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LEIA, "A SURREAL E INACREDITÁVEL SURUBA DO CARNAVAL - FINAL" para entender os acontecimentos deste texto, pois é uma continuação direta do mesmo. Boa Leitura.
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“Tem certeza de que ele não foi escalado?”. Indaguei a Amália, por mensagem.
—Então seu marido disse... que ia viajar a trabalho no carnaval?
Indagou Raimunda, com um semblante que, assim como eu, soube na hora que era
mentira.
—É o que a secretária da empresa onde ele trabalha disse aqui, mas pedi
confirmação! Respondi, atenta a tela do celular. Amália estava digitando, e
respondeu:
“Sim Luciana, tenho a escala no meu celular, vi agora e o (nome do
corno), não foi escalado pra trabalhar no carnaval!”. Assenti, dei um longo
suspiro de ódio e disse a Raimunda:
—Ela confirmou aqui! Ele não foi trabalhar, mas disse a mim que FOI
trabalhar!
—Calma Luciana, mantenha a cabeça fria! Aconselhou Raimunda,
preocupada.
—Estou tranquila minha querida, a única coisa que me deixa puta da vida
é esse vagabundo envolver minha filha nessa mentira, porque ela está viajando
para a serra com os tios, então vai ser impossível eles se verem! Retruquei, e
depois bufei de um ódio profundo.
—Sinto muito Luciana, mas... não faz atitude com raiva! Sugeriu
Guillaume.
—Vocês já tão indo? Indagou Fábio, adentrando a sala e trajando só uma
bermuda azul.
—Er... sim, temos que ir, pois acertamos que não ficaríamos os quatro
dias! Disse Raimunda, alisando meu ombro, em seguida ela me abraçou de ladinho,
tentando me asserenar.
—Puxa, que pena, mas... beleza, foi um prazer conhecer vocês; são
mulheres lindas e muito simpáticas, e... espero que tenham gostado desse
evento! Disse Fábio, amável.
—Muito obrigada Fábio, nós adoramos e gostaríamos sim de ficar, mas...
infelizmente não vai dar! Falei, mexida com a polidez e fino trato daquele
macho tesudo e bonitão.
—Er... eu gostaria de manter um contato com vocês, se possível é claro,
pois sei que são casadas e... não quero causar nenhum transtorno! Disse Fábio,
com prudência nas palavras.
—Ah, tranquilo, eu adoraria, passa seu Whats! Repliquei, acesa e
interessada sim nele.
—Estou prontinha para anotar meu querido! Disse Raimunda, toda eriçada.
Rimos.
—Er... onde estão o Alisson e o Amadeu? Indaguei, após gravar o número
de Fábio.
—Eles foram comprar bebida lá no Vila! Faz tempo já! Disse o gringo.
Assenti.
—Entendi, er... então vamos né Mundoca? Respondi e chamei a coroa. Ela
assentiu.
Quando acessei a varanda da casa para irmos até o carro, avistei
Daniel, Gleiciane, Fabiana e Katiane conversando bem descontraídos no deck. Era
incrível o entrosamento que tivemos nesse evento, parecia que éramos amigos de
muitos anos, e aquilo me deixou sim impactada, pois o tal clube secreto do sexo
se mostrava ser um ambiente muito saudável.
—Já estamos indo! Avisei, caminhando com Raimunda até o carro dela. O
quarteto veio até nós em passos apressados e com uma simpatia contagiante em
seus olhares.
—Meninas, obrigada pela presença de vocês! Gostaram? Foram bem
tratadas? Podem ser bem sinceras! Agradeceu e Indagou Katiane, mostrando uma
linda amabilidade sincera.
—Amei, não tenho nada a dizer que desabone esses rapazes! Respondeu
Raimunda, que deu um beijo bem lascivo na boca de Fábio, e vibramos, depois ela
beijou o gringo.
—É... sobre a qualidade dos rapazes e do sexo, realmente não tenho nada
a reclamar, só... não curti essa história de não saber quem é o comedor da Foda
Cega! Ai gente, já estamos indo embora; digam, por favor, quem é ele? Respondi
e desabafei, e todos riram.
—No carnaval de 2020! Se você quiser participar, eu prometo que digo
quem é! Replicou Katiane, e os demais riram. É... não tinha jeito mesmo, apenas
assenti sorrindo.
—Ai mulher, não sei nem se estarei viva até chegar em casa hoje, quiçá
ano que vem, fala logo vai! Retruquei, rindo e mais risadas irromperam. TODOS
negaram com a cabeça.
—Oh Lulu, que horror; as palavras têm poder viu? Vamos dizer coisas
boas! Que Deus proteja vocês na volta pra casa! Replicou Fabiana, rindo e nos
aconselhando.
—Fabiana, vem aqui um pouquinho para eu te falar uma coisa! É rápido
viu Mundoca? Falei e avisei a coroa, que assentiu. Eu e a ambulante fomos para
um cantinho.
—Diz minha linda! Disse Fabiana, pronta.
—Como você soube que eu e o Rodrigo temos um caso? Perguntei, curiosa.
—A dona do clube falou! Respondeu Fabiana, e esbugalhei os olhos.
—C-Como é que é? Indaguei, bestificada, e um pouco temerosa.
—A dona do clube é a primeira amante do Rodrigo... há inacreditáveis 20
anos; e segundo ele... o primeiro chifre que ele botou na esposa... foi com
ela! Revelou Fabiana.
—Quem é essa mulher? Indaguei, dispneica.
—Ah Luciana... se você quiser ser indicada... ela vai te procurar e te
chamar pra conversar e fazer a proposta, aí você descobre quem é! Respondeu
Fabiana, e me irritei.
—Porra Fabiana, outro mistério? Vocês serão mortos se falarem quem é o
comedor da Foda Gega e a dona desse clube? Parece novela; como você quer que me
indicar para um clube sexual sem me deixar saber a procedência dele? Desabafei.
Fabiana riu alto.
—Você acha que sou uma bandida? Acha que o Ariovaldo, o Cássio e até o
Rodrigo, são bandidos? Bem, você pode achar que sim, porque ninguém conhece
ninguém de verdade, mas... juro a você que o clube não pratica outra coisa a
não ser sexo; é como eu te disse, ele é secreto pra não chamar a atenção de
curiosos porque tem critérios, e principalmente... não chamar atenção dos
traficantes que mandam no bairro, mas pra provar que confio em você e sei da
sua decência, eu te digo quem é a dona do clube: é a Suzy! Replicou Fabiana, e a
fitei areada...
—S-Suzy? Não sei quem é! Repliquei, realmente alheia a essa pessoa.
—Sabe Lulu, ela tem um puteiro no centro comercial do município! Disse
Fabiana.
—Puteiro? Espere... é... um puteiro perto do Fórum? Questionei, tendo
uma noção.
Lembrei que havia de fato um prostíbulo no centro comercial do
município onde moro, mas a existência dele sempre gerou descrença; uns achavam
que não existia, outros, já diziam existir, e o próprio Ariovaldo, MUITO antes
de nos envolvermos sexualmente, sempre falava dele em tom de brincadeira,
dizendo que ia lá tirar o estresse, mas eu nunca levei à sério.
—Isso mesmo, o cabaré dela fica perto do Fórum Municipal! Disse Fabi.
—Então... é verdade mesmo! Comentei, pasma. Fabiana revelou e pasmei de
novo:
—A Suzy sempre manteve seu puteiro em segredo, porque não é pra
qualquer um, ela é uma puta de luxo, que só barão come, só empresário,
deputado, jogador, enfim, mas... pra quem tem a pomba grande... ela dá de
graça, pra chamar o cara pro grupo... entendeu?
—D-De graça? Nossa... essa gosta de sexo hein? Comentei.
—Ah sim Lulu... aquela mulher ganha dinheiro na cama, mas não faz isso
por necessidade... e sim porque gosta, e... ela tem uma casa no bairro onde a
gente mora, e é na casa dela que as coisas do grupo são resolvidas! Respondeu
Fabiana. Comentei, pasma:
—No bairro onde a gente mora? Eu nunca ouvi comentário de ninguém sobre
ela!
—A Suzy sempre foi discreta, sempre evitou se expor, e não anda por aí
de roupa curta e colada! É muito difícil ela sair pelo bairro, e na casa dela
não tem atendimento de clientes, só... dos amantes, como o Rodrigo, o Miguel, o
Cássio, enfim...! Retrucou Fabiana.
—Mas se ela é uma prostituta de luxo e só transa com barão... por que ter uma casa em um bairro pobre como o que a gente vive? Estranho isso! Indaguei e comentei. Fabiana rebateu:
—Ah Luciana, nosso bairro não é tão "desgracento" assim não né? Ficou agora depois que essa facção dos infernos chegou, mas tu sabe o tanto de casona massa que tem ali, a do Rodrigo mesmo... é uma casa linda, e... o lugar sempre foi tranquilo e gostoso de se viver, melhor que a capital e muito!
—E o Rodrigo... se envolve com uma prostituta? Indaguei, incrédula e
bestificada.
—Luciana... é como eu te falei, a Suzy não dá pra qualquer fedorento
não, ela é uma puta caríssima, top de linha e se cuida muito bem! Explicou
Fabiana. Dei um longo suspiro.
—Eu... perguntei se o Rodrigo transa com uma prostituta! Retruquei.
—Até onde sei... só com a Suzy, mas... você tem preconceito com isso?
Acha que ela não merece respeito e dignidade só porque se prostitui? Ficou com
nojo do Rodrigo ao saber que eles são amantes? Poxa Luciana... eu não esperava
que uma professora fizesse esse tipo de juízo antes de saber a história, ou,
como o pastor diz: ver o cenário ao redor! Rebateu Fabiana.
—N-Não... não estou fazendo nenhum juízo ou sendo preconceituosa, só...
queria entender mais, saber as motivações do Rodrigo, poxa... eu deixei, eu
quis que ele entrasse na minha vida, ele faz parte da minha história agora...
então tenho o direito de saber onde estou pisando sim, porque eu estava quieta,
incauta, e foi você e a Gleiciane que vieram com essa história de clube do sexo e
disseram que o Rodrigo faz parte dele! Repliquei e desabafei.
—Então Lulu... conversando com a Suzy... você vai saber, e depois,
conversando com o Rodrigo... você também vai saber, mas Luciana, aprende uma
coisinha: não confunda caso com namoro, o Rodrigo não é seu namorado, é seu
amante, e amantes não são obrigados a abrir o livro de suas vidas quando a relação é focada
mais no sexo, no tesão, então, se você tentar levar esse lance pro lado do
namoro... vai dar ruim, você vai sofrer! Advertiu Fabiana, e pasmei...
—E-Eu... s-sei, n-não estou com essa intenção, mas... poxa... eu gosto
muito dele, sinto... algo forte além do tesão, mas... eu sei o meu lugar!
Falei, com a face tremendo e insegura.
—E eu Luciana? Acha que também não sou louca por ele? Só que o Rodrigo
é um comedor, um cafajeste que só serve pra dar prazer, e mesmo ele sendo uma
pessoa tão legal, educada, que respeita, trata todo mundo bem e ajuda tanta
gente... é um amante, que já bota as cartas na mesa porque não quer assumir
nada... e nem ninguém! Replicou Fabiana, com os olhos marejados.
—M-Mas... ele... me deixa frequentar a casa dele... falou sobre a vida
dele, então... não pode ser única e exclusivamente só sexo, ele... sente sim
algo mais, quer um laço mais estreito, mesmo... não sendo profundo como um
namoro! Repliquei, opinando e totalmente confusa... e sim... iludida...
—Você teria um caso com um cara... sem saber o básico da vida dele?
Retrucou Fabiana.
—N-Não! Respondi, destreinada com a sabedoria daquela mulher.
—Você dormiria na casa do Rodrigo? Passaria a noite com ele? Questionou
Fabiana.
—Ah... é... eu... não posso né? Pelo menos agora... não! Respondi, toda
sem jeito.
—Então, caso é assim, tem algumas restrições, motivos que não podem ser
expostos e às vezes não compensam ser expostos! Acha que o Rodrigo liga de você
transar com outros caras? Acha que ele tem ciúme? Não, porque é um caso, então não ligue de ele transar
com a Suzy! Arrematou Fabiana.
—Bora safadona? Chamou Raimunda, se aproximando de nós. Sorri e
assenti.
—Olha Fabi... obrigada! Pode... me indicar para a Suzy, eu... quero
participar desse clubinho da putaria e... se possível... conhecer mais um pouco
o Rodrigo! Respondi, e em seguida nos abraçamos fraternalmente, depois me
despedi dos demais, porém Guillaume...
—Luciana! Chamou o francês, e notei uma certa aflição em sua voz, então
fui até ele.
—Diga meu amorzinho! Respondi, com simpatia.
—Espero que você resolva história da seu marido em paz! Desejou o
macho.
—Oh meu querido... obrigada pela sua preocupação, mas... vou resolver
tudo da forma como deve ser resolvida! Repliquei, alisando seu rosto e sensibilizada
com sua empatia.
—Será que... podemos nos ver de novo? Indagou Guillaume, ressabiado e
ansioso.
—Olha meu lindinho... a gente... vai se falando no decorrer dos dias,
ok? Respondi, dando uma esperança não muito convincente, pois minha cabeça
fervilhava não só pela mentira do corno, mas também pelas coisas
impressionantes que ouvi sobre esse clube secreto do sexo.
—Tudo bem... eu... espera! Disse o gringo, com um lindo sorriso
carente.
Abracei Guillaume, e ele retribuiu o gesto com um carinho tocante, um
abraço carregado de afeto e fiquei arrepiada. O estrangeiro tinha gostado de
mim de uma forma que ia além do simples tesão macho/fêmea, era como se ele
quisesse uma relação mais sólida; pelo menos foi o que deduzi, ou aquele era só
o jeito dele ou dos franceses no trato com as pessoas?
—Deixa a mulher ir embora, gringo chiclete! Falou Gleice, troçando.
Demos risada.
—Oh Gleice, ele só está sendo gentil e carinhoso, e eu adoro essas
coisas! Retruquei, fitando bem os olhos daquele homem mais vermelho que um
tomate, mas que sorria com amabilidade, em seguida todos rimos, Guillaume me
abraçou novamente e nos beijamos.
De repente ouvimos duas buzinadas fora da casa, e pelo menos eu, me
assustei.
—As meninas chegaram! Disse Katiane. Raimunda comentou, surpresa:
—Nossa, tem gente disposta mesmo a uma putaria hein? Katiane riu.
A novinha abriu o portão da casa, e um Civic preto adentrou o imóvel,
depois estacionou paralelo ao carro de Amadeu, as portas traseiras se abriram,
e delas saíram três mulheres. Sim, nossas substitutas, e eram fêmeas
gostosonas, embora não fossem lindas como eu, Raimunda ou Ayla, mas se estavam
lá para levar caralhões em seus buracos, era o que importava. Mulher que
aguenta pica grande não se acha em qualquer esquina, assim como dotados
também...
Para não deixar o relato longo, vou me ater a mais chamativa de todas:
uma morena mais escura que eu, e que só pela cara, já se percebia que era uma
devassa daquelas de fazer miséria em cima de uma rola. Mais baixa, ela tinha um
quadril bem largo e uma bunda quase do tamanho da de Fabiana, cabelos lisos pretos e
na altura dos ombros, olhos médios e amendoados, nariz curvado para fora e
arqueado para baixo, boca grande e lábios finos, seios médios e firmes e pernas
muito grossas. De rosto era razoável. Trajava um top cinza e um short bem curtinho.
O trio de mulheres foi muito cordial ao nos vir, Fábio e Guillaume as
recepcionaram com o mesmo entusiasmo e carinho com que recepcionaram a mim,
Gleiciane, Fabiana e Raimunda, e achei isso muito legal porque era espontâneo.
Nos despedimos de todos e partimos.
—O que você e a Fabiana tanto fuxicavam hein? Indagou Raimunda. Já estávamos
fora da parte praiana, de volta para nossos lares. Bem, se o clube era
sigiloso, então...
—Ah, você sabe que sou curiosa né? Então... conversei sobre o lance
dela com o Valdo e o Cássio, há quanto tempo se conheciam, enfim! Respondi,
desconversando e bocejei depois.
—Achei que vocês estavam falando do grupo sexual! Rebateu a coroa, e a
fitei pasma.
—V-Você... foi convidada para ser membro? Indaguei, impactada. Raimunda
explicou:
—A intenção da Gleiciane ao nos convidar para essa suruba tão
organizada e criteriosa foi justamente para isso, e não demos de cara com a
Fabiana ali à toa, então... eu acabei sendo convidada sim, mas não sei... não
sei se tenho coragem de dar um passo como esse!
—Medo de dar problema com o Djair? Perguntei, e bocejei de novo. Estava
exausta.
—Mais ou menos, é... sei lá, você viu a logística que é para participar
de um evento assim, e... esse grupo pode ter umas coisas que não sei se estou
preparada para fazer! Nossa, a Gleiciane aguentou duas rolas no cu, aquilo foi
muito brutal de se ver! Disse Raimunda.
—Ah Mundoca, ela fez porque quis, os caras não a obrigaram a fazer! Não
acho que esse grupo impõe as coisas aos membros, talvez esse grupo seja... um
meio de as pessoas curtirem seus fetiches e fazer amizades, criar laços; e isso
é saudável, eu particularmente adorei os rapazes, só... o Amadeu que ficou
travadão comigo, e não sei porque! Retruquei e comentei.
—Humm... safadona... aquele morenão mete muito gostoso, marquei um bis
só com ele, mas... por que o cara se travou com você? Comentou e indagou
Raimunda.
—Sei lá mulher, eu estava toda afim, tesa por ele, mas o cara parecia
estar fora de órbita; meteu gostoso, me fez gozar, porém... sei lá... poderia
ter sido melhor, porque quando transamos as outras vezes, ele se garantiu
demais, foi maravilhoso! Desabafei, indiferente.
—Ih... será que ele ficou com ciúmes de ver você com outros? Comigo ele
foi muito gostoso, me deixou piradinha, tanto que quero de novo! Replicou a
coroa. Dei de ombros.
—Eu queria saber quem é o comedor da Foda Cega, mas ninguém quis falar!
Comentei.
—Não participei dessa brincadeira porque estava ocupada, mas tive
vontade! Foi bom? Comentou e indagou a coroa. Já estávamos saindo da zona
litorânea ao pararmos no sinal.
—Sem exagero Raimunda... a melhor transa que tive nessa suruba doida...
foi com esse macho da Foda Cega, tanto que estou moída aqui, exausta! Você o
viu? Comentei e indaguei.
—Não, apenas o ouvi rindo alto e tirando brincadeiras com algumas
pessoas, até porque eu estava trepando né, duplamente ocupada! Disse a coroa, e
seguimos adiante, rindo.
—Eu suspeito que tenha sido o tal Miguel! Comentei, jogando uma verde.
—Acho que não, porque ele chegou depois, e você ficou no quarto
dormindo! Diabo foi aquilo Luciana? Tinha sonífero na porra do macho? Comentou
e indagou Raimunda. Ri alto.
—Que? O macho me deu foi um orgasmo múltiplo, aí acabou comigo!
Retruquei.
—Múltiplo? Tipo... gozar várias vezes? Indagou Raimunda ao pararmos
noutro sinal.
—Sim senhora! Olha... jamais imaginei dar uma trepada tão gostosa!
Desabafei...
De repente o celular de Raimunda tocou, ela o tirou da bolsa e
comentou:
—Ih, é o Djair! Ele deve estar agoniado! Dito isso, ela atendeu, e achei
que seria uma conversa tensa, afinal, ele sabia que Raimunda tinha ido para uma
suruba...
A conversa entre o casal foi célere e surpreendentemente tranquila. A
entonação vocal de Raimunda denotou carinho e afeto pelo marido, e quando eles
terminaram, comentei:
—Conhecendo meu marido como conheço... ele jamais seria tão
condescendente assim como o seu! É realmente uma relação linda e muito forte a
de vocês! Raimunda replicou:
—Luluzinha, são casos diferentes, só que... quem mijou fora do penico
fui eu quando me envolvi com o Ariovaldo, então... conhecendo o meu marido como
eu conheço... não seria justo continuar o enganando, contudo... não foi fácil
amiga, não foi nada fácil chegar para meu companheiro de décadas, meu parceiro,
pai dos meus filhos... e confessar que o traí!
—Isso... é amor, um amor muito forte e inabalável! Comentei, balançada.
—O Djair é o homem da minha vida... e eu jamais vou trocá-lo por outro!
Disse a coroa.
Durante o restante do percurso, mudamos o assunto, e rapidamente
chegamos à minha casa. Eram quase 20h, tudo escuro em meu lar, rua cheia de
gente, de fofoqueiros, mas não temi nada, pois estava com minha amiga. Quando
saí do carro, quase me desequilibrei, pois minhas pernas ainda estavam meio
bambas e eu ofegava um pouco. Nossa... que doideira.
—Luciana... eu sei que é difícil, mas... tenta esfriar sua cabeça! Por
mais que seja divertido e tudo, quando terminamos de gozar e voltamos a
realidade, as feridas continuam doendo, mas... você tem um contraponto agora,
então agarre-se nisso! Aconselhou Raimunda.
—As traições daquele safado não me afetam mais, mas envolver minha
filha em suas mentiras... isso é difícil de ignorar, porém... é uma questão de
tempo até tudo se resolver, e eu vou resolver meu casamento esse ano!
Retruquei, fitando bem os olhos de minha amiga.
—Ah safadona, só quero que você seja feliz, da maneira que for preciso,
mas em paz! Disse Raimunda, que me abraçou em seguida. Tentei frear as
lágrimas, e consegui...
Já deitada em minha cama, trajando apenas uma camiseta branca com um
desenho de gatinho, a primeira pessoa que me veio à mente, foi o pastor. Tentei
ficar cabreira, confusa, entender o porquê de ele ter um caso de 20 anos com
uma prostituta, mas não adiantou... a saudade venceu tudo isso, a saudade dele,
de suas palavras, de seu cheiro, seu toque... seu pauzão delicioso dentro de
mim, me preenchendo e me dando prazer, então peguei o celular.
Entretanto, prestes a confirmar a ligação para meu macho, desisti. Ele estava em retiro espiritual. Rodrigo se mostrava um homem cada vez mais misterioso e instigante, e me compelia a desbravar sua vida, e seus motivos para ser membro de um clube sexual. Mais mistérios.
FIM
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Olá queridos alunos, postagem dupla hoje, e finalmente o arco mais importante, surreal e inacreditável de minha vida sexual e também "não-sexual" começou, e começou com uma minissérie de 12 capítulos, composta por relatos com e sem sexo, mas nem por isso os relatos S.S. serão desimportantes para o entendimento de tudo o que vai acontecer posteriormente, então leiam atentos.
E esta série também vai cobrar vossas memórias de eventos ocorridos lá no primeiro ato, então, uma releitura para os que já esqueceram ou se lembram pouco é fundamental, aliás, o terceiro ato vai amarrar pontas do primeiro e segundo atos que eu sequer sabia que estavam soltas, quer dizer, algumas estavam soltas, mas eu não me importei muito, e isso vai ser surpreendente.
Como mencionei na introdução desta nova fase, nove textos dessa série foram postados no finado contoerotico, então ainda serão repostagens e releituras para uns, e material inédito para outros.
O cronograma de postagens ficará assim a partir da próxima semana:
Segundas e quartas: meus relatos.
Quintas: relatos dos leitores.
Lembrem-se, este é o relato NÚMERO 82, então, quem quiser que eu poste o 84 na íntegra, precisa comentar pedindo, e lembrando de novo: o manuscrito original do texto 84 é ENORME, e foi editado para ser postado no contoerotico, por isso ficou sem sexo, mas se no mínimo cinco leitores pedirem nos COMENTÁRIOS, postarei o texto completo.
Mas não se assustem, o texto é muito extenso, mas vale a pena ler sim, só que recomendo lê-lo de uma só vez, pois no dia em que o escrevi, estava bem mais inspirada que o de costume, e, como postar meus relatos na Internet ainda não era uma decisão, mergulhei o mais fundo que pude na escrita e quando me dei conta, vi que estava literalmente escrevendo um livro, rsrsrs, mas enfim...
Se ninguém pedir, seguiremos adiante, pois meu tempo é curto e estou fazendo o possível para não ter mais hiatos. Tenham em mente que essa terceira fase será meu teste final de engajamento do blog, e só não parei de postar porque acho que muita gente não quis comentar em textos que já leram e por isso relevei, só que se mesmo com as histórias inéditas, continuar esse deserto... aí paro total.
Atualmente estou no SEXTO ATO das minhas aventuras... e devo admitir, o terceiro é sem dúvidas o melhor de todos, porém, isso não significa que do quarto em diante eu não tenha vivenciado coisas especiais e inesquecíveis, só que todos nós fomos alvejados pela pandemia e seu covarde isolamento, o qual afetou algumas pessoas de meu convívio de forma que jamais pensei que afetaria.
Dando um leve spoiler, a terceira etapa de minhas loucuras sexuais acaba menos de um mês antes do primeiro caso oficial de Covid 19 no Brasil, e o que veio depois disso todo mundo já sabe... mas enfim, não vou falar de Quarto Ato sendo que mal começamos o terceiro, então, foco no HOJE...
Beijos, tenham um resto de semana maravilhoso, cheio de paz, vida e trabalho. Até amanhã.
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Comentários

Revelações, esclarecimentos e promessa de muita emoção, putaria e surpresas e claro emoções a flor da pele como sempre....Delícia!!!Beijos teacher!!!
ResponderExcluirMais um conto maravilhoso da minha escritora favorita…BOTO
ResponderExcluirConto esclarecedor.
ResponderExcluirA melhor escritora! Ja pensou em publicar um livro lulu?
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