091 - O CLUBE SEXUAL PARTE 9 – A VIRADA DE CHAVE – PARTE 1 (S.S)

             


            Apesar da leve desconfiança do corno em relação ao perfume de Rodrigo, consegui dar um drible nele e virar a situação ao meu favor. É... quem trai precisa ter jogo de cintura e pensar ligeiro, porque é muito fácil se contradizer, e qualquer titubeada ou gaguejada na resposta pode trazer problemas, e eu não estava lidando com um homem qualquer, e sim um companheiro de uma década e meia, então, mesmo não me conhecendo totalmente, ele me conhecia o suficiente para especular sobre certos costumes atípicos em meu comportamento.

O final de semana foi de observação. Procurei ser como era antes com o galhudo, e felizmente nada mais sobre o perfume foi abordado, entretanto... flagrei o safado conversando no celular três vezes no jardim de casa, no meio do sol forte, sempre rindo e com expressão sapeca. Sim, ele aproveitava momentos de distração meus para falar com sua amante, mas fiquei na minha, a indiferença era o carro chefe do meu casamento, porém... minha estratégia para comprovar que ainda era traída e levar o caso a Miguel, seguia firme e forte...

Miguel... o homem que perdi totalmente o interesse, agora me despertava muito interesse, porque minhas suspeitas de que ele era o comedor da Foda Cega, aliadas ao relato de Lane de que transou com ele, me deixaram instigadas sim, e muito desejosas de conhece-lo.

SEGUNDA-FEIRA, 25 DE MARÇO DE 2019 – DATA MAGNA, FERIADO ESTADUAL

Eu tinha me esquecido de que era feriado nesta data, pois foi um feriado decretado em 2011, então nem sempre eu me lembrava dele, tanto que levantei no rotineiro horário para me arrumar e ir trabalhar, e para minha surpresa, vi o corno ajeitando sua mochila na sala.

—Vai viajar a trabalho? Indaguei, já sabendo que não.

—É, vou fazer uma extra, e não é por fora, já vou avisando! Respondeu o galhudo.

—No feriado? Repliquei, indagando. O safado retrucou:

—Nem todos folgam no feriado Luciana, e dinheiro a mais é sempre bem-vindo!

—Ah sim, mas você não costumava trabalhar no feriado! Retruquei, dando uma de desconfiada. O corno parou de arrumar a mochila, me fitou e rebateu:

—É, mas agora resolvi aceitar esse bônus, ás vezes nossa filha quer algum presente, ou posso juntar pra pagar a faculdade dela, enfim... ninguém morre de trabalhar!

Dei aquela bufada de ódio, pois ele estava usando minha filha de novo para mentir.

—E ela andou lhe pedindo presentes? O que minha princesa quer? Posso comprar se você estiver sem dinheiro, ou... endividado com outra coisa! Devolvi, sendo irônica.

—Puta merda Luciana... assim fica difícil viu? Parece que você me renega como pai da nossa filha! Não tô endividado e nem passando aperreio, só me preocupo com o futuro dela! Vou tomar um banho agora! Desabafou o corno, que saiu para o banheiro suspirando forte.

Seu celular estava ao lado da mochila. Lembram que decorei a senha de desbloqueio? Fui até meu quarto e peguei o meu celular, já deixei a câmera ativada e rezei para que a senha ainda fosse a mesma, e ao tentar desbloquear a tela, agradeci aos céus, pois ele não havia mudado. 

Ouvi o chuveiro sendo ligado, então acessei o WhatsApp dele, e um misto de sensações me sobreveio ao visualizar a conversa do boi com sua puta; um misto porque chorei, chorei por ter a prova de que meu perdão não teve valor, mas também porque seria finalmente livre...

“Tu vem mesmo vida?”. Indagou a mensagem da amante, e foi essa simples pergunta que me fez chorar de decepção e tristeza. Chamar o outro de vida... é algo fortíssimo entre um casal, tem um peso muito maior do que dizer “eu te amo”. Nunca fui chamada de vida.

“Vou sim amor, vou inventar uma viagem de trabalho no feriado, e minha mulher vai acreditar, porque ela sabe que trabalho viajando também”. Disse o maldito. Inacreditável...

“Tu comprou o presente do Mateuzinho?”. Perguntou a puta. Eu já bufava de fúria, e seguia batendo fotos da conversa, coletando as evidências e tentando não chorar mais.

“Deixei lá no trabalho pra não dar “pala” aqui em casa, mas quando tiver indo praí, passo lá e pego pra levar”. Respondeu o miserável. Presentinho para o filho de sua puta né?

De repente o chuveiro cessou, saí do WhatsApp e deixei o celular do desgraçado na mesma posição em que estava, em seguida corri para o meu quarto e procurei me acalmar, enxuguei as lágrimas e contei até 10, depois pensei no conselho de Rodrigo, de não odiar, não odiar, mesmo não conseguindo não odiar, então pensei nos momentos tão ternos e sinceros que tivemos, na rosa que ganhei naquele 08 de março, tão cheia de carinho, e me asserenei.

Nunca tive mania de fuçar o celular do corno, ficar pedindo para ver, patrulhar suas redes sociais e interroga-lo sobre as mulheres que estão em sua lista de amigos, porque a maioria são contatos profissionais, parentes e amigas nossas, então vivia tranquila com isso, mas as circunstâncias me obrigaram a agir assim, pois essa traição dele estava diferente, era nítido que o chifrudo estava se envolvendo sentimentalmente com essa mulher, pois quando descobri sua primeira traição, ele quase não deixou rastros, mas nessa...

O desgraçado entrou no quarto e foi até o guarda-roupa escolher sua indumentária, para curtir o feriado com a piranha que levava o dinheiro de MINHA filha para o filho dela.

—Quando você volta? Indaguei, fazendo uma média, mas louca para mata-lo.

—Acho que na quarta-feira, tem mais dois clientes do interior pra fechar negócio! Respondeu o maldito, tirando as roupas que escolheu. Mentiroso desgraçado.

De que outra forma um ser desprezível como aquele corno, com 11,5 centímetros deploráveis de pênis conseguia ter uma relação extraconjugal? Comprando a mulher que recebia essa mediocridade peniana com presentinhos, além de dinheiro em espécie, é claro.

—Vai visitar nossa filha? Vai comprar algum presente para ela e ir entregar? Questionei, e o galhudo se virou para me fitar, e vi a mentira cristalina ao ouvir sua resposta:

—Não vou ter tempo, o lugar pra onde vou é muito longe de onde nossa filha tá!

—Não vale a pena o sacrifício de fazer uma surpresa para ela? Indaguei, com a voz embargando, teimando em não chorar, pensando nela, mas consegui me conter.

—Na próxima visita eu levo, prometo, é porque não vou ter tempo! Disse o safado.

—Está certo, vou... preparar o café! Falei, em seguida levantei e fui para a cozinha.

Discussão à beira de uma viagem adúltera como a do galhudo não seria prudente, só daria margem para ele destilar seu cinismo, se fazer de vítima como sempre se fazia e me deixar ainda mais encolerizada, e quem sabe até acabar perdendo a cabeça e fazendo uma besteira, e consegui ter essa lucidez só porque tinha a prova de que precisava em mãos, mas ainda era insuficiente, eu queria deixar aquele maldito sem nenhuma chance de defesa...

O melhor jeito de desmascarar um mentiroso é o surpreendendo, e ele não apagou as longas conversas que mantinha com sua puta, justamente porque eu não tenho o costume de mexer em seu celular, mas mesmo assim o canalha se preveniu e pôs uma senha de bloqueio, e suas alegações esdrúxulas de que eram uma segurança caso fosse assaltado faziam sentido, o que o maldito não esperava... é que eu veria e decoraria sua senha. Moral da história: nunca subestime seu companheiro, porque o inesperado pode demorar, mas SEMPRE acontece...

O corno partiu, mas não sem antes dar seu beijo cínico de despedida em minha boca. Após sua partida, a qual se deu às 7h22, corri para o banheiro e cuspi, depois escovei os dentes, fui para minha cama, peguei meu celular, e vi e revi as provas que obtive, e ao pensar em minha filha, que seguia sendo negligenciada e desprezada pelo pai, trocada por outro rebento, e não importava se era dele ou de outro macho, chorei mais, porque ela amava, era louca por aquele desgraçado, sentia tanta falta dele quanto de mim, e foi isso que me magoou mais. Tadinha...

Eu precisava desabafar, precisava ser ouvida, então liguei para Rodrigo. Chamou até cair. Que merda, onde ele estava? Senti tanta saudade e necessidade de um apoio. Lembrei da rosa que ele me deu naquele dia da mulher; suas palavras tão doces e lindas, sinceras, carregadas de um apreço sublime pela minha pessoa me confortaram. Ele era muito especial.

Eram 8h30. Fui para a cozinha e tomei meu desjejum, pois eu não havia sentado à mesa para desjejuar com aquele filho de uma puta, fiquei com nojo, ojeriza, náuseas, e a convivência com ele ficaria cada vez mais difícil e insuportável após a constatação de que eu era traída e de que ele bancava sua amante e o filho dela. De repente meu celular tocou e corri para atender, pois o havia deixado sobre minha cama, e quando vi... era Suzy, e me arrepiei toda...

—B-Bom dia Suzy! Cumprimentei, meio apreensiva. Ela me chamaria novamente.

—Bem rapidinho meu amor, pois sei que você está dando aula! Olha, passe aqui em casa hoje às 14h para a gente conversar viu minha linda! Disse a mulher, e dei risada.

—Hoje é feriado sua maluquinha, estou em casa! Repliquei. A loira riu alto do outro lado.

—Ah é mesmo, tinha me esquecido, então... que tal vir pela manhã? Propôs Suzy.

—Pode ser, que horas mais ou menos? Perguntei, excitada com o assunto.

—Pode ser às 10. Hoje tem uns encontros aqui à tarde, então pela manhã é mais tranquilo. Esse horário está bom para você? Respondeu e propôs a linda meretriz.

—Sim, marcado então, 10h! Respondi, confirmando presença.

A ansiedade do que me esperava nesse reencontro com a cafetina me deixou sem vontade de fazer almoço mesmo, apenas dei uma rápida geral em minha casa, que nunca vivia desarrumada, e essa era uma das poucas qualidades do galhudo: não ser um bagunceiro que chegava e deixava roupas e toalhas espalhadas por aí, ou sujava os lugares por onde passava.

Cheguei à casa de Suzy às 9h57. O mototaxista partiu, e o mesmo frio na barriga me tomou. Eu trajava uma blusa branca, de mangas curtas e estampas de bolinhas, acompanhada de uma bermuda jeans amarela e uma sandália rasteira. Toquei a campainha e aguardei, sentindo aquele clássico frio na barriga, imaginando como me surpreenderia ainda mais.

O portão se abriu, e ergui as sobrancelhas ao vir a cafetina trajando um top tomara que caia e uma sainha rodada curtíssima. Que corpaço aquela coroa de 44 anos tinha, quer dizer, ao vê-la quase nua daquele jeito, percebi com mais detalhes como ela era gostosona mesmo e muito bem conservada. Nenhuma mancha, poucas estrias e BEM MENOS celulites que eu.

—Bom dia Lulu! Seja bem-vinda! Cumprimentou a amante veterana de Rodrigo. Ela abriu passagem e eu entrei rapidamente, em seguida ela fechou e trancou o portão.

—B-Bom dia! Uau... seu corpo é lindo demais! Respondi e elogiei. Suzy replicou:

—Obrigada meu amor! Eu procuro me cuidar dentro do possível! Indaguei, cuidadosa:

—Sem querer ser indelicada, mas... você ainda tem muita atividade aos 44 anos?

—Ah, minha querida... com 44 anos... CHOVE de homem querendo um programa comigo por causa de minha experiência, principalmente os novinhos, mas já não estou mais com aquele fervor todo; depois que montei meu negócio à parte do puteiro, fiquei mais sossegada e atendo só aqueles clientes mais fiéis, e como lhe disse antes, estou atuando mais como acompanhante, e nem sempre acompanhantes fazem sexo! Explicou a meretriz. Assenti e sorri.

Fomos para o escritório dela, e que rebolado matador a loiraça tinha conforme caminhava. Uma lapa de bunda feita para pauzões. Queria ver Rodrigo enrabando ela...

—Tem visto o Rodrigo? Perguntei, acanhada e após me acomodar na cadeira.

—Não tem 15 minutos que ele saiu daqui! Respondeu a loira. Arregalei os olhos.

—S-Sério? E... vocês transaram? Questionei, um pouco enciumada.

—Não, só tomamos café da manhã juntos! Às vezes ele vem, traz o pão e fica um pedacinho aqui comigo, depois se vai! contou Suzy, com olhos e voz serenos.

—Ah sim! Puxa, isso é tão bacana, eu costumo tomar meu café da manhã na padaria perto da escola, e de vez em quando o Rodrigo vem e me faz companhia! Comentei, animada.

—É, ele tem esse apego com suas mulheres, mas... vamos falar sobre sua experiência, sobre a amostra que você teve de como nosso grupo é! Replicou e abordou a loira. Suspirei.

—Bom... foi algo muito forte, digo com toda a sinceridade! Respondi, enfática.

—Ah, disso não tenho dúvidas, e... então... tem interesse em ser membro? Comentou e indagou a loiraça, com um sorriso bem malicioso, e tremi na base, mas... eu queria sim.

—Sim, tenho! Respondi, convicta, porque queria chifrar mais aquele corno maldito.

—Muito bem, então vou lhe deixar a par de algumas coisinhas, pormenores importantíssimos sobre nosso grupo, e vamos começar pelo teste de admissão! Disse Suzy.

—T-Teste... de admissão? Ainda tem isso? Questionei, bestificada.

—Sim meu amorzinho, eu disse a você que meu clubinho da sacanagem é organizado! Ele tem regras e critérios que JAMAIS podem ser desprezados, e eu ajo assim porque nunca quis que ele se expandisse muito, apesar de ter poucos membros fora do Brasil! Explicou Suzy.

—E... quais as regras? Indaguei, ainda mais impactada e muito curiosa, como sempre.

—Primeiro vamos falar dos critérios, e eles são severos! Disse a meretriz, séria.

—Gostar de uma boa putaria deve ser um deles! Comentei, e rimos em seguida.

—É... não é um critério e sim, uma regra, mas eu me refiro a características específicas, e isso cai bem mais sobre os homens do que as mulheres! Replicou a meretriz, e dei risada.

—Como assim? Perguntei, meio confusa. Suzy revelou e fiquei boquiaberta:

—Quando minha mãe era viva e geria o clube, qualquer homem entrava, bastava pagar, mas... com o tempo a coisa começou a bagunçar e tivemos muitos problemas, então, quando assumi o comando, estabeleci algumas regras para restringir a entrada de machos, e uma delas é: ter um pênis de no mínimo 20 centímetros; grossura tanto faz; claro, se for bem grosso, melhor, mas o comprimento não pode ser inferior a essa medida, e em troca disso extingui a contribuição de associado!

—Nossa... então os homens do seu grupo... são todos dotados? Indaguei, abismada.

—Correto, com o tempo... as mulheres do grupo começaram a exigir homens com pirocas maiores, elas experimentavam Ariovaldo, Miguel, Rodrigo e então ficavam naquela sanha de quererem mais, e aí os médios e pequenos caíram fora. Quase todos os dotados do grupo eram clientes de meu cabaré, e após eu estabelecer essa regra... acabou a bagunça. O nível melhorou consideravelmente, porque a maioria dos dotados, sabem ser discretos! Explicou Suzy. Assenti, impressionada.

—Então... se o cara tiver 20 centímetros já está dentro? Perguntei, eriçada.

—Essa é a primeira etapa, na segunda... ele precisa passar no teste! Disse a mulher.

—Uau... teste? Indaguei. Aquilo era surreal e inacreditável, mas juro que é verdade.

—Sim... ele precisa aguentar meu boquete, ou o de uma de minhas meninas por exatos 15 minutos! Se o macho gozar antes desse tempo... está fora! Disse a cafetina. Me arrepiei.

—Nossa, mas... se é difícil achar pirocudos e o seu clube é secreto, por que essa exigência toda? Não bastaria apenas o cara ser pauzudo? Retruquei, indagando impressionada.

—Ah meu amorzinho... nem todo pauzudo sabe usar o pauzão que tem, e as mulheres que existem no meu clube... são extremamente exigentes, tanto em relação ao dote, quanto a competência do dono do dote, então o teste é aplicado justamente para medir o autocontrole do homem! Justificou-se Suzy, e lhe dei total razão, porque me lembrei de Diogo na hora...

—Agora entendi, e acho justo! Comentei. Suzy assentiu com seu lindo sorriso.

—Continuando! O teste feminino tem duas opções, e é menos complicado, pois a mulher pode escolher! Disse Suzy, seguindo com suas revelações e explicações.

—Como são esses testes? Perguntei, atenta.

—A primeira opção é o teste da garganta profunda. A candidata precisa engolir o pênis de nosso avaliador, e tem três tentativas; se conseguir, passa, se não... fora! Disse a mulher.

—Engolir um pênis grande? Isso é menos complicado? Questionei, abismada.

—É perfeitamente possível meu amor, mas claro, isso porque o pênis dele não é tão grosso, então cabe sem problemas, porém... é óbvio que nem todas as mulheres conseguem, por isso a segunda opção de teste é: 30 minutos de sexo anal com o avaliador! Replicou Suzy.

—É... a segunda opção é melhor e mais garantida! Comentei, e rimos depois.

—Com mulheres, não há exigência em relação a atributos físicos, visto que há gosto para tudo no grupo, desde as magérrimas até as obesas; gays, lésbicas e transsexuais também fazem parte, e é essa parcela de membros maior e que cresce mais! Disse Suzy, que bufou depois e indaguei, curiosa:

—E... como é o teste dos gays? Já que eles não curtem mulheres!

—Boa pergunta, e eu já ia mesmo falar sobre isso! Tem gay que faz o teste com a mulher sem problemas, mas outros recusam, então chamo um travesti que também tem uma bela rola enorme, e o teste masculino e feminino é aplicado, ou seja, o candidato gay tem que engolir o pauzão do avaliador, e... aguentar a rola do avaliador por 30 minutos! Pouquíssimos gays foram reprovados, a maioria já manja do babado! Explicou Suzy. Comentei:

—Para eles não deve ser difícil, mas... quanto mede o pau do avaliador travesti?

—24 centímetros de carne meu amor, é um jumentão, e não tem frescura não, transa com homem e mulher de boa, sem contar que é um dos travestis mais lindos que eu já vi na minha vida, é daqueles que enganam mesmo, parece uma mulher total, e é amicíssimo de Rodrigo e Miguel, mas claro, juro a você que não transa com eles! Revelou a loiraça. Pasmei.

—Tem uma foto desse traveco aí? Pedi, curiosa. Suzy riu alto e respondeu:

—Infelizmente não posso lhe mostrar! Até você decidir qual teste fará, e até ser aprovada ou não, o sigilo e a identidade dos avaliadores e membros precisa ser preservado!

—E como funciona esse esquema de indicação? Como uma pessoa sabe que pode indicar outra a um grupo sexual... secreto... com tanta confiança, como me indicaram? Questionei, e Suzy sorriu.

—É... confiança. Essa é a palavra que resume o motivo de um membro indicar uma pessoa ao grupo; eu acredito que a confiança é o pilar fundamental antes de saber o que você é capaz de fazer entre quatro paredes; a suruba do carnaval que você e sua amiga participaram, deixou meio óbvio que não se tratava de uma reunião qualquer de pessoas taradas querendo curtir a folia de forma diferente. Eu tenho certeza que você, como uma pessoa perspicaz, presumiu isso quando foi convidada e viu as exigências para participar. Fabiana viu sua conduta na suruba, SABIA de seu envolvimento com Rodrigo, Ariovaldo, e isso pesou muito, então ela teve confiança de falar sobre o grupo e propor a indicação, mas de uma forma geral, quando um membro se envolve com uma pessoa comum e tem vontade de indicá-la, primeiro ele observa, observa de novo e de novo como é o comportamento dessa pessoa FORA da cama, aí se ele se sentir CONFIANTE, indica! Explicou Suzy, e me arrepiei.

—O que me deixou chocada... foi ver a Fabiana ali, eu jamais na minha vida, imaginei que a veria em um bacanal, porque ela nunca deu essa brecha, a imagem que eu tinha era a de uma mulher resignada, focada só no trabalho e aguentando calada um marido cachaceiro! Desabafei, comentando.

—Pois é... Fabiana é só um exemplo de que você... pode dar de cara não só com um conhecido bem conhecido no grupo... mas pode também trombar... com alguém MUITO MAIS próximo... já pensou... dar de cara com um parente? Um de seus irmãos? Isso acontece... já vi vários casos; marido encontrando esposa, mãe encontrando filha... então esteja preparada... e tenha maturidade para lidar com isso, mas não me olhe assustada assim... eu estou sendo bem sincera com você, lhe dizendo tudo que a espera caso aceite ser membro. Pode acontecer? Pode, assim como não pode, mas esteja ciente de que esse risco existe, porém... não precisa se preocupar, porque a discrição é uma regra inviolável, e o meu setor "anti-fuxico" chamado Miguel... é muito eficaz! Retrucou Suzy...

—Eu sei, mas... seria constrangedor... encontrar um parente! Repliquei, meio apreensiva.

—Caso aconteça... que moral esse parente tem para lhe julgar? Essa pessoa está buscando o mesmo que você, então isso invalida qualquer juízo de valor! Retrucou Suzy, e assenti, dando-lhe razão.

—O-Ok... entendo, e... uma vez membro... paga-se alguma mensalidade? Perguntei, arrepiada.

—Assim, não é bem mensalidade. Se você se interessar em participar de eventos aqui, ou externos como surubas em motéis, passeios de escuna, finais de semana em casas de praia, viagens a praias de nudismo, enfim, a gente dá o valor para ser pago com antecedência, aí no dia do evento, não precisa pagar mais nada, e eu ainda parcelo sua parte! Explicou a mulher.

—Uau, até viagens? Comentei, impressionada. Suzy revelou:

—Eu consegui uma parceria bem bacana com uma agência de viagens em troca de uns serviços sexuais e de acompanhante a turistas, principalmente gringos! Tudo por baixo dos panos meu amor, é uma permuta bem vantajosa, porque todos saem ganhando!

—Mafiosa você hein? Repliquei, e gargalhamos. A meretriz comentou:

—Tem pessoas que gostam de promover putarias pesadas e não se importam com quanto vão gastar, mas claro, os membros mais pobrezinhos, normalmente não participam de eventos mais... chiques digamos assim, porém, vez ou outra um deles vai como convidado!

—E... as regras? Perguntei, ressabiada. Suzy deu seu lindo sorriso e respondeu:

—Eu envio a você pelo WhatsApp quando seu teste terminar, se você passar, claro!

—Ah, tudo bem então, deve ser uma lista enorme né? Comentei rindo e ela riu.

—Vou resumir de forma objetiva: exames de saúde: obrigatórios, compromisso com o encontro: obrigatório, discrição e sigilo: obrigatórios, ética e respeito: obrigatórios, sinceridade com o parceiro: obrigatório, e um dos, se não o principal: no sexo nada é coercitivo, mas... esteja segura de até onde você pode e aguenta ir, e isso se encaixa no campo da ética e sinceridade! Detalhes como documentos, serão pedidos após o teste, e de novo, se você passar, claro! Entendeu meu amor? Explicou Suzy.

—S-Sim... entendi! Respondi, meio ansiosa, suando frio, mas sorrindo...

—Luciana... diante de tudo isso que lhe falei e expliquei; você... ainda tem interesse em ingressar no grupo? Pense bem e responda sinceramente! Indagou Suzy, olhando bem nos meus olhos.

—Sim, tenho! Respondi, segura e também olhando bem nos olhos da loiraça. Ela sorriu. Linda.

—Muito bem, então... qual teste vai ser? Anal ou garganta profunda? Indagou Suzy.

—Er... o da garganta profunda! Respondi, e Suzy arregalou os olhos, depois perguntou:

—Você... tem prática na garganta profunda? Neguei com a cabeça...          

CONTINUA

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Olá queridos alunos. Relato inédito para todos, tanto os seguidores remanescentes do finado contoerotico, quanto os novos, e fico muito feliz de chegar até aqui, mesmo com todos os contratempos cruéis que enfrentei, e leiam atentamente para entenderem o que vem por aí, e se surpreenderem.

A virada de chave (título mais que adequado para esta microssérie, a qual encerra essa série) impactante que minha vida sexual sofreu e só não tomou proporções maiores por causa da pandemia, causou efeitos em meu ser que duram até hoje, redefiniu minha sexualidade, assim como também mudou a forma como vejo o mundo e as pessoas; de resto, não vou me estender para ficar repetitiva, então de novo, leiam a introdução, lá está bem explicado o que todos vão ler futuramente.

Essa semana tem o feriado do dia 15, e isso implica em poucos acessos ao blog, então só postarei hoje mesmo. Até pensei em postar quinta, mas como quase ninguém comenta, quase ninguém interage, então deixarei para postar na semana que vem mesmo...

Beijos, tenham uma terça maravilhosa, cheia de paz, vida e trabalho. Que o resto de semana de vocês seja vitoriosa, com muitas conquistas e muitas alegrias. Ótimo feriado a todos.

lucycontistasexy@gmail.com


Comentários

  1. Estou lendo até aqui e maratonando seus contos. São maravilhos e emocionantes. Vc transmite o tesão de maneira excelente!

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