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—E-Espere... n-não o chame agora! Pedi, aflita. Suzy riu alto e retrucou:
—Acha que o Rodrigo vai terminar
o caso com você se te ver aqui? Que besteira!
—É que... você me contou essa
coisa tão séria sobre a vida dele, então... tenho medo de ele ficar bravo; não
quero causar problemas! Repliquei, realmente temerosa.
—Nada a ver, mulher; eu te
contei essas coisas porque você e o Rodrigo são amantes, e também porque você
foi indicada para ser um membro do grupo, e esse não é o tipo de segredo que
vai escandalizar e prejudicar a vida do nosso comedor, porque NINGUÉM do
convívio social normal dele sabe disso, então fique tranquila! Rebateu Suzy,
alisando meu rosto.
—Eu... queria saber mais algumas
coisas sobre o Rodrigo! Se... você não se importar em contar, é claro, então...
depois chamaria ele! Falei, meio ressabiada. Suzy replicou:
—Só... não pergunte de que a
mulher dele morreu, porque nem eu sei, e... foi um período muito doloroso para
nós! Sabe... ninguém deseja a morte de seu companheiro, por mais que hajam
desencontros sentimentais na relação, por mais... que a magia do amor tenha
acabado, ou... nunca tenha existido; o divórcio resolve, mas... quando o divórcio é
causado pela morte... deixa sequelas irreversíveis, e o Rodrigo hoje vive
atormentado pelo remorso!
—M-Mas... ele... nunca cogitou
se separar da esposa depois e... viver sua vida sexual tranquilamente? Ele...
poderia ter se poupado de sofrer! Indaguei e comentei.
—Sim, o
Rodrigo cogitava sim se divorciar, não aguentava mais mentir, ser duas pessoas,
porém... o destino acabou alinhando esse casal, e ela engravidou de seu segundo filho após
a filha mais velha ir morar no exterior; aí ele decidiu parar de trair, quis
sair do grupo e ser um marido fiel, contudo... o Abençoado deixou um rastro bobo
em sua jornada... e então já era... a mulher dele descobriu TUDO, mas mesmo
sabendo de tudo, NÃO QUIS se separar! Replicou Suzy, e estarreci.
—Meu Deus...
ela... não quis se separar? Indaguei, trêmula. Suzy suspirou e respondeu:
—Isso, e um dia... ela adoeceu,
aí o Rodrigo se isolou de todos nós, se isolou de si mesmo em um remorso
profundo, mas enfim... não me leve a mal, mas falar disso me faz sofrer, porque
eu também me sinto culpada! Disse Suzy, desconversando e contrita. Fiquei
impactada, ela quase chorou.
—Claro, então... como o Rodrigo
entrou no seu clube? Perguntei. Suzy respondeu:
—Após nosso segundo encontro, o
tornei membro imediatamente, não queria perder aquele homem, e moveria céus e
terras para mantê-lo... em minha cama, em minha vida!
—Tipo... fazer o que exatamente?
Perguntei, embasbacada.
—O Rodrigo morava junto com a
esposa grávida em um cubículo cedido pela igreja que eles frequentavam; vivia
em uma situação deplorável, trabalhava como falei, de faxineiro, e por ter se
casado cedo e ser pai... desistiu da faculdade porque gastou suas economias e
se endividou comprando as coisas para seu lar, isso eu já disse também, mas
enfim, a mulher dele não queria nada usado ou doado pela igreja... queria
coisas novas! Disse Suzy, que bufou depois.
—Então... você o ajudou... financeiramente? Perguntei, trêmula.
—Não... eu nunca sustentei homem, apenas arrumei um emprego decente
para ele! Eu sempre fui puta de homens graúdos, e tinha meus contatos!
Respondeu a meretriz, sorrindo.
—Nossa... ele realmente é um abençoado! Comentei, e Suzy riu
deliciosamente.
—Assim como uma mulher gostosa se dá bem, um homem lindo, gostoso e
roludo também sobe na vida, então o Rodrigo começou a trabalhar em uma fábrica
do polo industrial, pegou logo o cargo de gerente, depois “conversei” com o
presidente da associação de moradores daqui e consegui o terreno para o lugar
onde hoje é a casa dele, e com o salário que ele ganhava no novo serviço, o
qual era bom, foi dando forma ao seu cantinho, se qualificando com cursos, fez sua faculdade de Ciências Contábeis, depois a de Teologia para poder ser pastor; e é... ele soube aproveitar as oportunidades! Explicou Suzy.
—Meu Deus... isso é muito tocante! Falei, me emocionando.
—Sabe, Luciana... às vezes passamos a vida inteira rezando, pedindo a Deus que olhe por nós, e ele olha, mas olha do jeito dele, só que... o ser humano quer aquele olhar perfeito, e Deus é Deus porque nos surpreende com seu conceito de perfeição... e o Rodrigo enxergou a graça de Deus ao receber de uma prostituta como eu... a chance de mudar sua vida... e dar dignidade a sua família! Contou Suzy, e naquela hora... a poderosa meretriz marejou os olhos e quase chorou...
—E... como foi essa experiência dele ser membro do seu clube? Perguntei, comovida.
—Ensinei ao Rodrigo como ser mais que um cara do pau grande, ensinei
ele a usar com perfeição não só seu pênis, mas todo seu ser para enlouquecer as
mulheres, e não foi difícil, porque em nossa primeira trepada... ele mostrou
que tinha potencial, mesmo afoito, ansioso, descrente do que fazia e oscilando,
mas claro... eu investi no Rodrigo porque fiquei afim dele, e depois de nossa
transa, onde ele descarregou toda sua angústia, mas ao mesmo tempo renovou sua
autoestima... eu tinha que moldar esse macho para os meus interesses! Disse a
mulher...
—Então... você apresentou outras mulheres a ele? Perguntei, pasma. Suzy
seguiu:
—Sim, quando o Rodrigo viu... que no meu grupo haviam mulheres que EXIGIAM
homens com paus como o dele, ele se surpreendeu, e após estar apto a dar prazer
a essas mulheres, o cara se destacou, e logo se tornou o MELHOR dos meus
comedores, e por isso passou a ser disputado por casais, solteiras, casadas
infiéis, enfim... TODAS queriam a rola absurdamente grossa do Rodrigo as
fodendo. Foi ele que alavancou meu clube da putaria!
—Ah... mas a beleza dele também ajudou né... o cara é lindo! Comentei,
eriçada.
—Vem cá, deixa eu te mostrar uma foto do Rodrigo quando ele começou no
grupo! Disse Suzy, pegando minha mão e me conduzindo até um quarto, que na
verdade era seu escritório.
O escritório de Suzy era belo e sóbrio, com paredes brancas, uma
poltrona, um birô grande de madeira pura, com um notebook e outras coisas em
cima, um armário e um banheiro pequeno. Sentei de frente para ela, e a mulher
abriu uma das gavetas, tirou um envelope, depois várias fotos e após sorrir
nostálgica, me mostrou uma, e arregalei os olhos.
—N-Nossa... ele era tão lindinho, quer dizer, continua lindo, mas tinha
carinha de menino! Comentei. Na imagem, Rodrigo estava distraído, sentado em
uma janela, olhando para algum lugar, com uma expressão neutra, porém,
absurdamente charmosa, trajando apenas sua icônica calça social preta, e ali
entendi... a razão de ele usá-la em suas transas até hoje...
—Fala a verdade, dá vontade de morder todinho né? Minha obra de arte do
sexo; eu tirei essa foto momentos antes de uma suruba, e o Rodrigo roubou a
cena nesse dia, teve mulher largando cara para esperar trepar com ele, e foi
nessa orgia, a primeira dele como membro, que ele conheceu o Ariovaldo, e eles
se tornaram grandes amigos, a ponto de o pastor ser o padrinho do Cássio!
Revelou Suzy, e soltei a foto, depois a fitei embasbacada, mas depois fiquei
encucada.
—O... O Rodrigo... é padrinho do Cássio? Indaguei, incrédula. Suzy
assentiu.
—Sim, mas é padrinho sexual, pois Cássio já era nascido quando eles se
conheceram, o Rodrigo só... moldou o garoto para ser um comedor! Replicou Suzy,
confirmando minha suspeita, pois ele realmente tinha o estilo sexual de Rodrigo,
mas não como o comedor da foda cega...
—Padrinho Sexual? E isso existe? Questionei, e dei risada, Suzy também riu.
—Claro, e é muito importante para que novos membros consigam encontros e experiência; o Cássio sofreu um pouco de preconceito no começo por causa da pouca idade, então foi só eu falar que ele era "afilhado" do Rodrigo... que as pernas se abriram para o menino! Explicou a loira. Pasmei e ri.
—E... quanto tempo o Valdo e o Cássio tem de grupo? Indaguei, curiosa.
—Ah... o Ariovaldo tem mais tempo que o Rodrigo, creio que uns 23 anos
de casa; tempo demais viu, mas enfim, ele era fixo de minha mãe, e eu lembro que o filho mais velho dele
também era membro, mas saiu após conhecer a esposa e parou com essa vida sexual
secreta; o Cássio entrou com 18 anos, idade mínima para um membro ingressar no
clube! Respondeu Suzy, e a fitei abismada.
—E o Celso? Irmão do meio do Cássio, você o conhece? Questionei, curiosa.
—Sim, mas... ele... não aceitou a proposta do grupo, na verdade ele se
desentendeu com o pai ao descobrir que o mesmo tinha essa vida dupla e traía
sua mãe, enfim... parece que agora é que eles estão se reaproximando! Explicou
Suzy, meio consternada.
—Entendo, mas... como o Valdo e o Rodrigo conseguiam conciliar as vidas
de casados e essa vida sexual secreta, sem deixar rastros durante tantos anos?
Questionei, impressionada.
—Ah meu benzinho... levar uma vida dupla sendo membro do grupo é
perfeitamente possível, Valdo e Rodrigo traíam suas esposas em dias e horários
que não davam margem para desconfiança, por exemplo: Rodrigo trabalhava de
segunda à sexta, mas dizia à esposa que era de segunda à sábado, então seus
encontros ocorriam no sábado! Disse a loira, sorrindo. Pasmei.
—E... como ele vacilou e foi descoberto? Perguntei, sentindo um calor
pelo corpo.
—Rodrigo caiu... com uma mulher de FORA do grupo, esse foi o erro dele!
Disse Suzy.
—F-Fora... do grupo? Indaguei, arrepiada. Suzy me arrepiou mais com a
resposta:
—É... a mulher pirou tanto no pastor e seu brinquedão... que acabou
descobrindo o endereço dele... e foi bater lá com saudade, aí... deu no que
deu; um vacilo besta cometido por um cara calejado e que tinha 90% das mulheres
do grupo, fora minhas meninas, ao seu dispor, e DE GRAÇA!
—Minha nossa... é... não tem como não pirar naquele brinquedão!
Comentei, e rimos.
—Sabe Luciana... o Rodrigo é o tipo do cara que não passa despercebido
por onde vai, ele atrai olhares, atrai desejos... sabe corresponder esses desejos e
não consegue transar de qualquer jeito, ele é muito seletivo com as mulheres, então
quando escolhe uma... a mata de prazer e a deixa completamente viciada nele!
Comentou Suzy, e me arrepiei mais.
—É... você tem razão, sou viciadinha nele! Comentei, e rimos alto. Que
clima gostoso.
—Rodrigo e Miguel têm esse poder, o de deixarem as mulheres viciadas! Disse a loira.
—Ah... Suzy! Me responde uma coisa! Anunciei, curiosa sobre Miguel.
—Pode perguntar meu amorzinho! Disse a mulher, atenta.
—O comedor da Foda Cega... é o Miguel né? Indaguei, e Suzy ergueu as
sobrancelhas.
—Foda Cega? Que diabo é isso? Questionou Suzy, com o cenho franzido.
—Ah Suzy, vai me dizer que não conhece essa brincadeira? Retruquei.
—Não, juro por Deus! Onde você brincou disso? Perguntou a mulher,
curiosa.
—Na suruba do carnaval! A Gleiciane propôs essa brincadeira e eu acabei
topando, e mulher... o cara se garantiu demais, me deu um orgasmo múltiplo, mas
ninguém quis me falar quem é esse homem! Respondi, relatando resumidamente
aquela trepada maravilhosa.
—Gleiciane... Gleiciane... Ah, já sei quem é, o Rodrigo comia muito (risos)! Bem Luciana, eu não tenho como saber o que os
membros inventam de brincadeiras, principalmente em surubas, porque é algo
privado deles, eu só cobro o básico e mais importante: protocolos formais como
exames de saúde, a presença dos participantes, se deu tudo certo com o local, e
claro, se foi divertido para todos. Sobre atividades excêntricas como essa tal
Foda Cega, nunca tive ciência! Replicou a meretriz, sincera.
—Ah sim, tudo bem! Respondi, desolada. Suzy indagou e explanou:
—Por que suspeita do Miguel? Faz muitos anos que ele e o Rodrigo não
participam mais de surubas, principalmente o Rodrigo, porque ele se afastou
depois que ficou viúvo, e também porque já tem suas eleitas, então... está mais
quietinho, assim como seu amigo advogado!
—Porque o Miguel apareceu na casa e transou com a Gleiciane, mas não o
vi! Falei.
—Sério? Disso eu não soube, mas enfim... só a título de curiosidade: a dona daquela casa onde rolou a suruba... é uma Promotora de Justiça... e amante forte do Miguel, e isso lhe deu poderes que vão além dos que ele já tem como advogado! Revelou Suzy, e cheguei a ficar tonta, bestificada.
—S-Sério Suzy? Essa mulher... ao menos vale a pena? Questionei,
imaginando Promotoras de Justiça como velhas caquéticas que bancam pirocas de
garotões como Miguel.
—O Miguel tem as mulheres mais lindas que já vi aos seus pés, assim
como o Rodrigo, então não seria diferente com essa! Só que o Miguel não
aprendeu comigo a ser sedutor, ele já NASCEU sedutor, agora vou ligar para o pastor
e pedir que ele venha! Replicou Suzy, e tremi.
—Ah... tudo bem, se o jeito é esse né? Falei, apreensiva.
—Já falei para você relaxar, o Rodrigo só vai se surpreender um pouco
quando te ver aqui, mas não vai lhe recriminar e tampouco ficar bravo por eu
ter contado um pouco de nosso passado a você! Eu tomei essa atitude para tirar
de sua mente qualquer conclusão equivocada sobre o caráter dele, pelo fato de
ele ser amante de uma prostituta! Retrucou Suzy.
—Eu... compreendi, e... agradeço a você pela confiança! Rebati.
—Luciana... nossa história é muito mais que apenas sexo, e tenho certeza de que você entendeu isso quando lhe contei tudo Tim-Tim por Tim-Tim, e... um dia eu... conto a você... como o Rodrigo renasceu após... aceitar sua nova realidade, mas hoje não dá mais tempo! Replicou Suzy.
—Tudo bem... eu... entendi sim... e... puxa, adoraria saber! Comentei, meio acanhada.
—O Rodrigo nunca escolheu mulheres burras para serem suas amantes;
aquele homem e o Miguel têm um gosto muito refinado, você é linda! Replicou a
loira, e sorri, acanhada.
—Obrigada, mas é o Rodrigo que vai propor se quero ou não entrar no
grupo? Indaguei.
—Não, sou eu mesma, mas... eu sempre gostei de dar exemplos teóricos e
práticos de como o grupo funciona, para que a pessoa esteja totalmente ciente
da decisão que vai tomar, sem dúvidas; a suruba do carnaval foi muito
superficial para você ter uma noção de como é nosso procedimento, e... já que
você é fixa de um cara top de linha como o Rodrigo, ninguém melhor do que ele
para lhe mostrar na prática como é o esquema. Que privilégio hein? Sortuda! Explicou e brincou a loira. Dei risada.
—Vou transar com ele... como se fosse um membro do grupo? Perguntei.
—Apenas aguarde! Disse Suzy, que discou para Rodrigo. —Vou pôr no
viva-voz aqui! Completou a loira, sorrindo maliciosamente. Minha barriga gelou
mais que a Antártida...
—Oi minha loirinha? O que você manda? Atendeu Rodrigo, amável e me
arrepiei. Mesmo pelo telefone, o tom de voz do pastor entregou a intimidade
profunda entre eles.
—Humm... quem me dera poder mandar em você meu pauzudão tesudo, então
me limito a suplicar! Por favor meu gostoso... dê um pulinho aqui em casa,
preciso falar com você! Disse a loira, com uma voz sensual e me encarando,
dando seu lindo sorriso. Fiquei encabulada.
—Na hora meu anjo, daqui a cinco minutos chego aí, mas tem que ser
rápido, pois meu filho está aqui com meus sogros, então não posso demorar!
Respondeu o pastor.
—Será tempo suficiente meu amor, prometo! Garantiu a mulher, que piscou
para mim.
—Tudo bem, então... daqui a pouco chego, beijos minha gostosa!
Despediu-se Rodrigo.
—Beijos meu lindo, tesudo gostoso... estou lhe aguardando, morrendo de
saudade desse seu caralhão grosso e gostoso... todinho no meu cu, daquele
jeitinho que só você sabe meter! Disse Suzy, me encarando. Me arrepiei mais, ouvi
a risada de Rodrigo e eles desligaram.
—Nossa... realmente é uma relação profunda! Comentei, admirada. Suzy
sorriu.
—Quer comer alguma coisa? Tem torta, suco, biscoitos, vem, vamos
lanchar! Ofereceu Suzy. É... aquela avalanche de informações me deu muita fome
por causa da ansiedade.
—Er... está bem, vamos! Falei, aceitando, então fomos. Ela era muito
carismática.
A cozinha de Suzy também era linda, e senti uma invejinha daquela
estrutura. Nossa, um balcão com revestimento cerâmico e tampa de mármore,
azulejos de primeira, uma pia enorme de inox e um conjunto de armários lindos,
geladeira de aço escovado, fogão embutido em um móvel, mesa de vidro enorme,
enfim... a casa da cafetina era sim de um luxo notável. De fato aquela ali
soube usar o dinheiro que ganhou com o corpo de forma inteligente...
—Tem suco de caju, graviola, manga e... goiaba! Tudo natural! Qual você
prefere? Disse e ofereceu Suzy, me mostrando em sua geladeira. Nossa, fiquei
impressionada.
—Er... pode ser graviola! Respondi, e o nervosismo não passava.
—Você está muito nervosa e isso está me deixando preocupada; Lulu, não
precisa ficar assim, ninguém vai te obrigar a nada, o Rodrigo não vai lhe dar
bronca, acredite em mim, por favor! Disse Suzy, percebendo minha apreensão e
tentando me asserenar.
—D-Desculpe, estou sendo infantil né? Repliquei, ainda tensa.
—A questão não é ser infantil, é que você está causando um dilúvio em
uma xícara, e não há necessidade disso! Acho que vou pedir ao Rodrigo que dê
uma rapidinha com você, talvez isso a deixe mais relaxada! Retrucou a meretriz,
e a fitei embasbacada, depois dei risada.
—Sua doida, ele disse que é uma visita rápida! Repliquei, e logo fui me
acalmando.
—Que nada sua boba... só um boquetinho e você se acalma, ele não vai
negar! Replicou a loira, e demos risada, então ouvimos duas buzinadas lá fora.
—O Rodrigo chegou, respire fundo e pare de pôr caraminholas na cabeça, volto
já! Completou a mulher, saindo depois.
Fiz um exercício de respiração, contei até 10 pausadamente, enxuguei
minhas mãos suadas em um pano de prato e senti o perfume de Rodrigo chegando
até mim, junto de seus passos, mas pareciam não estar de sapatos, então senti
sua presença, e não olhei para trás.
—Nossa, essa moça se parece com alguém que conheço! Disse Rodrigo, ao
chegar à cozinha com Suzy, e me arrepiei, em seguida olhei para trás, com meus
lábios contraídos, e ele teve aquele impacto, ergueu as sobrancelhas, mas logo
normalizou seu semblante e sorriu.
Rodrigo trajava uma camisa gola polo azul com detalhes pretos, meio
desbotada, e sua calça social preta. Mesmo meio desarrumado... eu pirava de
tesão vendo aquele homem...
Fitando Rodrigo de baixo para cima, não pude deixar de me admirar ainda
mais ao saber a história daquele homem, e imaginá-lo inexperiente no sexo, sem
a autoconfiança e sedução brutais que dele emanavam naquele momento, ao trocar
seu olhar pasmo com o meu, mas também tive de frear as lágrimas... de pena
dele... por ter vivido parte de uma sexualidade marcada pelas palavras duras e
desumanas de sua esposa, e eu me impressionava em saber... que tanto os homens
de pau pequeno... quanto os de pau grande... eram passíveis de sofrer.
—O-Oi... Rodrigo! Cumprimentei, desconcertada.
—Boa tarde minha consagrada, é uma surpresa imensa vê-la aqui! Vocês já
se conheciam? Cumprimentou e indagou Rodrigo, realmente alheio a tudo que
acontecia.
—Indicaram sua moreninha meu amor! Respondeu Suzy, e o macho poderoso
da calça preta a fitou com os olhos bem abertos, em seguida me encarou e deu um
longo suspiro.
—Viu Suzy? Ele vai ficar bravo comigo! Falei, aflita.
—Acalme-se! Suzy, quem indicou a Luciana? Indagou o pastor, com voz
serena.
—Fabiana! Respondeu a loira, calma. Rodrigo assentiu e me fitou de novo.
—Não estou e nem vou ficar bravo com você, só... não esperava que isso
acontecesse, mas já que aconteceu, tome sua decisão! Respondeu Rodrigo, com uma
frieza assustadora.
Levantei de uma vez da cadeira e fui até ele, o abracei, trêmula e
tensa, e despejei:
—Eu recuso se você quiser, recuso sim, você quer? Não queria perder
aquele homem.
—Relaxe, por favor, mantenha o equilíbrio, não precisa ficar assim, eu
não vou persuadi-la a nada! Suzy vai lhe uma escolha, e ela só diz respeito a
você, e aquilo que você escolher não vai afetar nossa relação, porque eu JAMAIS
induzo minhas amantes a viverem de acordo com minhas vontades, isso é machismo,
e eu não sou um machista, tudo bem minha consagrada? Aquiete seu coraçãozinho,
tudo bem? Replicou o pastor, e assenti, me acalmando. Ah... que abraço delicioso, que conforto...
—Não te disse? Eu conheço esse homem há 20 anos, ele é minha cria!
Disse Suzy.
—Ok, me perdoem... pela minha imaturidade! Falei, contrita, então
Rodrigo segurou meu rosto com as duas mãos... e tascou aquele beijo delicioso
em minha boca. Pirei...
—Isso meu pastorzinho... acalma a mulher que ela precisa! instigou
Suzy, e rimos.
—É... ainda sou bom nisso, ela já está mais serena! Comentou Rodrigo, e
rimos mais.
—Bom? Você é o melhor... meu tesudo, te adoro, só não quero me indispor
com você, quero que dê certo entre nós! Repliquei e o abracei, e ele afagou
meus cabelos, ternamente.
—Sei não... ainda estou te achando meio tensa! Atiçou Suzy, e a fitei.
—É... um pouco, mas menos que antes para ser sincera! Repliquei, e
rimos.
—Bem... e qual a verdadeira finalidade do seu chamado? Indagou Rodrigo,
a Suzy.
—Mostrar para Luciana o que é o nosso grupo! Respondeu Suzy, e o macho a fitou surpreso. —Vai Rodrigo, aceita um encontro, por favor! Completou a loira, pedindo.
FIM
===============================================================
Olá queridos alunos, mais um hiato inesperado e bem desagradável se sucedeu, e peço desculpas por isso. Coisas intensas aconteceram, como o feriadão de sete de setembro, o qual curti muito e me rendeu mais uma aventura sexual deliciosa, cujo processo de escrita está em andamento, problemas com minha internet (três dias offline), além dos desafios exasperantes que não param em minha vida..
Fora o feriadão prolongado e com rolas bem longas em meus buracos, teve meu aniversário dia 20 (quarta-feira), no qual assoprei algumas velas de sete dias deliciosas, rsrsrs, e sem dar muitos spoilers, minha festa de aniversário desse ano foi o replay de dois eventos extremamente marcantes que ocorreram justamente no terceiro ato. Agradeço de coração ao ÚNICO leitor e seguidor que se lembrou da data e me enviou uma carinhosa mensagem por email. Obrigada meu amorzinho.
Mas nem tudo foi só diversão sexual nesse afastamento que acabou sendo involuntário mais uma vez; tive os tradicionais problemas profissionais cada vez mais crescentes, provas para elaborar, provas para realizar em minha pós, aulas particulares para alunos de reforço, acompanhamento de meu pai em consultas, pois ele já está dando sinais de muita fragilidade em sua saúde, enfim, os desafios da vida, mas felizmente tenho como desopilar e só me resta agradecer por isso.
Mas enfim, falando sobre este relato, posteriormente, um adendo será publicado, só não o fiz hoje porque ele vai revelar muita coisa sobre eventos futuros do terceiro ato, e esse complemento foi escrito por Suzy e é uma história S.S. também, onde a loira mostrou um talento notável para a escrita. Quem tiver lido o texto com atenção, vai pescar muito bem a referência que ela dá sobre esse adendo.
O Terceiro Ato fala muito sobre mim, mas também muito sobre Rodrigo, embora suas participações nele sejam bem esparsas, momentos memoráveis foram vivenciados com ele.
================ ******************************** ===================
Agora vamos a um esclarecimento muito importante sobre um detalhe: as fotos das postagens.
As imagens que anexo em meus relatos, tanto as minhas, quanto as de Raimunda, Gleiciane, Fabiana, Suzy, enfim, de minhas amigas, NÃO ESTÃO COMIGO, e a razão é muito simples: eu tenho uma filha, que quando vem passar as férias comigo, mexe em meu notebook, e ela é muito espertinha em informática, sabe muito mais do que eu até, e, como a mãe, é bem curiosa, sendo assim, NENHUMA das imagens que anexo nas postagens está armazenada no HD de meu notebook.
Minhas fotos estão com Rodrigo, as das outras, óbvio, com cada uma delas, e quando eu quero anexar alguma foto das minhas amigas... peço a elas, e CABE A ELAS ESCOLHER a imagem e depois me enviar, e esse é um dos fatores que acabam quebrando a regularidade das postagens.
Estou prestando esse esclarecimento porque um leitor anônimo criticou a imagem de Suzy que anexei na postagem anterior a essa, e sobre isso tudo bem, não me senti afetada e até concordo com ele, realmente a foto não transmite muita sensualidade, tanto que ANTES de postar o texto 84, conversei com Suzy fazendo quase a mesma crítica e pedi outra imagem, mas ela acabou me enviando essa.
Contudo, após relatar o ocorrido, Suzy me enviou outra imagem, então vocês podem revisitar o texto anterior a esse e conferir a atualização, e sobre críticas, elas sempre serão bem-vindas, desde que sejam respeitosas. Eu costumo dizer que toda unanimidade é burra porque SEMPRE haverá alguém que discorda, e se nem Cristo foi uma unanimidade, uma pobre diaba cheia de defeitos como eu seria?
Mas enfim, espero que você, anônimo, se agrade da nova imagem, porém, caso ainda fique decepcionado... aconselho que vá procurar outro site de contos, pois uma simples postagem aqui tem toda uma programação, um cuidado, um zelo para que a repercussão seja ao menos aceitável.
A internet está aí com uma infinidade de sites e blogs de contos; sejam reais, fictícios, com fotos reais, tiradas de outros sites, enfim, fazendo uma busca minuciosa, provavelmente você encontrará algo melhor que o meu blog, disso não tenho a menor dúvida, e existem escritores melhores do que eu.
Se as postagens atrasam, é porque meu cotidiano é bem estressante e muitas vezes imprevisível, eu trabalho, estudo, dou aulas de reforço e cuido de minha casa, essas são as MINHAS PRIORIDADES. Se o engajamento aqui fosse um pouco melhor, pode ter certeza que eu tiraria leite de vibrador para jamais falhar nas publicações, então tem dias que dá vontade de excluir esse blog, e com ou sem ele, minha vida seguirá do mesmo jeitinho, eu vou continuar documentando minhas aventuras sexuais e tirando muitas fotos, só que mesmo sufocada com a rotina, eu posto porque gosto.
================ ******************************** ===================
Recado dado, "puxa o fole sanfoneiro".
Bem, minha intenção essa semana é, se possível, é claro, postar até quinta para deixar tudo mais ou menos em dia, e a postagem de amanhã é o prólogo de um dos momentos mais impactantes dessa terceira fase, e de minha vida sexual também, e quem espera fotos mostrando meu cu e o de minhas amigas arreganhado e esfolado, realmente vai se decepcionar bastante...
Beijos e boa leitura.
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Comentários

Foi muito lindo ler essa narrativas como sempre deliciosa e tocante ao mesmo tempo; quanto às fotos sejam suas ou de suas parceiras, mande esse pessoal se f****! Achei todas lindas! Beijos no coração minha linda professorinha
ResponderExcluirProfessora linda. É sempre bom ler seus contos.
ResponderExcluirQue história essa do Rô, hein!
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