua naquele horário, porque até mesmo as fofoqueiras evitavam o sol escaldante e o calor absurdo do horário em que eu estava saindo de casa, então entrei pela porta traseira do veículo rapidamente.

—Boa tarde, tudo bem? Cumprimentei, eriçada ao ver o motorista, pois era um gato.

—Boa tarde, melhorou agora! Respondeu o homem, dando aquela indireta sapeca e ri.

Ele era branco, alto, cabelos castanho-escuros lisos, mas com um penteado meio arrepiado. Olhos amendoados e meio puxados, nariz médio, lábios finos e boca média em um rosto com uma barba ralinha, mas bem-feita. O corpo era esbelto, revestido com uma camisa gola polo cinza com detalhes pretos e uma calça jeans azul-escuro. Esportivo e bem charmoso.

—Você é do grupo né? indaguei, enquanto ele manobrava o retorno para partirmos.

—Como sabe? Replicou o homem, me fitando pelo retrovisor e sorrindo, surpreso.

—Tive a intuição de que você é membro, pois tem aquele ar de amante! Muito prazer, sou Luciana! Repliquei e me apresentei, estendendo a mão para o belo macho, que sorriu.

—É... sou membro sim, me chamo Robério, o prazer é todo meu, e... seja bem-vinda ao grupo! Cumprimentou o comedor, que deu aquela olhada marota bem dentro dos meus olhos.

—Obrigada, mas... um membro do grupo trabalhando como motorista? Comentei.

—Sou taxista e Uber, aí quando não tô trabalhando na função ou em algum encontro, faço umas corridas pra Suzy, eu moro aqui no centro do município, então dá pra fazer! Explicou.

—O importante é faturar, meu querido! Comentei. Robério assentiu e rimos.

—Você é nova no grupo né? Já teve seu primeiro encontro? Perguntou Robério.

—Sim, foi semana passada! Respondi, meio acanhada.

—Puxa... que cara sortudo esse hein? Digo isso porque chove de convite quando entra uma mulher novata, e principalmente linda como você! Disse e galanteou o macho. 

—Obrigada, mas... e você? Tem muitas propostas? Deve ter! Indaguei e comentei. Já estávamos fora do meu bairro e entramos na rodovia que seguia para a capital. Robério explicou:

—Tenho uma média razoável, já tive muito no começo, mas depois que a gente arruma as fixas e soma com a rotina sufocante do trabalho, aí pisamos no freio! Ultimamente eu tô participando mais de eventos, porque em evento não tem essa burocracia e logística toda!

—Burocracia? Você fala... de conversar e ver se rola afinidade? Questionei, surpresa.

—Isso...  em evento o tesão tá nas alturas, todo mundo se entrega, porque sabe que ali todos querem sentir prazer, então a burocracia fica pra depois da transa! Disse Robério. Ri alto.

—Então você não gosta de ter trabalho para conquistar uma mulher? Aticei.

—Não é isso, entenda, eu tenho encontros, converso de boa com a parceira e nunca decepcionei no papo, porém, dou prioridade a eventos porque é mais dinâmico, você tá no gás ali, todo mundo se joga e a afinidade acontece na hora do sexo! É o caminho mais fácil? É, mas estamos num grupo onde as pessoas... só querem prazer! Retrucou o macho, bem sereno.

—E... que eventos são esses onde as mulheres se entregam assim? Indaguei, curiosa.

—Ah, é em surubas, a gente é convidado e vai, lá a putaria rola solta; tem bebida, só não drogas, é claro, e isso não rola porque SEMPRE tem um reservado no meio da galera, e também porque os participantes são bem selecionados, gente decente, que gosta de curtir de boa, e como a mulherada sabe que não tem zé mané, aí confia e se entrega! Completou Robério.

—Humm... tenho vontade de participar de um evento desse! Falei, eriçada. Metade do percurso ficou para trás, pois era praticamente uma reta só e quase sem trânsito.

—Se não me engano, mês que vem tem um passeio de escuna, 20 pessoas, aí é só falar com a Suzy e se inscrever, e se tiver vaga, é só curtir! Respondeu Robério, e estarreci.

—20... pessoas? Transando em uma escuna? Questionei, impressionada.

—Sim... é suruba minha linda, bacanal pesado! Ratificou Robério, que riu. Assenti.

Robério tinha 29 anos, morava sozinho no centro comercial do município onde resido, sem esposa ou namorada, apenas mantinha um caso com suas três fixas, duas delas casadas, e esse detalhe me deixou sim muito interessada nele. Alternamos o assunto entre sexo e outros temas, e realmente o cara não decepcionou no papo, era muito centrado, culto e agradável...

Chegamos ao motel em quase 20 minutos, e ao descermos um pequeno declive, de longe vi Moésio em frente à suíte, e seu carro estacionado na mesma. Era um Palio cor vinho. Tirei o envelope com meu exame de HIV da bolsa, o qual fiz no dia em que comprei o celular, e claro que deu negativo, então me preparei, mas sentindo o tradicional frio na barriga.

—Quero voltar com você! Pode ser? Pedi e propus, já querendo abrir portas, as pernas, a xoxota, o cu, enfim... totalmente desejosa de trepar com aquele motorista roludo. Robério me fitou com tesão, em seguida escreveu seu número no verso de um cartão, me deu e disse:

—Hoje as corridas de Uber bombam, mas relaxe... eu venho te buscar sim, prometo! Ao ouvir isso, dei o bote, tasquei um beijo rápido na boca do macho, depois sorri e saí.

Fui ao encontro de Moésio. Ele trajava uma camisa azul com listras douradas e finas, seguida de uma calça jeans meio justa, e de longe dava para ver o cacetão dele avolumado.

—Boa tarde Luciana, você tá linda, muito elegante! Cumprimentou e galanteou Moésio.

—Boa tarde! Obrigada! Respondi, apertando sua mão, depois trocamos beijos no rosto.

Suzy liberou Katiane da tarefa de cobrir o encontro, conforme solicitado por Moésio e corroborado por mim, então, após mostrarmos nossos exames um ao outro e nossa plena saúde se confirmar, adentramos a suíte, e a mesma era enorme e linda. Espelhos no teto, cadeira erótica, uma cascata artificial em uma das paredes, cama redonda e muito bem arrumada, banheira de hidromassagem, sauna e uma piscina nos fundos. Decoração lasciva e bem sugestiva, com um quadro grande de um casal se entregando ao prazer. Bacana.

Havia uma música sertaneja universitária tocando no ambiente, e tratei logo de desligar, pois nunca gostei de fazer sexo ouvindo música, principalmente esse “sertanojo” imbecil interpretado por esses cretinos afrescalhados de voz enjoada. Isso que eles chamam de “sertanejo”, deturpou totalmente o conceito real de música sertaneja, porém, essa deturpação não é de hoje, começou lá atrás, mas enfim.

Fiz um rápido asseio afim de aplacar o calor, o qual estava grande, mesmo com um gostoso ar condicionado na suíte. Moésio combinou de me esperar na cama, então, após me enxugar com a deliciosa toalha, vesti um roupão e fui até ele, toda sensual, com a xoxota tremendo de tesão só de imaginar a tão falada grossura de sua pica, elogiada por Fabiana.

Ao vê-lo deitado à vontade na cama, vi como seu corpo era realmente feio, assim como o rosto. O peitoral cheio, mas meio flácido e a barriga um pouco grande, somada aos pelos por todo o tronco de fato não eram nada aprazíveis, mas quando pousei meus olhos no volume sob a cueca box branca, o detalhe de sua pouca beleza começou a se esvair, então tirei o roupão.

—Minha nossa, você é um mulherão! Linda demais! Elogiou Moésio, encantado. Apenas sorri e me sentei à beira da cama, fitando aquele caralhão bem empacotado.

—Anda... levante-se e venha para que eu lhe veja melhor! Repliquei, atiçando.

No final das contas era tesão aliado ao fetiche. Meu fetiche por dotados, e realmente Fabiana estava certa, a beleza pouco importava, e sim o dote e a sabedoria de seu dono em usar esse dote, imprescindivelmente aliada a uma conversa madura, sensível e respeitosa.

Moésio sabia que não era atraente como um Rodrigo da vida, e por isso se esforçou em dobro para me conquistar e chegar ao seu objetivo, e me admirei ao ver o quão evoluída estava minha vida sexual, o quão apenas o cara ter um pauzão não era o suficiente a essa altura dos acontecimentos. Quando o macho se levantou e vi o tamanho do que me esperava, bem delineado, sendo apalpado por ele, que sorria e vinha até mim, sua feiura foi... abonada.

—Humm... o negócio aí quase não coube na cueca! Aticei, e Moésio sorriu sapeca.

Apalpei bem, senti o calibre, o comprimento, e Moésio alisou meu seio esquerdo, me fazendo gemer gostoso com seu toque, deixando o bico já duro, petrificado; aproximei meu rosto do volume grande e cheirei, beijei e mordisquei, em seguida abaixei a cueca, e minha xoxota melou na hora, pulsou de tesão. 20 centímetros depilados, retos, quase negros e quase sem veias, prepúcio cobrindo parcialmente uma glande rosada e menor que o resto, com bolas médias e claro, bem grosso, e engrossava mais do meio para a base... pirei de tesão... 

CONTINUA

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Olá queridos alunos, espero que esteja tudo bem com vocês. Farei meus comentários na parte final dessa microssérie, a qual vai surpreender deliciosamente a todos.

Bem, a grande maioria dos relatos dessa terceira fase são microsséries, minisséries e até séries. Histórias fechadas são raras, pois aconteceu muita coisa mesmo, sendo assim, peço paciência e agradeço aos leitores que comentaram e me enviaram e-mails. A putaria está escalando e logo vai ferver.

Beijos, tenham um dia maravilhoso, cheio de paz, vida e trabalho. 

lucycontistasexy@gmail.com

Comentários

  1. Oi Luciana,bom dia…mais um conto prá deixar a semana mais leve e gostosa…vou ler a continuação…bjs…BOTO

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  2. Oi Luciana,bom dia…mais um conto prá deixar a semana mais leve e gostosa…vou ler a continuação…bjs…BOTO

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  3. Seus contos sao puro tesão

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