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Segunda-feira.
Após um dos dias sexuais mais doidos de minha vida, onde transei com
dois pauzudos deliciosos, lá estava eu, sentada à mesa, na padaria, com o cu
cheio de pomada anestésica e ainda de ressaca, um pouco cansada sim, mas
plenamente satisfeita por adentrar esse mundo sexual novo e me deliciar com o
que ele tinha a oferecer. Apesar do desgaste físico, o momento era maravilhoso...
Eu trajava uma blusa florida, de mangas médias e uma saia indiana com
estampas psicodélicas. Por baixo, aquelas calçolas de velha, para que meu
cuzinho pudesse descansar, porém... uma certa pessoa, a qual não dava notícias
há um bom tempo invadiu minha mente. Sim, Rodrigo, o amigo de Juarez. Não nos
falamos mais desde que ele me deixou em casa naquele dia, e estranhei essa
distância do pastor, a qual começou a me maltratar.
Mesmo que eu transasse com 30 homens diferentes, Rodrigo sempre seria
meu número um; o melhor dos melhores era o pastor, contudo, eu sabia que nosso
lance... era só um lance, mas foda-se, eu não precisava de um novo marido e sim
de um comedor gostoso e safado, então resolvi ligar para ele, porém...
arregalei os olhos quando vi... Raimunda adentrando a padaria.
A coroa acenou e veio até onde eu estava, sorrindo, mas seu sorriso...
não era sincero, escondia uma angústia tremenda, e logo saquei que ela queria
desabafar alguma coisa.
—Bom dia Lulu! Cumprimentou Raimunda, que se sentou em seguida. A coroa
trajava uma blusa azul com detalhes brancos e uma calça jeans preta bem colada
ao seu corpão. Linda.
—Já sei... você veio me convidar para uma suruba! Brinquei, e Raimunda
deu risada.
—Dessa vez você errou safadona! Vim porque quero conversar um pouco com
você! Retrucou Raimunda, que denotava uma desolação penosa em seu semblante.
—Faz tempo que vejo você tão murchinha! O que foi meu amor? Comentei,
preocupada.
—Ah Luciana... o Ariovaldo se aposentou e vai embora para o interior!
Disse Raimunda.
—Então é isso que está entristecendo você né? Oh Mundoca... não fica
assim, não encare isso como um adeus! Indaguei e aconselhei, segurando a mão de
minha amiga.
—Não tem necessidade de o Valdo se socar no meio do mato Luciana! Aqui
no bairro ele tem a casa dele, e tem mato igual lá no interior! Desabafou
Raimunda, desolada. Tadinha.
—Raimunda, o Ariovaldo é um homem que cresceu no campo, no sertão,
labutando no roçado, cuidando de animais e rodeado pela família, então ele
sente saudade dessa vida, e após a morte da mãe, o pobrezinho ficou carente,
sentiu falta daquilo que foi o passado feliz dele, então meu amorzinho... tenta
compreender o lado do nosso amigo! Repliquei.
—Eu sei Luciana, mas ele poderia passar uma temporada lá e depois
voltar, não se mudar de mala e cuia! Como fica nossa história? Argumentou a
coroa, e a fitei surpresa.
Aff, o dia prometia viu, pois vi Rodrigo adentrando a padaria e o fitei impactada,
mas ao me vir, o pastor pauzudo deteve-se, pois percebeu Raimunda comigo à mesa,
então gesticulou um “depois” com os indicadores e se foi. Caralho, eu estava
com tanta saudade do meu gostoso supremo...
—Olha Mundoca, não seja egoísta, você e o Ariovaldo têm suas vidas e
não vão abrir mão delas para recomeçar, então deixe o homem ir! Repliquei, meio
aborrecida por ter perdido a chance de sentir a presença mais prolongada do meu
amante, e Raimunda me fitou pasma...
—Poxa Lulu, eu sei disso, mas... você poderia ao menos ser mais
sensível, sei lá, me ajudar a influenciar o Ariovaldo a continuar morando aqui!
Luciana... foi com ele que tudo começou, e eu vou sentir muita saudade dele,
ele vai fazer tanta falta! Replicou Raimunda.
—Raimunda, eu sou sim solidária e sensível ao seu momento de angústia,
mas o Ariovaldo é um “cabra véio” de quase 60 anos e já tem suas convicções bem
definidas; se você, que tem uma aproximação mais profunda com ele, não
conseguiu demover essa decisão, acha que eu vou conseguir? Retruquei, dando um
choque de realidade na coroa.
—Sabe Luciana... meu caso com o Celso, filho dele, é bem transparente e
maduro, eu gosto muito daquele rapaz, assim como do Cássio também, mas o
Valdo...! Disse a coroa.
—Você... se apaixonou pelo Ariovaldo né? Indaguei, bestificada.
Raimunda abaixou a cabeça e contraiu os lábios, e sua face enrubesceu, então
ela replicou:
—Olha Luciana... paixão é diferente de amor... eu ainda amo meu marido,
mas... sinto algo forte por aquele vigia safado sabe? E não é só pelos nossos
momentos íntimos, mas... ah Lulu, Luluzinha! Dito isso, a coroa deu um longo
suspiro e marejou os olhos. Meu Deus...
—Olha amiga... não sei em qual contexto começou seu lance com o Valdo,
mas... a gente não pode se apegar a alguém... se sabe que não pode ficar com esse
alguém por inteiro. Raimunda... isso não é justo com o Djair, porque ele fez
concessões difíceis, aceitou que você ficasse com outros; o caso dele não é o estereótipo
do corno manso, ele abdicou de sua honra de marido... porque a ama e quer te
ver feliz! Opinei, e Raimunda assentiu, impactada.
—Você tem razão... o Djair sofre muito, sofre caladinho, mas aguenta
porque confia no amor que sinto por ele; nosso amor tem uma história linda,
feita de momentos mágicos e inesquecíveis, mas o Ariovaldo... também me deu
momentos mágicos e inesquecíveis, e não digo isso com intenção de largar meu
marido e seguir com o vigia, mas...! Desabafou a coroa.
—Você está sofrendo porque vê a partida do Ariovaldo como uma ruptura
definitiva, quando eu tenho certeza que ele não rompeu nada com você só porque
vai se mudar! Pare para pensar, raciocine... o interior onde ele nasceu fica a
duas, sei lá, três horas daqui, e vocês têm carro, então bateu a saudade... é
pé na estrada! Argumentei, e Raimunda sorriu, mais animada.
—Ah, não sei Lulu, mas enfim... obrigada por me ouvir amiga! Disse a
mulher, segurando minhas mãos. Apertamos as mesmas e sorrimos uma para a outra.
Éramos MUITO amigas.
—Eu quero o seu bem, então conte comigo maninha! Respondi, e ela
assentiu...
Saímos da padaria, e prestes a chegarmos à escola, de longe vimos
Ariovaldo organizando a entrada dos alunos, com aquela cara de quem conta os
dias para se ver livre dali.
—Você talvez discorde de mim... mas eu acho que o Ariovaldo envelheceu
muito bem, é um coroa gato, charmoso e com tudo em cima! Comentou Raimunda.
—Não, não discordo, ele é bonitão e charmoso sim, e tem aquela
virilidade que está em extinção nos homens dessa geração “Nutella” dos dias
atuais! Comentei.
—Já parou para pensar no tipo de homem que vai aparecer para sua filha
quando ela estiver adulta, ou até adolescente mesmo? Indagou Raimunda, e a
fitei estarrecida.
—Oxe, é claro que ela vai saber escolher um homem decente, porque está
sendo criada para não se interessar por esses fracassos ambulantes! Eu nem me
preocupo com isso minha querida, tampouco ela, e minha princesa não pensa em
namorar agora! Retruquei, séria.
—Eu sei, perguntei isso porque vi minha neta com o namorado anteontem,
e pelo amor de Deus Luciana... é como você disse: um fracasso ambulante! Eu me
preocupo sabe? Me preocupo porque a mãe dela acha lindo o jeito sensível dele!
Desabafou Raimunda, injuriada.
—O conceito de sensível hoje em dia virou sinônimo de veadagem e
fraqueza de caráter! Um homem de verdade pode ser sensível sem passar recibo de
fresco, e o Ariovaldo é um homem sensível, mas muito macho! Vamos coroa!
Retruquei, e seguimos andando.
—Concordo Luciana, mas coroa é o seu cu tá? Rebateu Raimunda, e
gargalhamos...
Ao chegarmos à escola e sermos vistas por Valdo, o mesmo nos
cumprimentou:
—Bom dia meninas! Poxa, mas vocês tão lindas hoje hein? Ao ouvir aquele
elogio tão empolgado e sincero do vigia, fitei Raimunda, que me fitou e então
sorrimos.
—Bom dia Valdo, obrigada pelo elogio! Disse Raimunda, toda eriçada.
—Bom dia! Bastou ver a gente que você já ficou alegrinho né? Trocei, e
rimos.
—Ah, mas vocês me dão alegria quando chegam! Replicou Valdo. Isso é
sensibilidade.
Após o início de minha primeira aula, passei uma atividade para meus
alunos vagais e saí da sala, indo à procura do vigia para propor algo bem
safadinho afim de alegrar Raimunda, então o vi conversando com uma senhora da
limpeza, perto da cantina, e o chamei:
—VALDOO! Vem cá rapidinho! Ele me fitou, pediu licença a faxineira e veio
rápido.
—Diga Lulu, às ordens! Disse o coroa, prestando continência para mim.
Dei risada.
—Valdo... você pretende mesmo voltar para o interior? Indaguei, direto
ao ponto.
—Vou sim Lulu, minha aposentadoria já saiu, então... só trabalho até
maio, depois... volto pra minha terra e... vou curtir os anos que me restam no
meu chão! Disse Valdo, sério.
—M-Mas... sua aposentadoria já foi aprovada? Rápido hein! Indaguei e
comentei.
—O Cássio mexeu uns pauzinhos ali, o Miguel mexeu outros acolá... os dois fizeram uma mágica, aí... já
tô aposentado. Lulu, são 32 anos de serviço público, e boa parte desse
tempo... trabalhei como carcereiro, arriscando a vida no presídio, depois...
fui remanejado pra essa escola, e mais um bocado de anos se passou... e o
perigo que antes não era tanto, agora tá demais, então não tenho mais nervos
pra isso, não quero viver o resto da minha vida com medo! Explicou Valdo,
sereno.
—Entendo... você está certo, mas... como fica a Raimunda? Indaguei,
preocupada.
—Ah... é só uma mudança de endereço, não acabou nada entre a gente, só
que ela não entende isso; ó, daqui pro interior onde nasci dá 90 minutos de
carro a 80, a Raimunda gasta quase o mesmo tempo pra ir da casa dela pra casa
do Celso, que é na capital, e eles mal se veem direito por conta da rotina
dele, que é escrota, então ela tá sofrendo de besta, porque eu não vou voltar pra
lá e esquecer que vocês existem, ainda mais ela! Replicou Ariovaldo, bem
sensato.
A paixão desperta a puerilidade em nós, e não adianta querer ser
racional...
No intervalo, vi Raimunda saindo de uma sala de aula e indo não sei
para onde, então, para não perde-la de vista a chamei, pois para meu intento
dar certo, ela tinha de topar:
—MUNDOCAA, vem cá coroa! Ri ao vir Raimunda me fitar com os olhos
semicerrados.
—Eu ainda vou te dar uma mãozada por você me chamar de coroa viu?
Retrucou a coroa, indignada, mas riu depois. Ri e a abracei, então a convidei
para irmos à cantina...
—Conversei com o Ariovaldo há pouco! Revelei. Estávamos aguardando
nosso suco de abacaxi com hortelã, que acabou sendo o sabor favorito dela, de
tanto que eu tomava e tomo.
—E aí? Ele desistiu de voltar para o meio do mato? Questionou Raimunda,
radiante.
—Não Raimunda, não desistiu, e eu dou razão a ele... o Ariovaldo é um
homem muito centrado, e espera o mesmo de você! Sabe Mundoca... ser feliz no
final das contas... sempre será um anseio individual, e nem sempre a outra
parte vai concordar, e... se o vigia crê que vai ser feliz no interior... ele
vai, só que... o nosso amigo jamais vai esquecer de nós, entende? Não é um
adeus, você não deve encarar dessa forma! Respondi, serena, e a coroa assentiu.
—S-Sim... entendi! Disse Raimunda, com os olhos marejados. A abracei
forte. Tadinha.
—Vamos dar uma despedida digna para o nosso querido amigo! O que acha?
Propus.
—D-Despedida? Ah safadona, safadona, para vai! Indagou e disse
Raimunda, rindo.
—É Mundoca... uma despedida bem gostosa, daquele jeitinho! Bora! Aticei.
—Na casa dele? Indagou a coroa, curiosa... e eriçada sim. Ê parceira
boa de putaria...
—No Laboratório de Ciências! Sussurrei, e Raimunda arregalou os olhos.
—Quê? Ficou doida? Ali agora é arriscado! Replicou a coroa, tensa.
—Arriscado o quê Raimunda, nunca demos bobeira, você sabe que não tem
ninguém aqui no sábado, só o vigia noturno, e ele chega ás 18h! Retruquei, sussurrando,
mas enfática.
—Como é? Vocês... querem repetir a suruba no Laboratório de Ciências?
Questionou Ariovaldo. Os alunos e os demais docentes já tinham saído. Conversávamos
perto da quadra.
—Isso, é nosso presente de despedida antes de você ir para o interior!
Falei, excitada.
—Puxa... que bacana, gostei da ideia, é... massa mesmo! Disse o vigia,
animado.
—O Claudionor ainda está vivo? Nunca mais soube dele! Comentou Raimunda,
e rimos.
—Vivo ele tá, mas... se não me engano mora em São Paulo agora! Revelou
Ariovaldo.
Cogitei chamar Rodrigo, mas certamente o dote do pastor assustaria
Raimunda. Ou não?
—Alguma sugestão dentre seus amigos? Instiguei, torcendo para ele
chamar Rodrigo.
—Eu... gostaria que fosse só nós três! Disse Raimunda, e a fitamos com
surpresa.
—Por que? Indaguei, curiosa, pois a coroa curtiu MUITO a suruba do
carnaval, e agora...
—Foi um momento só nosso; quatro pessoas só faria sentido se o
Claudionor estivesse também, e... se vamos reviver um evento tão íntimo e que
mudou nossas vidas como mudou... o faxineiro não faz falta, mas ao mesmo tempo é
insubstituível! Disse a coroa, e me arrepiei.
—Entendi Mundica... pra você... foi mais que sexo! Comentou Ariovaldo,
sereno.
—É parte da nossa história... então... só diz respeito a nós, e é por
isso que não tem vaga para alguém alheio a tudo que essa história representa!
Replicou Raimunda, e assentimos...
—E aí cabra bom? Vai dar conta de duas sozinho? Indaguei, atiçando, e
Valdo riu.
—Você sabe que não arrego, dou mais gás que muito molecote de 18 anos!
O véio aqui foi criado no caldo de feijão, na rapadura, no tutano do osso, no
pirão, e esses braços aqui ajudaram no engenho da minha mãe desde pequeno,
fazendo farinhada, goma, roçando a terra e plantando, então o véio aqui é um
“podo”! Retrucou Ariovaldo, mostrando seu muque.
Nem preciso dizer que minha xoxota chorou ao vir aquele bração largo e
com o bíceps bem saliente do coroa. É... era um sessentão enxuto sim,
explodindo macheza e virilidade.
—E você pretende me deixar sem tudo isso... “véio” abestado! Disse
Raimunda, mordendo o lábio inferior e louca para beijar o vigia, mas ali no
pátio... era impossível.
Só após aquela fala da coroa, entendi porque ela não queria o quarto
integrante masculino em nossa surubinha nostálgica, porque aquele momento seria
mais dela do que nosso, aquela despedida tinha mais significado para ela, do
que para eu e o vigia.
Percebem a dimensão do que foi a orgia no Laboratório de Ciências
agora? Não sei se consegui retratar de forma tão palatável assim aquele evento,
mas ele foi o divisor de águas de nossa sexualidade. Antes, durante e depois,
aquela suruba chacoalhou nosso ser, e nos fez constatar... que valia tudo pelo
prazer e para ser feliz, porque tanto eu, quanto Raimunda, ao nos entregarmos
àquela proposta sexual tão surreal e inacreditável... buscávamos ser felizes...
SÁBADO, 20 DE ABRIL DE 2019, O DIA DA DESPEDIDA DE ARIOVALDO.
Um considerável período de abstinência sexual. Recusei encontros,
discuti com o corno e surpreendentemente, consegui mais evidências de que ele
me traía, como uma nota fiscal de um kit de perfumes Kenzo original, CARÍSSIMO.
Só um frasco pequeno beirava os 300 reais, e claro que aquele presente não era
para mim. Além disso, tive acesso a fatura do cartão de crédito do galhudo, e
vi que ela estava bem incomum. A puta devorava todo o dinheiro dele; a puta e o
filho da puta, pois haviam compras em lojas de brinquedos e de roupas infantis.
Se eu tivesse a chance de flagrar os dois, teria a prova definitiva e
procuraria Miguel, mesmo que ele não quisesse transar comigo por eu ser casada,
mas, creio que seria impossível, pois se o boizão via a amante durante suas
viagens profissionais, ou “profissionais”, deduzi que sua concubina morava no
interior, e como o chifrudo viajava muito para os municípios a trabalho,
certamente conhecia muita gente por onde passava... e estreitava laços.
Puta que pariu... nunca fui uma mulher esbanjadora, que exigia só
coisas top de linha de meu marido; eu entendia nossa realidade financeira,
entendia nossas prioridades, entendia que para nossos projetos terem êxito, não
podiam se render a futilidades, como um perfume feminino Kenzo original, o qual
tiraria parte do alimento da boca de nossa filha caso fosse comprado, e mesmo
após eu ter me tornado servidora pública, jamais comprei esse perfume ou
ganhei, porque sempre fui consciente com meu dinheiro e o do corno, e agora
vejo isso...
Na sexta-feira, um dia antes nossa suruba, Sueli fez uma linda
homenagem a Ariovaldo, reunindo todos os docentes e funcionários no pátio,
anunciando a despedida de nosso querido guarda escolar, o qual chamávamos de
vigia, porque ele também trabalhou como guarda noturno durante um período. Foi
um momento cheio de emoção e sinceridade. Aquele homem era muito querido e
respeitado por todos nós. Flagrei Raimunda chorando algumas vezes, discretamente...
Nem precisei inventar uma história para o corno, pois no sábado ele
trabalha, então, trajando um vestido de mangas curtas e comprimento quase até o
joelho, meio justo e estampado de flores com fundo róseo, lá estava eu na
escola, 9h, diante do portão, prontinha.
Frio na barriga? Claro que sim, mas uma ponta de desolação também, então
liguei para o vigia, pois não ia bater no portão e nem gritar por ele. Aquele
revival tinha de ser discreto, então, após avisar a Valdo que cheguei, esperei.
Vi a banca de Fabiana a alguns metros, e a ambulante atendia seus clientes,
sempre cordial e mantendo sob segredo sua intimidade. Que vontade de chamá-la, mas não ia dar certo.
Valdo abriu parte do portão da escola, e trajava o uniforme de guarda
escolar para que ninguém suspeitasse de nada ao vir eu e Raimunda indo
“trabalhar” em pleno sábado. Ouvi um carro se aproximando, e reconheci a coroa,
que veio de uma vez, ficando no ponto para adentrar o colégio. O coroa abriu o
portão inteiro e ela entrou, entrei também e ele o fechou.
Raimunda saiu do carro, trajando também um vestido, mas todo preto, justinho, com mangas médias e um decote em V, com babados no mesmo; ela correu em direção ao coroa e deu-lhe um abraço apaixonado, o qual foi correspondido por ele. Fiquei mexida com aquilo, então me dirigi ao casal, e tomei sim a liberdade de abraçar Ariovaldo também, porque aquela história de fato era só nossa, e digo isso não só pelo que aconteceu no Laboratório de Ciências, mas por TUDO que antecedeu aquele evento tão especial e surpreendente para nós até hoje.
Antes de ser meu amante, Ariovaldo era meu AMIGO.
—Vocês tão lindas demais, nossa, agora fiquei na dúvida se vou dar
conta das duas! Comentou Ariovaldo, analisando nossos corpos vestidos, e demos
risada.
—Ah, não tomou o caldo de feijão com farinha e rapadura não? Trocei, e
gargalhamos.
—Sim, sim, tô preparado, e... eu me sinto o homem mais sortudo do mundo
por ter a honra de curtir momentos tão bacanas e especiais com vocês duas; eu
jamais pensei que nossa amizade chegaria a esse nível, então... tô muito feliz!
Desabafou Ariovaldo, com uma sinceridade genuína no olhar.
A emoção nos tomou, eu e Raimunda abraçamos o coroa e choramos.
Entendem agora o conceito de sensibilidade? Ariovaldo era um homem rústico e
machão, mas era sensível, e isso fazia sua masculinidade ser ainda mais
atraente e nos deixar tesas, doidas para trepar com ele.
—Ah Ariovaldo, vou sentir tanto a sua falta meu amor! Fica, não, não me
deixa! Pediu Raimunda, abraçada ao vigia e chorando. Ali vi o peso da história
entre ambos. Coitado do Djair...
—Eu nunca vou esquecer você Raimunda! Disse Valdo, e o casal se beijou.
—R-Raimunda... vamos curtir o agora... por favor... a gente veio...
para isso, não acabou nada minha amiga! Pedi, com a voz embargada. Raimunda me fitou e me
abraçou, e o vigia desabafou:
—A Lulu tá certa Mundica... eu adoro você... e nunca vou deixar pra
trás a nossa história, nunca vou esquecer o primeiro dia em que te senti nos
meus braços, como aquilo foi importante pra mim, e como a nossa cumplicidade é
gostosa; você e a Luciana... não são só duas parceiras de sexo, são mais que
isso: são duas mulheres dignas de todo o respeito e admiração!
—Obrigada meu amor... eu também nunca vou te esquecer, agora vamos, vamos
que eu quero me acabar nessa rolona gostosa meu “véio”, quero sair daqui
rebocada! Replicou Raimunda, enxugando suas lágrimas e sorrindo. Fiz o mesmo,
Valdo assentiu radiante e fomos...
Nossos passos eram ansiosos, ríamos como adolescentes irresponsáveis,
que dominados pelo tesão, estavam dispostos a fazer qualquer sandice para
aplaca-lo, então chegamos ao Laboratório de Ciências, o qual estava fechado. Só
de ver aquela porta, gemi baixo.
Ariovaldo abriu a porta do Laboratório de Ciências, e um arrepio tomou meu corpo e certamente o de Raimunda também, porque a sensação, o tesão daquele dia... se renovou, o dia em que eclodimos e evoluímos nossa sexualidade, deixamos os pudores de lado e nos convencemos de que devíamos nos entregar sem culpa e sem medida ao prazer...
CONTINUA
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Olá queridos alunos.
Particularmente eu não gosto de postar na sexta ou sábado, pois os acessos ao blog caem bastante no final de semana, mas resolvi abrir essa exceção, isso porque na semana que vem não haverá postagens. Eu sei que é chato outro hiato, mas preciso resolver assuntos pessoais sérios, contudo, espero não me alongar demais na ausência das postagens, farei o possível para que tudo seja resolvido rápido.
Este é o centésimo registro escrito de minhas aventuras sexuais, e não poderia ser pouca coisa, o revival da suruba do Laboratório de Ciências, mesmo sem Claudionor, foi maravilhoso e tão cheio de devassidão e sacanagem quanto o anterior. Talvez alguns achem o primeiro evento melhor, e eu entendo, mas aqui o contexto é outro, a mentalidade é outra, e um conselho que dou é: NUNCA subestimem um evento sexual onde eu e Raimunda somos as protagonistas...
E o Terceiro Ato tem muito disso, muitas reflexões, divagações, dilemas e caraminholas que botei na cabeça na época por conta dessas redescobertas sexuais. Tudo isso aliado a putaria que vai rompendo seus limites tanto físicos, quanto morais, e quem quiser e tiver paciência de acompanhar essas mudanças gradativas, as quais esmiucei, vai aproveitar muito melhor a leitura e explodir de prazer no final, principalmente quando Raimunda resolver chutar o balde.
A foto de hoje foi o pedido de um leitor especial, o qual troca e-mails quase que constantemente comigo; ele queria uma imagem nessa pose. Espero que goste e eu sei que você e seu amigo vão gostar.
Beijos, tenham um final de semana maravilhoso, cheio de paz e vida. Que a semana vindoura de vocês seja produtiva, abençoada e com muito prazer.
lucycontistasexy@gmail.com
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Comentários

ahhhhhhhhhh! que maravilha.....adorei, como sempre...eu e meu amigo ficamos muito felizes.!!!!!
ResponderExcluirTesão de conto Luciana…esta foto realmente está maravilhosa…te homenagiei.
ResponderExcluirProfessora mais que linda. Que foto maravilhosa.
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