015 - O VISLUMBRE 4

 —Amanhã vou visitar o papai e a mamãe! Quer vir comigo? Propôs o chifrudo, afagando meus cabelos enquanto eu estava quase dormindo, exausta.

—Não querido, preciso descansar... essa semana foi puxada demais! Respondi, sonolenta, sentindo meu cu latejar. Sim, que estrago os pauzões de Ariovaldo e Edvaldo fizeram, pois não houve tempo para que meu rabo se recuperasse, mas não me arrependi.

—Tudo bem, eu... volto... na segunda à noite! Falou o galhudo, que beijou minha cabeça em seguida. Percebi uma mentira cristalina em sua réplica, porque houve pausa na conclusão da mesma. Casa dos pais porra nenhuma, ele ia curtir com sua amante.

—Mande beijos e abraços para o seus pais! Nas férias talvez eu os visite! Falei.

Sábado de manhã.

Acordei quase às 10h, e foi porque um carro de som vendendo ovos passou pela rua. Eu estava meio que de ressaca. Os últimos acontecimentos foram intensos, mas talvez aquela surpresa que tive ao chegar em casa e dar de cara com o galhudo em um horário fora do normal após trepar com o vigia, tenha sido o fator que ainda deixava resquícios de tensão pelo meu corpo. Diante do espelho, meus cabelos estavam armados, como se eu tivesse levado uma descarga elétrica, então tomei um belo banho, e senti pelo meu corpo, as marcas daquela transa deliciosa, que foi libertadora não só para Edvaldo, mas para mim também.

Pus uma blusinha de mangas curtas, branca e semitransparente, a qual expunha minha barriga e uma saia curta godê, com estampas floridas, sem calcinha, pois queria deixar meus buracos bem ventilados. Preparei meu desjejum e me sentei à mesa, absorta, fazendo um retrospecto do que minha vida sexual havia se tornado. Passei a geleia de morango sobre o pão de forma e mordisquei um pedaço, em seguida sorvi um gole do delicioso suco de abacaxi com hortelã que eu sempre tomo para repor as energias e deixar meus rins em pleno funcionamento.

Eu continuava não me reconhecendo. Será que minha verdadeira natureza era essa? Não a natureza da mulher infiel, mas a da mulher sexual. Eu nunca fui tarada assim, até me achava um pouco frígida, mas quando entra um pauzudo em nossa vida, parece que uma cortina se abre, e a redescoberta é realmente assustadora. Eu precisava de um amante, porque viver refém do acaso era perigoso, mas... de certa forma eu tinha um amante, ou melhor, amantes; Ariovaldo e seu irmão, que mesmo vindo uma vez por ano, me teria em sua cama de novo na próxima visita, porque realmente foi um momento muito gostoso, mas eu precisava de um fixo.

Por outro lado, juro que não queria estar traindo. Eu devia ter me separado quando soube da traição do meu marido, mas eu ainda o amava, e perdoei. Pus na balança suas qualidades, os percalços que passamos juntos, sem soltar a mão um do outro, e isso me fez perdoá-lo. Pensei em nossa filha, ainda nova, apegada a ele, e não queria que ela tivesse um crescimento conturbado, sem a noção de família, de pai e mãe, por isso relevei, dei mais uma chance, porque ainda o amava, mas cometi o erro de me culpar por ser traída, por achar que mereci levar o chifre... por não ter sido boa o bastante para ele, pois vim de uma criação conservadora demais, onde as mulheres de minha família são resignadas, aceitam aquela de que “homem pode trair, mulher não, porque é vagabunda”, e isso ficou incrustado em minha mente.

Mas agora minha mentalidade era outra. Resignação não era mais minha filosofia, eu não podia mais me privar do prazer, e se o adultério fosse a única forma de me sentir viva, e livre das amarras morais, eu continuaria traindo, então desencanei, e me lembrei das três razões que nos levam a trair: o prazer, a infelicidade e a vingança. A terceira era minha filosofia...

Sozinha o fim de semana. Ok, eu odiava, mas o cansaço exigia de mim quietude, então me deitei no sofá e liguei a TV apenas para ouvir algum barulho, depois peguei meu celular e fui ver besteiras na minha rede social. Besteiras demais diga-se de passagem, então mudei para o YouTube e vi alguns vídeos melosos de cachorrinhos e gatos. Minutos depois, o vídeo novo do canal de um humorista que sigo, e dei risada de suas piadas, foi quando algo aconteceu...

A imagem dele, daquele homem, o amigo de Ariovaldo. Ela se materializou mais uma vez em minha mente, com todos os detalhes perfeitamente vívidos, como se fosse um chamado, ou o prenúncio de algo que mudaria minha sexualidade ainda mais. Ah... meu Deus, que macho lindo da porra, e a resposta àquela investida do meu subconsciente, foi um tremor na xoxota.

Ergui a saia, e alisei a mesma. Estava meladinha, em seguida os bicos dos meus seios enrijeceram. Sim, o tesão, tesão violento, e logo fiquei aflita, aflita de desejo. Onde aquele homem morava? Aquele instante em que o vi não parava de se repetir em minha mente. Seu olhar, aqueles olhos, aquela boca, aqueles lábios carnudos... ele todinho.

Passei o dedo na buceta de novo, e ela já chorava, fiz aquela ponte entre o indicador e a mesma, fiz de novo, e a seiva não parava; oh minha xotinha... queria aquele macho né? Eu sei... o resto do meu corpo também queria, então... da mesma forma que os homens certamente me homenageiam com punhetas vorazes e cheias de desejo, gozando profusamente, ergui minha camiseta. 

Com a mão direita, comecei a acariciar meus seios, e com a esquerda, minha racha cada vez mais melada, passei o dedo médio suavemente sobre o clitóris, em seguida pelas laterais, até chegar no cuzinho e apenas o pressionar levemente; ardeu, doeu, mas não incomodou, subi o dedo e penetrei um pouco a vagina, sentindo ele melar como se tivesse sido mergulhado num pote de mel, tirei e o vi brilhando, com uma ponte de seiva formada, fiz movimento de pinça com o indicador e sorri ao ver a viscosidade do meu tesão.

Passei o dedo melado em meus mamilos, e se tivesse os seios maiores, mamaria neles, depois peguei mais do néctar que vertia de minha xoxota e chupei meus dedos médio e indicador, sentindo o gosto do tesão brutal que aquele macho havia me causado. Isso porque eu sequer o vi nu, sequer vi pacotão sob a calça, pois ela era frouxa, e como dito anteriormente, o tamanho de seu pau não importaria para mim caso transássemos. Eu só queria ele.

Eu desejava aquele corpo sobre o meu, aquelas mãos grandes segurando minhas ancas, aqueles braços fortes me pegando e me subjugando, aquela boca deliciosa fazendo o que meus dedos faziam já em ritmo mais rápido, me deixando dispneica. Passei o indicador pelo clitóris enquanto o médio me fodia, isso bem suave, depois meti os dois lá dentro, o mais fundo que pude, e estimulei com o indicador da outra mão, e comecei a me contorcer no sofá, gemendo gostoso, sentindo meu corpo todo se arrepiar, vendo e revendo aquele homem delicioso em minha mente, em seguida tirei os dedos, e os vi besuntados, então ergui a perna e soquei ambos no meu cu, começando a bombar em seguida, e mais dois dedos da outra mão na xoxota.

Virei de ladinho no sofá e segui me masturbando, gemendo e grunhindo, e de repente aquela aflição tomou meu ser, o calor, o arrepio, a falta de ar que nos faz entrar em desespero, o olhar, o gestual, aquele homem, ele causou tudo isso, então urrei, gritei, quase rouca, e chorei, de prazer, ficando em posição fetal e depois me contorcendo, gozando surtada, como se tivesse levado um choque violento, como... se o pau daquele macho... grande ou pequeno, como se ele, suas mãos, seu toque, seus lábios tesudos... tivessem me feito gozar. Eu o senti, senti sim.

Eu chorava e ofegava, gemendo baixinho e fungando, pensando nele, e implorando ao destino encontra-lo mais uma vez, pois eu não tinha esquecido seu rosto, mas o do meu corno... talvez nem por foto eu me lembrasse mais, e eu seguia vivendo assim, nessa ambivalência, sem culpa, sem medo e sem vergonha... desfrutei o final do meu gozo, e adormeci de novo. 


FIM

Comentários

  1. gostei,continuepublicandoseuscontos,tu e´guerreira nao sedeixe abater por tao pouco, tem muita gente torcendo por tu

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    1. Muito obrigada pelo apoio. Ainda estou triste pelo que aconteceu, mas vou superar, vamos em frente, tenho fé que o blog vai dar certo. Beijos.

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  2. Lembra desse dia, em que debatiamos quem era ele? Vc e muito especial continua conosco já estáva desesperado, sem conseguir falar contigo.

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    1. Pois é, agora virou segredo de novo, kkkk. Bom para os leitores novos, que vão adorar o mistério. Obrigada, não vou parar, tem muuuita história para ser contada ainda...

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  3. Tesão de conto minha professorinha preferida…meu primeiro comentário…estou curioso prá saber o que aconteceu lá no site…não me conformo em não te ver mais lá…bjsss

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  4. Saudação professora (maik)
    Final de semana de descanso quem não deseja neh você merece

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