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—Um encontro? E... com quem seria? Indagou Rodrigo, ressabiado.
—Tenho algumas pessoas em mente
aqui! Respondeu a loira.
—Se for com a Pequena Notável,
pode esquecer! Disse Rodrigo, e arregalei os olhos.
—Oh Rodrigo, o que você tem
contra a Stefhany? Eu gostei dela! Indaguei e comentei, e o pastor me fitou com
os olhos arregalados. Suzy deu uma gostosa risada alta e ele a fitou.
—Onde você a conheceu? Indagou o pastor, bem surpreso.
—Em uma... transa com o Cássio! Falei, com uma carinha de menina que
aprontou.
—Você... é bissexual? Porque a Stefhany é! Indagou e comentou o pastor,
curioso.
—E-Eu? Deus me livre, ela nem me tocou! Repliquei, chocada e mentindo.
—Não... nada contra, só perguntei por curiosidade, Stella e Vitória,
minhas amantes fixas, são bissexuais e não tenho neura com isso, sou amigo de
um travesti, o respeito profundamente, e ele me respeita! Disse Rodrigo, e o
fitei admirada. Amigo de um traveco? Uau.
—Mas na bíblia diz que os homossexuais vão para o inferno! Troçou Suzy,
rindo jocosa.
—A única coisa que tem coerência na bíblia são os ensinamentos de
Cristo, o resto é baboseira e desonestidade dos tradutores, que seguem
conveniências religiosas espúrias para alienar as pessoas! Você sabe que eu
respeito a todos e não discrimino ninguém, e não preciso usar do preconceito
para recusar práticas sexuais que não me apetecem! Retrucou Rodrigo, fitando a
loiraça. Não acreditei no que ouvi... aquela declaração dele foi... puramente
agnóstica.
—Calma meu consagrado, eu só estava brincando meu amor. Ei, quer um
boquete bem gostoso para relaxar, quer? Eu e a Luciana fazemos! Replicou e
atiçou Suzy, que apalpou a tora do pastor. Rodrigo deu risada, então aproveitei
e apalpei também, era nosso macho.
—Olha... não me atentem, eu disse que seria rápido! Rebateu Rodrigo, e
rimos.
—Vai recusar um boquete de duas mulheres? Sério isso? Instigou Suzy.
—Vocês não vão se contentar só com boquete, principalmente você
loirinha, eu também a conheço há 20 anos! É sério, preciso voltar rápido, meu
filho está em casa e vai partir no início da noite com meus sogros, então vamos
ver logo esse encontro! Resistiu o pastor.
—Ah não me contento MESMO, muito menos você... safado, tesudo! Atiçou Suzy, e rimos alto.
—Por que... você não quer transar com a Stefhany? Indaguei, curiosa.
—Porque eu não curti muito o jeito dela! Respondeu o pastor,
categórico.
—Ah... eu achei ela tão legal, graciosa, divertida e com muita atitude!
Você deveria dar uma chance, ela pode lhe surpreender! Repliquei e sugeri. O
pastor me fitou surpreso.
—Agora lembrei, o Cássio me falou que a transa dele com a Stefhany era
pelo grupo, então como você participou se era sigilosa? Ele a convidou? Indagou
Rodrigo, cabreiro.
—Er... digamos que... entrei de gaiata no navio, na verdade ambos me
convidaram, mas eu recusei a princípio porque saquei que era algo deles, porém,
ela insistiu! Falei, sincera.
—O Cássio não deve ter sacado o intento da baixinha! Comentou Rodrigo,
fitando Suzy.
—Eu acho que sacou sim, porque na época eu saquei, e olha que nem fazia
ideia de quem eram o tal Abençoado e seu amigo Miguel! Retruquei e comentei, e
quando disse o apelido “Abençoado”, apontei o dedo indicador para Rodrigo, que
me fitou desconcertado.
—Me perdoe por ter mentido para você naquele dia tão especial e
gostoso, mas... eu jamais imaginei que você seria indicada, eu... não conhecia
sua vida sexual como estou conhecendo agora, então menti porque... abordar uma
mulher sobre um grupo de sexo e expor isso sem saber até onde ela pode ir... é
perigoso, e eu nunca indiquei mulher alguma, então... peço desculpas, me
perdoe! Retratou-se e justificou-se Rodrigo, meio envergonhado.
—Tudo bem, está perdoado, mas só porque a Suzy me contou toda a
história desse seu apelido! Repliquei, segurando ternamente as mãos de Rodrigo
e o encarando, ele sorriu.
—Linguaruda! Disse o pastor, fitando a loira, e ela deu língua para
ele. Rimos alto.
—O que o Miguel fez para deixar a Stefhany tão puta da vida? Indaguei,
curiosa.
—Ah... ele cantou o comecinho daquela música dos Mamonas Assassinas que
fala dos animais, e isso bateu errado no psicológico dela! Disse Rodrigo, e
Suzy gargalhou.
—Música dos Mamonas Assassinas que fala de animais? Indaguei, sem me
lembrar.
—“Comer tatu é bom, que pena que dá dor nas costas, porque o bicho é baixinho,
e é por isso que eu prefiro as cabritaaas”! Cantarolou Suzy, rindo, e ao me
lembrar, gargalhei.
—G-Gente do céu... que horror... tadinha! Falei, chorando de rir, e
todos rimos.
—O Miguel estava bêbado no dia, tanto que quando ficou sóbrio, procurou
a Stefhany depois para se desculpar, mas a coisa piorou... e outra contenda
aconteceu! Contou Rodrigo.
—A baixinha é apaixonada pelo Miguel, meu consagradinho! Revelou Suzy.
Estarreci.
—O Miguel disse que vai comer a Stefhany, e se ele disse... é porque vai!
Falou Rodrigo.
—S-Será? Indaguei, porque o pastor disse aquilo bem convicto.
—É, vai sim... mas... vamos ao que interessa, porque preciso voltar
para casa, é sério Suzy, quero curtir meu filho, ele se vai no comecinho da
noite! Advertiu o pastor, aflito.
—Ué, mas por que ele não pode passar o final de semana na casa do pai?
Indaguei.
—Porque vai passear com os tios e os primos amanhã, meu garotão vai conhecer
seu bisavô, só que ele mora no interior, então complica para eu ir junto! Explicou
o pastor, sereno.
—E ainda tem as coisas da igreja né? Endossou Suzy. O macho explicou:
—Isso, amanhã vou fazer a prestação de contas das doações, e preciso
organizar o bazar beneficente que faremos para ajudar os pacientes com câncer!
Vai ser um dia bem puxado!
—Se precisar relaxar depois desse dia puxado... é só me ligar viu?
Atiçou Suzy, apalpando a tora do macho mais uma vez. Não me fiz de rogada e
também apalpei de novo.
—Muito obrigado pela gentileza, pode deixar que ligarei sim, mas agora
vamos ver com quem vai ser esse encontro que você quer inventar! Retrucou
Rodrigo, tirando nossas mãos.
—Ué... não é com a Pequena Notável? Achei que já estava tudo certo!
Troçou Suzy, e demos risada, mas Rodrigo sacudiu a cabeça, sorrindo ruborizado
e depois disse, titubeando:
—Olha Suzy, por enquanto eu não quero a baixinha, tudo bem? Nada
contra, ela é linda, muito gostosa sim, mas... não deu liga, entende? Não sei
porque, mas... não sei!
—Oh meu consagrado... ela prometeu fazer o que você quiser. Você não
fica excitado ao se enxergar arregaçando aquele pinguinho de gente com seu
salame? A pobrezinha me atenta todo dia querendo um encontro com você! E eu só
embromo a coitada! Atentou Suzy.
—Ok, então vamos fazer assim: eu só transo com a Pequena Notável no dia
em que ela perdoar o Miguel e eles selarem a paz! Rebateu Rodrigo, e demos
risada.
—Então posso considerar a transa sacramentada, pois você mesmo disse que
o Miguel iria conseguir transar com ela! Opinei, e o cafajeste deu um sorriso maroto.
—Está certo, depois vemos isso, agora vamos ao cerne do assunto! Tem
alguma dama em mente? Aliás... a gente deu a maior volta, saímos do foco
falando da Stefhany, do Miguel, e até agora você não me disse o motivo de
querer que eu volte a ter encontros no grupo, quando deixei BEM claro que não quero
mais conhecer ninguém! Desabafou o comedor, sério.
—Eu sei meu amorzinho, mas a Luciana foi indicada, então pensei em dar
a ela uma amostra de como o grupo funciona, os trâmites de um encontro, aí
pensei em você, já que tem um caso fixo, e pelo visto, indo muito bem com ela,
e VOCÊ dando um exemplo prático disso a deixará mais segura em sua decisão de
aceitar ou recusar! Respondeu e explicou Suzy.
—Ah sim, entendo! É... ah... lá vamos nós, mas tudo bem, pode ser, mas... não quero
ninguém da equipe na minha casa, só eu, Luciana e a mulher. Só nós três! Disse
Rodrigo, dando sua condição.
—Certo, mas... não pensei em uma solteira, e sim em um casal! Disse
Suzy. Estarreci.
—Casal? Ainda tem casais interessados em mim? Questionou o pastor,
admirado.
—Casal Tesão à Mil, eles estão muito interessados em você; a Lane,
esposa do Marcondes, disse que cumpre qualquer exigência sua e garantiu que dá
conta do seu brinquedo, só que o marido quer assistir! Explicou Suzy. Rodrigo
sorriu maliciosamente e me fitou.
—Ah sim! Er... Lane... é aquela pernambucana do rabão? A morena?
Indagou Rodrigo.
—Ela mesma! Tem pezinhos lindos viu? Respondeu e atiçou a loira.
Rodrigo riu alto.
—E ela disse... que faz o que eu quiser? Perguntou o cafajeste. Suzy
replicou:
—Já respondi por você meu amor, frisei que você só aceita o encontro se
a transa for apenas anal, e ela disse que vai te dar uma surra de cu
inesquecível! O pastor rebateu:
—Ih... é do tipo falastrona; sendo assim... ela vai ratificar tudo o
que disse a você quando nos falarmos por telefone, então já tenha uma segunda
opção na agulha, de preferência solteira!
—Ah, a Lane não é falastrona, eu GARANTO! Só quero saber se o manso vai
ter estômago para ver seu tronco estourando o cu da mulherzinha dele! Comentou
Suzy, e ambos riram.
—Não vou provocar ninguém, mas não respondo por ela! Disse o pastor,
bem ético.
—Er... eu vou participar? Quer dizer, vou transar também? Perguntei,
duvidosa.
—Acho pouco provável o casal permitir, eu vou propor a eles sua
participação, mas não se anime muito, é praticamente impossível eles toparem e
eu vou acatar a decisão deles, então nesse caso, você seria apenas uma
espectadora! Respondeu Rodrigo. Suzy concordou.
—O Rodrigo está correto Lulu, esse é um dos trâmites para que a transa
se concretize; primeiro ele vai conversar com o casal durante uns dias, que
podem durar de sete até 15, pois uma relação de confiança mútua precisa ser
estabelecida primeiro! Explicou Suzy.
—Ué, mas a mulher já não prometeu dar uma surra de cu no Rodrigo? Para
mim ela está mais do que confiante nele! Retruquei. Rodrigo e Suzy deram risada
e o pastor me abraçou.
—Esse é um desejo dela, uma espécie de propaganda de seu desempenho
para me deixar instigado e procurá-los; eu nunca tive contato com esse casal,
então não é simplesmente ligar para eles e dizer: "aceito, venham amanhã, tal
hora". Não é assim, principalmente com casais, porque a decisão não é
monocrática, no caso da mulher, que é a parte interessada, pois se o marido não
gostar de mim ou não sentir segurança no meu papo, a transa não rola e da mesma
forma, se eu não gostar da conversa deles, se forem mal-educados ou me deixarem
inseguro, também recusarei! Não parece, mas isso é uma coisa MUITO séria! Explanou
o pastor.
—Antes de a transa acontecer, e se a logística for favorável para eles,
é claro, o Rodrigo vai se encontrar pessoalmente com o casal, e eles vão bater
um papo olho no olho, reforçando tudo aquilo que conversaram por ligações ou
WhatsApp; ali é a etapa final, a hora da verdade, e se rolar a química, aí sim,
marca-se o dia e a hora, e eles, no caso o Rodrigo e a Lane, farão os exames
médicos e mostrarão um ao outro no dia da transa! Explicou Suzy.
—Nossa, não é tão simples como imaginei, então... não tem nada
definido! Comentei.
—Nosso grupo é pequenino, não tem a intenção de se expandir porque pode
atrair gente que não queremos, no caso, os bandidos que mandam aqui, e eu
nunca, na minha vida de prostituta, me vendi a bandidos, porque bandido só paga
a primeira trepada, depois lhe escraviza e vira seu cafetão, e sempre tive medo
de ser puta de traficante, eu sempre fui dona do meu nariz, da minha vida,
então, nosso clube é secreto e sério, pois é feito de pessoas sérias e idôneas,
que prezam pela discrição total e segurança absoluta! Replicou Suzy. Assenti.
—Eu me lembro que dias antes de a suruba armada pelo Miguel na casa do
Batista acontecer, o Ariovaldo desabafou comigo sua chateação com o Cássio por
ter chamado uma amiga para participar da transa dele com a Stefhany, que era
pelo grupo, mas claro, ele não me contou que era você, e eu dei e dou razão
para o coroa nesse caso! Contou Rodrigo, e me surpreendi.
—Oh Rodrigo, eu fui porque quis, qual o motivo de dar razão ao Valdo?
Indaguei.
—O Cássio foi irresponsável ao anuir sua participação em um evento
privado e devidamente combinado entre apenas duas pessoas; a sorte foi que a
baixinha gosta mesmo de uma sacanagem e não ligou, mas se fosse outra, poderia
ter dado ruim, porque chamar um “estranho” para participar de uma transa do
grupo, pode quebrar a confiança daquele que se desagradou do gesto, e até
causar o cancelamento da mesma ali, no ato, em casos mais radicais, e aí...
quem vai ficar com os ouvidos assados depois, é nossa querida Suzy! Disse
Rodrigo.
—V-Você... chamou o Cássio para conversar sobre isso? Indaguei, sem
mencionar minha ciência de que Rodrigo era padrinho sexual do filho de Valdo, pois
fiquei receosa.
—Sim, e perguntei a ele quem foi a mulher que participou do evento, mas
o Cássio não quis revelar, não expôs você, e achei uma atitude nobre dele,
então só lhe dei uns conselhos, não dei bronca, até porque bronca ele já tinha
levado do pai! Disse Rodrigo, e rimos.
—Eu lembro que o Cássio chamou a Stefhany pelo apelido Pequena Notável
quando a viu, mas consertou depois, porém, não liguei, não desconfiei que essa
alcunha tinha um sentido, um motivo implícito, então... ele acabou dando
bandeira sim! Comentei, após analisar tudo.
—Bem, não importa, já passou, vamos Suzy, me dê o contato da Lane, que
na segunda eu já dou início a conversa, e Luciana... aguarde meu sinal para lhe
informar a data e hora do encontro, e até lá, teremos que ficar de molho! Disse
e avisou Rodrigo, com seriedade.
—Por que? Mas nem um chameguinho de leve? Vai fazer essa maldade de me
deixar com saudade de você? Repliquei, sentida. Suzy deu uma risada gostosa e o
pastor também.
—É porque... preciso dar uma atenção a esse casal, além do mais, a
semana que está chegando trará uma correria cruel e estressante, tanto com meu
trabalho, quanto com as obras assistenciais da igreja, então meu tempo e juízo
estarão bem minguados, mas relaxe, somos amantes e teremos nossos momentos sempre!
Replicou Rodrigo, que me abraçou depois.
—Vai com Deus e a pomba do Divino, meu amor! Disse Suzy, e gargalhei. O
macho corou.
—Sabe Suzy... todos os dias eu agradeço a Deus por ter lhe posto em
minha vida, mas também peço ao mesmo Deus... que ponha JUÍZO em sua vida,
porque acho que Ele se esqueceu! Sua maluquinha! Replicou o pastor, que deu um
beijo na testa da loira, e rimos muito.
—Me chame de maluquinha de novo! Pediu Suzy, abraçada a Rodrigo.
—Maluquinha! Agora... tchau, fui! Disse Rodrigo, que beijou nós duas e
partiu.
—Mais calma? Indagou Suzy, alisando meus cabelos, após a partida de
nosso macho.
—Sim... mas estou ansiosa por esse evento de amostra! Respondi. Suzy
orientou:
—Após esse evento, vou chama-la de novo, formalizar a proposta e lhe
explicar como os membros são admitidos no grupo; até lá, tranquilize-se, e não
comente nada do que aconteceu aqui com Ariovaldo, Cássio ou Fabiana, porque isso
só diz respeito a você!
—Mas se a Fabiana me vir, vai perguntar, porque trabalha na calçada da
escola em que trabalho! Retruquei, porque supus que era exatamente isso o que
aconteceria.
—Não, não vai porque o Rodrigo vai procura-la, arregaçar aquele rabão
dela e dizer que nosso contato já foi feito, e a mulher vai agir como se nada
tivesse acontecido! Replicou Suzy.
—S-Sério? Ele... vai transar com ela? Indaguei, impactada.
—Ah, ele vai sim tirar satisfações com a Fabiana, mas do jeito dele,
sem confusão, apenas... dando o que ela merece, que é aquele pauzão grossão e
delicioso todinho no cu dela, e claro, ela vai amar o castigo! Disse a
meretriz, com um sorriso malicioso, e dei risada...
SEGUNDA-FEIRA, 11 DE MARÇO DE 2019.
Rodrigo não compareceu à padaria. Tudo bem, já era previsto. Tomei meu
desjejum e antes de entrar para iniciar mais um expediente, ainda sob os
efeitos de tudo que me foi revelado, vi Fabiana, de longe, atendendo seus
clientes. Claro que não fui notada, pois ela estava atrás de sua banquinha,
rodeada pelos abutres de sempre, que não desistiam de assediá-la...
No dia seguinte, quase a mesma coisa. Nada de Rodrigo na padaria, e
aquilo começou a me deixar meio murcha, pois senti saudades, e antes de entrar
na escola e me surpreender ao vir Ariovaldo de volta, organizando a entrada dos
discentes, dei outra fitada na banquinha de Fabiana, e tive o ímpeto de ir até
lá, afim de saber se ela já tinha recebido seu “castigo”...
—Bom dia Fabiana! Cumprimentei, com simpatia. A morena, que estava contando
dinheiro e com pouca gente ao redor, quando me viu, abriu aquele sorrisão
simpático e disse:
—Bom dia Luciana! Que maravilha ver você aqui meu amorzinho! Logo supus
que Rodrigo já tinha dado a “bronca” anal nela, porque seus olhinhos brilhavam
como diamantes.
—Quero duas fatias de bolo de cenoura, para viagem! Pedi. Ela sorriu
lindamente.
—É pra já meu amor! Disse a mulher, e realmente ela estava agindo como
se nada tivesse acontecido, quer dizer, eu não sabia se Rodrigo e ela já tinham
transado, só especulei. A mulher pegou as fatias, embalou carinhosamente em um
saquinho plástico e me entregou.
—Obrigada Fabi, aqui está! Agradeci e dei o dinheiro para pagar, e
então...
—Não precisa, é cortesia meu amor! Ai Lulu, tô tão feliz com uma bênção
que recebi! Replicou e disse Fabiana, que chegou a marejar os olhos de tanta
alegria, e logo desconfiei.
—Sério? O que aconteceu? Indaguei, prevendo o que seria. Fabiana,
mostrando que discrição era a sua especialidade, pegou um caderno médio, uma
caneta e escreveu, meio de costas para mim, depois arrancou a folha e me deu, e
arregalei os olhos ao ler a declaração.
“ONTEM O RODRIGO ME COMEU A TARDE TODA”.
—Rasga e joga no lixinho aqui! Sussurrou a mulher, que piscou para mim
e sorriu. Assenti, sorrindo maliciosamente, fiz picadinho do papel e joguei no
cestinho que havia ao lado.
—Eu logo vi pelos seus olhinhos brilhantes, que algo bom tinha
acontecido! Comentei.
—Sabe aquele dia em que tu acorda leve, sorrindo à toa e cantando?
Então, é hoje, aah! Disse a safada, e demos risada, depois chegaram clientes,
me despedi dela e fui trabalhar...
Ao ver Ariovaldo no portão da escola, tudo que vivi sexualmente com ele
fulminou minha mente e senti um arrepio. Aquele quase idoso, com uma
competência sexual notável, era membro de um grupo erótico, e assim como seu
filho Cássio, mantiveram esse segredo a sete chaves, sem intenção alguma de me
fazer adentrar esse universo, porém, o vigia foi sim o responsável indireto por
me fazer descobrir esse grupo, e só ali, ao vê-lo, com um semblante tristonho e
desolado... vi o tamanho daquele evento do Laboratório de Ciências ano passado... o quanto ele representava para mim.
—Bom dia Ariovaldo, senti sua falta! Cumprimentei e o abracei.
—Oi Luciana, também senti saudades de você e a Mundoca! Disse o vigia,
com voz triste.
—Tudo bem meu amigo? E sua mãezinha... como está? Perguntei, mas pelo
semblante dele...
—Se foi, Deus... veio buscar ela finalmente! Disse o vigia, com olhos
marejados.
—Ela cumpriu sua missão... e partiu orgulhosa de ter posto uma família
tão linda como a sua no mundo; tenho certeza, que ao lado de Deus... ela olha
para você com o mesmo carinho que sempre olhou... junto com seu pai! Desabafei,
tentando acalentar a dor daquele homem.
—Obrigado Luciana, você é uma amiga “pai d’égua”, mas... em breve vou
me aposentar e ir pro interior, não quero mais ficar aqui; já criei meus
filhos, tão todos encaminhados, então... vou viver o resto da minha vida no
lugar onde nasci, e onde minha mãe lutou durante décadas pra manter de pé!
Disse o vigia, que por pouco não chorou. O abracei com ternura...
—É meu amigo... vá em frente e seja feliz, onde você foi feliz!
Respondi abraçada a ele.
—É isso que vou fazer Lulu, o Cássio foi o último filho que consegui
criar, e ele já deu um rumo na vida dele também, talvez case com a menina lá, que cuida muito bem dele, então posso ir em paz e ter um resto de dias em paz! Disse o
vigia, que sorriu meio amargurado. O abracei mais forte.
SEGUNDA-FEIRA, 18 DE MARÇO DE 2019, 21H27.
“Minha querida Luciana, perdão pela ausência, peço por favor que me
espere na padaria amanhã às 11h30. Beijos e te adoro muito”. Essa foi a
mensagem que recebi de Rodrigo, uma mensagem ousada, pela hora em que foi
enviada, pois o corno estava em casa, mas foda-se, amei...
TERÇA-FEIRA, 19 DE MARÇO DE 2019, (FERIADO DE SÃO JOSÉ) 11h25.
Feriado, mas o corno estava trabalhando. Minha roupa era causal; uma
blusa florida de mangas curtas e um short jeans médio. Esperei Rodrigo do lado
de fora da padaria. Estava ansiosa e morta de saudade dele, e ao avistar seu
carro chegando, dei aquele suspiro e sorri com a boca de cima e a de baixo, mas
a de baixo abriu o berreiro ao vê-lo sair do veículo, trajando uma camisa azul
com listras douradas e sua inconfundível calça social preta, fechando o charme
com sapatos pretos. Aquele macho fazia questão de andar sempre elegante e
sedutor. O porte daquele homem me fascinava...
—Você podia ter marcado esse encontro na sua casa, porque estou louca
para me jogar em seus braços e te beijar bem muito, seu malvado! Desabafei,
toda dengosa.
—A recíproca é verdadeira, mas... meu tempo hoje está caótico, porém...
ver você tão linda e exalando tanta feminilidade nessa roupa, é um alento para minha
alma! Replicou Rodrigo. Cafajeste tesudo do caralho. Minha buceta chorava de
fome por ele... o cu então...
—E... como foi com o casal? Tudo certo? Teve um contato “tete a tete”
com eles? Perguntei, curiosa. Rodrigo deu um longo suspiro e me fez arregalar
os olhos com a resposta:
—Sim, mas... quase desisti do encontro!
—N-Nossa, mas por que? Indaguei, bem impactada.
—O casal propôs uma relação fixa, e... eu detesto esse tipo de proposta
em um primeiro contato, já perco 50% do interesse! Contou Rodrigo, e ali vi...
o quão sério ele era.
—Por que? Não é mais seguro do que... levar uma relação como a que você
leva comigo por exemplo? O cara não vai ser tão corno como meu marido é!
Questionei e opinei.
—Você tem razão, mas não se aborda relação fixa se a transa ainda nem
aconteceu, e eu não sei se será boa para nós, então... isso foi uma
demonstração de... não sei, talvez inexperiência do casal, falta de um amadurecimento melhor sobre esse
fetiche, porque o Cuckold pode ser uma via de mão dupla se não houver uma lisura genuína entre marido e mulher! Disse o pastor, sereno.
—Cu o que? Cucou? Indaguei, capturando a estranha palavra dita por
Rodrigo.
—Cuckold! É literalmente... corno em inglês, é um fetiche onde o homem
tem tesão em ver sua companheira, seja esposa ou namorada, transando com outro
cara, e o mais curioso disso: ele só ASSISTE a transa, dificilmente são os casos em que participa!
Explicou o pastor, e o fitei estarrecida.
—M-Meu Deus... é sério isso? O cara... se excita vendo outro... comer sua esposa? Nossa, eu diria que a mente deles nem é aberta, e sim ESCANCARADA! Comentei, embasbacada. Rodrigo riu.
—Pois é, você ainda não viu nada, mas enfim... posso estar enganado, temos de levar em conta que esse
casal tentou contato comigo há SEIS meses, sem retorno algum de minha parte, e
sempre deixaram claro que não desistiriam, então... podem ter agido de forma
eufórica, movidos pela emoção e certa descrença por eu ter aceitado! Explicou
Rodrigo. Meu Deus... ele era muito perspicaz...
—E... eu vou transar também, ou... só assistir? Indaguei, torcendo para que o casal tivesse aceitado minha participação. Rodrigo deu um longo suspiro...
CONTINUA
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Olá queridos alunos, hoje temos o início de mais uma minissérie dentro dessa série, um dos momentos mais impactantes de minha trajetória sexual, e quem a leu no finado contoerotico e se lembra mesmo que vagamente, sabe o nível "hard" dessa história, mas enfim, sem cortar o barato dos leitores novos, quarta finalmente teremos uma das partes com sexo dessa série, e, posteriormente, mais alguns textos S.S., e se a direção do vento estiver boa, teremos postagens até sexta.
Foto dedicada àqueles que têm tesão em mulheres vestindo legging, porque sim, existem homens que piram em ver damas trajando essas calças, e quando eu visto uma, Rodrigo me arregaça bem gostoso, rasga a costura do meio da parte traseira e alimenta meu cu guloso, com muita tara.
Farei minhas considerações na última parte dessa minissérie. Boa leitura.
Beijos, tenham um dia cheio de paz, vida e muito trabalho.
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Comentários

Como sempre professorinha, tua escrita excita!
ResponderExcluirCaraio com essa calça ficou de matar
ResponderExcluirSempre bela.
ResponderExcluirMinha nossa como vc ta gostosa nessa calça!
ResponderExcluir