090 - O CLUBE SEXUAL PARTE 8 – CUCKOLD – FINAL

             

        —Os vídeos que compartilhei no grupo do zap tão bombando visse? Mandaram uma ruma de áudio aqui! Comentou Marcondes, olhando na tela e rindo sapeca.

—Rodrigo, eu sei que você falou que não quer mais encontros, mas... tem uma menina que tá tão doida pra lhe conhecer, e é lindinha visse? 18 aninhos, uma princesa, e gostosona demais, tipo eu, cavalona do rabão! Disse Lane, vendo o WhatsApp em seu celular também.

—Algo de especial tem nessa moça para você tê-la frisado assim, em meio a tantas que atazanam o juízo da Suzy todos os dias à minha procura! Replicou Rodrigo, balançado.

—Ela mandou um áudio aqui Rodrigo! Quer ouvir? Alertou e indagou Marcondes.

—Ah... tudo bem, vamos ver o que ela diz! Anuiu o pastor, sereno. Marcondes deu play.

“Lane do céu, tu aguentou essa rola grossona todinha na buceta e no cu? Ai mulher, faz a ponte, por favor, eu quero demais conhecer o Abençoado, fala com ele, eu faço o que ele quiser, tudo mesmo!” Disse a voz doce e cheia de tara da garota. Rodrigo deu risada.

—Me empreste seu celular por gentileza! Pediu Rodrigo, a Marcondes.

—Na hora amigão, vai aceitar? Disse o homem, ansioso. Ficamos ansiosos.

—Aceito o encontro se for só anal e sem lubrificação alguma, no seco! Respondeu o pastor, enviando o áudio e rindo em seguida. O fitamos estarrecidos. —É só mais uma falastrona que na hora H amarela e diz: “ai, não sabia que era tão grosso assim”! Completou Rodrigo, sério.

—É... falastrão tem em todo lugar, mas no grupo NUNCA vi até hoje! Rebateu Lane.

—Aí Rodrigo, ela respondeu! Quer ouvir? Disse o marido de Lane, empolgado.

—Será que não tem? Vai, rola o áudio aí! Disse Rodrigo, desacreditando da moça.

“É você Abençoado? Não acredito, ele respondeu, ele respondeu, IUPIIII! Fechou, fechou meu gostoso, é só marcar o dia viu? É do jeito que você quiser, eu faço, eu faço e aguento, aguento sim viu? Vou dar só meu cu bem gostoso pra você meu tesudo, quero muito a tua rolona grossa e gozar bem gostoso”. Respondeu a moça, e... não pareceu falastrona não, mas...

—Desculpem... mas ela não me passou nenhuma empolgação! São 20 anos nesse grupo, meus consagrados; agora vou tomar um banho, e você Lane, pode usar esse banheiro à vontade, ele é confortável, tudo funciona direitinho e tem toalha lacrada no armário, sabonete e xampu, ok? Eu vou tomar o meu no outro banheiro, depois vou chamar a Katiane para fazer os procedimentos finais e levar minha amiga de volta para a casa dela! Replicou e avisou Rodrigo.

—Muito obrigada pela gentileza Rodrigo! Você é um cabra invocado, adorei! Comentou Lane, coberta de razão. Rodrigo sorriu e abraçou o casal com uma simpatia sincera no gesto.

—D-Deixe-me... ir com você! Pedi, porque estava com muita saudade dele.

—Tomar banho? Indagou o pastor, surpreso.

—Por que não? Assistir a essa transa tão intensa me deixou com calor sim! Retruquei.

—Ah... tudo bem, então vamos! Disse o macho, com um sorriso bem sapequinha.

—E depois... o casal precisa ficar à vontade, então...! Repliquei, e eles sorriram.

O outro banheiro da casa de Rodrigo não diferia muito daquele da alcova na questão estética; a mobília e acabamento eram quase os mesmos, mas era um pouco maior.

—Gostou do que viu minha consagrada? Indagou Rodrigo, enquanto se ensaboava. Ele estava ofegante, a tora, bem vermelha de tanto sexo, então tive receio de propor transar, até porque já estava tarde, eram quase 22h30, e tive medo do corno ligar, desconfiado.

—Estou chocada até agora, apesar de eu apenas assistir! Comentei. O macho riu.

—Creio que foi uma amostra muito honesta, e você vai sim decidir sem receios e ressalvas, mas... mesmo assim, pondere, analise bem, Suzy vai lhe chamar de novo e reforçar muitas coisas, revelar outras, mas o importante é que você teve esse exemplo prático! Replicou Rodrigo, enxaguando seu corpo, e que corpo lindo de 42 anos ele tinha. Fiquei tentadíssima...

—E... você curtiu... me dar esse exemplo prático? Perguntei e ele me fitou sorrindo.

—Claro, foi legal reviver os tempos áureos de Abençoado, mesmo agora não tão áureos assim! Respondeu o macho, que desligou o chuveiro em seguida e pegou sua toalha, mas deu um longo suspiro. O cansaço era visível naquele homem... como ele seria em seus "tempos áureos"?

—Por que? Para mim você é o mesmo, transou com a alma! Retruquei e fui até ele.

—Você ouviu como o assédio é frenético ali, agora que sabem de meu “retorno”, a pobre da Suzy não vai ter sossego, mesmo eu frisando que não quero mais encontros! Disse o pastor.

—Você... achou mesmo aquela jovem... uma falastrona? Perguntei, ressabiada.

—De jeito nenhum, ela vai cumprir minha exigência se eu aceitar o encontro! Respondeu Rodrigo, enquanto se enxugava, e arregalei os olhos, depois o fitei, confusa.

—Ué, então porque chamou a moça de falastrona? Perguntei. Rodrigo explicou:

—Porque eu saquei a estratégia da Lane para me fazer aceitar ser o fixo dela! Se eu topasse o encontro com a garota, daria brecha para o casal insistir em seu intuito, então preferi agir como agi para evitar isso, mesmo ela sabendo que não tem falastrões no grupo!

—Como sabe que no grupo não tem falastrões? Questionei, impactada.

—Porque quem se compromete a fazer aquilo que diz, se queima feio se não fizer, e se a pessoa se queimar logo comigo, piorou, porque eu tenho credibilidade, fiz história nesse grupo, as pessoas ali sabem quem sou, conhecem meu dote, sabem quem são minhas amantes fixas e o naipe delas, então... quando uma mulher diz que quer transar comigo, gera uma enorme expectativa em todos por motivos óbvios; Lane fez exatamente isso quando revelou que nossa transa estava confirmada, e quando Marcondes espalhou os vídeos, todos foram ao delírio, então aquelas que têm ciência de como sou, se ofereceram porque sabem que aguentam sim! Explanou Rodrigo, acabando de se enxugar.

—Nossa... então a palavra de uma pessoa tem peso no grupo né? Comentei.

—Não só no grupo, mas na vida também... agora entende porque o Miguel fez o que fez com o Clécio? Não estou defendendo totalmente a atitude de meu amigo, mas... foi um exemplo doloroso de que o homem deve sustentar sua palavra! Respondeu Rodrigo, se enrolando na toalha.

—Até hoje me pergunto porque esse maluco fez isso, mesmo sem conhecê-lo! Comentei.

—O Miguel é intempestivo... sempre foi assim, mas tem um bom coração, é um homem bom, porém... com um senso de justiça... meio torto! Comentou o macho, e dei risada, ele riu em seguida.

—Aahhh... que perfume delicioso esse seu! Falei, cheirando o lindo peitoral de Rodrigo.

Nos rendemos a um beijo caliente, intenso e cheio de desejo. O pastor ofegava, visivelmente cansado, mas me deixava pirada com seu toque. Humm... que boca tesuda, que língua deliciosa e que embate oral delicioso. Segurei sua cabeça e segui em frente, doidinha, com a xoxota trêmula.

Rodrigo ergueu meu vestido e encheu suas mãos em meu rabo faminto por ele, e gemi manhosa, ele o apalpou deliciosamente, em um toque suave e ao mesmo tempo selvagem, subiu suas mãos da bunda até meu cangote e ali gemi, quase trêmula, ofereci meu pescoço a ele e o macho o beijou e chupou com maestria, depois nos beijamos de novo.

—Só esse breve instante com você... valeu por todo o dia de hoje! Comentou Rodrigo, me deixando arrepiada não só com suas palavras, mas com seu olhar sedutor. Pirei...

—Não... gostou da Lane? Indaguei, e o pastor deu um sorriso embotado. O fitei surpresa.

—Vou pedir a Suzy o contato dessa moça que mandou o áudio! Disse Rodrigo.

—Ficou mesmo interessado nela? Indaguei, surpresa.

—Presumo que vou me divertir muito com essa garota! Disse o pastor, sapeca.

—E se ela for uma falastrona? Perguntei, troçando e Rodrigo deu risada.

—Tenho certeza que não é! Replicou o macho, rindo lindamente e nos beijamos...

Aguardei na sala enquanto Rodrigo se vestia em sua alcova, a qual ele não me convidou para entrar e conhecer. Sim, a história de seu casamento estava ali, e entendi que aquele era seu santuário, apenas dele. O casal permaneceu no outro quarto. Eu não cria no que acabara de testemunhar...

Observei que na estante de sua sala não haviam porta-retratos, apenas objetos como um carrinho de ferro, seu videogame empoeirado e mal coberto com um paninho azul, uma bíblia bem grande e aberta com o salmo 38 evidenciado... o que achei incomum, pois quase toda bíblia que vi tanto na casa de meus pais, quanto na de irmãos e amigos, ficava aberta ou no salmo 23, ou no 91, e, curiosa como sou, após uma rápida lida no primeiro parágrafo... descobri que era um salmo de Davi... que pedia perdão a Deus pelos seus pecados... e minha face tremeu. Tadinho... ele ainda se punia... quase chorei.

Me sentei, e uns cinco minutos depois, Rodrigo saiu, e minha xoxota chorou desesperada ao vir a elegância do macho, isso com uma roupa de casa; uma camisa azul-escuro com listras douradas e de mangas curtas, seguida de uma calça social marrom e um chinelo, e um perfume inebriante. 

—Você não se cansa de me deixar com tesão né? Macho lindo da porra! comentei, tesa.

—Nossa, mas uso essa roupa em casa, bem casual! Disse o pastor, ruborizado.

—Não importa... achei lindo e fiquei com tesão! Retruquei, mordendo o lábio inferior.

—Ponha sua máscara, vou chamar o casal! Disse o pastor, desconversando. Malvado...

Pus o adereço e o frio na barriga voltou. Bem, a suruba do carnaval já havia sido uma amostra prática bem convincente do que era esse grupo sexual, porém, o que descobri depois, nos bastidores através do WhatsApp de Marcondes, aliás, do grupo do grupo no WhatsApp, me deixou muito impactada; então era ali que tudo acontecia, tudo era exposto e tudo era marcado entre os interessados, mas é claro, se o grupo era secreto, não poderia ter um site específico, ou talvez até tivesse, não sei.

Senti minhas mãos bem suadas, eu ainda não acreditava que isso estava acontecendo...

De repente ouvi duas buzinadas lá fora, e presumi que fosse Katiane vindo me buscar, ouvi passos e olhei para meu lado esquerdo, e vi Rodrigo vindo com o casal, já devidamente arrumados e mascarados. Lane trajava uma blusa preta de alcinhas e comprimento médio, seguida de uma calça jeans bem colada ao seu corpo exuberante e voluptuoso. 

Nossa, será que Rodrigo não gostou da transa com ela? Não sei, um macho tão experiente como ele, teve muitas mulheres e selecionou suas melhores, não só na cama, mas também fora dela...

—Er... um carro buzinou lá fora Rodrigo! Avisei, e temi ser o corno por uns instantes.

—É Katiane, eu a chamei! Esperem um minutinho por favor, vou atende-la e já volto, sentem-se, fiquem à vontade! Disse Rodrigo, com sua cordialidade costumeira. O casal assentiu.

—E aí meu amor? Gostou do que viu? Questionou Lane, sentada ao meu lado.

—Er... sim, foi... bem intenso e...! Comecei a falar, mas me perdi, fiquei acanhada.

—Difícil de acreditar né? É, eu sei! Completou Marcondes, e sorri desconcertada.

—Er... não sei se existem outros casais com... essa mente tão aberta assim, mas... é surreal e inacreditável mesmo! Não vou esquecer essa noite! Desabafei, e não esqueceria de fato, jamais.

—Ah meu amor, existem sim casais que praticam o cuckold mais do que você imagina, o cuckold não é só um fetiche não visse? É uma postura que o casal adota no casamento, tipo uma filosofia de vida visse? Mas é como tu falou, tem que ter a mente muito aberta e os dois precisam curtir, tem que ser bom pro casal! Explicou Lane, alisando meus cachos, simpática.

—E... como você descobriu que... fica excitado ao ver... sua esposa transando com outro homem? Claro, só diga se... não se importar! Indaguei e disse, e o casal sorriu lindamente.

—Tudo bem, não nos importamos, mas é uma longa história meu amorzinho, o Marcondes sempre teve esse fetiche, e um dia revelou isso quando me viu olhando pra um cara da pomba grande numa praia de nudismo, foi ali que tudo começou! Revelou Lane.

—P-Praia... de nudismo? Indaguei, impressionada. O casal riu e se abraçou.

—Sim, Lanezinha não se aguentou de tesão olhando pra pombona de um cabra lá, mas disfarçou, só que eu conheço minha nega safadinha, e vendo ela excitada, me excitei também, não sei porque, mas não senti ciúme não, então a gente conversou sinceramente visse? Depois chamamos o rapaz e... foi forte, não vou mentir, minha cabeça ficou meio virada, mas gostei e Lanezinha gostou muito também, e foi a partir desse dia que assumi ser um corno manso, e nosso casamento melhorou 1000%, porque não precisamos mentir, Lane não precisa me enganar! Relatou Marcondes, de forma bem resumida, mas entendi, e choquei.

—E... o que vocês... acharam do Rodrigo? Perguntei, arrepiada.

—Ah... não tem igual não visse, aliás, tem: Miguelzinho! Disse Lane.

—É? São... tão parecidos assim? Questionei, porque o comedor da Foda Cega era a CÓPIA de Rodrigo na cama, mas tinha um erotismo bem mais acentuado que o pastor.

—Claro, o menino só perde na grossura da pomba, mas é por pouco e ganha no comprimento! Ah, que advogado safadinho aquele, me fez tomar a gala dele numa tigela, igual uma gatinha, mas eu amei, eu gosto dessa safadeza, e olhe, só Miguelzinho me come sem Marcondes estar junto! Revelou a pernambucana, e arregalei os olhos.

—Uau... que excêntrico, e... ele é seu fixo? Perguntei, balançada. Lane revelou:

—Não exatamente, mas a gente pegou uma afinidade gostosa, ele soube me deixar doidinha, arriadinha por ele, e olha que tenho muita experiência visse? Sou muito de ficar transando com o mesmo cabra muitas vezes não, é aqui e acolá, quando dá saudade, mas com Miguelzinho eu sentia vontade quase todo dia visse? O menino SABE meter gostoso, e com Rodrigo vai ser do mesmo jeito!

—Mas ele não quer ser nosso fixo, acho que não gostou de Lanezinha! Disse Marcondes.

—Ah Marcondes, gostou sim, a mulher sente quando o homem tá sem interesse, vai só no instinto, e Rodrigo não foi assim comigo não, me pegou de jeito, com gosto de gás e eu quero mais, só que... ainda é cedo pra falar disso! Retrucou a mulher, meio desolada. Assenti.

—Boa noite gente, tudo bem? Disse Katiane, adentrando a sala com Rodrigo. A fitamos.

—Boa noite, tudo! Respondemos, quase em sincronia. Katiane e Rodrigo sorriram, então a morena novinha deu aquela secada no pastor e depois fez as formalidades finais do encontro:

—Bem, o que vocês acharam do encontro? Gostaram? Deem sua opinião por favor!

—Inesquecível e maravilhoso, tanto que queremos de novo! Disse Lane, empolgada.

—É, eu também adorei visse? Rodrigo é um homem muito bacana e nos tratou com muita educação e respeito o tempo todo, nos sentimos acolhidos de verdade! Depôs o marido.

—Fico lisonjeado em ter lhes deixado essa impressão tão positiva meus consagrados; vocês são pessoas adoráveis, e terão sempre meu apreço e respeito! Disse o pastor, sincero.

—E você Abençoado? Gostou dessa volta as atividades do grupo? Questionou Katiane.

—Pode me chamar de Rodrigo por gentileza, e... respondendo a sua pergunta, que certamente é a mesma dos demais... eu adorei, foi surpreendente e delicioso sim! Retrucou o macho, que desejava realmente se dissociar dessa alcunha, mas acho que não conseguiria...

—Tem um bocado de mulher querendo um encontro contigo depois desse com a Lane viu? Tive que sair dos dados móveis aqui porque a perturbação tá grande! Explicou Katiane, e demos risada.

—Imagino que esteja sim! Respondeu Rodrigo, todo sem jeito, vermelho. Tão lindo.

—Vamos... repetir esse encontro né? Propôs Lane, com um olhar apaixonado.

—Sim, é claro! Replicou o pastor, e não sei se o casal se convenceu...

—Bem, vamos indo né minha nega! Disse Marcondes. Lane assentiu.

—Olhe moça, eu te achei muito linda visse? E se é fixa do Rodrigo, então é pauleira na cama e dá conta do cabra. Espero que você entre no grupo, porque quero dar uma surra de cu nesse pastorzinho junto contigo visse? Comentou e desafiou a pernambucana, e demos risada.

—É... vamos ver né... estou bem instigada sobre esse grupo! Falei, sincera.

—Nossa... um pastor evangélico nesse meio sexual tão doido! Isso é inacreditável, só convivendo mesmo contigo pra acreditar! Comentou Marcondes, e corroborei.

—É complexo explicar porque vivo uma vida religiosa em paralelo com a sexual e não deixo uma interferir na outra; acho que vocês nunca entenderão, porém... eu levo muito à sério minha religiosidade, e o sexo é coisa de Deus, pouco importa a maneira como o fazemos, pois a finalidade é só uma: o pleno prazer, e quando atingimos esse pleno prazer, isso de forma geral, nos conectamos com Deus! Retrucou Rodrigo, e me arrepiei. O casal assentiu admirado...

—Nunca papou nenhuma irmãzinha da Igreja não né? Indagou Lane, troçando, e o pastor, só pelo franzir do cenho... expressou sua irritação com o teor daquela pergunta...

—Jamais minha consagrada, eu não preciso e nunca precisei disso, sou um homem sério, que nunca assediou ou abusou de nenhuma fiel, porque sei exatamente onde encontrar uma mulher para me satisfazer, e não é em uma igreja, mesmo com algumas damas lindas e de corpos esculturais que me atentam, mas eu sou esperto... porque o ardil... nunca foi uma influência do diabo, é algo inerente ao ser humano! Retrucou Rodrigo, e a mulher ficou destreinada. Tome na lata...

—E-Eu tava brincando visse? Não quis zombar de você não. Desculpe se dei a entender isso! Replicou Lane, vermelha de vergonha. Rodrigo deu um sorriso de canto de boca.

—Tu foi muito mal educada visse Lane? Desculpe Rodrigo! Repreendeu Marcondes.

—Tudo bem, não me senti ofendido. Infelizmente, a maioria das pessoas sempre verão a nós, pastores, como ladrões, mentirosos e promíscuos, justamente por conta de uma enorme parcela de pastores que são exatamente assim, então eu já me acostumei com os rótulos, o preconceito, o julgamento e a condenação, mas quem me conhece... sabe que jamais precisei ludibriar alguém, por isso minha igreja é feia e pobre! Disse Rodrigo. Nossa... que paulada... me segurei para não rir...

—Essa vai ficar só na lembrança né? Indaguei, após Lane e o corno manso partirem, mas antes, a mulher só faltou se ajoelhar pedindo perdão ao pastor pela merda que disse.

—A princípio pensei sim em não aceitar outro encontro, mas... ela se mostrou arrependida da besteira que falou, só que... darei um gelo nela! Disse Rodrigo, sorridente. Estávamos na calçada de sua casa, Katiane já se preparava para me levar de volta para casa.

—Bem... precisamos ir, senão... meu marido vai começar a ligar! Avisei, tristonha.

—Tudo bem, e... acalme seu coração, não tenha receio, o grupo é um lugar saudável, de pessoas bacanas, e não leve meu desejo de sair dele em consideração, eu apenas enjoei de tudo isso, já tenho o que buscava, e tenho outras prioridades na vida! Aconselhou Rodrigo, sereno.

—Está certo, pode deixar! Respondi, em seguida nos abraçamos formalmente.

Batata, o corno ligou uns três minutos depois que saímos da casa de Rodrigo, e avisei que já estava a caminho, então, quando chegamos e antes de descer do carro, Katiane disse:

—Posso marcar seu reencontro com a Suzy pra amanhã se você quiser!

—Não sei se amanhã daria certo, é mais garantido na segunda, porque meu marido vai estar trabalhando o dia todo! Repliquei, explicando a situação e agindo com prudência.

—Manda um zap pra mim confirmando o dia então, pode ser? Propôs a novinha.

—Está certo... acho mais prudente assim! Falei.

—Olha Luciana... é como o Rodrigo disse e você já deve ter percebido quando foi praquela suruba do carnaval; o grupo é legal, tem gente boa, que gosta de uma sacanagem diferente, mas principalmente: se respeita acima de tudo! Opinou Katiane, e dei risada.

—É... eu percebi mesmo que as pessoas se tratam com muito carinho e respeito, têm uma amizade, e isso é bacana, gostei! Retruquei, e ouvi o portão de minha casa se abrindo.

—Oi amor, já tava preocupado! Disse o galhudo. Repliquei, dissimulada:

—Foi uma aula ótima, nos empolgamos nos estudos e acabou demorando!

—Sua esposa é uma professora muito competente, aprendi muito hoje! Disse Katiane, encorpando ainda mais a mentira. Incrível como ela convencia, não parecia artificial...

—Até a próxima meu amorzinho! Falei, e nos despedimos com beijos no rosto.

Saí do veículo e Katiane manobrou o retorno, em seguida arrancou dando uma buzinada, acenei e adentrei meu lar, porém, fui abraçada pelo galhudo, e quase o repeli, mas deixei.

—Humm... essa moça usa perfume de homem? Indagou o corno, e gelei. Puta que pariu, o perfume de Rodrigo ficou impregnado no meu corpo e roupa. Eu tinha de pensar rápido...

—Perfume de homem? De onde você tirou essa conversa? Questionei, dissimulando.

—É... eu conheço essa fragrância, é masculina sim! Atestou o galhudo. Que merda...

—Virou especialista em perfume agora? Na escola tem um professor que usa perfume feminino, e aí? O que você está insinuando com isso? Retruquei e o soltei, depois saí.

—N-Nada Luciana, foi só um comentário! Disse o galhudo. Entrei em casa e suspirei. 

FIM

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Fim das repostagens. Aleluia...

Para os que se lembram, mesmo que vagamente, foi exatamente este o último relato que postei no finado contoerotico; depois o que aconteceu todos já sabem e certamente se lembram, minha conta foi excluída da plataforma de maneira arbitrária e sem justificativa alguma, e posteriormente o site acabou; o detalhe é que eu já havia criado o blog bem antes de ser banida de lá, justamente porque estava sem o menor saco e nervos para esperar ás vezes 48 horas para ter minha postagem liberada, o que me rendeu muitas mensagens "amáveis" para o suporte, mas enfim... 

Aos que releram até aqui, deixo meu profundo agradecimento pela confiança, e principalmente pela paciência; aos novos seguidores, agradeço igualmente, pois boa parte dos que me acompanham hoje, vieram dos outros sites onde postei meus textos, sites que sequer têm metade do primeiro ato postado, mas que por e-mail, mostraram muito interesse em seguir acompanhando minhas aventuras, muitos inclusive "maratonando" (segundo eles) meus textos, porque não conseguiam parar de ler.

O que virá em breve é inédito para TODOS, e é desnecessário comentar novamente sobre isso, a introdução foi postada justamente para deixá-los cientes de que tudo nessa nova fase é diferente do que vocês leram até agora, saiu completamente da curva do primeiro e segundo atos, e acredito que essa curta, porém impactante aventura com Lane, reforça bem minha afirmação, então... só resta aguardar. 

E por falar em Lane, na foto, eu e a morena em um momento delicioso, e quem manjou o cenário da foto, deve ter percebido que tem mais gente nesse lugar, gente conhecida até...

E para finalizar, quero deixar meu muito obrigada ao mais novo seguidor do blog. Seja muito bem-vindo, espero que curta os relatos e acompanhe sempre as atualizações. Agora são 49 alunos em nossa sala de aula da sacanagem, e se você, que lê e acompanha as postagens, mas ainda não segue, por favor, dê essa moral, siga o blog, é importante, seja o 50º aluno, vamos atrair mais pessoas, fazer essa sala de aula crescer, pois as vagas aqui são ilimitadas.

Beijos, tenham um dia maravilhoso, cheio de paz, vida e trabalho, um resto de semana produtivo e até segunda. A série continua, está perto do fim, e que final delicioso e surpreendente virá...

lucycontistasexy@gmail.com


Comentários

  1. Relendo mais um conto inesquecível e maravilhoso desta nossa professorinha querida…a nossa admiração por você é intensa…BOTO

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