095 - O PRIMEIRO ENCONTRO – PARTE 1

         


        —Eu ia convidá-lo para entrar, mas estou vendo duas fofoqueiras perigosas mais adiante! Comentei, ao chegar com Rodrigo e reparar em Anastácia e Cremilda, uma dupla de fuxiqueiras profissionais, que são capazes de arrasar um quarteirão com suas fofocas.

—Que pena, mas é assim mesmo; fofoca existe em todo lugar! Disse Rodrigo, desolado.

—Mas agora você sabe onde moro. Fico sozinha em casa das 11 às 18h, então... venha quando quiser, quando quiser desabafar ou... despejar seu tesão em mim, pois eu quero vê-lo feliz, assim como sou feliz com você! Retruquei, alisando sua coxa e apalpando sua tora depois.

—Essas mulheres passam o dia inteiro na calçada né? indagou Rodrigo, acarinhando minha mão sobre sua rolona bem dura sob a calça. Fiquei com tanta dó, pois ele me queria sim.

—Oh meu amor... você queria entrar? Queria? Perguntei, pois ele gritava esse desejo e apertei bem seu pauzão, e o macho ofegou. Tadinho... ele me fitou com aquele olhar pidão.

—Queria, mas... não posso coloca-la em risco e me arriscar; você é muito importante para mim, então é melhor nos frearmos agora... para curtirmos sempre! Replicou o pastor, que deu um suspiro aflito e apertou minha mão, a qual seguia apertando sua rolona deliciosa.

—Tudo bem meu amor... eu sei, você está certo! Repliquei, e tirei a mão de sua tora.

—Vamos nos falando durante a semana, e... aproveite bem seu início no grupo, curta bastante, analise as propostas, pois existem parceiros muito legais e cavalheiros, que vão lhe proporcionar momentos especiais e memoráveis!  Aconselhou o pastor, e assenti...

—Isso não o deixa chateado? Saber que posso me envolver com outros? Questionei.

—Como cheguei até você? Através de qual evento meu interesse pela sua pessoa foi despertado? Responda! Retrucou Rodrigo, me deixando destreinada com sua perspicácia.

—A... s-suruba na casa do Batista! Respondi, acanhada, e o macho sorriu.

—Ali você se envolveu com três homens que fizeram o que fiz durante muitos anos, e nunca depreciamos o caráter de mulher alguma que participa de surubas, depois vira fixa de alguém e continua se envolvendo com outros, porque nesse meio sexual em que vivemos... isso é comum, então está tudo bem, mas claro... se por ventura algum rapaz a desagradar ou lhe faltar com o respeito... aí vai ter de se ver comigo! Explicou Rodrigo. Assenti, mas repliquei:

—Acho que você se esqueceu de excluir o Clécio dessa estatística!

—Não, não esqueci, porque o que aconteceu com o Clécio foi um descontrole emocional devido a atitude de Daiane e Miguel, então ele não mediu as palavras, não mediu seus impulsos, e isso é compreensível e previsível, porém, antes disso tudo, você não pode negar que foi bem tratada por ele do início ao fim do evento, pois eu o conheço bem! Treplicou o pastor. O fitei admirada.

—S-Sim, ele... foi muito bacana comigo! Respondi, admitindo. Rodrigo assentiu...

Já em casa, após a partida de meu amante sábio, refleti bastante sobre as palavras ditas por ele no tocante aos cuidados que eu deveria ter daqui para a frente. De fato minha vida sexual havia mudado, e de maneira drástica e imprevisível, então eu precisava sim de uma estratégia para não me dar mal. Depois de uma bela ducha relaxante e deitada em minha cama, trajando uma camiseta florida e média, seguida de uma calcinha pequena, safadinha e fui tomada de ansiedade para conferir meu WhatsApp para ver se haviam propostas, e quando o abri...

Que susto levei ao ver mensagens privadas de nove pretendentes, todas me desejando boas vindas, fora as do grupo, que me saudavam. Todos os recados eram muito cordiais e respeitosos, e me surpreendi. Claro, algumas propostas eram bem diretas, mas como se tratava de um clube do sexo, não dava para exigir muita polidez dos interessados. Ou dava?

Como escolher? Como aceitar? Os homens do grupo eram todos pirocudos, sendo assim, qual seria o critério para aceitar um encontro? Beleza? O pau maior? Mais grosso? Ai, ai... se bem que um pau mais grosso que o do meu pastorzinho cafajeste seria praticamente impossível.

Já que pauzudo tinha de sobra, só os quesitos beleza e inteligência poderiam me despertar interesse, porque a mulher que sai da cama de um homem com a sapiência do Pastor Rodrigo, jamais pode se deitar na cama de um brucutu que fala errado, por mais pirocudo que ele seja, então meu crivo seria bem cruel, e o risco de NENHUM me interessar era grande.

Entretanto, eu não poderia me prender ao pastor, pois ele tinha mais quatro amantes, e já havia deixado bem claro que dava atenção a todas, sendo assim, eu tinha de ser mais flexível e não exigir tanto assim do intelecto de um interessado, então, desligar um pouco o cérebro e me ater a educação e respeito, aliados a um papo agradável e seguro, já seriam suficientes.

Dei uma olhada nos membros no grupo do clube do WhatsApp, e perdi a conta várias vezes, pois era muita gente, mas constatei indubitavelmente que a maioria eram mulheres e membros LGBT (não sou obrigada a decorar essa sigla); homens mesmo contei uma quantidade até satisfatória, na faixa de quase uns 20, e tendo em vista que não é fácil encontrar pauzudos por aí, e provavelmente alguns são reprovados no teste, era sim um número bem expressivo.

Durante o tempo em que fucei no “zap”, mais mensagens de interessados surgiram, e mais dos que já haviam me enviado antes. Meu Deus... será que eu conseguiria administrar isso? Eu costumava falar com minha filha na hora em que o corno estava em casa, sendo assim, precisaria ter muita atenção e pensar em uma forma de organizar e controlar essas abordagens.

“Obrigada pelas mensagens tão carinhosas pessoal, porém, só poderei responder e dar atenção a todos, das 11h às 18h, pois meu marido não sabe que o traio e sou membro do grupo, então, agradeço desde já a compreensão e vou analisar carinhosamente cada proposta”.

Os membros online agradeceram minha atenção e me desejaram bons encontros, convidaram para eventos e mais pessoas, maioria mulheres e casais, chamaram no privado, e quando dei por mim, perdi novamente as contas de quanta gente puxava conversa comigo. Uau, me senti tão acolhida, que por uns instantes pensei estar em outro planeta, sério...

Comecei a ler as mensagens pendentes de baixo para cima, e como sei lidar com as pessoas por ser professora, fui respondendo com amabilidade, mesmo já desinteressada de vários candidatos. Era surreal e inacreditável, porque seria humanamente impossível aceitar todas as propostas, e olha que haviam homens bem bonitos e charmosos, mas outros nem tanto, então deixei algumas intenções em aberto, justamente as que me deixaram mais instigada. No final das contas, o fator “pau grande” era um atrativo, mas não era o fator determinante, a conquista, a sedução e afinidade ainda comandavam tudo...

Faltavam duas mensagens para finalmente ler todas, e meus dedos doíam de tanto digitar, foi quando arregalei os olhos ao vir a penúltima das mensagens...

“Olá Professorinha Fogosa, ou melhor, Luciana. Seja bem-vinda ao grupo, e gostaria muito de ter o prazer em curtir um momento só nosso, conforme propus antes. Adorei lhe conhecer no carnaval na casa de praia, não te esqueci e senti muitas saudades”.

O remetente era... Guillaume, o francês pauzudão, gostoso, e um dos melhores machos com quem transei naquela suruba do carnaval, e claro que eu daria atenção a ele...

“Oi Guillaume, tudo bem com você? Ainda está no Brasil?”. Indaguei, bem surpresa.

“Sim, ainda não voltei para o França, ganhei mais uns dias de férias, mas no semana que vem volto, então gostaria muito de um despedida com você, se possível”. Respondeu o gringo.

“Ah, tudo bem então, vamos marcar”. Respondi, topando, porque fiquei afim de lhe dar essa despedida, ele foi muito carinhoso e legal comigo; claro, os demais também foram, porém, o francês e o comedor da Foda Cega, que eu sempre suspeitaria ser Miguel, se sobressaíram...

“Puxa, que legal, fico muito feliz. Pode ser quarta?”. Respondeu e propôs o gringo, com empolgação e um emoji que denotava claramente isso. Era uma sinceridade bacana.

“Por mim está ótimo”. Topei, porque dificilmente o corno se ausentaria no próximo final de semana de novo, então no meio da semana seria bem tranquilo e mais seguro.

“Excelente. Podemos almoçar juntos se você quiser, o que acha?”. Respondeu Guillaume, me convidando. Sorri empolgada, mordi o lábio inferior, bem excitada e respondi:

“Fechou meu amorzinho, quer me aproveitar a tarde todinha é?”. Indaguei, provocando. Guillaume mandou um emoji de risinho malicioso e dei risada, já com a xoxota bem úmida...

“Você é mais que uma parceira sexual fantástica, é uma mulher linda e digna do melhor tratamento possível, eu gostei muito de seu pessoa”. Retrucou o gringo, galanteando.

“Obrigada meu querido, então está combinado. Me passe o endereço da pousada onde você está hospedado, que eu irei até aí para termos uma tarde inesquecível”. Repliquei.

“Eu mando motorista lhe buscar, e você não precisa fazer exame, mas se quiser eu faço e mostro sem problema”. Respondeu o francês. Bem... era nosso segundo encontro, então...

“Olha meu querido, prefiro que façamos os exames, é a regra e não quero problemas, pode ser?”. Repliquei, realmente preocupada; não com o gringo, o qual eu sabia ser um homem higiênico, mas eu sempre gostei das coisas certas em minha vida, mesmo estando bem errada...

“Sem problemas morena linda, eu faço sim, você tem razão, regra é regra.” Respondeu Guillaume. Nos despedimos amavelmente por mensagens, e minha ansiedade disparou...

QUARTA-FEIRA, 03 DE ABRIL DE 2019, O DIA DO ENCONTRO.

Na segunda, dia 1°, fui ao médico verificar minha garganta, pois ela inflamou e doeu mais depois da loucura que fiz, o que atrapalhou bastante meu trabalho, mas felizmente estava tudo bem, nada de lesão, só tomei um anti-inflamatório, um forte antibiótico e junto a uns chás que aprendi a fazer com minha mãe, a melhora foi significativa. No dia 2, fui para a clínica fazer meu exame de HIV, e mais uma vez, tudo certo, eu estava apta para foder bem gostoso...

Meio-dia. Combinei com Guillaume de chegar ás 12h30 para almoçarmos, então orientei a ele que mandasse o motorista me apanhar na rua lateral onde ficava a padaria, um local discreto e que não daria margem para que alguém me visse entrando em um carro desconhecido. A padaria estava fechada para o almoço, e não havia quase ninguém no entorno.

Fiquei fuçando no Facebook e WhatsApp para passar o tempo, vendo os status dos meus contatos, quando me lembrei de Amália, a secretária da empresa onde o corno trabalhava. Sim, não pude saber se ele realmente trabalhou ou não no carnaval, pois toda essa coisa de grupo, teste e tudo mais me deixou com o juízo virado, ansiosa, muito excitada e acabei esquecendo, ou melhor, deixando de mão por enquanto, porém, na hora certa... eu a procuraria de novo...

“Carro de motorista ser um Corolla prata, placa XXX-8977”. Avisou Guillaume, por mensagem. Respondi com um emoji de positivo e apenas aguardei.

Cerca de cinco minutos depois, o Corolla chegou e estacionou, o vidro do carona abaixou e vi um homem de meia idade, não muito bonito, mas com um sorriso bem simpático e cordial. Era quase negro, e aquilo me deixou alerta. Cabelos crespos e baixos, olhos amendoados, nariz largo, boca média e lábios carnudos. Era forte e tinha um pouco de barriga de chopp, trajava uma camisa social branca e uma calça jeans azul. Bem arrumado, ele então pediu confirmação:

—Boa tarde, a senhora é a dona Luciana?

—Boa tarde! Sim, sou eu, e o senhor? Confirmei e indaguei, só para me certificar.

—Me chamo Agenor, e vim te levar pro encontro! Disse o macho. Assenti e entrei pelo banco traseiro, me acomodei e afivelei o cinto de segurança, então após ele perguntar se podíamos partir e eu autorizar, partimos, e ele me devorava com o olhar pelo retrovisor...

—Você trabalha para a Suzy? Indaguei, puxando assunto e curiosa.

—Presto serviço pra ela, eu trabalho mesmo é como taxista e Uber! Respondeu Agenor, simpático, mas me fitando bem safado. Seria ele pauzudo também, como Juarez?

—E... é a Suzy que paga as corridas? Perguntei. Agenor explicou:

—Às vezes quem paga é a pessoa que propôs o encontro, mas às vezes o casal ou um dos parceiros tem carro e aí vai buscar a pessoa e nem precisa chamar a gente!

Eu estava um pouco tensa e ansiosa, e a conversa com Agenor me deixou mais relaxada. Suspeitei que o coroa fosse um membro, mas não perguntei, pois ele flertava de forma bem safada comigo, porém, sempre educado e muito discreto, sem ambiguidades em suas falas ou insinuações sobre minha intimidade, mesmo ciente de que eu ia para um encontro sexual.

Chegamos 12h25 ao bairro praiano onde lecionei o EJA e participei daquela suruba inesquecível do carnaval. Guillaume me enviou mensagem avisando que estaria em um restaurante situado antes da entrada da Vila dos Pescadores. Avisei ao motorista e ele soube chegar sem problemas. Ao estacionarmos, vi o francês na porta do estabelecimento me esperando. 

Estava bem esportivo, trajando uma camiseta machão branca com uma estampa de praia e uma bermuda comprida na cor preta com detalhes verdes nas laterais. Um gato.

—Obrigada seu Agenor, o senhor é muito simpático! Comentei, prestes a sair do veículo.

—Disponha dona Luciana, se precisar de uma corrida, aqui tá meu cartão, pode chamar que venho na hora! Replicou o motorista, que me entregou o cartão e piscou para mim.

—O senhor... vai me levar de volta para casa? Perguntei, guardando o cartão na bolsa.

—Não sei, se o gringo me chamar de novo eu levo, mas tem vários motoristas que podem ir caso eu teja ocupado, e são de confiança! Respondeu o coroa, e assenti sorrindo.

Agenor partiu, e quando Guillaume me avistou, seus olhos brilharam, seu semblante se encheu de um entusiasmo que me deixou mexida e um lindo sorriso se fez em sua face francesa.

—Boa tarde Luciana, você estar linda, deslumbrante! Cumprimentou e elogiou o gringo.

—Boa tarde meu amor, obrigada pelo elogio! Respondi, em seguida nos abraçamos e trocamos beijos formais no rosto, mas o abraço do francês... foi longo e cheio de ternura.

Almoçamos, e durante a refeição deliciosa conversamos normalmente, como se fôssemos amigos de longa data. Nada de assuntos sexuais e perguntas mútuas sobre nossa intimidade; fui respeitada como ser humano e mulher, ouvida atentamente enquanto falava, respondida e percebendo de forma cristalina a interação do comedor no assunto, e aquilo me sensibilizou demais, pois mesmo sendo um reencontro com alguém que me deu sim um prazer avassalador e ele tendo toda a liberdade de ser mais ousado, comportou-se de forma refinada.

Guillaume pagou o almoço e fomos em seu carro para a pousada, a qual ficava perto das dunas que visitei após aquela memorável suruba do EJA, com Cássio, Marcos e Raimunda. Incrível como a vida faz questão de nos puxar pelo braço e revisitar memórias, e me surpreendi ao constatar que a maior parte das memórias felizes que faziam parte de minha vida, agora eram sexuais; sim, esse sexo louco, surreal e inacreditável ao qual me joguei de cabeça e sem pudor, estava sendo uma nova chance de ser feliz e recomeçar... ou fugir da triste realidade...

Adentrando a pousada, contei 12 casas, mais parecidas com chalés, e eram pequenas, mas perfeitamente projetadas para um solteiro ou casal se hospedarem de boa. Quase todas eram rodeadas de grandes árvores que davam uma deliciosa sombra, além de duas piscinas as quais haviam pouquíssimas pessoas tomando banho. Coqueiros com alturas a perder de vista, carnaubeiras e as dunas ao fundo, preservavam a fortíssima exuberância tropical do que era o lugar onde nasci, o charme do Nordeste Brasileiro, fator que encantava tantos turistas estrangeiros como Guillaume.

—Eu estar em casa número nove! Disse Guillaume. Assenti, tocando sua mão, e quando avistei e identifiquei o imóvel, tive aquele impacto, pois reconheci... Katiane na porta.

—O que Katiane está fazendo aqui? Questionei, sem entender, na verdade eu sabia a função dela, mas estava atarantada com tudo aquilo, então acabei perguntando besteira.

—Ué, ela ter que cobrir encontro, é protocolo! Disse o comedor, e dei risada.

—Achei que você ia transar com nós duas! Repliquei, brincando (remendando) e o gringo riu. Ele estacionou bem de frente para a entrada do chalé, com boa parte do carro sob a árvore.

—Katiane não participa de transa, só cuida de organização! Disse Guillaume.

—Eu sei, só estava brincando! Repliquei. Ele sorriu e saímos do carro, Katiane trajava uma camiseta branca com detalhes verdes nas mangas e uma calça jeans bem justa. Que gata.

—Boa tarde, Professorinha Fogosa e Dotado Francês! Cumprimentou Katiane, amigável.

—Boa tarde! Respondemos, quase em coro. A jovem anunciou:

—Er... Luciana, como este é o seu primeiro encontro pelo grupo, preciso fazer algumas formalidades, mas é coisa rápida, prometo que não vai atrasar o momento de vocês!

—Vamos entrar, por favor! Sol está forte! Convidou Guillaume. Assentimos e entramos.

Optei por chamar o local onde transaríamos de chalé, porque tinha todo o estilo de um, embora aquele onde o gringo estava hospedado fosse mais simples. A decoração era harmoniosa e valorizava aspectos culturais do estado onde nasci; tinha uma sala com um sofá de três lugares, rack com TV, banheiro social, uma cozinha modesta, mas com eletrodomésticos novos, dois quartos, um com camas de solteiro e outro com uma de casal, cada um também com banheiro e para finalizar, uma pequena varanda com uma rede, mesa e duas cadeiras. Perfeito para curtir um final de semana futuramente.

—Bem, tudo ok com seus exames e... Luciana, como você tá? Ansiosa, excitada com seu primeiro encontro pelo grupo? Precisa de alguma coisa? Quer que eu tire fotos ou filme a transa? Fique à vontade e não se acanhe! Questionou e orientou Katiane, amável.

—N-Não... não quero fotos e nem vídeos por favor; e não é porque eu não confie em vocês, só... não gosto disso, e... estou um pouco ansiosa sim, mas meu parceiro vai saber me relaxar, eu tenho certeza! Depus, e depois segurei a mão do gringo, e ele sorriu lindamente.

—Tudo bem, sem problemas, eu... vou ficar por aqui, mas não vou ficar onde vocês ficarem, só vou tá por perto pra dar suporte caso aconteça alguma intercorrência! Avisou Katiane.

—Beleza! É... Luciana, podemos ficar em quarto! Disse e sugeriu o gringo.

—Ótimo, pode ser! Respondi, concordando.

—Vou ficar aqui na sala então, e... esqueçam que tô aqui, podem curtir à vontade, gemer, gritar, enfim... aproveitem e tenham uma boa transa! Avisou Katiane. Assentimos.

Eu e Guillaume entramos no quarto com a cama de casal, e o gringo fez um rápido asseio no banheiro que lá havia, depois saiu trajando apenas uma cueca box branca, e a tora francesa estava prontinha para a foda, avolumando absurdamente o tecido. Pirei vendo aquilo, eu já estava enrolada na toalha e me aproximei do macho, apalpei e segurei aquela rola enorme e beijei a boca do meu comedor, que me puxou para junto de seu corpo e apertou minha bunda.

—Não demora... sinto muito saudade de você! Disse o gringo, com uma carinha de carente. Ansiedade. Sim, o tesão extremo nos deixa ansiosos, mas Guillaume sentia algo mais...

—É rápido meu gostoso... prometo. Apenas me espere, deitadinho naquela cama, com esse pauzão bem duro... e eu vou matar sua saudade daquele jeitinho! Retruquei, atiçando.

Fuga, necessidade de carinho, autoafirmação, troca de fluídos, palavras que enalteciam, empatia, enfim, tudo isso era uma necessidade não só minha, mas de Guillaume e tantas outras pessoas, que viram no sexo uma maneira de injetar essas sensações em nossos âmagos, e foi essa reflexão que fiz durante meu asseio, lavando bem minha xoxota e fazendo a chuca depois.

Rodrigo me dava tudo isso, mas ele jamais seria só meu, por mais que eu desejasse lá no fundo, por mais que eu desse a ele o melhor sexo que pudesse dar afim de conquista-lo e me sobressair como Ayla faz, e por um momento... revi o filme de minha vida sexual e da minha vida no geral, de Ismael até esse instante, e mais uma vez... diante do espelho... me assustei.

A Luciana que tinha vergonha e ressalvas de fazer anal com ex-namorados e o marido por conta da dor, que tinha nojo só de ouvir o pedido do corno para deixar que ele gozasse em minha boca ou rosto... hoje fazia tudo isso por puro prazer, e eu me sentia excitada só de imaginar pauzões como o de Rodrigo, Cássio ou o do francês... me fazendo berrar de dor e prazer ao trucidar meu ânus e depois... me fazerem engolir seus néctares e sorrir satisfeita, plena, mas plena... porque esses machos que me possuíram... também me deram um prazer inimaginável e único.

Nem eu sei explicar direito como e porque mudei minha personalidade assim, porque me joguei de cabeça desse jeito tão surreal e inacreditável nessa putaria; talvez fosse necessário escrever um texto à parte só contando como era minha vida sentimental e íntima antes desses eventos, mas após estar enxuta... constatei que... foi por carência... e vontade de me vingar... na verdade eu nunca superei a primeira traição do meu marido; perdoei sim, mas a ferida latejava, doía e agora sangrava... de novo...

Saí do banheiro, nua, e vi Guillaume deitado, à vontade na cama, ainda de cueca, cujo membro enorme quase furava o tecido, de tão duro que estava, mas foi o sorriso dele, o semblante carregado não só de tesão, mas também de um apreço genuíno que me sensibilizou. Seria leviano chamar de genuíno? Não sei, mas eu sentia o carinho que ele sentia por mim, eu via os olhos dele brilhando e fiquei mexida.

—Linda, você é fantástica! Vem cá e me dá abraço, quero sentir seu corpo! Pediu o gringo, de braços abertos e sorrindo. Dei aquele sorriso e fui, subi na cama e me joguei, suave.

Nossa, suspirei e grunhi ao sentir o pauzão do francês tocando minha xoxota e abdome, e gemi gostoso com o abraço dele, um abraço que mostrava toda a pegada segura de um macho comedor de responsa. Beijei seu pescoço e rebolei suavemente, me esfregando naquela tora deliciosa e gemendo ao sentir as mãos dele em meu rabo. Ele estapeou minhas nádegas, as apertou com força e sacudiu ambas. Pirei e mordisquei seu lábio inferior, depois lambi sua boca, ele arfou gostoso e socou o dedo médio em minha buceta melada, e quem arfou fui eu.

—Aaahhh... isso meu francesão tesudo, está taradinho por mim é? Aticei, doidinha.

A assertiva de Guillaume foi um beijo delicioso em meu pescoço, que me fez gemer alto. As mãos dele me acariciaram da bunda até o cangote, e senti aquele arrepio, aquela aflição deliciosa e gemi de novo, então fiz o vai e vem sobre a rolona petrificada, roçando gostoso e gingando, melando aquele falo com minha seiva cada vez mais vertente e o gringo pirou, gemeu deliciosamente e seguimos nosso embate oral. Aquele ali beijava com um tesão gritante.

Beijei, lambi e mordisquei o mamilo do macho e fui descendo, dando beijos curtos por todo o tronco do comedor, até chegar no meu presentão embrulhado, o qual gritava para sair dali. Humm... eu me arrepiava toda e mordia o lábio inferior ao vir aquele caralhão bem estufado, a cueca melada de sua seiva e da minha, então, com a bunda bem empinada, beijei aquele volume, passei meu nariz, abocanhei suavemente e mordi na mesma suavidade.

Chupei um pouco a tora sem libertá-la da cueca, segurando o pacotão, só instigando, com minha mão percorrendo e dando leves apertos, ouvindo Guillaume gemer e se contorcer, então acabei com o sofrimento do comedor, puxei a peça íntima para baixo e aquele pauzão de 24 centímetros saltou feliz, batendo levemente em meu rosto, duríssimo, em seguida segurei e o pus na lateral direita de minha face e o acarinhei com a mesma, depois estimulei o prepúcio e dei beijos curtos.

—Você saber deixar um homem louco de tesão! Comentou Guillaume, extasiado.

—Como se suas outras mulheres também não soubessem! Retruquei, e beijei o picão.

—Você ser diferente... vi isso desde nosso transa no suruba, é melhor que os outras, mais bonita, tem um olhar que busca prazer, mas também... busca ser feliz! Disse o gringo. Não, outro que sabia ler minha alma como Rodrigo? Quase chorei, fechei os olhos... e abocanhei...

A ferida, a dor, o porquê de sangrar e doer.

O tesão, o gozo, o prazer, as memórias felizes e o desejo de fazer de novo.

Há tempos que não deito mais minha cabeça no travesseiro e reflito sobre minhas atitudes como mulher e esposa, porque não vale a pena; se tudo o que fiz até agora foi uma fuga da realidade, safadeza ou busca por ser feliz, foda-se, porque a vida é tempo, e o tempo não para, ele não te espera, aliás... ele só espera uma coisa: que nós o acompanhemos, e o tempo é um segmento da vida que traz as mudanças inexoráveis, as escolhas trazidas por essas mudanças e as consequências, e a escolha de viver essa sexualidade que redescobri, só constatou uma coisa: EU MEREÇO SER FELIZ!

Minha boca acomodava a glande da tora francesa e o esputo escorria conforme meus lábios remexiam, a mão esquerda masturbava suavemente e meus olhos brilhavam ao ver quanto sobrava de pica, pica gostosa, enorme e mesmo sem ser tão grossa como as que me curraram até hoje, deliciosa. Chupei gostoso, devota, tarada, desci mais um pouco e remexi os lábios e língua, depois tirei, com pontes de saliva e lambi a cabeça, dei lambidas e chupei.

Em uma bocada só fui até a metade. Parei e fiz o vai e vem suave, e o esputo escorria gostoso, banhando aquele membro excrescente, o qual me faria gozar e sentir aquela dor deliciosa, e como consegui fazer a garganta profunda, ignorei os leves incômodos ainda presentes, respirei fundo...e fui...       

CONTINUA

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Olá queridos alunos, de volta com as postagens dos relatos, farei minhas considerações na parte final, cuja postagem se dará amanhã ou quinta. Espero que curtam a leitura.

Beijos, tenham um dia maravilhoso, cheio de vida, trabalho e muita fé.

lucycontistasexy@gmail.com

Comentários

  1. E o Agenor será que vai te conhecer melhor?

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    1. Não, com Agenor não rolou nada. Beijos e obrigada pelo comentário.

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  2. E a Katiane em algum momento dessa trajetória toda, ela transa com alguém? Se sim existe relato?

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    1. Olá meu querido, obrigada pelo comentário. Só você lendo para saber, mas adianto que essa menina vai surpreender e MUITO vocês, rsrsrs.

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