081 - A SURREAL E INACREDITÁVEL SURUBA DO CARNAVAL – FINAL

                 


            AAAHHH, AAAAIIII... ESTOU GOZANDO, G-G-GOZ-GozandoOOO, VAI, VAI, SOCA, SOCA, soca, s-s-soca... ca-ca-caralho... aaaahhhh... hmmm! PUTA... QUE P-P-PARIUUU, m-meu D-Deus, AAAAHHH! Urrei, surtada, ensandecida... porque o macho me deu um orgasmo múltiplo, e ali chorei de tanto prazer na tora do comedor, depois comecei a rir e gemer.

                Ele seguia socando enquanto eu literalmente colapsava, buscava o ar desesperada e grunhia em uma montanha russa violenta de sensações inenarráveis; aflição, desespero, alegria, prazer, júbilo, medo, enfim... eu estava em um liquidificador de sentimentos prazerosos indescritíveis, babando, suando, tremendo como se tivesse levado uma brutal descarga elétrica e me arrepiando como se fosse explodir de um gozo inenarrável.

Só com Rodrigo eu tive essas sensações, e agora, o provável e certo Miguel reprisava tudo aquilo ao me possuir. Eu fungava, grunhindo e sentia meu corpo todo em potência máxima das funções orgânicas, o coração parecia querer estourar a caixa torácica e sair correndo.

 O ar tinha virado artigo de luxo, então de repente, toda a agitação do meu corpo foi cessando, e os sentidos foram minando, meu corpo entrou na fase de um relaxamento maravilhoso, e fui me debruçando sobre a cama, já com um torpor mental, o homem me sustentou e veio comigo.

—Não tem coisa mais gostosa no mundo do que fazer uma mulher gozar! Sussurrou o macho, enquanto dava beijos suaves e curtos em meu pescoço e beijos esquimó no mesmo.

Estava na fronteira entre dormir e ficar acordada, e relutei em ser abraçada pelo sono, apenas sorria, em dúvida se já estava sonhando ou acordada. Senti suas carícias e beijos no meu ombro, a tora dele ainda estava dentro de mim e ela fazia um vai e vem suave, ele afastou meus cabelos e me encheu de dengos, bem carinhoso mesmo, como se fôssemos namorados.

—L-Lei...tinho, quero... leitinho! Pedi, toda lesada, ofegando e tesa por ele.

Eu ainda tinha um restinho de forças, ainda podia lutar contra o sono relaxante que me tomava brutalmente. A orgia acabara para mim, eu não aguentaria mais nada, mas foda-se, a melhor trepada do bacanal foi com Miguel, quer dizer, mesmo com um resquício de dúvida se foi mesmo ele quem transou comigo, eu tinha 99% de certeza, porque o DNA sexual de Rodrigo estava naquele homem, só que o pastor não tinha a veia de cafajeste tão acentuada assim.

O macho saiu de minha xoxota e apenas me virei de peito para cima, ainda bem ofegante e suada, grunhindo com as pernas bambas; aliás, o corpo todo bambo.

—Abre a boquinha minha tesuda, e cuidado para não engasgar! Pediu e avisou o macho.

Abri a boca, o homem montou de novo em mim e pôs parte da glande de sua tora entre meus lábios, passei a língua bem naquele ligamento que sustenta o prepúcio, dei lambidas suaves, e a lágrima de tesão verteu, segui dando lambidinhas, ele gemeu gostoso, arfou e começou a se masturbar, roçando a cabeça de seu pauzão em minha boca, então empertigou um pouco minha cabeça pela nuca e deu aquele gemido maravilhoso de prazer ao golfar uma porra que logo senti ser densa e profusa, a qual tive de despertar totalmente para engolir, e engoli tudo, todo aquele manjar delicioso e adocicado, levemente ácido, mas uma bela esporrada de macho.

Após sorver aquele néctar, continuei mamando a rolona, a qual ainda não se rendera totalmente, e o macho gemia aflito, também ofegante. Apertei abaixo da glande e mais uma gota de porra saiu, o chorinho final, e passei a língua, beijei e abocanhei, fazendo movimentos de sucção, ele bombou gostoso, e então finalmente, ela se rendeu, e dei um beijinho na glande.

—Me... deixe ver você... gos... toso, por... favor! Pedi, e ali sim, as forças acabaram.

—Quem sabe no carnaval de 2020, e aí a gente transa normalmente, sem venda, eu prometo! Replicou o macho, que beijou minha testa e se preparou para sair de cima de mim.

—N-Não, não vai, fica, fica por favor, fica só um pouquinho! Falei, o segurando, mas o cara foi malvado, pegou novamente a colcha da cama e a jogou sobre mim, em seguida me enrolou nela, deixando só minha cabeça para fora e me virando de bruços. Não pude me livrar.

—O consagradinho nunca erra na escolha de suas mulheres! Retrucou o macho. Eu tentava me desvencilhar do lençol, mas estava tão lesa que não consegui.

—E-Espere... v-você... conhece... o Rodrigo? Indaguei. Que filho da puta, ele tinha me prendido muito bem naquela colcha. Ouvi suas roupas sendo pegas e em seguida a porta do quarto se abriu, e ele finalmente se foi, a fechando em seguida. Nem a venda consegui tirar.

IEEEHIIII! ÊÊÊÊ... QUE FOI HÃ? NUNCA VIU UM CABRA DO PAU GRANDE NÃO? Olha não baitola, xô! Gritou, indagou e disse o comedor, talvez na sala da casa. Captei gargalhadas, mais femininas, e quando consegui me livrar do lençol o qual estava presa, mal pude levantar, estava exausta, esbaforida, mas plena de prazer, e dei risada da irreverência daquele homem.

—Luciana? Luciana! Ei Lulu, acorda! Chamou uma voz feminina, a qual me despertou com carícias nos ombros e afagando meus cabelos. Abri os olhos e já estava sem a venda, e me surpreendi ao vir Katiane e Fabiana, que me fitavam, então acordei de fato e...

—Cadê? Cadê ele? Indaguei, procurando pelo comedor da Foda Cega, aliás, Miguel.

—Calma mulher! Ele quem? Disse e indagou Katiane.

—O Miguel! Eu transei com ele há pouco! Respondi, enfática. Katiane não conteve o riso e Fabiana gargalhou. —Do que estão rindo? Eu transei com ele sim! Completei, categórica.

—Só se foi em sonho Luciana, porque o Miguel saiu daqui tá com cinco minutos, e o comedor da Foda Cega se foi assim que terminou de transar com você! Retrucou Fabiana, rindo.

—Você cochilou bastante viu, a gente veio aqui ver se você tava acordada e só ouvimos seu ronco; tá com o que? Uns 40 minutos Fabi? Comentou Katiane, e Fabiana assentiu.

—O... Miguel esteve aqui? Indaguei, bestificada e as duas assentiram.

—Veio só pra matar a saudade da Gleiciane, pegou ela de jeito na porta do carro dele e arregaçou o cu da mulata! A pobrezinha tá ali chorando, coitada! Disse e comentou Katiane.

—C-Chorando? Chorando por que? Ele... transou com ela à força? Questionei, chocada.

—Não mulher, que é isso, tá louca é? Ela tá chorando de indignada porque foi só uma rapidinha que eles deram! Respondeu e explicou Fabiana, rindo e Katiane riu alto e comentou:

—Não tão rapidinha assim né! Fabiana e a jovem gargalharam.

—Vocês viram? Perguntei, curiosa e pasma, mas estava tão esgotada...

—Só a Katiane, eu e a Raimunda tava com os buracos ocupados! Disse Fabiana. Rimos.

—Eu vi, e foi massa! Não sei se eu teria coragem de transar com um cara pauzudo que nem o Miguel, mas... tenho vontade, ele é muito, muito gato! Desabafou Katiane, com olhos acesos.

—Chega junto sua bobinha! Troçou Fabiana, e gargalhamos, Katiane corou lindamente.

—Os dois caras que eu acho mais lindos e gostosos: o Miguel e o amigo dele! Revelou Katiane, e esbugalhei os olhos. Ela se referiu a Rodrigo, então instiguei só para confirmar, mas...

—Safadona? Ah você está viva é? Indagou Raimunda, ao adentrar o quarto. Rimos.

—Eu é que pergunto se você está viva depois de levar tanta rola! Rebati, e gargalhamos.

—Eu estava morta ANTES de levar tanta rola meu bem! Replicou a coroa, e rimos mais.

—Que horas são? Indaguei, ainda aturdida e tentando me reequilibrar.

—Já são quase 18h Luciana, precisamos ir! Respondeu a coroa.

—Preciso falar com a Gleiciane antes! Repliquei, porque tinha de saber algo.

—Quer que eu chame ela? Ofereceu-se Katiane, assenti e em seguida ela foi.

—Vou tomar banho viu Lulu? Não demora muito senão vai complicar para engabelar seu marido, lembre-se que nós prometemos voltar no início da noite! Advertiu Raimunda. Assenti e a coroa saiu. Fiquei à sós com Fabiana, e ela me fitou, dando seu cordial sorriso.

—Deve tá meio “areada” com tudo isso né? Indagou a ambulante, e a fitei surpresa.

—Não imaginei que a veria em uma suruba, juro por Deus, não você! Comentei, sincera.

—É Lulu, pra você ver como a vida sempre surpreende; por exemplo... eu tentei ser fixa do Rodrigo durante anos, e você conseguiu num piscar de olhos, e olha que eu tenho MUITO tempo de cama com aquele homem, mas enfim, não tô comentando isso com despeito de você, porque eu sei que muita coisa na vida dele mudou! Desabafou Fabiana, e arregalei os olhos.

—V-Você... conhece o Rodrigo? Transou com ele? Questionei, a fitando estarrecida.

—Não me olhe assim Luciana, isso não é nada do outro mundo! Eu fui uma das sortudas que transava com o Rodrigo na época do auge dele. Ele ainda nem era pastor, nem pensava em montar igreja, e... sempre traiu a falecida esposa, sempre, só que um dia ele derrapou né... e enfim, só pra te deixar ciente de como tudo se interliga, mesmo algumas coincidências acontecendo, como seu envolvimento com o Valdo e o Cássio! Respondeu e explicou Fabiana.

—Oi Luciana, queria falar comigo? Indagou Gleiciane, adentrando o quarto. Ela estava tão lindinha; cabelos trançados, bem maquiada, com um vestidinho branco e florido, de alcinhas, de tamanho médio e babados na barra. Mesmo com uma bochecha maior que a outra, ela era muito graciosa e charmosa, além de ser um mulherão. A fitei, assenti e sorri.

—Tudo bem com você mulher? Indaguei, preocupada. Ela assentiu, feliz.

—Fim de suruba pra você hein Gleice? Comentou Fabiana, indagando, e a fitei surpresa.

—Como assim? Você não disse que ia ficar os quatro dias? Questionei, fitando a mulata.

—O Miguel acabou de avisar pela Katiane, que quer passar a noite de hoje comigo e o dia todo amanhã! Eu é que não vou dispensar o melhor macho da minha vida pra ficar com esses quatro que não dão metade dele na cama! Revelou Gleiciane, e-mo-cio-na-da, e estarreci...

—E... só uma rapidinha com ele fez você tomar essa decisão? Indaguei, bestificada.

—Eu nunca esqueci o Miguel, Luciana! Posso até tá apaixonada, não sei, mas eu sou doidinha de pedra por aquele vagabundo tesudo! Rebateu a mulata. Arregalei os olhos...

—E agora é que o macho tá lindo demais mesmo viu! Meu Deus do céu, o homem tá um estouro de lindo depois que virou advogado! Retrucou Fabiana, e a fitei, atônita.

—Me mostrem uma foto dele, ou o Face, quero ver esse homem! Pedi, eriçada, porque mesmo Fabiana e Katiane negando que o comedor da Foda Cega era Miguel, não acreditei nelas.

—O Miguel não tem Face e não temos fotos dele aqui! Disse Gleiciane.

—Ai, não mente vai, até cachorro tem Facebook hoje em dia! Rebati, descrente.

—Juramos por Deus Luciana, juro pela vida dos meus filhos! O cara é advogado, e às vezes mexe com uns bichões escrotos aí, então não se expõe em rede social, e na moral né, Face e Instagram é coisa de gente desocupada e que não tem objetivo na vida! Retrucou Fabiana, enfática.

 —Ô Fabi, não fala assim, eu gosto de ver besteiras no Face! Disse Gleice, e rimos.

—Esperem... se vocês disseram que o comedor da Foda Cega não é o Miguel, e esse quarto não podia ser usado por nós... então quem autorizou que a gente transasse aqui? Indaguei. Gleiciane e Fabiana se entreolharam, e não notei malícia em seus semblantes.

—A Katiane ficou com todas as chaves da casa, o quarto ficou trancado a pedido da dona, mas... obedecer a um pedido é outra história né, e o comedor é amigo nosso, é do nosso grupo, e não é o Miguel, porque o Miguel veio muito depois da transa de vocês! Disse Fabiana.

—Você ficou bodada aí dormindo, e foi um tempão. Não tem nem 20 minutos que o Miguel se foi, a gente transou rápido, foi no carro dele! Disse Gleiciane, e não pareceu mentira.

—Mas gente... esse comedor misterioso falava muito bem o português, e... falou do Rodrigo como se fosse muito amigo dele! Não mintam para mim, por favor, não tem necessidade disso, eu não sou uma fofoqueira, você me conhece Fabiana! Repliquei, confusíssima.

—O Rodrigo e o Miguel são conhecidos de todos nós; geral do grupo conhece aqueles dois e muitos caras são amigos deles, como o Valdo, o Cássio, o Fábio e esse comedor da Foda Cega também são. Falar português certinho não significa que a pessoa é um advogado, tem amigo meu que nem é formado e fala um português perfeito! Explicou Fabiana, serena.

—Ah... então você tá ficando com o Rodrigo né Luciana? Ou melhor, com o que sobrou dele! Indagou e comentou Gleiciane, e achei aquela fala meio jocosa, então retruquei, sentida:

—Pois mesmo sendo uma sobra, como você diz, o Rodrigo dá de 10 a 0 até no comedor da Foda Cega, então não tenho do que reclamar minha querida, ele me satisfaz e MUITO!

—Se ela tivesse trepado com o Rodrigo na época em que ele tava no auge, como a gente trepou hein Fabiana? Mas enfim, não quis desmerecer o cara, entenda, a gente sabe que ele perdeu a esposa, tá sofrendo muito, e isso abalou a vida sexual dele, tanto que o homem se afastou, ficou só com as fixas e não quis mais saber de putarias, e não duvido nada que ele ainda se garante e muito, seus olhos brilharam quando falou dele! Replicou Gleciane, se explicando.

—Vocês falaram em grupo. Que grupo é esse? Questionei, curiosa e constatando que aquele bacanal bem organizado era coisa de grupo mesmo.

—É Luciana... eu, a Fabiana, o Miguel, o Rodrigo, o Valdo, o Cássio e os caras que tão aqui, fazemos parte de um clube do sexo, um clube... secreto, então... a gente te convidou pra essa suruba, afim de saber... se você quer fazer parte dele! Explicou Gleiciane, e a fitei surpresa.

—Clube secreto? Como assim? Indaguei, meio tensa. Surreal... e inacreditável, só isso...

—É... é secreto porque nem todo mundo sabe, não é pra todo mundo saber, porque o clube tem critérios, e o sigilo absoluto de tudo que rola nele é o principal! A gente sabe que você e a Raimunda são pessoas direitas, discretas, têm esclarecimento das coisas e... adoram uma putaria gostosa como a gente, então... temos confiança em falar disso! Disse Fabiana.

—Nossa... um clube secreto... Rodrigo e Miguel... são membros? Comentei, abismada.

—Sim, o Rodrigo é um dos mais antigos, assim como o Ariovaldo; o Miguel também já tá com uma estradinha longa, e viu no clube... a chance de ser advogado, porque uma das fixas do Rodrigo... é advogada e também é fixa do Miguel, aí investiu nele! Disse Fabiana. Estarreci.

—Ela investiu no Miguel, tipo... o sustentou, o bancou? Indaguei. O caso reverso de Ricardo e Lidiane, e que tem aos montes por aí. Uma coroa que vicia em um garotão e o banca...

—Até onde eu sei, não foi bem sustentar, bancar, ela... só abriu umas portas pro Miguel crescer na vida e ele aproveitou; a faculdade de Direito foi uma delas, então isso prova que o Miguel nunca foi um gigolô, porque todo gigolô é um vagabundo que não quer porra nenhuma na vida, só luxar e sugar a mulher em troca de sexo e oba-oba! Depôs Gleiciane.

—Safadonaaa! Já estou pronta, vai tomar seu banho para irmos! Avisou Raimunda.

—Já vou Mundoca! Er... como faz para entrar nesse grupo? Avisei e indaguei.

—Indicação. Se você quiser a gente te indica, aí você vai ser chamada pela dona do grupo e ela vai te fazer a proposta, se aceita ou não! Respondeu Gleiciane. Ergui as sobrancelhas.

—Uau, uma indicação? Perguntei, ressabiada. Fabiana explicou:

—Não é qualquer pessoa que entra, tanto que ninguém lá no bairro sabe, nem desconfia, porque é tudo sigiloso, por isso Valdo e Cássio nunca espalharam pra ninguém que tem um lance com você, só... pras pessoas certas, que compartilham dos mesmos interesses!

—E por que eles não me indicaram, se sabem que gosto de sacanagem? Questionei.

—Aí eu não sei, com a gente eles nunca falaram em te indicar, talvez... não queiram, e não é nem porque não confiam em você, só... sei lá... motivo deles! Disse Gleice.

—Não aborde o Rodrigo sobre o clube agora; ele vai negar, vai mentir pra você, o clube é pequeno e nunca teve intenção de ser grande, é só pra gente curtir nossas putarias de boa, principalmente porque o bairro em que a gente mora tá infestado de bandidos, então... se você aceitar que a gente te indique, aí sim... depois de falar com a dona do clube, tu fala com o Rodrigo, e ele não vai ter como mentir! Advertiu e sugeriu Fabiana. Assenti, muito impactada...

—Como você conheceu o Rodrigo? Indagou Gleiciane. Respondi, acanhada:

—Uma moça chamada Sandra, ela... disse que ele queria me conhecer!

—Ah... a Sandra... é... se ela deu o toque de você pro Rodrigo, então é porque o cara já tá se abrindo de novo, mas... ele não tem costume de ficar com mulher casada nas entocas não, por isso não quis ser meu fixo, mas... pelo jeito mudou a mentalidade! Comentou Fabiana.

—Não ficou com medo da pomba grossona dele não? Indagou Gleice, e gargalhamos.

—Ah... fiquei né, mas... amo um desafio, encarei e amei! Respondi, e gargalhamos mais.

—Se eu te disser que fiz anal no meu primeiro encontro com ele? Revelou Gleiciane.

—Mentira Gleice... sério? Indaguei, bestificada. Fabiana ria sapeca. A mulata replicou:

—Juro por Deus Luciana... quando vi aquele pombão bem grosso, não sei o que deu em mim, mas tive um tesão do caralho em dar o cu pro Rodrigo, e dei, chorei, gritei, mas amei!

—Nossa... eu... só fiz anal com ele no segundo encontro, e amei também! Comentei.

—Ih Luciana, qualquer dia eu vou na sua casa e te conto como era meu lance com o Rodrigo. Meu Deus... o homem era cafajeste demais, me comia de todo jeito, do jeito que queria, mas quando soube que eu era casada... não me quis mais! Disse Fabiana, desolada.

—V-Você... escondeu do Rodrigo... que era casada? Indaguei, atônita.   

—Escondi... e ele se chateou quando descobriu. É engraçado... ele traía a esposa, mas não queria ser cúmplice da traição de uma esposa... sinto saudade... e o sexo mais gostoso que tive na minha vida... foi com o Rodrigo e o Miguel! Desabafou Fabiana, cabisbaixa.

—Oh Fabi... não fica assim, ele vai te procurar de novo! Falei, segurando sua mão.

—Semana passada ele foi na minha banquinha, tomou seu café da manhã como há muito tempo não tomava... educado, respeitoso como sempre, e... quando ele me pagou, me olhou daquele jeitinho sapequinha dele... aí eu cheguei junto: que horas você me quer? Tô com saudade meu consagrado, tarada por ti! Ele só sorriu e me deu um beijo na testa, depois foi embora... Lulu do céu... aquilo me deixou tão arrasada, me senti um lixo! Replicou Fabiana, que quase chorou.

—Não sei porque ele me quis, sabendo que sou casada, juro Fabiana! Falei, após me levantar e abraçar a ambulante, que seguiu firme freando as lágrimas de saudade do comedor.

—Fica assim não Fabizinha, se o Rodrigo voltou a merendar na tua banquinha, é porque ele tá afim de você de novo! Tem tanto lugar pra ele merendar e ele vai logo na tua banca? Não tô dizendo que seu lanche é ruim e ele não tem opção, muito pelo contrário, mas todo cara que tá afim de uma mulher, primeiro dá aquela sondada antes! Disse Gleice, a abraçando também.

—Será mulher? Retrucou Fabiana, a fitando com um sorriso otimista.

—Ele quer te comer de novo sua abestada, mas o homem não vai chegar pra ti na lata e chamar pra trepar, porque te respeita, aliás, respeita as mulheres, nunca veio com vulgaridade, mas tá se achegando de mansinho, só “bilando”, vendo se ainda tem cartaz contigo. Fabiana, o Rodrigo é malandro! Rebateu Gleice, e me admirei ao ouvir aquilo, porque fez total sentido...

—Safadona, safadona, avia mulher! Seu marido já ligou para mim perguntando por que seu celular só dá desligado e eu disse que ele descarregou! Bora! Advertiu Raimunda.

—Ok Mundoca, obrigada! Vou me aprontar agora! Respondi, em tom de voz meio alto, pois a coroa falou lá de fora do quarto. —Meninas, preciso ir. Olha Fabiana, não fica triste, se quiser conversar, passa lá em casa depois, e... Gleice, dê meu número para a dona desse tal clube, caso ela queira falar comigo! Completei, falando com ambas, que assentiram e sorriram.

Ao sair do quarto, vi Raimunda conversando com Katiane e Daniel, perto da porta que dava acesso à piscina dos fundos. Gleiciane e Fabiana foram para onde a coroa e a dupla estavam, os demais machos deviam estar no deck, sinal de que a orgia tinha dado um break.

Entrei em um dos banheiros e tomei um banho rápido, já sentindo os efeitos dessa putaria toda em meu corpo e principalmente em meu ser. As revelações bombásticas de Gleice e Fabiana reverberavam de uma forma perturbadora em minha mente, e aquilo me assustava.

No quarto onde estavam meus pertences e roupas, me vesti e liguei meu celular. Nossa, oito chamadas do corno. Acabei esquecendo de pedir a senha do wifi da casa, então entrei nos dados móveis e acessei o WhatsApp, e havia um áudio do galhudo dizendo o seguinte:

“Pô Luciana, tô tentando te ligar e só dá desligado. Que horas tu volta? Seguinte: fui escalado de última hora pra trabalhar no carnaval, só vou folgar na terça e aproveitar pra visitar o pai, a mãe e nossa filha. Beijos e tchau”. Contraí os lábios, e dei risada, mas ri de raiva, então...

Liguei imediatamente para Amália, secretária da empresa onde o galhudo trabalha.

—Boa tarde, quem fala por gentileza? Saudou a mulher, após três toques.

—Boa tarde Amália, aqui é Luciana, esposa do (nome do corno), tudo bem? Desculpe incomodá-la em pleno carnaval! Respondi e me identifiquei, com simpatia na voz.

—Oi Luciana, tudo bem! Imagine, não é incômodo algum, diga lá! Respondeu a mulher.

—Er... meu marido foi escalado para trabalhar no carnaval? Indaguei, direta.

—Lógico que não, ele só vai voltar na quarta-feira de cinzas a partir do meio-dia, e já tem uma viagem marcada pra ele na quinta! Respondeu Amália, e apenas sorri. Filho da puta...

—Ah sim... obrigada Amália, e... tenha um excelente carnaval! Respondi, serena.

—Obrigada, mas... ele disse que ia trabalhar no carnaval? Indagou a secretária, curiosa.

—Falou que talvez fosse escalado e estranhei, pois ele nunca trabalhou no carnaval, então liguei para confirmar, porque tínhamos combinado de viajar! Expliquei, mentindo.

—Entendo, é... talvez seja um serviço extra de última hora, pois às vezes acontece, mas vou dar uma checada na escala aqui e já te retorno, pode ser? Disse Amália, bem prestativa.

—Amorzinho, você pode me enviar a resposta pelo WhatsApp por favor? É esse mesmo número! Pedi, pois caso o corno estivesse mentindo, eu “printaria” a resposta, e teria mais uma prova. Amália assentiu, nos despedimos e desligamos. Um frio na barriga veio violento...

Não adiantaria mais resolver ficar os quatro dias de folia trepando, até porque Raimunda não ficaria, apesar de Fabiana ficar, mas tudo bem, eu precisava de descanso, pôr as ideias em ordem, digerir as coisas que ouvi, coisas inacreditáveis que me deixavam trêmula e impressionada. 

Essas conexões sexuais que desembocavam em um ambiente sexual ainda mais insólito do que eu supunha exigiam reflexões, e só no conforto do meu lar para fazê-las.

Saí do quarto, já vestida e vi Guillaume e Raimunda na sala, conversando normalmente, e assim que o gringo pauzudão me viu, levantou-se com seu lindo sorriso e disse:

—Uma pena vocês ir embora, o suruba perder graça! Ergui a sobrancelhas, surpresa.

—Pega meu Whats, e vamos marcar nossa despedida! Respondi, e o francês me abraçou, depois salvou meu número em seus contatos, então trocamos beijos formais.

—Pronta Lulu? Bora senão o chifre do corno vai começar a feder! Troçou Raimunda.

—Ele viajou, disse que ia trabalhar no carnaval! Respondi, e a coroa estarreceu. De repente meu celular vibrou, olhei e vi a mensagem de Amália no WhatsApp.

“Seu marido não foi escalado pra trabalhar no carnaval”. Assenti sorrindo de ódio. 

FIM DO SEGUNDO ATO

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Olá queridos alunos. Finalmente a segunda etapa das minhas aventuras sexuais malucas chegou ao seu final. Demorou, se arrastou, alguns desacreditaram que ia seguir, mas está aí, mais um ciclo fechado, com um importantíssimo gancho para a fase seguinte, a qual será o ápice de minha sexualidade. Recomendo a todos que leiam e releiam essa minissérie sempre que possível, pois no decorrer do vindouro terceiro ato, várias menções aos eventos dela serão feitos.

Gostaria de agradecer a todos, que pacientemente seguiram firmes, fiéis e com expectativa alta sobre o futuro das postagens e as aventuras inéditas. Agradeço especialmente aos que comentaram e me enviaram mensagens carinhosas e empáticas por email; peço desculpas pelos atrasos, mas minha vida é uma correria cruel, contudo jamais deixarei de postar, estejam cientes disso.

Os leitores veteranos que me seguem desde que comecei a postar, sabem que nos meses de julho e janeiro, curto as férias escolares com minha filha, e esse ano não será diferente. Os leitores novos, a partir de hoje estarão cientes de que esse hiato de pouco menos de 1 mês é tradicional. Ok, imagino como vocês devem estar chateados, mal voltei e vou me ausentar de novo, mas... família em primeiro lugar, SEMPRE, e aproveitar cada minuto com minha filhota é mais importante que qualquer coisa.

Em agosto, o terceiro ato terá início, primeiro, com sua introdução, importantíssima e fundamental para situá-los do que virá, em seguida, os relatos. O blog sempre estará aqui, para que vocês leiam e releiam o quanto quiserem, e prometo que na volta das férias, farei o possível para manter uma regularidade nas postagens, mas preciso que vocês colaborem, comentem, prestigiem, compartilhem o blog, indiquem aos amigos, enfim...todos são importantes para que o blog cresça mais.

Quem quiser bater um papo saudável e respeitoso, pode enviar sua mensagem para: lucycontistasexy@gmail.com. Posso demorar a responder, mas responderei cada email.

Encerro a postagem de hoje, e o segundo ato, com essa belíssima captura, recente e de uma suruba espetacular que dá saudade só de lembrar, e vocês sabem que quando me junto com Raimunda... 

No mais, desejo a todos vocês um excelente julho; quem estuda e também está de férias, ótimas férias. Um beijo nos corações de cada um, desejo a todos paz, bênçãos, muito amor e trabalho. Curtam sim, divirtam-se, mas sempre com responsabilidade, pois a vida é uma só e devemos ter zelo por ela.

Beijos e até agosto.

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