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—Sim, a Lidiane. Ela é uma mulher especial para mim, como eu disse, eu me vejo nela, vejo a vontade de vencer que eu tinha na idade dela, a garra, a retidão, o desejo de mudar minha realidade, por isso, não consigo imaginar mulher melhor para ser a mãe do meu filho! Respondeu Ricardo, ruborizado e dando outro longo suspiro depois.
—Mas... isso é muito sério, a
Lidiane é muito jovem, está focada em seus objetivos, tenho certeza de que a
última coisa que ela pensa em sua vida é em ser mãe, ainda mais mãe de um
filho... com um homem casado! Retruquei, bestificada com a atitude de Ricardo.
—E desde quando eu ser casado me impede de ser feliz? Rebateu Ricardo.
—Mas na cabecinha jovem dela isso não funciona meu querido, a Lidiane é
uma das poucas exceções que temos no meio dessa juventude irresponsável, que
põe filhos no mundo como se fossem cachorros e depois os largam a própria
sorte! Mulheres que têm uma visão de vida já estabelecidas como Lidiane, não
pensam em ser mães a curto prazo! Repliquei, tentando situar o comedor da
realidade da vida e fazê-lo analisar o cenário ao redor de Lidiane.
O cenário ao redor. Que palavras fortes, que sabedoria o tal Rodrigo
tinha. Não me saía da cabeça que esse Rodrigo era o amigo tesudo de Ariovaldo,
porque o tom de voz manso, mas seguro e convicto era parecido com o dele. O que
ele diria a Ricardo nessa situação?
—Nossa relação não é um mero caso de coroa com novinha, eu sei que a
Lidiane quer vencer, quer ser alguém e pensa primeiro em dar dignidade a sua
família antes de ser mãe, e é por isso... que preciso tirá-la desse bairro,
para que ela veja que eu me importo com ela ainda mais, que eu... que eu...!
Começou a explicar o macho, mas se deteve, e bufou, quase chorando.
—Você... a ama? Ama a Lidiane de verdade Ricardo? indaguei, surpresa e consternada.
—Sim... pode rir da minha cara e até me chamar de hipócrita e mentiroso,
mas... eu amo sim a Lidiane, ela... fez com que eu... enxergasse as coisas boas
da vida de novo, fez com que... eu visse o belo nas coisas simples como essas
bromélias vívidas, radiantes e gratas por receberem o amor e cuidado de sua
dona, desejasse sentir novamente a maravilha que é tomar um banho de mangueira
ao ar livre no jardim! Nem todos os homens são insensíveis e grosseiros
Luciana, e despejar o que sinto não faz de mim um fraco! Disse Ricardo,
emocionado. O abracei.
—Não Ricardo... você não é um hipócrita, mentiroso e tampouco um fraco,
é um homem de verdade, e... independentemente de suas dores matrimoniais
irreversíveis, antes de tudo, você é um ser individual, que tem suas aspirações
particulares, e... você só quer ser pai, e o homem que deseja ser pai e dar
amor a um filho... nunca será um fraco, porém... deixe a Lidiane alicerçar sua
vida primeiro, deixe que ela olhe para você com profunda gratidão... e então, como
prova de amor, aí sim, ela vai lhe retribuir com aquilo que você mais deseja!
Desabafei e aconselhei, alisando o rosto do homem, que sim, chorou e assentiu.
Nos abraçamos novamente.
—Você... é a melhor professora do mundo, como a Lidiane fala, e fala
com gratidão! Obrigado Luciana, e... por favor, me ajude a tirar a Lidiane
daqui! Disse Ricardo, e assenti.
—Eu vou lhe ajudar sim! Agora vou pegar a toalha, tome seu banho à
vontade enquanto eu tomo o meu! Respondi, alisando o rosto dele, que sorriu, e
mais uma vez, nos abraçamos.
Trouxe a toalha e um sabonete, e pus sobre o banco onde transamos.
Ricardo se esbaldava banhando seu corpo gostoso com a água da mangueira, como
se fosse um menino. Ele sorria e regava minhas plantas, as quais até esqueci de
regar nesse dia, e o fazia com prazer. Observei todo o seu banho, e constatei
que a infidelidade nem sempre é um desvio de caráter...
O banho de Ricardo foi de duração média, então, vendo ele enxugar seu corpo, me aproximei. Detalhe: eu nem tinha tomado meu banho ainda, mas ver aquele corpão moreno e delicioso, exalando o aroma de macho mesclado ao do sabonete, meu tesão sofreu um “reset”.
Ele me fitou e viu meu olhar safado, de
quem queria mais, parou de se enxugar e sorriu. A história de Ricardo me deixou
mexida, e saber que ele era um homem muito mais macho que o lixo humano que
casou comigo e hoje despreza minha filha, me deixou mais tarada.
Tirei a toalha que cobria meu corpo, peguei a mangueira, liguei a água
e me molhei toda, depois molhei Ricardo novamente, e o macho me abraçou, dando
um beijo delicioso em minha boca em seguida. Mantive a mangueira suspensa, nos
banhando, depois soltei, me abaixei, segurei aquele pau grosso e que já se
preparava para atender ao meu chamado e dei aquele cheiro gostoso, sentindo o
odor do tesão e da limpeza, então abocanhei a glande, e a tora renasceu dentro
de minha boca, prontinha para me foder novamente.
—Você... é insaciável! Comentou Ricardo, bestificado e gemendo com meu
boquete.
—Você acha? Por que? Não dá conta? Questionei, instigando e lambendo o
cacetão dele, petrificado e besuntado de minha saliva. Abocanhei e mamei,
fitando o macho.
—Não tem como não se inspirar a dar conta de um mulherão como você...
seu marido merece cada chifre que você põe nele! Retrucou Ricardo. Dei um
sorriso bem sapeca e rebati:
—Agora você falou uma verdade inquestionável! Anda... me fode!
Me levantei, Ricardo me prensou na parede, ergueu minha perna esquerda,
pincelou sua tora na entrada da minha xoxota e a varou. Gemi alto, manhosa e
delirei com a metida do macho. Ele beijou e chupou meu pescoço enquanto socava
suavemente, num gingado matador, de tão gostoso que estava. Ah você ama a
Lidiane? Ok, pode amar, mas enquanto esse amor não se concretizar por parte
dela, brinque de fazer amor comigo seu safado.
Ricardo ergueu minha perna direita, me deixando suspensa, ainda
encostada a parede, então o abracei, e dei aquele gemido alto e manhoso com o
encaixe da pica gorda dele, a qual estava bem besuntada do meu tesão. Que macho
gostoso do caralho, ele socava com maestria, ofegando e chupando meu pescoço,
beijando minha boca e lambendo o lóbulo de minha orelha, me levando ao delírio
de sensações deliciosas inenarráveis.
O comedor se curvou um pouco e mamou meus seios, e eu me tremia de
prazer com suas bombadas incessantes. Uma hora ele atolou, deu uma paradinha,
em seguida um tranco, e gritei de tesão ao sentir o choque de sua virilha com a
minha, o abracei mais forte, arranhei suas costas e remexi, fazendo o macho
gemer alucinado e me acompanhar. Ele nos girou 180º, depois sentou no banco,
comigo ainda presa ao seu pau grosso, me acocorei e comecei a cavalgar.
—Delícia, meu Deus... você é gostosa demais! Disse Ricardo, extasiado.
Apenas sorri.
Apoiei as mãos no encosto do banco, arrebitei meus 102 centímetros de
bunda, e aí minha cavalgada foi feroz, “plaft, plaft” nervoso, surtado, que
fazia Ricardo gemer, e eu sabia que aquele choque o machucava, mas macho que é
macho aguenta uma fêmea tarada, e jamais ousa protestar, ele segurou minha
cintura e me fez quicar ainda mais ensandecida, quase tirando e sentando até o
talo, vi suas coxas já vermelhas e aí foi que fiquei com raiva, quiquei mais
forte e gritei meu tesão, nossas seivas se espalhavam e escorriam, ele gemia
aflito.
—Vou gozar, vou gozar, vou gozar, vai Ricardo, não para, não para, NÃO
PARAAAAAAAHHHHH! AAAHHHH! Sussurrei e urrei, louca de tesão, trêmula e mais
tarada.
—Isso... goza bem gostoso! Disse Ricardo, mais esbaforido que antes.
Tadinho...
—Quer tomar outro banho de mangueira? Indaguei, e Ricardo riu.
—Não precisa, já tive... meu momento de... nostalgia! Respondeu,
ofegante. Sorri...
Ricardo se foi após um rápido asseio.
Reiterei minha promessa de tentar
fazer Lidiane sair do bairro onde moro, e pedi a ele que não tocasse em assunto
de filho com ela por enquanto. Eu trajava um vestido frouxo de alcinhas e
estampado de flores, e sentada no sofá, segurava a fotografia minha e do corno,
do dia de nosso casamento na mão direita, e na esquerda, a foto de minha filha,
então comecei a chorar, beijando a imagem de minha princesa, e lamentando por
Ricardo, que para ser realmente feliz, só queria ser pai, enquanto o maldito do
corno imundo tinha uma filha linda, perfeita e cheia de vida, que o amava, e ele
a desdenhava, apertei furiosa a moldura com a foto de nosso matrimônio e fiz
menção de jogar na parede, bufando de ódio, mas me controlei e abaixei a mão,
jogando-a no canto do sofá...
Os orgasmos que tive me deixaram bem molinha, bem derrubadinha, mas
foram deliciosos, maravilhosos. Ai... que maravilha dar aquela trepada bem
caprichada e depois me entregar a um descanso merecido, e foi o que fiz, deitei
em minha cama, me espalhei toda, suspirei gostoso, sorrindo de plenitude, e o
sono me abraçou ternamente...
QUARTA-FEIRA, 12 DE SETEMBRO DE 2018. 6H40.
Na fila da padaria, eu mexia no celular, absorta, com o sangue frio, e
rememorando a transa inesquecível que tive com Ricardo, mas também a situação
dele e de Lidiane, e tive dó de ambos, principalmente dele, que depositava na
jovem a verdadeira expectativa de sua vida. Não pude conter um tremor na face
ao ouvir em minha mente as palavras angustiadas daquele homem. Quem deseja um
filho para dar-lhe amor, nunca será um fraco... nunca...
Cheguei à escola e vi Ariovaldo em sua rotina de tentar conter a
bagunça dos alunos. O estresse era visível no rosto do vigia, mas bastou ele me
vir, que abriu aquele sorriso aliviado.
—Bom dia seu vigia! Cumprimentei, tocando sua mão.
—Bom dia Lulu! Ei... aquele negócio lá já tá no ponto viu! Disse Valdo,
radiante.
—Que negócio? Indaguei, sem conseguir me lembrar a que ele se referia.
—Do teu aniversário! Cochichou o vigia, e arregalei os olhos, sorrindo
em seguida.
—Ah sim, que legal! Estou ansiosa! Falei, radiante. E estava mesmo.
—É... eu e o Cássio vamos meter um atestado médico no dia, e como a
Sueli dá folga pros aniversariantes, então vai dar certinho! Disse Valdo, ainda
cochichando. Assenti sorrindo...
Apesar de minha empolgação com essa mini suruba com Valdo e Cássio, não
pensei muito nisso, pois ainda faltava pouco mais de uma semana, mas o
importante é que estava sacramentada minha deliciosa dupla penetração com pai e
filho. Viu corno safado? Vou assoprar duas velas enormes e grossas enquanto mais
quatro chifres nascem na sua cabeça de merda...
No intervalo, Lidiane enviou uma mensagem pelo WhatsApp ratificando nossa aula de hoje, e também outras mensagens carinhosas e emojis lindinhos e fofos. Ah, Lidiane... e eu achando que quem suspirava de paixão nessa história era você, mas não... como você bem me disse, Ricardo era um homem carente de carinho, mas o carinho de uma família.
Após o expediente, fui para casa, tomei
um banho, pus uma blusinha de alcinhas estampada e com fundo azul, seguida de
um legging branco e bem apertado, o qual delineava de forma bem safada meu
rabão guloso. Dei uma voltinha e sensualizei diante do espelho. Tu és gostosa hein
Lulu.
Fiz um almoço rapidamente, e fiz em quantidade que desse para mim e Lidiane, pois ela poderia vir antes do horário de novo e estar com fome.
Esperei
a discente até quase 13h, e como ela não veio e nem mandou mensagens falando
sobre vir mais cedo, concluí que nossa aula seria mesmo no horário combinado
desde o início, então almocei sozinha, ou melhor, tentei almoçar, porque a
ansiedade da chegada dela, somada ao assunto que Ricardo me pediu para abordar,
não me deixaram aproveitar muito o gosto da comida, mas mesmo assim comi tudo.
Eu não tinha cabeça para aplicar a prova que prometi a Lidiane, eu
estava impactada demais com tudo que soube de Ricardo, precisava ajuda-lo,
mas... seria certo me meter assim?
13h50. Esse foi o horário em que duas buzinadas irromperam lá fora. Deitada na rede, saltei da mesma e antes de chegar ao portão, o carro já manobrava o retorno e saía levantando poeira. Ricardo não tinha vindo deixar minha aluna de novo.
Abri o portão e vi um sorriso embotado de Lidiane, que
trajava um lindinho vestido florido e de comprimento quase até o joelho, com
babados nas alças e na barra. Ela estava tão fofa e graciosa naquela roupa...
—Boa tarde meu amorzinho! Como está? Cumprimentei, a abraçando.
—Tô bem professora, tava com saudade da senhora! Disse Lidiane,
aninhando sua cabeça entre meus seios, um pouco abaixo deles. Trocamos beijos
formais e entramos.
—Você está tão lindinha nessa roupa, me lembrou minha filha quando era
mais novinha, ela usava vestidinhos como esse, e eu adorava vê-la assim!
Comentei, nostálgica, já na sala com minha aluna, que sorriu enrubescida e
assentiu, apertando sua grande mochila jeans.
—É... o Ricardo... gosta de me ver vestida assim! Respondeu Lidiane,
acanhada.
—E você... gosta? Ou... usa só para agradá-lo? Questionei, sincera.
—Ah sei lá... achei legal, mas... não tenho muito costume de usar
vestido! Disse minha aluna, sorrindo desconcertada e observando seu vestido. Tão
linda.
—Tem medo de ficar parecendo velha? Brinquei, indagando e a abraçando.
—Não sei... parece vestido de grávida! Disse Lidiane, e tremi na base.
—De grávida? Nada a ver, é um vestidinho de moça muito lindo! Vem cá,
deixe eu lhe mostrar os vestidos que usei quando estava grávida da minha filha,
aí você vai ver a diferença! Retruquei e conduzi Lidiane ao meu quarto,
segurando sua mão.
Abri meu guarda-roupa, e mostrei os vestidos de gestante que usei, e
todos eram diferentes do que Lidiane usava, e a jovem relaxou mais, elogiou as
indumentárias e até brincou vestindo alguns. Claro que ficaram parecendo um
saco nela, porque eu era mais alta e encorpada, mas o importante é que
conseguimos descontrair e rir bastante.
Eram uma lembrança gostosa, fiz questão de guardar todos os vestidos
que usei porque foi um momento mágico de minha vida, mesmo com as dores,
incômodos e sofrimento na hora de parir, foi sim o momento mais sublime da
minha existência, e Ricardo também queria que fosse o da vida de Lidiane,
mas... será que ela pensaria como nós, caso engravidasse?
—Professora... a senhora gosta de ser mãe? Indagou Lidiane. Eu estava
pondo o último dos vestidos na parte superior do guarda-roupa e parei,
suspirei, fitei minha aluna e disse:
—Só nos tornamos mulheres de verdade... quando nos tornamos mães! Não
há nada mais maravilhoso do que gerar uma vida e apresenta-la ao mundo! Dito
isso, alisei meu ventre.
—Professora... o Ricardo... quer ter um filho comigo! Confessou Lidiane,
e ao ouvir aquilo, decidi me fazer de besta e descobrir o que ela achava dessa
ideia, então instiguei:
—Sério? Mas... por que? Ele já não tem filhos com a esposa?
—Ele falou que a mulher dele não pode engravidar! Disse que o sonho
dele é ser pai, mas ele não quer adotar um menino, ele quer... fazer um... e...
quer fazer em mim! Revelou Lidiane, abaixando a cabeça em seguida. Me acheguei
e ergui sua cabeça pelo queixo, então vi os olhos de minha aluna marejados, e
logo uma lágrima caiu de seu olho direito. Questionei:
—E o que você acha disso? Você... quer ser mãe? Quer dar um filho ao
Ricardo?
—Não sei professora... acho que... não tô preparada pra isso agora!
Eu... quero estudar, me formar, quero trabalhar, ajudar minha mãe e minha
irmãzinha! Não tô pensando em filho, não agora, não nessa situação! Desabafou
Lidiane, chorando e trêmula.
—O Ricardo... está lhe pressionando para ter esse filho? Indaguei.
—Não... ele só tocou nesse assunto umas duas vezes, mas... ele quer que
eu saia desse bairro com minha mãe e minha irmã, e vá morar de aluguel na
capital! Revelou minha aluna.
—Ah é? E... você não gostaria de ir? Na capital você terá mais
oportunidades de crescer, de trabalhar e estudar. Aqui é tudo mais difícil!
Retruquei, tentando ajudar seu namorado.
—Mas professora... eu tenho uma casa própria! É feia, pequena, mas é
nossa, e meu lance com o Ricardo é... não tem nada certo, ele me ajuda, mas...
e aí? Se a mulher dele descobrir? E se ele mexer com nossa vida desse jeito e
depois me deixar? Fizeram isso com a minha mãe! Replicou e desabafou minha
aluna, chorando mais. Lidiane era muito prudente...
—Olha meu amorzinho... eu não vou me meter e nem dar pitaco na relação
de vocês, porque você já é uma adulta, mas vou dar minha opinião: Lidiane... o
Ricardo quer ter um filho com você, e só isso já é motivo suficiente para que
não reste nenhuma dúvida de que ele quer algo mais do que simplesmente... ter
uma aventura sexual que não pesa muito no bolso dele, sendo assim... eu,
Luciana, se fosse você, Lidiane... aceitaria sim sair desse inferno, porque
este bairro aqui está tomado pela morte, pela desgraça que seus irmãos ajudam a
causar, e as atitudes do Ricardo... só provam o quanto ele te ama! Retruquei, e
Lidiane me olhou surpresa.
—A... s-senhora... acha isso? Como pode ter certeza? Se nem eu que
namoro o Ricardo confio totalmente nele! Ele é casado! Perguntou Lidiane, retrucando,
já sem chorar.
—Concordo com seu raciocínio, ele é sensato, mas... você sabe se vai
passar no ENEM de primeira, mesmo tendo aulas particulares comigo e estudando
dia e noite sem parar? Você sabe se... vai conseguir se firmar no emprego que o
Ricardo arranjou para você, mesmo aprendendo e fazendo tudo direitinho? E o
principal Lidiane: você sabe se vai estar viva quando a qualquer momento... a
polícia, ou até mesmo os bandidos para quem seus irmãos trabalham invadirem sua
casa e cometerem barbaridades com sua família? Rebati, e ela arregalou os
olhos, em seguida abaixou a cabeça e fungou. —Responde meu amor, quero lhe
ouvir! Completei.
—N-Não professora... não sei! Respondeu Lidiane, chorando.
—Pois é... ninguém sabe, a vida da gente é cheia de incertezas meu
amor, a gente só vai saber se acertou... se tentar, e se errar, tente de novo,
você tem uma vida inteira pela frente e corre sim o risco de se decepcionar,
mas... olhe a chance que você tem AGORA... você sempre quis as coisas pelo caminho
certo, e achou alguém que quer lhe ajudar a trilhar esse caminho certo, sendo
assim... confie nele, confie em você! Aconselhei, e Lidiane me abraçou,
chorando mais.
—Obrigada professora... a senhora é a melhor professora do mundo! Disse
Lidiane, emocionada e me apertando em seu abraço. Também me emocionei e beijei
sua cabeça.
—Dê essa chance ao Ricardo, mas acima de tudo: dê essa chance a você!
Conversem sobre o filho, exponha o que você sente, cheguem a um consenso,
mas... aceite mais essa oportunidade que ele está lhe oferecendo, a
oportunidade de estar no lugar certo, para continuar fazendo o certo, mas em
paz e segura! Repliquei, reiterando meu conselho.
—Tá bom professora! Eu vou sair daqui! Obrigada, obrigada! Disse
Lidiane, e nos abraçamos mais uma vez, e deixei minha aluna despejar seus
sentimentos através das lágrimas.
Passada a emoção, Lidiane estudou com fome de vencer, continuou
acertando as questões simuladas, tirando dúvidas e me ouvindo atentamente. Errou
outros problemas mais complexos, mas não esmoreceu, seguiu em frente, abanando
a mão direita várias vezes de tanto calcular, e calculou certo. Estava sim
preparada, preparada para o ENEM, preparada para a vida, mesmo vivendo à sombra
de uma outra vida, mas tendo a chance... de ter sua própria vida.
Ricardo chegou no horário exato do final de nossa aula, e Lidiane o
recebeu com um abraço apaixonado, um abraço de gratidão imensa e claro... um
abraço de confiança no homem que a amava. Ele me fitou por cima da cabeça de
minha aluna, sorriu e assenti sorrindo, em seguida pisquei para ele e fiz sinal
de positivo com a mão direita. Ele entendeu e sorriu mais.
—Como foi a aula? Indagou Ricardo, afagando os cabelos de Lidiane.
—Maravilhosa, como todas a aulas da tia Luciana são! Respondeu a jovem.
—T-Tia Luciana? Eu hein, sou muito nova para ser chamada de tia viu! Repliquei,
ruborizada e o casal riu. Ri também e me aproximei deles, abraçando-os.
—Bem... vamos dar uma passeada para você desopilar um pouco dessa
pressão de estudos! Convidou Ricardo, fitando Lidiane, que sorria lindamente
para ele.
—Não... quero estudar, preciso estudar pra passar! Retrucou Lidiane,
negando.
—Meu amorzinho... o que você aprendeu... não vai mais esquecer! Tenha
um equilíbrio em sua vida, separe um tempo para estudar, para passear e
namorar! Todo exagero faz mal, e se você se matar de estudar, vai ficar tensa,
cansada e estressada, sendo assim, saia um pouco, respire, curta a vida, curta
sua maravilhosa juventude! Aconselhei, e Lidiane assentiu.
—Obedeça sua professora, agora vamos! Disse Ricardo. A jovem o beijou
apaixonada.
Ricardo e Lidiane partiram, e fiquei sozinha, impactada com a história
daquele casal, a qual, mais uma vez... era surreal e inacreditável, mas sim,
real. Decidi que não transaria mais com Ricardo, e pelo olhar dele em direção
ao meu... a recíproca era bem verdadeira, porque não foi um olhar lascivo,
sedutor, e sim... um olhar de gratidão, gratidão por manter viva a chama de sua
esperança de ser pai, de finalmente... ser um homem completo. Me emocionei.
QUINTA-FEIRA, 13 DE SETEMBRO DE 2018. 11h30.
Após meu expediente, e a poucos metros de chegar em casa, vi Lidiane no
portão, com outro lindo vestido; esse, mais justinho um pouco, mas nada
indecente. Que mulher linda...
—Oi meu amorzinho! Que surpresa gostosa! Comentei, feliz e já me
aproximando dela.
—Professora... vou me mudar amanhã! A senhora pode me dar a última aula de reforço? Avisou e pediu Lidiane, já chorando de emoção. Chorei também e a abracei, assentindo...
FIM, MAS EM BREVE, O EPÍLOGO...
=============================================================
Olá queridos alunos. Como mencionei no prólogo, faria as considerações sobre essa minissérie nesse primeiro desfecho, o qual não é o verdadeiro final dessa saga. Quem leu lá no falecido contoerotico, sabe que ainda tem mais uma parte, mas que foi publicada mais à frente, e isso se deu porque eu jamais faria ideia de que reencontraria Ricardo e Lidiane, mas aqui no blog, deixo atualizado.
Segurar as lágrimas de emoção ao reler esse momento tão maravilhoso de minha vida foi impossível. Sem sombra de dúvida, e olha que se passaram quatro anos desde esse evento, e eu NUNCA mais tive como aluno, seja na sala de aula, ou como reforço, uma discente como Lidiane.
A transformação que Lidiane se permitiu realizar em sua vida, e que teve minha singela contribuição, é algo marcante, inesquecível, e como falei, é a certeza de que ter escolhido o Magistério como ofício, foi a melhor coisa que fiz em minha vida, e mesmo com todo o cansaço, estresse, humilhações e até ameaças... quando eu me lembro dessa menina, tão determinada a vencer, tão aguerrida em seu objetivo... renovo e aumento meu amor por ser professora, e reitero meu juramento de NUNCA DESISTIR DA EDUCAÇÃO. Eu acredito no meu trabalho, no que posso e sei fazer.
Foi "MOTIVAÇÕES", que me fez ganhar respeito no contoerotico, foi essa minissérie que me deu ainda mais amigos especiais, apreciadores e amantes de histórias tocantes, tanto que esses mesmos amigos, fora os que eu já tinha conquistado nos demais sites, me seguem aqui.
Eu iria postar uma foto minha com Lidiane, mas achei mais oportuno fazer isso quando publicar o epílogo, o qual como mencionei, ocorre mais à frente, e é o verdadeiro final dessa minissérie.
Quero agradecer do fundo do meu coração aos que releram, comentaram (mesmo que poucos) e me enviaram mensagens expressando suas opiniões sobre o que leram, e principalmente, quero agradecer pelos novos seguidores que conquistei, sejam muito bem-vindos.
Peço perdão pelo atraso nas postagens, mas são vários fatores que estão me impedindo de manter uma regularidade, uma assiduidade aqui no blog, mas o principal deles, é a falta de engajamento de vocês, e isso meio que me deixa sem ânimo para seguir.
Mas... apesar do desânimo, vou tentar ao máximo manter a periodicidade das postagens, porque o primeiro clímax do segundo ato já está se aproximando. Aos que já sabem do que estou falando, NADA DE SPOILERS nos comentários, por favor...
Beijos a todos, força, fé e muito trabalho.
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Comentários

Lhe envie e-mail desde a semana passada... beijos!
ResponderExcluirLinda história…narrativa perfeita…emoção do princípio ao fim…relendo mais uma vez e parecendo a primeira vez…te adoro Luciana…BOTO.
ResponderExcluirAdorei a foto.....linda demais!
ResponderExcluiroi professora guerreira,nao fique triste,muitos dos teus leitoresgostam de ler,mas talvez nao gostem de escrever,força guerreira,guerreira cansa mas nao desiste,e como de costume bela foto,e poe bela nessa linda bunda que tu tem,beijao e ate´ o proximo conto
ResponderExcluirBunda deliciosa!
ResponderExcluirBunda deliciosa!
ResponderExcluirSaudação Lu
ResponderExcluirReleve pos quem ti crítica e por dois motivos,
Primero e que tem vontade de fazer o que você Faz e não tem coragem
Segundo não tem coragem de expor o que pensar e fic criticando você.
Saudação lu
ResponderExcluirSo ignore esse tipo de pessoas
(Mike)