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—Gostei, mas só tem um
probleminha! Disse Rodrigo, e arregalei os olhos.
—Q-Que foi? Algum tempero o
desagradou? Algo fora do ponto? Questionei, aflita.
—O problema... é que posso ficar
viciado na sua comida! Respondeu o comedor, sorrindo e tocando minha mão. —Você
não me desagrada em nada! Completou o macho.
—S-Seu bobo, fiquei assustada,
você fez uma cara tão séria! Repliquei, manhosa.
—Foi só uma brincadeira para descontrair! Disse o comedor, sorrindo.
—Se quiser a gente pode almoçar juntos todos os dias, eu... não me
importo de fazer sua comida, só... quero ajudar naquilo que estiver ao meu
alcance! Falei, segurando a mão dele.
—Sua simplicidade é algo que as outras não têm! É esse contraste de
personalidades que me deixou fascinado por você Luciana! Desabafou Rodrigo, e o
fitei admirada.
—Como assim? Suas amantes não sabem cozinhar? Questionei.
—Você como pessoa da área de exatas... defina para mim... o que é um
caso! Disse Rodrigo, recostado a cadeira e de braços cruzados. Nossa...
confesso que tremi toda, sério.
—D-Definir? De que maneira? Literal? Questionei, confusa, porque o
poder daquele homem não estava apenas no dote exacerbado e no sexo que fazia, e
sim em sua visão da vida.
—Tanto faz... apenas defina! Endossou o macho, e ofeguei.
—Bem... na minha visão, é uma relação... pautada na infidelidade, uma
espécie de busca por algo que não há no casamento! Respondi. O pastor deu um
sorriso.
—Uma visão simplória, mas coerente! Disse Rodrigo, e arregalei os
olhos.
—Simplória por que? É basicamente isso! Retruquei. Rodrigo sacudiu a
cabeça, sorrindo.
—É mais profundo. De fato, em casos pode se buscar algo que falta, mas é
mais uma fuga de problemas muitas vezes irreversíveis e que por falta de
coragem ou algum tipo de conveniência, nos colocam em uma falsa zona de
conforto. O caso é um desejo de se dissociar da realidade que por algum motivo se tornou enfadonha na vida
matrimonial ou singular, o anseio por reviver fortes emoções. Resumindo: o
caso é como um passeio pela praia, onde só queremos contemplar a beleza do
mar... mas de longe, sem muita vontade de tomar um banho! Explicou Rodrigo, e me
arrepiei toda.
—E em seus casos... não há uma preocupação com você por parte de suas
amantes? Só o que interessa para elas... é você estar de pau duro para
satisfazê-las? Questionei, bestificada.
—Não, claro que não, isso é um tipo de insensibilidade que nem as
prostitutas possuem, o que eu quero dizer... é que não posso cobrar de minhas
amantes, preocupação com minha alimentação... quando a rotina delas fora das
quatro paredes... é tão cruel quanto a minha! Eu não me envolvo com dondocas
fúteis, que estouram os cartões de crédito de seus maridos nas suítes mais
caras de motéis comigo, ou me dando presentinhos em gratidão pelo meu dote e
pelo sexo gostoso que tiveram! Respondeu Rodrigo, e tremi por dentro. Que
maturidade...
—E... o fato de eu fazer seu almoço... o deixa incomodado? Indaguei,
acanhada.
—É óbvio que não minha consagrada, mas convenhamos... é algo que não
espero e nunca esperei, porque fora das quatro paredes temos nossas vidas e
nossas preocupações, mas... quando um gesto como o seu acontece... me
sensibiliza sim! Depôs Rodrigo, sorrindo.
Levantei de uma vez da cadeira, contornei a mesa correndo, sentei no
colo de Rodrigo e o abracei com ternura, dei vários beijos em seu pescoço e
beijei sua boca.
—Não estou fazendo sua comida e me preocupando com você... na intenção
de ser uma nova esposa, e sim... porque te quero bem. Eu cresci com valores
onde... aprendi a zelar por aquilo que gosto muito, e faço isso justamente...
porque também não quero tomar banho de mar, mas não vou abrir mão de molhar
meus pés de vez em quando! Repliquei, sorrindo.
—É por isso que você é uma mulher admirável! Me desculpe pelo que eu
vou dizer, mas... seu marido merece cada par de chifre que você põe nele,
porque é nítido... que foi ele quem arruinou o casamento de vocês, mas mesmo
assim... não o odeie, não lhe deseje o mal, não se vingue, porque você precisa
ser feliz, precisa olhar para si e ver que é um ser único e que a vida da gente
deve ser aproveitada... com aquilo que nos dá prazer; seja casada, solteira ou
em um caso... o importante... é estar feliz! Disse Rodrigo, alisando ternamente
meu rosto.
—Fico pasma com sua experiência... é fácil ser induzida ao erro de
achar... que as coisas ditas por você... são uma forma de moldar a situação ao
seu favor e lhe fazer tirar uma vantagem sexual disso, mas não... você quer uma
harmonia plena, um equilíbrio! Opinei. Rodrigo corou.
—Não sou tão experiente assim, apenas... tenho outra visão das coisas!
Disse o pastor.
—É sim... e eu atestei isso desde que o vi pela primeira vez, e quando
ouvi o que você disse ao Clécio naquele dia, com essa voz sempre serena,
prudente e destemida diante de um corno raivoso e de atitudes imprevisíveis,
fiquei toda arrepiada e desejosa de te conhecer, porque você é um homem seguro
de si... e isso me atrai demais... é o que toda mulher precisa! Desabafei, e nos beijamos.
—A recíproca é verdadeira, você é uma mulher segura também! Disse o
macho. Assenti sorrindo, mas discordando por dentro... porque aquele homem
fazia eu me sentir uma bobinha.
—Você... vai me apresentar às suas outras amantes? Indaguei,
ressabiada.
—Acha necessário? Não preciso pedir a bênção de nenhuma delas para
incluir outra mulher em minha vida, e o inverso também! Respondeu Rodrigo, bem
tranquilo. Retruquei:
—Eu sei... não é isso, mas... não quero passar novamente pelo
constrangimento que passei com a Ayla naquele dia! Não gostei da atitude dela,
mesmo nos entendendo depois!
—Ayla se apaixonou, e mesmo sabendo que não sou só dela, me quer só para ela, mas eu a mantenho nas rédeas, relaxe; já as demais... são muito tranquilas, não opinam porque já me conhecem e sabem controlar seus impulsos, pois respeitam minhas decisões, e confiam em minhas decisões... têm ciência... do meu bom gosto para mulheres! Rebateu o pastor, alisando meu rosto, depois ele apertou gostoso minha coxa esquerda e subiu até a cintura, onde a segurou com as duas mãos.
Meu Deus... dei um gemido manhoso e ofeguei.
—E você... ainda diz que não tem experiência! Como seria então se
tivesse? Porque já estou querendo sexo de novo só com esse toque, então é bom
parar... pare, pare por favor, assim não vou aguentar... aí não vou deixar você
trabalhar! Pedi, já tesa, tarada, e Rodrigo não parava, me deixava cada vez
mais louca com suas mãos e toque de macho matador delicioso.
—Aprenda a dominar seus instintos, isso é só uma carícia! Replicou o comedor,
que seguiu massageando minhas ancas e bunda. Eu já melava sua calça com meu
mel.
—E... se eu disser... que não consigo... ou melhor... não quero?
Retruquei, rebolando.
—Então eu controlo por você! Replicou Rodrigo, parando e me soltando.
—NÃÃÕOO! Nãooo... malvado! Me deixou com vontade! Repliquei, desolada.
—Seu delicioso cuzinho precisa de um descanso, está inchado e
certamente dolorido! Disse o macho, se certificando do que disse ao me ouvir
gemer, fazendo uma careta de dor.
—Quer comer meu cuzinho na próxima vez é? É meu comedor safado? Aticei.
—Com certeza... minha gostosa tesuda! Respondeu Rodrigo, apertando meu
rabão.
—Você... sabe fazer sexo na rede? Indaguei, já aflorando meu fetiche.
—Reformule a pergunta... não é se eu sei fazer sexo na rede, é se eu
CONSIGO fazer sexo na rede! Retrucou o pastor. O fitei com os olhos
semicerrados e sacudindo lentamente a cabeça.
—Ai... dá no mesmo meu consagrado... se alguém sabe fazer alguma coisa,
é porque consegue fazer essa coisa! Retruquei, e Rodrigo deu uma risada
gostosa, depois me beijou.
—Você é muito divertida, adoro ver essa sua reação meio impaciente,
e... respondendo à sua pergunta... eu sei e consigo fazer sexo na rede! Por
que? Você tem esse fetiche? Conte para mim quais são seus fetiches... eu
adoraria saber! Replicou Rodrigo, com olhos ávidos.
—Ah... transar na rede é um deles, e... fiquei pensando naquela maca
que tem no seu quarto... adoraria transar sobre ela; de resto... não sei, acho
que meu maior fetiche era transar com você e... realizei, então o resto são sugestões da mente e da libido! Repliquei... e rimos deliciosamente.
—Está certo! Então está combinado... no nosso próximo encontro... faremos sexo na rede, vou ver se tenho uma bem resistente aqui, e creio que tenha sim; não costumo dormir em rede, às vezes só armo e me deito para ver TV ou ler a bíblia! Ratificou o comedor, e o abracei, radiante.
—Olha... se você não tiver, me avise que eu trago a minha, ela é enorme
e aguenta duas pessoas, é de varanda! Contei, com a xoxota ensopada e
transbordando empolgação.
—Ah... se é assim, então traga a sua, sem problemas! Arrematou o
comedor. Assenti.
Saí de seu colo e fiz menção de pegar minha saia, a qual estava na
lavanderia, porém, Rodrigo segurou meu pulso e me fez voltar, abaixou meu
tronco e beijou tarado minha boca, em seguida apalpou gostoso minha bunda
gulosa e a estapeou.
—V-Você... quer? Quer de novo? Indaguei, tesa e apalpando sua tora já
duríssima.
—É só para lhe lembrar... do tesão louco que tenho por você! Instigou
Rodrigo.
—Isso é maldade... não me deixa louca assim, me come logo bem gostoso
macho... você sabe que eu sou tarada por você, sabe sim... então, me fode!
Retruquei, baixando o zíper da calça de Rodrigo e liberando facilmente pela
braguilha, seu tronco de carne delicioso.
—Que graça teria a vida... se fôssemos responsáveis o tempo todo né?
Ajoelha e chupa, engasga bem gostoso nessa rola, deixa ela bem babadinha e
depois senta de costas no meu colo, e cavalga na pica do seu amante... do seu
macho! Gostosa! Replicou e ordenou Rodrigo.
—Agora sim... você falou comigo do jeito que eu gosto! Meu amante, meu
macho! Rebati, e tasquei um beijo na boca do meu comedor tesudo, porém... a
campainha tocou...
—É... a vida não pode parar! Comentou o pastor, me fitando desolado.
—V-Você... não combinou nada... c-com outra não né? Indaguei,
apreensiva, vestindo minha calcinha rapidamente e depois corri para pegar minha
saia. Que merda...
—Não, claro que não. Não marquei nada para hoje, mas fique calma! Disse
o pastor.
—E se for alguém da sua igreja? Não posso ser vista assim, vai que a
pessoa me conhece? Repliquei, em seguida ajeitei meus cabelos. Rodrigo me
tranquilizou com sua serenidade:
—Acalme-se Luciana, está tudo bem, não precisa se esconder, não precisa
se preocupar, eu sei o que fazer, não é nenhuma das minha amantes, deve ser
algum motoboy das empresas que presto serviço de contabilidade vindo entregar
documentos, isso é normal, pode até ser o Miguel, ele costuma vir aqui no
intervalo de seu trabalho, então me espere na sala por favor!
Sentei no sofá e me asserenei, respirando fundo, mas com um pouco de dor de cabeça pela quebra abrupta de nosso clima, a qual me assustou. Rodrigo fazia eu me sentir segura e destemida, tinha esse poder de transmitir paz com sua voz e palavras.
Eu já sabia que estava me apaixonando, ou melhor... estava
apaixonada por ele, porque não conseguia me dominar, não conseguia sair de
perto dele, mas eu já havia me apaixonado desde o dia em que o vi pela primeira
vez... não parei de pensar naquele homem um só minuto até hoje, mas o preço para tê-lo já tinha sido dado... nossa relação seria informal e sem promessas... ou seja, em português bem claro: ele só queria me comer, mas e daí? Foda-se... eu também só queria dar... "aham"... sei...
Rodrigo abriu o portão, e de fato era um office boy, o qual lhe
entregou um embrulho lacrado, seguido de outro envelope, também lacrado. O
pastor assinou um papel, entregou ao rapaz, ambos assentiram e o comedor
agradeceu, depois fechou o portão e voltou para dentro, abrindo os objetos que
recebera, com olhar concentrado. Sim... era o trabalho dele.
—Acabei atrapalhando seu dia de serviço né? Indaguei, ao vê-lo já
dentro de casa.
—Claro que não... eu disse lá no mercado, que seu sorriso era o que eu
precisava ver hoje; você não me atrapalha em nada, por mim nem trabalharia mais
hoje... só para curtirmos bem gostoso, mas... estou com muita coisa para
resolver, sou autônomo, meu patrão e funcionário ao mesmo tempo, e dependo de prazos, preciso fazer meu dia ter mais que
24 horas, por isso não me encontro com minhas amantes durante a semana, porque
para elas também é uma correria brutal! Explicou o comedor, sereno.
—Você vai acabar me deixando mal acostumada sabia? Fica dizendo essas
coisas gostosas, aí eu vou ficar com saudade quando for embora. Eu... quero muito
que dê certo entre a gente, mesmo sendo um caso, e... me desculpe se estou
sendo um pouco imatura, mas... nunca tive um caso com ninguém, então... tenha
um pouco de paci...! Comecei a responder, mas logo o comedor me interrompeu, e
tascou aquele beijo matador em minha boca, e pirei.
—É sério Luciana... por mim, eu pararia tudo e passaria o resto da
tarde, adentrando pela noite, me deliciando com você, porque o prazer que você
me dá... é arrebatador, e... só vou te pedir uma coisa: não faça jogo de desinteresse comigo, eu
odeio isso, porque eu sei identificar quando uma
mulher não pode se encontrar comigo por algum motivo... e quando quer se fazer
de difícil para me ver correndo atrás dela, eu faço é CORRER DELA! Sejamos honestos, tudo bem? Replicou e advertiu Rodrigo.
—Eu jamais farei isso com você... jamais. Quero que dê certo, quero te
ter sempre que quisermos um ao outro, eu sempre vou dar um jeito de ficar com
você, só... não vai ser possível nos dias em que minha filha estiver comigo,
mas fora isso... eu sempre terei um tempo para saciarmos nossas taras, porque
eu sou tarada por você! Repliquei, e em seguida avancei nele.
Rodrigo me aparou em seus braços fortes, e nos beijamos como loucos, como feras furiosas no cio, depois nos despedimos, reiterando nosso próximo compromisso delicioso...
FIM
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Olá queridos alunos, mais um imprevisto me impediu de seguir o cronograma. Meu notebook deu problema e tive que mandar para o conserto; é, o pobrezinho já está velhinho e pelo visto vai ter de se aposentar, mas felizmente não foi nada grave, e como sou precavida, TODOS os meus arquivos têm cópias salvas em pendrives e na nuvem, porém, não deixou de ser um transtorno, porque demorou demais para eu recebê-lo de volta, além disso, no período da tarde estou com duas alunas particulares.
Claro, não está rolando sacanagem nenhuma, as duas moças estão estudando para concursos públicos e o foco delas é só nisso, nada de vida pessoal, o esquema aqui é apenas profissional, e como só doido dispensa dinheiro, eu topei na hora, porque posso praticar o que aprendi até agora na Pós.
Quero agradecer aos leitores que comentaram e me enviaram e-mails carinhosos me saudando pelo retorno às atividades. Adoro vocês e o tempinho que dispõem em seus dias corridos para se lembrarem de mim e deixarem suas mensagens positivas e carinhosas, seja no reservado, ou aqui na seção de comentários. São vocês, meus estimados amigos, que me impulsionam a seguir sempre.
A rotina de postagens vai sofrer outra pausa, porque amanhã, começa o final do sexo ato, a tradicional suruba do carnaval, e os preparativos estão a todo vapor. Salão de beleza, roupas, descanso e muita expectativa para esse evento. Serão QUATRO dias de muita sacanagem sem moderação, e após isso, eu vou escrever essa putaria toda nos mínimos detalhes, e sinceramente espero que a orgia desse ano supere a que encerrou o terceiro ato, porque até hoje ela permanece insuperável.
Dia 27/02, segunda-feira, a rotina de postagens volta ao normal (assim espero).
Beijos, tenham um dia maravilhoso, cheio de paz, vida e muito prazer. Curtam muito o carnaval da maneira que quiserem, aproveitem ao máximo, mas sempre com responsabilidade e amor próprio.
Drama
Fetiches
Heterossexual
Leitura Importante
Professorinha Fogosa
Relatos Reais
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Traição
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Comentários

Boa escritora em todos os sentidos!
ResponderExcluirExcelente texto. Você é incrível.
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